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Educação e Comportamento - page 52

Pesquisa revela que loja física ainda é a preferência do consumidor para as compras do Natal

em Educação e Comportamento por
A Pesquisejá, empresa especializada em monitoramento, gestão de informações e pesquisas customizadas, realizou, entre os dias 02 e 03 de dezembro, levantamento sobre a intenção de compra do consumidor para o Natal. A pesquisa, apurada em 22 estados incluindo o Distrito Federal, contempla 3.654 entrevistas. De acordo com o levantamento, as lojas físicas ainda são a grande preferência do consumidor, chegando 100% da intenção de compra em alguns dos estados pesquisados (Distrito Federal e Rondônia). As compras unicamente pela Internet ganham destaque apenas na Bahia e no Pará, onde percentuais chegam a 23% e 29%, respectivamente.

Nas regiões Sul e Sudeste, a preferência é pela compra em lojas físicas. Em São Paulo, o percentual de compra na loja física é de 86% e, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, de 88%. No Paraná, o percentual sobe para 97% e, em Santa Catarina, 95%. Considerando a região, somente no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul, os percentuais de intenção de compra tanto na Internet como na loja física chegam a 35%.

Segundo o levantamento, apenas em quatro estados pesquisados, mais de 10% dos entrevistados disseram não ter a intenção de comprar presentes neste final do ano. São eles: Acre (27%), Amazonas (26%), Rondônia (20%) e Santa Catarina (11%). Em 16 estados, a maioria dos entrevistados pretende presentear entre uma e três pessoas.  No Ceará e no Mato Grosso do Sul, 87% dos entrevistados pretende presentear até três pessoas.

A categoria brinquedos lidera as intenções de compra, chegando a 47% no Mato Grosso, 40% no Mato Grosso do Sul, 38% no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Considerando o gasto médio previsto, as intenções de maiores gastos estão  no Distrito Federal, onde 85% dos entrevistados pretende gastar mais de R$ 300,00 com presentes. Nas regiões Sudeste e Sul, a maioria pretende gastar entre R$ 10,00 e R$ 300,00. Em Santa Catarina, apenas 3% dos entrevistados pretende gastar mais que R$ 300,00 em compras.

Wappa desenvolve ferramenta para usuário corporativo dividir a corrida de táxi

em Educação e Comportamento/Negócios por

Economizar tempo, dinheiro e ainda poluir menos o meio ambiente. Estes são alguns dos benefícios que a Wappa – plataforma de gestão e meio de pagamento mobile direcionado para o mercado corporativo – oferece aos seus usuários, que agora podem, também, compartilhar a mesma corrida. “Estamos agregando ao Wappa Táxi, que permite às empresas o pagamento das corridas via celular, a possibilidade de compartilhar corridas. Ou seja, executivos e funcionários da mesma empresa que vão para os mesmos lugares ou locais próximos podem usar o mesmo táxi, gerando economia”, explica o CEO da Wappa, Armindo Mota Jr.

Compartilhar carros em outros países é algo trivial para driblar o trânsito nas grandes cidades. Na Europa, o chamado carsharing é uma solução consolidada para cidadãos comuns. Na América do Sul, alguns países já fazem a tentativa com muito sucesso: Em Santiago, capital do Chile, por exemplo, os chamados “táxis coletivos”, carros com rotas já traçadas, levam passageiros desconhecidos a um destino semelhante.

“No Brasil, já há na web algumas tentativas como alternativa de transporte para que as pessoas físicas dividam o carro, mas esta ainda não é uma realidade. Acreditamos que, iniciar uma ação como esta com o público corporativo, pode ajudar a criar a cultura do compartilhamento”, diz o CEO.

O carona Wappa funciona da seguinte forma: o colaborador da empresa cadastra seu destino no sistema e dispara um alerta para seus colegas. Se algum deles for fazer um percurso próximo, basta aceitar a solicitação e dividir o mesmo veículo no dia da corrida. “Essa nova ferramenta significa mais uma economia no centro de custo, maior mobilidade urbana, aumento de networking e ajuda a preservar o meio ambiente, reduzindo a emissão de CO2”, diz Armindo Mota Jr.

“Idealizamos a ferramenta a partir da análise do fluxo de viagens de táxi de grandes clientes. Percebemos que, muitos funcionários se deslocavam de um mesmo prédio para um destino muito próximo em um curto prazo de tempo”, explica Armindo. “É uma alternativa viável, principalmente nas grandes cidades brasileiras, onde há uma deficiência de infraestrutura na mobilidade”.

A Wappa garante um serviço com grande capilaridade aos seus mais de 600 clientes, pois tem cobertura em todos os estados brasileiros e mais de 25 mil taxistas fazem parte da rede credenciada, cujos serviços garantem economia de cerca de 40% nos gastos corporativos com táxi. Em 2012, a companhia obteve um faturamento de R$ 50 milhões e a expectativa é chegar a R$ 80 milhões em 2013.

Consumidor deve estar atento à origem dos alimentos usados nas ceias de fim de ano

em Educação e Comportamento/Geral por

Os Fiscais Federais Agropecuários, responsáveis por zelar pela qualidade dos alimentos de origem animal e vegetal consumidos pelos brasileiros, alertam para alguns cuidados que os consumidores devem ter para garantir a segurança alimentar de sua família na hora de comemorar o Natal e o Ano Novo. Na hora de comprar os ingredientes para preparar a ceia, é importante ficar atento à origem dos produtos.

O padrão de qualidade exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e fiscalizado pelos Fiscais Federais Agropecuários é indicado pelo selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que deve estar em todo produto de origem animal: peru, chester, tender, carnes, presunto, salsicha, manteiga, leite e derivados, mel, peixes e enlatados. O SIF é a garantia de que na produção do alimento todas as normas estabelecidas pelo governo foram cumpridas, como o tipo de ração dado aos animais, vacinas, instalações das granjas e frigoríficos e condições sanitárias.

Além do SIF, outros cuidados também devem ser observados pelo consumidor. As carnes de frango e aves precisam ser de cor amarelo-parda, com musculatura firme, aderente ao osso, pele íntegra e sem apresentar manchas de sangue ou áreas arrocheadas. E devem ser mantidas sob refrigeração ou congelamento.

bacalhau deve ser armazenado entre 0 e 5ºC, apesar de ter a comercialização permitida à temperatura ambiente, por períodos não prolongados. Uma característica visível que demonstra problemas de conservação é o aparecimento de manchas avermelhadas. A proliferação de bactérias pode também ser percebida pelo tato – com a apresentação de limo superficial e amolecimento da carne – e pelo olfato, com forte odor de podridão.

As carnes suínas tais como a leitoa e o lombo também são muito utilizadas nas receitas de fim de ano. Os fiscais federais agropecuários orientam que os suínos devem apresentar cor rósea ou avermelhado-pálida. Não deve ser comprada caso apresente textura úmida, cor escura ou esverdeada, com consistência mole, saltando da parte óssea, pegajosa ou exalando mal cheiro. Também não deve ser adquirida quando notar pequenas bolinhas brancas, duras e cheias de líquidos, conhecidas em algumas regiões como “canjica”. Esses focos denunciam a presença de parasita conhecida “solitária”. Para evitar transtornos, o sindicato recomenda que não sejam consumidas carnes de origem desconhecida.

Dentre os vegetais, a lentilha é a escolhida para dar sorte no ano que vai chegar. Os fiscais federais agropecuários orientam para, na hora de comprar, observar no espaço transparente das embalagens as condições dos grãos, se são da mesma cor e se não apresentam nenhum mais escuro que outro. Deve-se observar também se eles estão inteiros. Quanto mais quebrados, pior é a qualidade do grão.

Castanhas, nozes, amêndoas, além de frutas secas e cristalizadas, também precisam de cuidados especiais. A dica é comprar já empacotados, para garantir a procedência e armazenamento. Esses produtos podem conter a substância aflatoxina, que é produzida por um fungo e nociva à saúde, que surge quando o produto é armazenado em local úmido ou não foi bem secado. O recomendado é comprá-las já embaladas, pois há maior segurança que o processo de armazenamento foi fiscalizado.

Outros produtos que merecem atenção especial do consumidor são os adquiridos nas ruas e semáforos das grandes cidades, vendidos por ambulantes. Uvas, romãs e ameixas são as mais comuns. “A aquisição de frutas na rua não é aconselhável, principalmente porque não sabemos onde estes produtos ficam armazenados durante a noite. Roedores, baratas e outros insetos podem passear por cima delas. O ideal é comprar esses produtos embalados e em estabelecimentos com boas práticas de higiene”, afirma Wilson Roberto de Sá. Mas é importante sempre tomar cuidados com a higiene antes de ingeri-las, deixando-as de molho e lavando-as bem.

Os vinhos, espumantes, sucos e refrigerantes que são produzidos no Brasil também passam por fiscalização do MAPA. O consumidor deve observar no rótulo o registro do produto: a sigla do estado de origem seguida de 11 números. O consumidor também deve observar os dados do fabricante, que são obrigatórios. As bebidas importadas têm que possuir o registro no MAPA, pois só podem ser comercializadas após a autorização do ministério.

Algumas dicas importantes para segurança e conservação de alimentos:

·   Produtos de origem animal: carnes, presunto, salsicha, manteiga, leite e derivados, mel, peixes e enlatados precisam ter na embalagem o selo do Serviço de Inspeção (SIF);

·  Carne bovina e suína: não compre se a carne escura ou esverdeada, com cheiro desagradável e se não tiver o SIF;

·  Carnes pré-embaladas e congeladas, encontradas normalmente em supermercados, devem ser mantidas em balcão ou câmara frigorífica. Atenção: “freezer” ou balcão frigorífico fora da temperatura correta, ou quando desligados à noite, formam água no chão; sinal de que os produtos também saíram da sua temperatura ideal. Não compre produtos nessas condições;

·  Evite comprar carnes de ambulantes, pois os animais poderiam estar doentes ou terem sido abatidos em condições inadequadas de higiene. Esses comerciantes, por vezes, não observam as condições adequadas de temperatura e higiene e, sobretudo, não fornecem nota fiscal;

·  Frangos e aves: a cor da pele deve variar entre o branco ao amarelo, com superfície brilhante e firme ao tato. Verifique o carimbo do SIF e a validade;

·   Pescados embalados: precisam ter o selo do serviço de inspeção, devem ter a data em que foi embalado e o prazo de validade;

·   Pescados frescos expostos: devem estar cobertos por uma farta camada de gelo, de forma a garantir que a temperatura de segurança seja mantida (entre 0°C e 5°C). Peixes congelados precisam ser mantidos em balcões apropriados de acordo com as recomendações do fabricante, normalmente abaixo de -18ºC;

·   Carrinho de compras: o consumidor deve colocar por último no carrinho as carnes, queijos e alimentos que precisam ser mantidos gelados;

·   Automóveis: não deixe os alimentos no carro por muito tempo;

·   Refrigerador: ao chegar em casa, coloque imediatamente os alimentos no refrigerador;

·  Validade: fique atento à data de vencimento dos alimentos. Não utilize produtos vencidos;

·  Armazenamento: observe se o local está em boas condições, com prateleiras limpas, refrigeradores e freezers em temperatura adequada;

· Vinho, espumante, sucos e refrigerantes: devem apresentar no rótulo uma identificação que começa pela sigla do estado de origem seguida de 11 números. O consumidor também deve observar os dados do fabricante, que são obrigatórios;

· Nozes, amêndoas, castanhas, amendoins e pistaches, frutas secas e cristalizadas: deve-se observar a maneira como são armazenadas. Se não forem bem secas ou estiverem em local úmido pode produzir um fungo que é nocivo à saúde. Recomendado é comprá-las já embaladas.

Metade dos brasileiros não está conectada à internet

em Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência por

Algumas pessoas preferem viver desconectadas, outras ficam offline por falta de opção, mas a realidade é que 49,1% de um total de 169 milhões de brasileiros, incluindo aqueles pertencentes a faixa etária com 10 anos ou mais, não possuem acesso a internet. Em uma análise geral, essa falta se destacou entre as classes C, D e E, e a população que mora em lugares isolados, apontados como “analfabetos digitais”. “A exclusão digital segue a mesma lógica da exclusão social”, diz a secretária de inclusão digital do Ministério das Comunicações, Lygia Pupatto, em entrevista.

A solução para o acesso à internet está incluso dentro do PNBL (Programa Nacional de Banda Larga), programa do Governo Federal, que determina a expansão da banda larga para todas as cidades do Brasil, com velocidade equivalente a 1 Mbps e valor equiparado a R$35 para os planos mensais disponibilizados  pelas operadoras. A pretensão é concluir este projeto até o ano de 2014.

De acordo com o Ministério das Comunicações, a origem da indisponibilidade de internet para parte da população brasileira também está na falta de interesse das operadoras em atuar em determinadas regiões, tendo como premissa a necessidade de uma infraestrutura projetada por elas para fornecimento da conexão.

Baseada numa possível evolução dentro do projeto do governo, também faz-se necessário pensar na utilização da ferramenta, mais especificamente na educação desta maioria que atualmente não consome as informações online. Quanto mais facilidades e conteúdo, maior será a responsabilidade dos usuários da tecnologia em encontrar dentro da bagunça digital aquilo que for relevante e realmente necessário.

© 2013, The São Paulo Times, por Kaique Oliveira.

 

Em cinco anos, metade dos computadores apresentará algum defeito

em Educação e Comportamento/Negócios por

Pesquisa sobre ciclo de vida de aparelhos eletrônicos realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e pelo Instituto de Pesquisa Market Analysis demonstra que a satisfação sobre o desempenho e durabilidade dos produtos eletroeletrônicos é menor em relação aos celulares, que também está, junto com o computador, entre os aparelhos que têm maior frequência de problemas de funcionamento.

Apresentaram defeito ao menos uma vez, num tempo médio de uso:

Percentual de aparelhos que apresentaram defeito Tempo de uso dos aparelhos
32% dos computadores 2,6 anos
22% dos celulares 3,1 anos
21% lavadoras de roupa 4,8 anos
17% impressoras 2,9 anos
13% televisão 4,8 anos
11% DVD ou Blue Ray 3,9 anos
11% geladeira ou freezer 6,0 anos
9% câmara fotográfica 2,9 anos
9% micro-ondas 4,3 anos
8% fogão 5,6 anos

Combinando o tempo aquisição dos aparelhos com o número de problemas relatados neste período, o resultado é que, em média, a cada cinco anos, 51,6% de todos os computadores e 42,3% de todos os celulares do país apresentarão algum defeito.

Este dado objetiva a obsolescência funcional programada, isto é, a durabilidade planejadamente reduzida dos aparelhos como indutor das vendas.

Os dados corroboram as informações do Sindec – Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor, que reúne o atendimento de 279 Procons do país – dos últimos sete anos, período no qual ambos os produtos lideraram as reclamações.

Mesmo assim, 70% dos brasileiros dizem que estão satisfeitos com aparelhos eletroeletrônicos que possuem. A elevada satisfação está relacionada à não ocorrência de um problema de funcionamento com o aparelho. É mais comum encontrar consumidores satisfeitos enquanto esses não vivenciaram problemas com os aparelhos eletrônicos que possuem. Havendo um único problema, a satisfação já apresenta queda.

“Existe o que poderíamos qualificar como uma assimilação conformada do consumidor frente às estratégias da indústria e da propaganda, já que ele percebe “em abstrato” que os aparelhos deveriam durar mais, mas está satisfeito com a durabilidade e desempenho de seu aparelho”, considera João Paulo Amaral pesquisador do Idec.

“Os consumidores conciliam suas aspirações a um aparelho menos descartável com sua realidade de troca do mesmo ajustando suas expectativas de durabilidade e expressando uma satisfação com o aparelho que a troca parece desmentir”, comenta o diretor do Instituto de Pesquisa Market Analysis, Fabián Echegaray.

Os segmentos sociais com menor renda disponível para o consumo descartável – os jovens e pessoas de classe mais baixa – valorizam mais a durabilidade dos produtos e, portanto, expressam mais intensamente a sua frustração quando se defrontam com problemas de obsolescência funcional.

Expectativa de durabilidade pelo consumidor

A pesquisa também tem como objetivo identificar as expectativas do consumidor em relação à duração dos aparelhos, dado inédito até agora no Brasil. De forma geral, os consumidores esperam que estes tenham uma vida útil de 2 a 3 anos a mais do que de fato têm hoje.

Nos aparelhos celulares, por exemplo, a duração ideal é 77% maior do que a duração vivenciada (3 anos e 5,3 anos, respectivamente).

“O consumidor anseia a combinação de vida útil substantiva com experiência de uso satisfatória e, a maneira como ele encontra para resolver esse frágil equilíbrio é naturalizando a troca”, comenta Fabián Echegaray.

Obsolescência psicológica programada

A pesquisa busca entender as percepções e hábitos dos consumidores brasileiros, na perspectiva dos desafios e obstáculos para o cumprimento da Lei nº 12.305 de 2010, que institui Política Nacional de Resíduos Sólidos, a qual prevê a redução na geração de resíduos, propondo a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar a reciclagem e reutilização dos resíduos sólidos, e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê antes de qualquer coisa que os fabricantes pensem na não geração de resíduos, ou seja, reduzir o impacto dos produtos por meio do design dos produtos e pela obsolescência psicológica, que induz os consumidores a descartarem mais rapidamente seus aparelhos”, explica João Paulo Amaral.

Por isso, a pesquisa também abordou o tempo que o consumidor planeja trocar de produto, independente de defeitos apresentados. Embora o consumidor entenda que os aparelhos devessem durar mais, sua expectativa de trocar os atuais aparelhos é elevadíssima: cerca de 4 em cada 10 consumidores afirma que é provável que substituam o celular ao longo de 1 ano. Para outros aparelhos, as chances são de que 2 em cada 10 façam a troca no mesmo período.

Os percentuais sugerem uma elevada naturalização da obsolescência, seja ela psicológica (percepção de “atraso” tecnológico) ou funcional (vivência de problemas de funcionamento).Os dados mostram o valor simbólico de modernidade e de status social associado a alguns produtos, notadamente os celulares, valores capazes de suplantar as limitações econômicas das classes mais baixas, ao menos no nível da expectativa. E podem indicar, também, certo receio das novidades tecnológicas entre os que têm menos anos de estudo.

Mesmo entre perfis mais críticos com relação à obsolescência programada como os jovens e a população de baixa renda, ocorre uma grande naturalização da troca de produtos. Apesar de valorizarem a durabilidade, se deixam levar pela rápida atualização dos equipamentos, independentemente do estado de funcionamento. Essa contradição é especialmente percebida no caso dos celulares.

A durabilidade como influência na decisão de compra do consumidor 

A durabilidade é considerada um fator muito importante (78%) ou parcialmente importante (7%) no momento de compra pela grande maioria de consumidores. É pequena a fatia (8%) dos que afirmam que não têm a preocupação com a durabilidade entre os fatores de escolha.

É na região sul que a durabilidade é mais valorizada (95% dos entrevistados), e 99% dos consumidores de maior poder aquisitivo afirmam dar importância a esse aspecto.
Quando comparada a outros fatores como, por exemplo, o fato de ser o último modelo lançado, o design mais moderno e a diversidade de funções do aparelho, a durabilidade permanece como atributo mais importante de um produto eletrônico. Os perfis que mantêm mais fortemente a posição de preferência à durabilidade, mesmo diante de outros fatores, passam a ser as mulheres e os consumidores mais pobres e menos escolarizados.

Fontes que o consumidor consulta para informações sobre durabilidade

O acesso a fontes de informação sobre a durabilidade dos produtos varia de acordo com a escolaridade, renda e idade dos consumidores, sendo que as fontes impessoais (internet, sites de fabricantes) são mais buscadas por jovens, homens, pessoas com alta escolaridade e renda mais elevada, enquanto os mais pobres e menos instruídos tendem a recorrer aos vendedores.

“O dado surpreende porque, por razões óbvias, o vendedor não deveria ser considerado uma fonte isenta para esta informação. De toda forma, é interessante ver como sites e fóruns especializados no assunto também são fontes relevantes aos consumidores”, avalia João Paulo.

Como foi feita a pesquisa

Foram entrevistados, por telefone, 806 homens e mulheres, de 18 a 69 anos, de diferentes classes sociais das seguintes cidades: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). O número de entrevistados em cada capital foi proporcional à população de cada lugar. O levantamento foi feito entre agosto e outubro de 2013. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.

Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Guerra dos sexos: aplicativos tornam-se a arma da batalha

em Brasil/Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência por

Os papos sobre homens que eram sucesso entre as rodas de mulheres ganharam maior abrangência com o auxílio da tecnologia. Com mais de 5 milhões de visitas, 100 milhões de perfis visualizados e 1 milhão de avaliações, o aplicativo Lulu foi a maior tendência dentro do universo feminino em 2013, conforme dados da Luluvise, empresa responsável pelo projeto.

O app permite que mulheres avaliem os homens que fazem parte de sua rede no Facebook com notas e também características predefinidas em forma de hashtags, como #RespeitaAsMulheres e #ApaixonadoPelaEx.

Apesar das polêmicas envolvidas com esta mecânica de avaliação, a ferramenta foi aprovada por grande parte dos usuários e continua em implantação no Brasil, com previsões de avanço para algo ainda maior, de acordo com a executiva-chefe da companhia e criadora do Lulu, a jamaicana Alexandra Chong, 32. Algumas das hashtags denunciadas pelos participantes e que não estavam de acordo com o sentido correto da tradução feitas em português foram retiradas do ar.

“Ei cara, você é um cara!” – esta é a mensagem que aparece caso um homem tente acessar o app. Isso porque o Lulu não é um clube onde eles participam, mas aqueles que tentarem entrar poderão apenas visualizar algumas informações limitadas ao público masculino, como ver quantas mulheres visualizaram seu perfil e marcaram-no como favorito, ver resultados de enquetes com usuárias do app, pedir que amigas o avaliem e adicionar fotos e hashtags ao seu perfil.

Clube do Bolinha

Alexandra afirmou que nunca criaria uma versão do projeto voltada para homens, mas que daria total apoio a quem quisesse fazer algo similar para o público masculino. Assim, em resposta ao Lulu, um grupo de brasileiros de Indaiatuba (SP) lançou em dezembro o Clube do Bolinha, também em forma de app.  Ambas criações usam como referência à série de quadrinhos e desenho animado “Luluzinha”, além de também aplicarem a mesma mecânica de respostas com notas e características pessoais para cada perfil.

O Clube do Bolinha, disponível inicialmente para o sistema Android, permite adicionar atributos aos perfis de mulheres que fazem parte da rede de cada usuário. Diferentemente do Lulu, que restringe a visualização das opiniões às mulheres, homens e mulheres podem verificar as avaliações e o que foi dito sobre um perfil.

A guerra dos sexos teve início. Agora cabe a cada um utilizar e interpretar as dicas da forma que melhor lhe agradar, porém, aos que se sentirem ofendidos por algum motivo, é importante dizer que ambos os aplicativos permitem a remoção do perfil e, aos homens que quiserem, que pensam em melhorar sua reputação e estão dispostos a pagar por isso, vale a pena fazer a busca pelo Lulu Fake, um sistema simpático que reúne mulheres que podem levantar a sua estima.

Update:

Nova política de uso do Lulu no Brasil
O aplicativo Lulu anunciou duas mudanças na ferramenta exclusivas para o País. A partir do dia 16 de dezembro, somente homens que optarem por participar do do aplicativo serão avaliados. Os comentários publicados anteriormente serão ocultados. Além disso, o Lulu permitirá até o Natal que os homens tenham acesso à sua nota na brincadeira, informação até agora estava disponível apenas para mulheres. A empresa afirma que a mudança não se deve aos processos levantados na justiça, mas sim pelo sucesso da marca nacionalmente.

 

© 2013, The São Paulo Times, por Kaique Oliveira.

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