-Smart Writers & Smart Content & Smart Readers-

Category archive

Brasil - page 224

Você está pronto para rever o que acha que é pesquisa em medicina?

em Brasil/Coluna/Saúde & Bem-estar por

Paulo

Você está pronto para rever o que acha que é pesquisa em medicina?

Na semana passada, a UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo – sediou e promoveu, em sua reputadíssima Escola Paulista de Medicina, o 4o Seminário Internacional de Medicina Tradicional e Práticas Contemplativas. O evento, organizado em conjunto com a Associação Palas Athena, trouxe palestrantes de várias origense linhas de pesquisa; e promoveu debates que uniram cientistas, biólogos, médicos, especialistas em reiki e outras técnicas energéticas, monges meditadores, lideres indígenas e lideranças ligadas à espiritualidade. Está surpreso? Pois não devia. É a 4a edição deste Simpósio, apresentado por uma Universidade Federal no mais importante estado em termos de pesquisa médico-científica no país. É difícil imaginar algo mais “oficial” do que o caráter deste evento. E isso diz muita coisa em termos do avanço científico no nosso país. Porque à parte o estado revoltante em quem se encontra o atendimento em saúde pública, que é indiscutível e nem sequer vamos reforçar um aspectotão óbvio ; a medicina de ponta e a pesquisa científica na área, no Brasil, não é de hoje que tem alto nível e é respeitada no mundo todo. Nas áreas de cirurgia plástica, cardiologia e várias outras, temos centros de referencia mundial. Toda essa introdução é para deixar muito claro que estamos falando de excelência em pesquisa. De seriedade e alto padrão científico, do tipo que tem artigos publicados na Science, uma das duas revistas científicas mais relevantes do planeta. Pretendo escrever alguns artigos sobre trabalhos apresentados nesse Simpósio, assim como entrevistas que realizei com os participantes, cobrindo o evento para o The São Paulo Times. Mas neste momento, o que quero compartilhar com os leitores é uma primeira visão geral de alguns pontos de grande destaque.

DSC_0700

O Simpósio teve cinco eixos temáticos: 1) Medicina popular brasileira; 2) A Medicina tibetana em doenças crônicas; 3) Temas intrigantes em saúde e espiritualidade; 4) Práticas contemplativas e sociedade e 5) Pesquisas em medicinas tradicionais e práticas contemplativas.

Práticas Contemplativas

O grande destaque do evento foram talvez as práticas contemplativas: os benefícios absolutamente comprovados, por metodologias científicas, da meditação e do Yoga foram temas de estudos apresentados pela Profa. Dra. Elisa H. Kozasa (Hospital Israelita Albert Einstein e Universidade Federal de São Paulo); Profa. Dra. Carolina B.  Menezes- Universidade Federal de Pelotas; Geshe Lobsang Tenzin Negi (Emory University- Estados Unidos) e Profa. Dra. Susan Andrews- Instituto Visão Futuro, entre outros.

O assunto era tão quente, e os números e comprovações tão claras e evidentes, que deixei o evento imaginando apenas “quando” haverá a inclusão dessas práticas nas recomendações básicas em termos até de saúde pública. Porque, mesmo para quem não tenha o menor interesse espiritual em aprender a meditar, os efeitos são claríssimos. O efeito sobre o controle da pressão arterial, o efeito no aumento da qualidade e da capacidade de atenção; o efeitoDSC_0738 sobre a redução dos sintomas de doenças como fibromialgia. E não é necessário sequer que o paciente tenha o mínimo conhecimento sobre como a coisa funciona. Aliás, quando é que o paciente tem? Acaso alguém entende algo do mecanismo de funcionamento do medicamento para controle da pressão arterial antes de tomá-lo? Não, toma porque o médico recomendou; com base em pesquisas e artigos publicados e validados pela comunidade científica internacional, exatamente a mesma comunidade científica, trabalhando sobre artigos publicados exatamente nas mesmas revistas. Ou seja, o paciente não sabe como o medicamento funciona, e também pode não saber como a meditação funciona. Mais importante é: funciona. E com uma vantagem enorme: os estudos que convenceram a comunidade médica de que tal medicamento era seguro; em 99% dos casos, foram financiados por uma empresa que vai ganhar milhões vendendo o medicamento. Quem financiou os estudos sobre meditação e yoga? As próprias instituições de pesquisa e universidades; a pedido dos próprios pesquisadores. Sem o interesse e financiamento de alguém que vai ganhar milhões com o resultado da pesquisa. Entende como fica muito mais simples que o resultado seja, de fato, honesto e desinteressado?

Exatamente o mesmo cenário é verdade para as pesquisas conduzidas pelo pesquisador Ricardo Monezi, que tratam dos efeitos comprovados do Reiki e de outras técnicas, uma pesquisa viabilizada pela USP e que obteve tamanha repercussão ano passado que foi feito todo um programa do Globo Repórter sobre os achados da tese.

Um momento digno de destaque e muita atenção: o auditório tinha mais de 300 pessoas em todas as sessões. Profissionais de saúde; principalmente brasileiros, mas também de outros países. Pesquisadores, médicos, psicólogos. Dra. Elisa H. Kozasa perguntou, logo no início da sua apresentação, quantos ali praticavam meditação regularmente. Mais da metade do auditório levantou as mãos. Arriscaria dizer, talvez dois terços. Então, pergunto: você tem alguma dúvida de que essas pessoas sabem o que faz bem à saúde delas mesmas? Porque elas não estão simplesmente dizendo: “vá fazer isso”. Elas estão fazendo isso. Elas incluíram nas suas rotinas a meditação como forma de viver melhor e cuidar da saúde.

Temas Intrigantes em saúde e espiritualidade

Talvez o mais ousado eixo temático do simpósio, com destaque para as apresentações dos estudos de Ricardo Monezi e do Dr. Júlio Pérez, realizado na Pennsylvania University. Dr. Pérez convidou médiuns para participar de uma pesquisa utilizando técnicas de neuroimagem funcional. Isto quer dizer, uma técnica que observa o cérebro trabalhando. Ela existe há tempos, e vem mapeando onde cada processo do cérebro acontece. Assim, por exemplo, quando você escreve, existem áreas específicas do seu cérebro que estão envolvidas na atividade. Áreas responsáveis pelo pensamento criativo, pelo planejamento do que está sendo escrito. Essas áreas estão claramente identificadas e catalogadas, assim como outras atividades cerebrais. Então, toda vez que alguém escreve, há uma série de sinais cerebrais que estão sempre presentes; não é uma questão de escolha ou opinião; é aquela parte do cérebro que se

Lia Diskin Ricardo Monezi Susan Andrews

 “acende” quando você está fazendo uma determinada atividade. Foram analisados os processos cerebrais de vários médiuns, enquanto eles simplesmente escreviam,normalmente. E depois, esses mesmos médiuns tiveram seus processos mentais observados durante o transe mediúnico, realizando psicografia; que é aquele processo que  Chico Xavier realizou a vida toda (aliás, um parêntese: o Dr. Júlio teve de exibir alguns filmes para explicar, nos Estados Unidos, quem foi Chico Xavier). Voltando à pesquisa, você imagina quais foram os resultados? As áreas do cérebro que são responsáveis pela escrita não estavam atuando. Aquelas que o médium teria de usar, se estivesse ele mesmo criando o texto… não estavam trabalhando. Durante o transe, todas aquelas pessoas estavam escrevendo, mas tecnicamente, o cérebro delas não estava sendo usado do modo que se sabe que seria, quando alguém escreve. Seja lá qual for a explicação que você queira dar para o isso; o fato permanece: eles estavam escrevendo, sem usar as áreas do cérebro que são ativadas pelo ato de escrever. Tem mais um detalhe: a complexidade dos textos produzidos deste modo era maior do que a dos textos escritos fora do estado de transe. Essa pesquisa ainda não tem uma aplicação específica no sentido de cuidar da saúde de alguém; mas é naturalmente muito importante para entendermos como funcionam alguns mecanismos com os quais convivemos há muito tempo, e que até agora não haviam sido explorados. O artigo original do Dr. Júlio Pérez foi publicado por uma das mais conceituadas revistas do mundo sobre psicologia clínica. No mês de publicação, bateu recordes de downloads, realizados pelos mais importantes profissionais de psicologia clínica do mundo. É muito relevante perceber que os pesquisadores, a Pennsylvania University, A UNIFESP, as centenas de profissionais que acompanharam o simpósio e tantos outros, com você, que lê este artigo, hoje sabe que, de fato, existe algo que é um transe mediúnico, e que o Cérebro nesse estado faz coisas que não pode fazer normalmente. O próximo estudo vai pesquisar a atuação dos médiuns de cura através da neuroimagem, e o Dr. Pérez já está selecionando médiuns voluntários para o estudo.

O mais importante aspecto do simpósio, talvez seja que estes são, hoje, estudos e fatos científicos, que mudam o modo como compreendemos o que somos. No velho mundo, muitas pessoas se acostumaram a achar corriqueiro ou normal desdenhar de certas práticas simplesmente porque elas não cabiam nas suas explicações “racionais” ou porque não havia uma comprovação científica. É um Novo Mundo este em que vivemos, no qual essa atitude, pode, com toda propriedade e racionalidade, ser considerada um comportamento que não é nada além de… ignorância.

__________________________________________________________________________________________________________

Paulo Ferreira é escritor, coach e consultor em desenvolvimento organizacional do bem estar humano; conselheiro e representante do Nikola Tesla Institute em SP. © 2014.

A obrigatoriedade do ser 100% a todo o momento

em Brasil/Coluna/São Paulo por

Camila

A obrigatoriedade do ser 100% a todo o momento

Ontem saí para jantar com uma amiga que me perguntou como estava a Portrait. Respondi que, entre as maravilhas de escrevê-la, há sim uma dificuldade: a obrigatoriedade de se ter uma opinião formada sobre tudo toda semana. Haja fatos, histórias e informações sobre as quais se tenha, não só conhecimento, mas interesse suficiente para aprofundamento e opinião para então escrever para vocês.

Que fique claro, isso não é uma reclamação, de forma alguma. Mas uma dificuldade: como ter assuntos diferentes a todo o momento, inspiração para um texto magnífico a toda hora. A vida não é assim de forma geral. A vida não é como o Facebook, onde a maior parte do tempo temos um sorriso no rosto e disposição 24/7. A vida exige também sono, descanso e solidão.

Mas é exatamente o contrário que esperam sempre de nós: o melhor profissional, o melhor amigo, o melhor filho, o melhor irmão, o melhor namorado. Esperam de nós (e esperamos dos outros) a disposição para darmos sempre o nosso melhor, mesmo sabendo que não é possível tê-lo a todo o momento.

Ninguém é 100% sorriso e final feliz. Nem todo mundo nasceu Gisele Bündchen: não é todo mundo que acorda lindo, perfumado e penteado. Na verdade, a maior parte das pessoas precisa de um bom banho e alguns minutos para se transformarem em quem a gente está habituado a ver.

Fácil é perceber no outro a sua generosidade, a sua alegria, a sua disposição, o seu sorriso, o seu bom humor, a sua parceria. Difícil é estar consciente de que nem sempre é assim: há dias em que se acorda já cansado, com menos pique, um certo mau humor. Há dias em que não se quer ajudar e pegar no colo, mas se quer receber o cafuné. Em que não se quer servir o jantar, mas ser convidado para sair pra comer fora.

É assim a vida de quem escreve, de quem faz cálculo, de quem cria, de quem batalha, de quem cuida de casa, de qualquer pessoa. É assim que, ao tentar lidar com a própria incapacidade de se estar 100% do tempo a 100% do que os outros esperam de você, se reconhece humano e se pede, com jeitinho, desculpa pela dificuldade de surpreender positivamente 100% das vezes.

__________________________________________________________________________________________________________

Camila Linberger é relações públicas, sócia-diretora da Get News Comunicação, agência de comunicação corporativa e assessoria de imprensa sediada em São Paulo. © 2013.

Amor excessivo pelos animais de estimação pode ser sintoma de carência do dono

em Brasil/Educação e Comportamento/São Paulo/The São Paulo Times por

Para a psicóloga Maria Aparecida das Neves, os animais domésticos precisam de carinho, cuidado e atenção, mas deve haver bom senso e equilíbrio

Certamente você já ouviu alguém se referir ao animal de estimação como “filho” e pode até não ter estranhado o fato. “Hoje em dia, muitos animais são como membros da família. Antigamente, lugar de cachorro era no quintal, mas com a criação de raças menores, essa realidade mudou”, detecta a psicóloga Maria Aparecida das Neves. Mas, para além de terem “entrado em casa”, muitos animais domésticos acabam, por vezes, substituindo o contato do dono com outras pessoas. Alguns casais, por exemplo, optam por ter um animal de estimação antes de ter filhos, para testar se saberão cuidar de um ser que depende deles. Para Aparecida, esta é uma escolha saudável e benéfica desde que, depois da chegada do bebê, não se abandone o animal – que pode viver mais de uma década de alguns casos.

Mas, quando as pessoas acabam por se isolar por causa de seus animais de estimação, é preciso ficar atento. Muitas afirmam que não podem sair para se divertir, frequentar festas ou ir à casa de amigos pois seus animais de estimação não podem ficar sozinhos. Nesses casos, alerta a psicóloga, é preciso rever a relação com o animal e o que ela significa para o dono.
“Os bichos são domesticados, tornam-se companheiros, criam um vínculo afetivo e suprem uma carência dos donos. Um animal de estimação não fica magoado, não tem rancor. Por isso, eles voltam, abanando o rabo depois de levarem bronca. O problema é quando o dono toma esse retorno integral, essa relação de zero risco afetivo, como padrão”, diz a psicóloga.
Se o dono confia mais em animais que em pessoas, corre o risco de generalizar relações humanas e fazer com que elas sejam fadadas ao fracasso. “É um sintoma de carência”, define Aparecida. Ela diz que os animais podem, sim, ficar sozinhos, se forem condicionados a isso. “Os animais são domesticados, são os donos que educam e definem como eles devem se comportar, como se alimentar e onde fazer suas necessidades. Quando diz que o bicho não pode ficar sozinho, é o dono que está criando uma ilha de ilusão”, acredita.
Outro sintoma de que essa relação entre um ser humano e um bicho está passando dos limites é quando o dono já não entende que não pode levar um animal a um ambiente social. A psicóloga diz que é preciso entender e aceitar onde o bicho pode ou não ser levado. “É claro que a pessoa pode escolher frequentar cafés, hotéis e locais onde os bichos são permitidos – isso é uma relação saudável”, afirma.
A psicóloga acredita que, sempre que o trato de um animal de estimação estiver causando incômodo para outras pessoas, é preciso refletir a respeito. Ela dá como exemplo uma situação na qual uma pessoa visita a casa da outra e o animal que ali mora traz incômodo – latindo em demasia, mordendo, lambendo ou pulando. “Se o dono não fizer nada, o que pensar… O dono não é obrigado a prender o animal, mas a visita também não é obrigada a passar por uma situação que incomoda”, sugere.
Ela lembra que a chave para evitar problemas é o bom senso. “Não se pode privilegiar o bem-estar do animal – e vice-versa. É preciso avaliar o que é melhor para os dois. Excessos sempre trazem prejuízo, até mesmo excessos de amor”, acredita.

Conheça o novo aplicativo que mede velocidade de banda larga fixa

em Brasil/São Paulo/Tecnologia e Ciência por

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria tecnológica com o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), criou o aplicativo (software) Monitor Banda Larga, que auxilia o usuário brasileiro de banda larga fixa a verificar, de maneira fácil, rápida e automática, a qualidade e a velocidade de sua rede. O lançamento será na próxima segunda-feira, às 11 horas, durante a abertura da Semana de Infraestrutura L.E.T.S, no hotel Unique, em São Paulo.

“Milhões de brasileiros têm problemas com a internet. A internet é mais cara no Brasil do que na Venezuela, Turquia, Romênia e Cazaquistão, por exemplo. O ranking com menor preço de banda larga fixa no mundo mostra o Brasil na 55ª posição. Muitas vezes, os consumidores pagam por um serviço, mas não recebem o que foi acordado com a prestadora. E o pior, na maioria das vezes, as pessoas sequer conseguem verificar a qualidade da sua internet com rapidez e facilidade. Mas a partir de agora, isso será possível com o Monitor Banda Larga”, afirma Carlos Cavalcanti, Diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp.

internet

O objetivo da ferramenta é melhorar a qualidade da banda larga fixa, necessária ao desenvolvimento da indústria e de todo o país, auxiliando qualquer usuário a verificar se sua prestadora de serviços está entregando a internet banda larga de acordo com o contratado e com os parâmetros da Anatel, de maneira simples e de fácil entendimento.

Inicialmente o produto é compatível com o sistema operacional Windows e conta com três tipos de medição: padrão, automaticamente configurada com a instalação do aplicativo e que realiza testes diários a cada 6 horas; instantânea, que verifica a qualidade da conexão imediatamente e programada, que possibilita a seleção de intervalos de medição a cada 2, 4, 6 ou 8 horas. Após a escolha das opções de medição, o usuário visualizará um relatório simples e objetivo, que indicará a velocidade e qualidade da internet.

“Diferentemente de outros aplicativos semelhantes, o Monitor Banda Larga é o primeiro aplicativo que oferece medições diárias e automáticas, com relatório mensal completo, e ainda uma ferramenta que possibilita ao usuário verificar o melhor canal de Wi-Fi a ser utilizado, caso esteja utilizando uma conexão sem fio”, completou Cavalcanti.

Para garantir segurança, o aplicativo possui um laudo do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPS), da Universidade de São Paulo (USP), que certifica o funcionamento e confiabilidade da ferramenta.

Frio aumenta desejo por alimentos calóricos

em Brasil/São Paulo/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por
Alteração de humor, típica do inverno, desperta o desejo por alimentos calóricos. É possível resistir e evitar o ganho de peso nesta estação?

Endocrinologista dá dicas de alimentos que dão saciedade e não comprometem a dieta. Eles são aliados para vencer o chamado “winter blues”

O inverno ainda não chegou, mas os dias já começam a ficar mais curtos e as temperaturas, mais amenas. Com o frio, a vontade de comer comidas mais calóricas é maior e a endocrinologista Andressa Heimbecher, especialista em Emagrecimento, explica o porquê. “Já existe comprovação científica de que, nesta estação, ocorre uma alteração de humor, chamada em inglês de ‘winter blues’, que está associada ao desejo de comer comidas mais calóricas. É um sentimento estimulado pelo mecanismo de recompensa cerebral”, diz.

A endocrinologista afirma que a ingestão calórica é associada com um humor mais triste e que, em alguns casos, essa alteração de humor, conhecida como distúrbio afetivo sazonal, pode até exigir uma avaliação médica. Outro fator é físico, e está associado às origens da humanidade: à medida que a temperatura cai, tendemos a buscar alimentos mais quentes.

Como, geralmente, estes alimentos contêm alto teor de carboidratos, o resultado pode ser um indesejado aumento de peso. Andressa diz que ele pode variar, em média, de meio quilo a um quilo por inverno, o que parece pouco. Mas, se pensarmos no acúmulo de peso ao longo de algumas décadas de vida, o problema ganha grandes proporções.

Por isso, não exagerar nas calorias é fundamental. De acordo com a especialista, tomar sol – o que não é muito difícil em um país de clima tropical como o nosso – ajuda a diminuir o “winter blues”. “Mas só isso não é suficiente”, alerta. Então, o melhor é investir em uma alimentação saudável e com fibras – que aumentam a sensação de saciedade.

Legumes cozidos, que possam ser mastigados – em vez de serem servidos como sopas ou caldos – oferecem ao cérebro a sensação de alimentação, ajudando a saciar a fome. A carne de peru é uma opção pouco calórica, assim como a abóbora, que tem aproximadamente 40 kcal em cada 100 gramas, além de apresentar alto teor de fibras, vitamina B1, C e magnésio.

As barrinhas de cereal são outro “coringa” para quando temos aquela vontade de comer algo no meio do dia. Prática e barata, pode ser levada na bolsa e consumida em qualquer lugar. Mas a endocrinologista lembra que é recomendável escolher uma barra de cereal de 100 a 120 calorias por porção e que tenha em torno de 2,5 a 3 gramas de fibras. “Ela também tem que ter menos de 1,5 g de gordura saturada para ser saudável”, ensina Andressa.

Ainda sobre as barrinhas, a médica recomenda evitar as que contêm chocolate. Ela alerta que quando comemos algo muito doce, os mecanismos de recompensa são ativados, estimulando uma maior ingestão de doces nas horas seguintes.

Já os carboidratos simples, como açúcar e farinha branca – presentes em pães, doces e bolachas – são contra-indicados, pois contêm muitas calorias e saciam muito pouco. Eles também estimulam mais ingestão de alimentos pouco tempo depois de serem consumidos.

Quanto aos chocolates, Andressa pede cautela. Se por um lado pesquisas demonstram benefícios – como aumento a capacidade de processamento cerebral (função cognitiva), diminuição das taxas de AVC e insuficiência cardíaca, além da melhora da pressão arterial e do humor em mulheres –, por outro ele contém açúcares e gorduras saturadas, danosas ao corpo.

O ideal é o consumo de chocolate em pequenas porções. “A preferência deve ser dada aos meio amargos, que apresentam maior teor de cacau na sua composição. Os do tipo ao leite elevam os índices de colesterol ruim. Os chocolates meio amargos, com pelo menos 60% de cacau, reduzem”, conclui.

Condenados por rachas terão penas mais duras

em Brasil/São Paulo/The São Paulo Times por

A nova lei, que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), entra em vigor no prazo de seis meses

Os motoristas que forem condenados por participação em rachas terão penas mais duras. As penas poderão chegar a 10 anos de reclusão no caso de morte. Isso é o que prevê a Lei 12.971/14 que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 12 de maio, mas que só entra em vigor no prazo de seis meses. A nova lei altera dispositivos do Código Brasileiro de Trânsito e eleva a pena pelo crime de participação em racha que hoje é de seis meses a dois anos de detenção para até três anos.

 “A mudança positiva. Acidentes fatais são diariamente provocados pela imprudência no trânsito, e sabemos que milhares de inocentes são vítimas da terrível mistura de álcool com a direção, o que agrava mais o cenário”, avalia o advogado criminalista Jair Jaloreto, sócio do escritório Portela, Campos Bicudo e Jaloreto Advogados.

racha

Para o advogado, mais do que punir, o endurecimento da Lei pode ser capaz de prevenir a prática do crime, à medida que estipula uma penalidade maior ao infrator. “Se não todos, alguns deles pensarão duas vezes antes de colocar a vida dos outros em risco”.

O advogado conta que a nova lei prevê que a condenação independe da comprovação de que o motorista queria o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. Em relação às multas, o novo dispositivo prevê aumento de 10 vezes no valor aplicado nos casos de racha, manobras perigosas e competições não autorizadas.

“Hoje essas multas variam de um a cinco vezes. “Esperamos que a nova legislação seja fielmente aplicada pelas autoridades brasileiras, pois o que desestimula o crime não é o tamanho da pena, mas a certeza da punição”, conclui o advogado criminalista.

TI é aposta de empresas para vencer em mercado competitivo

em São Paulo/Tecnologia e Ciência por

O avanço da tecnologia tem exercido papel fundamental na estruturação das organizações, que vivenciam novas necessidades em um mercado altamente competitivo. O uso da Tecnologia da Informação (TI) focada em gerenciamento de projetos, como a digitalização total das ferramentas de trabalho, tem contribuído para a reformulação das corporações e a constante busca por aperfeiçoamento entre os profissionais, já que as ferramentas tecnológicas surgem em tempo cada vez menor.

Segundo o Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, a necessidade de adotar novos modelos de negócios digitais ultrapassa todos os setores do mercado e os impactos atribuídos pela geração de formas de operações fazem com que as empresas criem oportunidades que antes não eram possíveis, além de avançarem com o exemplo umas das outras. A pesquisa anual de previsões da empresa sobre tendências da indústria, “Top Industries Predicts 2014: The Pressure for Fundamental Transformation Continues to Accelerate”, aponta que, até 2018, cerca de 20% do faturamento das 100 maiores empresas do mundo virão de inovações resultantes de experiências de valor entre os setores.

Esse resultado coloca em destaque a importância de profissionais treinados e qualificados para atender às demandas de um mercado cada vez mais exigente. O uso do gerenciamento de projetos interligado à tecnologia da informação tem o objetivo de implementar inovações, manutenção e dar suporte para soluções tecnológicas que sustentam o core business das organizações. 

Clareamento dental sem orientação pode ser um risco à saúde

em São Paulo/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Vendidos livremente por drogarias, supermercados e sites, os produtos clareadores podem causar inflamação na gengiva e hipersensibilidade nos dentes

Se você pensa em clarear os dentes, cuidado! É importante ressaltarmos que alguns exageros vêm sendo feito por muitas pessoas, seja por anônimos ou famosos. É preciso verificar as formas e produtos utilizados para não causar dano aos dentes. A pessoa que faz este procedimento procura por saúde e ao mesmo tempo estética, porém, o clareamento dental é uma forma de conquistar significativamente saúde. Partindo-se de uma visão ampla deste conceito, a OMS (Organização Mundial e Saúde), define que a pessoa procura por bem estar físico, mental e social o que se conclui que terapias de clareamento dental melhoram a autoestima das pessoas, beneficiando outros procedimentos estéticos.

O clareamento deve ser encarado como uma alternativa para deixar os dentes saudáveis e o sorriso mais bonito, porém, se feito de forma indevida pode causar danos nos dentes. Para o cirurgião dentista especialista em periodontia e implantodontia Dr. Rogério Penna da NOAC Odontologia (GO), o clareamento dental vai além da autoestima, os dentes brancos passam a sensação de limpeza, isso é questão de saúde. “Toda pessoa precisa ser apresentável, esteja ela em qualquer lugar. Quem procura por clareamento dental além de trabalhar com sua autoestima, quer ter uma boa aparência. Um sorriso bonito reflete no bem estar, é como ter um corpo escultural, cabelos sedosos, tudo que possa fazer bem para a pessoa”, afirma.

Tipos de clareamentos

Consultório

Existem no mercado várias opções de clareamento dental, entre elas consistem duas formas de se fazer, uma em casa e outra no consultório. O clareamento que consegue controlar o tom de branco por mais tempo é o mais procurado pelas pessoas, é feito com molde de silicone, não causa nenhum problema ao dente do paciente. “Este molde é conhecido como moldeira plástica individual, onde o paciente aplica determinados produtos indicado pelo dentista. Algumas pessoas usam por uma hora e outras necessitam de passar por mais tempo com a moldeira, para isso elas precisam dormir com o produto. Somente assim o procedimento poderá ter um melhor efeito, podendo durar até dois anos”, explica Dr. Rogério.

Outro procedimento feito também em consultório é o clareamento a laser. Muitos pacientes procuram por este método por ele trazer o resultado mais rápido. É aplicado por duas horas um laser na superfície dos dentes, podendo ficar na cor desejada do paciente. “Nesse procedimento é necessário que se proteja a gengiva com um produto especial antes da aplicação do gel que é colocado dente por dente. Por ser mais agressivo aos dentes por conta da maior concentração do produto, ele pode acentuar a sensibilidade de quem já possui e também para pessoas que antes não possuía nenhum tipo de sensibilidade vem a ter. Caso ocasione este problema, é recomendado ao paciente que faça aplicação de flúor, ele ajuda a tratar essa sensibilidade”, disse.

Caseiro

Alguns produtos são vendidos em farmácias, supermercados e sites, deixando o consumidor vulnerável a problemas de saúde. Vários deles prometem clareamento aos dentes de forma rápida e barata. “É preciso ter bastante atenção quanto a esses produtos, caso seja utilizado sem acompanhamento de um especialista o procedimento pode causar problemas na raiz do dente, sensibilidade, lesões nas mucosas, como bochechas, lábios, língua e gengivas. Outro cuidado que se deve ter é sobre produtos que causam queimaduras, dependendo da forma como utilizada o procedimento pode queimar a pele e dependendo do grau, podem virar aftas, podendo resultar na perda de tecido gengival”, ressalta.

Pastas de dentes, enxaguantes bucais, fitas para aplicar nos dentes servem como preservadores do clareamento, e não como forma de ser conseguir clarear os dentes somente com a aplicação.

Cuidados básicos

  • Não utilize produtos vendidos em farmácias e principalmente por conta própria.
  • Pacientes que possuem presença de restaurações extensas ou próteses devem ser avaliados antes de serem submetidos ao clareamento.
  • Ao notar sensibilidade ou feridas na gengiva, no interior da boca e lábios o médico deve ser consultado imediatamente.
  • Procedimentos caseiros podem levar a perda do dente e gengiva. Caso queira realizar tal procedimento, consulte seu dentista de confiança e habilitado nesta prática.

Manutenção pós-clareamento

 Para prolongar seu clareamento, alguns cuidados devem ser seguidos:

  • Escovar os dentes sempre após as refeições.
  • Usar fio dental diariamente.
  • Manutenção em seu dentista pelo menos de 6 em 6 meses .
  • Diminuir ingestão de café e bebidas escuras.
  • Evitar alimentos com corantes, como beterraba
  • Lavar a boca, mesmo que fora de casa, após a ingestão destes tipos de alimentos.
  • Parar de fumar.
  • Utilizar cremes dentais contendo flúor.

“Para quem deseja fazer o tratamento, o primeiro passo é consultar um dentista para saber se é necessário fazer o clareamento, pois há casos em que a necessidade é baixa e a aparência do dente pode ficar artificial. Ressalto que o clareamento dental não é aconselhado para mulheres gestantes ou que estejam amamentando. Pessoas com doenças periodontais podem ter alergia ao produto, raiz exposta e crianças menos de 10 anos também não devem fazer o tratamento”, observa Dr. Rogério.

As características de um campeão: trabalho em equipe

em Brasil/Negócios/São Paulo por

No dia 18 de dezembro de 2011, no Japão, às 8h30 da manhã no Brasil, o Santos F.C. entrou em campo contra o Barcelona para disputar o que seria seu terceiro título mundial de futebol. Porém, o Santos de Neymar, depois de, um ano antes, ter sido campeão brasileiro, e, em 2011, campeão paulista e latino-americano – por conta da Taça Libertadores da América -, perdeu o título do mundial. O motivo? Embora o ataque fosse um dos melhores do mundo, o meio-campo e a defesa eram frágeis. O time perdeu de quatro a zero. Levou uma goleada.

O que quero mostrar aqui é que, tanto em uma empresa como em um time de futebol, nada adianta ter somente uma parte boa. Não adianta uma equipe ter um grande talento se falta o apoio e a retaguarda. Um talento pode ganhar o jogo, mas o que vence o campeonato é a equipe.

Da mesma forma, no caso de um líder ou de um profissional de alta performance, o que vai defini-lo, em termo de sustentação a longo prazo, é seu círculo íntimo. O sucesso de uma empresa é o sucesso de um grupo. Mesmo o profissional liberal depende de outros para a realização de sua atividade. O atleta de modalidade individual, como o nadador ou o tenista, tem de contar com um verdadeiro time de profissionais que o assessoram. A cooperação é a convicção plena de que ninguém pode chegar à meta desejada se não chegarem todos da equipe.

Além do senso de cooperação, a percepção de fazer parte de um grupo e o espírito de equipe devem estar presentes em qualquer tipo de atividade humana que vise ao êxito. O esforço conjunto e organizado de um grupo é a chave que abre as portas do triunfo; é a alavanca para a conquista do primeiro lugar. Quem não se engaja em uma causa e não dá a ela o máximo e mais alguma coisa de si, não está pensando como um vencedor. É o princípio norteador do conceito de “mente mestra”, criado por Napoleon Hill depois de uma pesquisa de mais de 20 anos com os mais bem-sucedidos empresários do mundo. O que é esse conceito? Em linhas gerais, é a ideia de que, para acumular poder e fortuna em uma empresa, é necessário reunir duas ou mais pessoas em harmonia com o objetivo de cooperar para os negócios. Assim, quando se tem duas ou mais mentes atuando em perfeita consonância, com seus esforços dirigidos para um objetivo comum, de maneira equilibrada e harmoniosa, é criada uma outra mente, que é o fruto dessa união. É uma espécie de mente virtual, corporativa, que tem um poder muito maior que a soma das mentes individuais que participam dessa colisão.

A diretoria de uma empresa, quando existe entre seus membros um forte estado de coesão mental, pode constituir uma “mente mestra” (ou master mind). Criar uma aliança de mentes e fazer com que sua equipe funcione como uma orquestra sinfônica são difíceis tarefas no mundo dos negócios – mas uma das mais importantes.

Tenha sempre em mente que o sucesso da empresa é também o seu sucesso. A Copa do Mundo de Futebol é também uma conquista individual dos jogadores. Os maiores sucessos nos esportes são resultados do comprometimento pessoal de cada um com a vitória. Torça pelo sucesso da empresa, celebre resultados positivos de outros setores, demonstre satisfação pelo bom desempenho de seu colega. Na cooperação reside a semente do esforço organizado. É seu útero, é ali que ele germina e nasce. Daí se depreende que o sucesso de um empreendimento, de uma empresa ou de uma atividade profissional está atrelado à existência dessa característica fundamental, que é a cooperação, a colaboração pronta e espontânea. Da mesma forma, não é possível imaginar um líder bem-sucedido que não consiga obter colaboração por parte de sua equipe e não consiga implantar essa mentalidade cooperativa entre seus integrantes. A cooperação reinante no seio de um grupo é o que lhe confere o poder, a força da união. Sem união não há força, não há poder. E sem esforço cooperativo não há união. Napoleon Hill ensina o segredo para trabalhar em equipe: “Interesse-se de forma honesta e profunda pela outra pessoa”.

Como diria Ayrton Senna: “Eu sou parte de uma equipe. Então, quando venço, não sou eu apenas que vence. De certa forma, termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas!”.

Por Jamil Albuquerque

52% dos brasileiros fazem compras por impulso

em Brasil/Educação e Comportamento/São Paulo/The São Paulo Times por

Roupas e calçados atraem mais as mulheres, e eletrônicos, os homens. Seis em cada dez consumidores  preferem  parcelar,  mesmo  que  acabem  pagando   mais   pelo  produto.

Mais da metade dos brasileiros (52%) assume que já fez pelo menos uma compra por impulso nos últimos três meses. A conclusão é de um estudo realizado nas 27 capitais pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz (http://meubolsofeliz.com.br/) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O levantamento também procurou identificar com quais produtos os brasileiros mais gastaram desnecessariamente nos últimos 90 dias. Itens como roupas (29%) e calçados (19%) lideram a lista das compras supérfluas, seguidos por eletrônicos/celulares (18%) e perfumes/cosméticos (12%). Dentre as mulheres, a preferência por roupas e calçados é ainda maior: atinge 33% e 19% dos casos, respectivamente.  Do lado masculino, além das despesas com roupas (24%), a aquisição de produtos eletrônicos ganha mais destaque (26%).

Por que e onde compram?

A principal justificativa dada pelos consumidores para comprar por impulso são os descontos e promoções, mencionados por metade da amostra (50%). Vale destacar que apesar das promoções serem consideradas uma forma de propaganda para atrair mais público, uma parcela reduzida de apenas 2% e 1%, respectivamente, dos entrevistados assume que é influenciada por campanhas publicitárias ou pela própria ansiedade no ato da compra não planejada.
Já em relação aos locais onde são feitas as aquisições sem planejamento, o levantamento confirma o que muitos devem imaginar: os shopping centers são os campeões (35%). Em segundo lugar, ficaram as lojas virtuais (23%), em especial entre o público masculino (28% contra 19% da preferência feminina). Outros lugares também mencionados são as lojas de rua (14%), supermercados (14%) e lojas de departamento (4%).

Na avaliação de José Vignoli, educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, o consumo não planejado deixa de ser um ato de prazer a partir do momento em que essa prática conduz o consumidor ao descontrole orçamentário e, consequentemente, à inadimplência.

“Muitas pessoas tendem a pensar que educação financeira é fazer uma poupança. Na verdade, guardar dinheiro é só uma parte. Ser educado financeiramente significa, antes de tudo, estar bem informado e tomar decisões conscientes na hora de priorizar e organizar os próprios gastos. Somente assim o consumidor passa a ter um maior controle psicológico sobre a impulsividade”, explica o educador.

A vista ou parcelado?

Será que dá para viver sem crédito nos dias de hoje? A pesquisa do SPC Brasil foi atrás da resposta. 45% dos entrevistados afirmam que não enfrentariam grandes problemas em ter de pagar tudo à vista. Entretanto, é expressiva a parcela dos que não se imaginam sem a compra parcelada. Um quarto dos consumidores (24%) admite que o crédito assume um papel essencial para as suas finanças pessoais e que, sem ele, não conseguiria fechar as contas do mês ou comprar tudo que deseja.
De modo geral, o crédito é definido como algo positivo na opinião da maior parte dos consumidores ouvidos pelo estudo: para 52% dos entrevistados, ele é sinônimo de alegria ou realização de sonhos e para 30%, o crédito serve de ajuda nos momentos de dificuldade. Somente 7%  dos entrevistados pensam que o crédito representa alto negativo, que pode causar problemas e incentivar o descontrole.

Para os consumidores entrevistados, o custo total da compra nem sempre é o fator preponderante. A pesquisa apresentou aos consumidores uma simulação de compra de um aparelho de celular, que custaria R$ 404,10 à vista, e perguntou como eles fariam para adquirir o produto. Seis em cada dez entrevistados (58%) afirmaram que optariam pagar em parcelas, em grande parte porque preferem prestações menores ou porque não conseguiriam comprar à vista.

“A pesquisa mostrou que muitos consumidores brasileiros procuram adequar os gastos ao orçamento, mesmo sabendo que o desembolso total pode ser maior. Outros consumidores preferem prestações menores para reservar parte do salário mensal para outras compras ou para imprevistos”, explica Flávio Borges, gerente financeiro do SPC Brasil.

“A dica é resistir às tentações das propagandas e não insistir em manter um estilo de vida que não combina com sua renda atual”, orienta Vignoli. “Às vezes parece imperceptível, mas fatores psicológicos, subjetivos e emocionais exercem muita influência nas decisões financeiras. Por uma questão de status, algumas pessoas compram desmesuradamente apenas para impressionar a família, os amigos e até mesmo o vendedor da loja, para alimentar a autoestima. Sem planejamento, essas pessoas adquirem produtos supérfluos e acabam se endividando excessivamente”, alerta o educador.

Descontrole

A pesquisa detectou comportamentos que demonstram falta de planejamento por parte dos consumidores. Mais de um terço (35%) admite que não tem o hábito de olhar o extrato bancário antes de fazer uma compra parcelada – principalmente homens (39%) e brasileiros da classe C (38%). Além disso, 12% chegam a incorporar o limite do cheque especial e do cartão de crédito como parte do orçamento disponível para ser gasto no mês.
“O cheque especial só deve ser usado em casos emergenciais, não como fonte de renda para gastos mensais. Já o cartão de crédito transmite à pessoa a falsa sensação de não estar gastando. Esse é um dos grandes perigos para quem não está maduro o suficiente para lidar com o crédito de maneira correta. É fundamental sempre checar na fatura o valor total das compras antigas antes de se fazer uma nova dívida no cartão”, aconselha Vignoli.

O estudo do SPC Brasil revela que muitos consumidores (21%) admitem não saber quantas prestações estão pagando atualmente. Neste quesito, os homens (24%) aparentam ser menos cuidadosos do que as mulheres (19%).

Nome sujo

Sete em cada dez entrevistados (67%) confessam que já passaram pela experiência de ter ficado com nome sujo na praça, sendo que 20% ficaram mais de três anos nesta situação e 13%, entre um ano e três anos.
A maior parte ficou com o nome restrito por causa de faturas de cartão de crédito que deixaram de ser pagas (51%), seguido por crediário em lojas (36%), contas de telefone, TV a cabo e internet (19%), financiamentos (18%) e cheques sem fundos (14%). A pesquisa detectou que os homens tendem a ficar mais inadimplentes no cartão de crédito (56% X 46%) enquanto as mulheres citam mais o crediário em lojas (42% X 29%).

Quando questionadas sobre os motivos que as levaram a ficar devendo, 47% das pessoas ouvidas citaram o desemprego, percentual que sobe para 53% entre os entrevistados da classe C. O empréstimo de nome a terceiros, como amigos e parentes, é citado por 25% dos entrevistados. Curiosamente, 22% citam genericamente o excesso de endividamento e 20% a incapacidade de pagar as contas. Entretanto, apenas 20% confessam que a má administração das finanças foi uma das causas.

Segundo o educador financeiro José Vignoli, muitas pessoas sequer percebem que não sabem administrar bem suas finanças, e esse desconhecimento é prejudicial para a vida financeira do consumidor. “Como poucas pessoas se preocupam em formar uma reserva financeira para enfrentar uma situação de desemprego, quando ele ocorre, o atraso das contas acaba se tornando inevitável. Embora o consumidor não admita conscientemente, isso também é uma má administração das finanças pessoais”, explica Vignoli.

Na avaliação de Flávio Borges, a piora do atual cenário macroeconômico tem exercido impacto negativo sobre a situação financeira do consumidor, que já sente mais dificuldade para honrar compromissos financeiros.

“O consumidor deve ser ainda mais cuidadoso com as compras em tempos de aperto no crédito, inflação alta e baixo crescimento da economia. Os bancos estão aumentando os juros. Ao mesmo tempo, os salários já não estão aumentando como antes. Isso deve ser um sinal de alerta para a população. A dica neste momento, principalmente para quem já está endividado, é adiar o consumo por alguns meses. Assim é possível dar entrada maior na aquisição de um produto e diminuir o número de prestações”, orienta Borges.

Metodologia

O principal objetivo da pesquisa foi investigar a relação dos consumidores com a utilização do crédito e as compras por impulso. Para isso, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e o portal Meu Bolso Feliz ouviram 694 consumidores nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais e a margem de confiança é de 95%.

Médicos recomendam vacinas antes da Copa

em Brasil/São Paulo/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Vacinação é recomendada antes da Copa do Mundo para evitar doenças disseminadas durante as aglomerações.

Ambientes aglomerados favorecem a disseminação de doenças; médico sanitarista do Delboni Auriemo dá dicas de como se precaver com antecedência

O ano de 2014 será marcado pela realização da Copa do Mundo no Brasil. Muitas festas em meio às aglomerações podem ser sinônimo de propagação de vírus. “Ao planejar a participação em um grande evento, é importante levar em consideração os riscos à saúde e saber como nos precaver com antecedência. A vacinação é primordial para aqueles que frequentarão ambientes aglomerados”, afirma Dr. Ricardo Cunha, médico sanitarista e responsável pelo setor de vacinas do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica.

Segundo o especialista, os ambientes aglomerados são muito favoráveis à disseminação de doenças. “Uma pessoa doente no meio da multidão pode propagar facilmente o vírus, gerando situações de surtos e epidemias”, revela Dr. Cunha. Ele explica que há formas de contaminação variadas, como por meio de secreções, ingestão de alimentos ou líquidos contaminados, picadas de insetos e contato com ferimentos na pele.

“Sabendo disso, podemos dimensionar como pode ser fácil contrair uma doença quando há uma grande migração de pessoas para um mesmo lugar, sobretudo se considerarmos um local repleto de pessoas oriundas de locais distantes”, diz ele, reforçando que indivíduos de outras localidades podem transportar germes que não são comuns no Brasil.

Ele explica ainda que algumas situações contribuem ainda mais para a facilitação da transmissão das doenças, como por exemplo o estresse físico causado por noites mal dormidas, alimentação inapropriada e deficiente, ingestão de bebidas alcoólicas, particularmente comuns em grandes eventos. “Devemos também lembrar que no período de inverno é quando há os grandes surtos de doenças respiratórias virais e, nesse caso, podemos salientar a gripe como uma importante doença a ser prevenida”.

Várias doenças podem ser prevenidas por vacinação. Para o médico, em geral, as pessoas acreditam que as vacinas estão associadas às crianças e descuidam-se da sua proteção nas outras fases da vida. “Porém, a partir da adolescência passamos a nos expor muito mais a riscos, e em contrapartida não nos atentamos às formas de prevenção”, diz Dr. Cunha. Ele lembra que devemos ter sempre a carteira de vacinação atualizada, para a nossa proteção individual e também na proteção coletiva.

Confira as dicas para evitar doenças em ambientes aglomerados:

  • Manter a carteira de vacinação atualizada. “Uma população bem protegida minimiza em muito os riscos de surtos epidemias”, afirma Dr. Cunha.
  • Controle a ingestão de líquidos e alimentos: evite os alimentos crus, ou ainda certifique-se que esses alimentos estejam muito bem lavados. Evite alimentos mal cozidos;
  • Os líquidos ingeridos devem ser confiáveis, inclusive as pedras de gelo. Feitas com agua de má procedência, elas podem levar a uma infecção séria.
  • Cuidado com os frutos do mar, sobretudo aqueles que são ingeridos crus. Eles são um grande risco se não forem de boa procedência;
  • Evite ambientes mal ventilados e com excesso de pessoas, por conta da circulação de vírus;
  • Redobre a atenção com a higiene das mãos;
  • Fique atento também à proteção do ambiente contra a invasão de mosquitos e uso de repelentes.
  • Evite regiões de mata onde o risco de picadas podem ser maiores, os pés devem estar calçados com sapatos que protejam contra ferimentos;
  • Não compartilhe seringas e objetos perfurantes;
  • Pratique o sexo seguro com uso de preservativos. Com esses cuidados podemos minimizar o risco de exposição a doenças infecciosas.
  • As crianças devem estar sempre com a carteira de vacinação atualizada. Atenção especial aos reforços das vacinas, pois muitos pais esquecem-se de fazê-los quando a criança tem mais de 2 anos de idade. Uma criança corretamente vacinada também se transformará em um adolescente e adulto bem protegido.
  • Atenção especial à vacinação contra a Gripe, que é muito importante aos menores de 5 anos e nem sempre valorizada pelos pais.
  • Caso seja morador de região onde normalmente não é feita a vacinação contra a Febre Amarela e vá viajar para uma região com risco da doença, a vacinação está indicada com 10 dias de antecedência à viagem.

Mulheres do terceiro milênio: a escolha de ser mãe e assumir diversos papéis

em Educação e Comportamento/São Paulo/The São Paulo Times por

As técnicas de reprodução assistida são cada vez mais procuradas por mulheres que tem o sonho de ser mãe, mas também almejam conquistar sucesso pessoal e profissional.

O mundo mudou e, consequentemente, as pessoas estão mudando junto com ele. Atualmente, as prioridades da maior parte das mulheres são focadas na vida profissional e na independência, por isso, o sonho de ter um filho acaba sendo adiado e algumas trocam os métodos tradicionais para engravidar pelos métodos clínicos de reprodução assistida.

A questão da idade vem se tornando o principal motivo pelo qual as mulheres buscam esses métodos. A vida atarefada do mercado de trabalho com a constante busca pelo sucesso juntamente com a vontade de viver intensamente suas experiências faz com que a maior parte delas deixe a maternidade em último plano, ainda que ter um filho seja um grande sonho.

Para a psicóloga da Pro Matre Paulista, Flávia Carnielli, o importante é estar preparada para as mudanças que uma decisão desse tipo traz para a vida. “Essa é uma questão bastante particular e individual. Atualmente algumas mulheres optam por adiar a maternidade buscando independência, um plano de vida definido ou um parceiro com quem compartilhar seus objetivos. Além disso, a gestação tardia já se tornou algo aceito socialmente”, explica a psicóloga.

Ainda de acordo com a especialista, não há uma idade certa para tentar a maternidade, mas é importante que a mulher esteja segura em sua decisão e tenha um bom planejamento de vida, afinal, quanto maior sua estabilidade emocional, financeira e familiar, mas tranquila será a adaptação às novas responsabilidades.

Entre as técnicas mais utilizadas pelos casais que anseiam pela chegada de um novo membro na família está a fertilização in vitro (FIV) ou bebê de proveta, um tratamento feito em etapas que por meio de uma base de medicamentos para a estimulação ovariana tem o objetivo de obter um maior número de óvulos para aumentar as chances de fertilização e gravidez, como explica o obstetra Vamberto Maia Filho, do Hospital e Maternidade Santa Joana. “É utilizado o hormônio para desencadear a maturação dos óvulos, que são aspirados dos ovários via vaginal e, então, selecionados para se unirem aos espermatozoides. Depois de formados, os embriões são colocados em uma estufa cujas condições ambientais são similares às da tuba uterina. Neste momento, aqueles que apresentarem melhores índices de qualidade serão transferidos para o útero materno, já preparado para recebê-los”.

Outro procedimento bastante usado, e responsável por cerca de 30% de toda gravidez clínica, é o congelamento de óvulos, que consiste em aspirar alguns óvulos e congelá-los em nitrogênio líquido até o momento ideal para a fertilização. Segundo Dr. Vamberto, os métodos mais procurados são aqueles que apresentam menos complexidade, mas a escolha depende de cada caso. “A indicação do tratamento se baseia na causa de cada um, pois há muitos casos de infertilidade. Assim sendo, uma boa história clínica e exames complementares bem realizados são o alicerce para esta decisão”.

O congelamento de óvulos traz muitos benefícios para a prática médica na área de Medicina Reprodutiva e é uma alternativa muito útil, pois os óvulos congelados podem ser utilizados com vários propósitos: aumentar a eficácia da fertilização in vitro; como alternativa ao congelamento de embriões, principalmente para casais com restrições éticas ou religiosas a esse método; programa de doação com banco de óvulos e, principalmente, para preservação da fertilidade em mulheres com necessidade de cirurgia para retirada do ovário, radioterapia ou quimioterapia para tratamento de câncer que pode causar uma menopausa precoce ou naquelas que desejam postergar a maternidade. ‘’Esta última situação tem se tornado cada vez mais frequente nos dias de hoje em que as mulheres têm grande participação no mercado de trabalho e, muitas vezes, planejam engravidar após os 35 anos’’, completa Dr. Vamberto.

A melhor técnica de congelamento de óvulos é a vitrificação, com taxas de sobrevivência dos óvulos ao descongelamento de 95%. No entanto, Dr. Vamberto ressalta que o fato de congelar óvulos não garante uma futura gestação. ‘’Assim como todo tratamento na área de reprodução humana, o sucesso não é garantido. As chances de gravidez são em torno de 45% por tentativa e o ideal é que o congelamento seja feito até os 38 anos, quando as taxas de gravidez são melhores’’, explica.

Para quem está em busca de reprodução assistida é preciso tomar alguns cuidados com o corpo, como evitar o consumo de bebidas alcoólicas, cigarros, drogas, estresse excessivo e obesidade, para aumentar a chances de sucesso da técnica escolhida. “Depende de muitos motivos para não conseguir a gestação e as chances de um casal engravidar na primeira tentativa são bastante variáveis, pois muito depende dos motivos para não se conseguir a gestação. O que, de fato, acontece é que há um aprendizado nas futuras tentativas de gestação e isso dá informação ao médico para melhorar as chances de uma gestação”, finaliza o obstetra.

Voltar p/ Capa