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Caminho inverso faz óleo lubrificante voltar a ser matéria-prima

A Supply Service retira quase 70 mil toneladas de resíduos sólidos do meio ambiente. O óleo lubrificante, utilizado em veículos…

By Redação , in Brasil The São Paulo Times , at 13/09/2014

Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

A Supply Service retira quase 70 mil toneladas de resíduos sólidos do meio ambiente.

O óleo lubrificante, utilizado em veículos e indústrias, é derivado do petróleo e pode ser reciclado em um processo chamado rerrefino. Inclusive, as embalagens de óleo lubrificante que são classificadas como resíduos perigosos (classe I) também precisam ser recicladas. Dados do Sindirrefino (Sindicato Nacional da Indústria do Rerrefino de Óleos Minerais) indicam que, em 2013, foram coletados e reciclados 473.567.000 que corresponde a 38,0%  do volume comercializado, deduzido o volume de óleo dispensado de coleta. Já no Sudeste, são 253.889.631 litros e, no Estado de São Paulo, o volume é de 137.750.164.

A reciclagem do óleo usado é definida pela Resolução 9 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), de 1993.É preciso que população, empresas e governos municipais atentem às medidas sustentáveis, pois o prazo para expirar a data limite de execução do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê entre as medidas o fechamento de lixões até 2014, dando lugar à construção de aterros controlados ou aterros sanitários, está acabando e ainda há um longo caminho a seguir.

Voltadas para a necessidade do meio ambiente a antes mesmo da obrigatoriedade da lei, algumas empresas tornaram especialistas em coletar, tratar e descartar corretamente o óleo e, também, os resíduos (embalagens, filtros, estopa, pano, areia) que tiveram contato com o óleo.

Segundo David Siqueira de Andrade, presidente da Supply Service,que está localizada na cidade de Tapiraí (60km de Sorocaba-SP) – mesmo antes de todas as leis já existentes em torno desse tema, a Supply já realizava o trabalho de reciclagem. “Desde 1992 nos tornamos especialistas no tratamento final de materiais contaminados com óleo e no rerrefino de óleo lubrificante. A lei da logística reversa já está em vigor, mas ainda não sentimos uma modificação relevante por parte da cadeia de valor com relação à necessidade de fechar o ciclo”, completa.

Segundo ele, os diversos setores empresariais devem fazer todo o ciclo independente do sistema público de coleta e isso implica em certificar a destinação final dos resíduos até a fase final do descarte. “Na Supply Service, tudo o que é coletado no posto de combustível ou indústria, por exemplo, é pesado e, em seguida, informado à CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), inclusive com certificado de destruição”, complementa Andrade.

Sobre a Logística Reversa

Alguns produtos de consumo já foram apontados pela Logística reversa. São eles: embalagens em geral; óleos lubrificantes usados ou contaminados; embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes; pilhas e baterias; lâmpadas; pneus; medicamentos e produtos eletroeletrônicos.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, “a logística reversa é instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação”.

Ela é uma parte, talvez a mais importante, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que busca reestruturar a cadeia produtiva nacional introduzindo a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e logística reversa dos resíduos.

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