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Bing: resultados supostamente censurados intrigam os chineses

Um grupo de advocacia da China acusou o site de busca Bing, da Microsoft, de censurar seus resultados de busca…

By Redação , in Mundo The São Paulo Times , at 19/02/2014 Tags:

Um grupo de advocacia da China acusou o site de busca Bing, da Microsoft, de censurar seus resultados de busca em língua chinesa para usuários nos Estados Unidos. As acusações vêm das empresas ocidentais que se comprometeram em manter relações com a China.

De acordo com o GreatFire.org, um site dedicado a monitorar a entidade de censura da China – o Great Firewall – descobriu que os resultados dos termos de pesquisa “separatistas” como referências ao Dalai Lama, aos protestos da Praça de Tiananmen, em 1989, e o Falun Gong, retornaram devido à censura. Percy Alpha do GreatFire disse à VOA (Voice of America, em inglês) – o serviço oficial de radiodifusão internacional do governo dos Estados Unidos – que o Bing está filtrando certos links e histórias que as autoridades chinesas consideram prejudicial.

“Se eu digitar Dalai Lama, quase todos os resultados na primeira página, mesmo no Bing internacional, são de mídias estatais chinesas… e os resultados do Bing retratam o Dalai Lama de forma negativa”, disse Alpha. Por exemplo, uma pesquisa por “Dalai Lama” em chinês no Bing é seguido por um documentário do principal canal de radiodifusão da China, a CCTV, que geralmente lança uma posição negativa sobre essa figura religiosa tibetana. A mesma busca na versão em Inglês do Bing gera uma lista de sites diferentes, como o site oficial do Dalai Lama, e mesmo o Phayul.com, que é um site de defesa pró-independência do Tibete.

Os resultados para os termos de busca em língua chinesa do site Google Inc., que saiu do mercado chinês em 2010, porque se ​​recusou a praticar a autocensura, parece não limitar os resultados totais. Isso porque o Google usa um algoritmo de busca diferente. Os resultados listados não são idênticos aos do Bing, mas englobam uma mistura de ambos os sites ocidentais e chineses.

“É um absurdo”, comenta Charlie Smith, o autor da censura do blog GreatFire, ao The Guardian. “Qualquer chinês que buscar em mandarim do exterior está sendo tratado como se tivesse os mesmos direitos de um residente da China continental. Portanto, não vamos mostrar-lhes os resultados precisos da pesquisa se procurar por ‘Dalai Lama’. O que você recebe é propaganda controlada pelo Estado”, diz Smith.

O perigo é que, dentro das fronteiras da China, há um entendimento de quando se busca alguma informação, mas especialmente em temas de polarização, que há uma chance de você encontrar informações filtradas. Do outro lado do Firewall, você não tem essa expectativa. “Eles não lhe dizem que os resultados foram censurados. Se você estivesse na China você saberia disso pelo menos”.

Enquanto o site de busca da Microsoft representa apenas uma pequena porcentagem do mercado de busca da China, a empresa tem planos de expansão e está construindo seus serviços no continente.

No final do ano passado, a Bloomberg News foi acusada de alterar a sua cobertura de notícias chinesas depois de uma história de investigação. Como resultado dos vários bloqueios de sites de mídia na China continental, além das questões do visto para repórteres, a decisão da Bloomberg para matar a história era vista por muitos críticos como uma forma de permanecer no mercado chinês.

© 2014, IBTimes

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