-Smart Writers & Smart Content & Smart Readers-

Category archive

Entrevista

As (Muitas) Jornadas de Renata Quintella

em Entrevista/Novo Mundo por

Os processos, escolhas e desafios de fazer o bem numa sociedade egoísta.

Novo Mundo Entrevista

Um dia, Renata saiu às ruas para perguntar a completos estranhos: “O que eu posso fazer por você agora?” Começava ali a primeira jornada da “corrente do bem” que a levou a ser matéria do Fantástico, palestrante requisitada e referência de um ativismo que desperta “gente para cuidar de gente”.

Continue lendo

Data Center e a crise energética: “é preciso se preparar para lidar com os atuais problemas de infraestrutura no País”

em Entrevista/Tecnologia e Ciência por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Além de toda preocupação com a falta de água em várias cidades brasileiras, as atenções se voltam ao sistema de geração de energia que apresenta diversos sinais de que pode entrar em crise em curto prazo. Para quem utiliza Data Centers – micro, fixo ou container – esse problema de estrutura pode ser fatal para os negócios!

Na entrevista abaixo, Daniel Fazenda Freire, CEO da TIER4 Intelligent Solutions, orienta de que forma os empresários devem agir, durante a crise energética, para não perder informações importantes do dia-a-dia de seus negócios:

Quais são os principais riscos que a crise energética traz para o setor?

O problema é que muitas vezes falta planejamento: só se pensa em melhorar a eficiência em um momento de crise, como este. O risco que temos agora é o aumento das tarifas, o que pode reduzir a demanda – pois o custo para o cliente final aumentará. É preciso ter uma redundância energética confiável para que a operação não seja prejudicada no caso de falhas na rede.

Como os gestores de TI e empresários devem agir diante desse cenário?

Devem melhorar a infraestrutura, a fim de reduzir o gasto energético desnecessário. Também é indicado que invistam mais em segurança em seus Data Centers, sem ficar na expectativa de se conseguir um serviço “de excelência” por parte das concessionárias de energia.

Quais os cuidados devem ser tomados no caso de falhas no sistema de energia?

A melhor situação é que se tenha um nobreak confiável, como o UPS (Uninterruptible Power Supply) redundante de pelo menos N+1, a fim de evitar variações nos servidores. Outra estratégia é colocar um sistema de gerador ligado ao de energia. Assim, caso haja falhas na fonte principal de energia, o sistema continua funcionando normalmente.

Como uma boa gestão dos Data Centers podem contribuir para a economia de energia?

É imprescindível ter uma distribuição de energia organizada para aumentar a eficiência do sistema. Também ter equipamentos de alto rendimento, pois melhor desempenho significa menos gasto de energia para a mesma carga de trabalho.

Uma boa gestão de TI pode capitalizar uma grande economia para a empresa, pois não é difícil encontrarmos sistemas de condicionamento de ar super dimensionados e com condições de trabalho longe do ideal. Com isso, gasta-se muito mais energia para refrigerar o ambiente do realmente se precisaria.

O poder de uma história. Entrevista com Fernando Palacios, cofundador da Storytellers

em Entrevista/Negócios/The São Paulo Times por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Fernando Palacios é Diretor da Storytellers Brand ’n’ Fiction. É um dos pioneiros do branded content no Brasil. Cofundador do primeiro escritório de storytelling do País. Inovou implementando o primeiro portal de conteúdos de marca e o primeiro curso universitário de Transmídia Storytelling na ESPM.
 É formado na USP, pela qual defendeu o primeiro estudo acadêmico sobre o tema Storytelling. 
Atualmente é professor de storytelling na ESPM e ministra palestras em grandes empresas no Brasil e internacionalmente. Seu projeto pessoal narra a busca de um personagem pela próxima “Maravilha da Humanidade” e já conta com mais de 90 mil seguidores no Facebook.

Confira a entrevista que fizemos com ele:

1- Diga pra gente, de forma que o público possa entender o que é o Storytelling?

Na tradução literal, storytelling é o ato de narrar histórias. Ao vincular com a comunicação, o termo assume um significado um pouco mais complexo. Nesse caso, Storytelling significa contar uma história com algum propósito de marca. As narrativas funcionam como bons exemplos, do tipo que inspiram modelos de comportamento, e para isso basta que as histórias sejam originais e autênticas o suficiente para estimular a curiosidade e a imaginação de quem as ouve.

2- Sempre contamos histórias, seja em livros, filmes e até em propaganda. O conceito é realmente novo ou apenas foi criado um “nome” para isso?

Todos nós, todos os dias, tentamos contar histórias, mesmo nas conversas mais corriqueiras. Mas da mesma forma que nem todo o mundo que chuta uma bola é um jogador de futebol profissional, nem todo o mundo que escreve um email é um escritor e nem todo o mundo que conta histórias é um Storyteller. Mesmo entre os profissionais, uma coisa é jogar no time da tarceira divisão e outra é ser convocado para defender a seleção. Então, apesar de a atividade de contar histórias seja uma das mais antigas da humanidade, o que o Storytelling se propõe é a profissionalização. É preciso entender que existem centenas de técnicas e milhares de referências para serem dominadas e aplicadas.

3- Você acha que grande parte dos clientes já entendem esse conceito?

Sei que grande parte dos executivos e publicitários já ouviu falar de Storytelling, mas poucos compreendem de fato. A tendência natural é achar que tudo é história e portanto tudo o que sempre fez foi exemplo de Storytelling. Mas basta conhecer a primeira técnica do curso mais básico que já vai perceber que a intuição nem sempre é amiga da boa narração. Em especial no mundo empresarial. Existe uma geração de profissionais treinados para apresentar slides da forma mais objetiva e pragmática possível e isso é o avesso do Storytelling. Ao contar uma história o narrador está propondo um jogo com a dua audiência. Ele não vai dar as respostas aos poucos, com pistas falsas ao longo do caminho. Essa lógica contradiz inclusive o jornalismo moderno, que segue o preceito de ‘lide’ e que responde todas as perguntas no primeiro parágrafo. Transformar a mensagem em um quebra-cabeça torna o processo muito mais instigante. Até por isso temos presenciado um grande aumento de jornalistas nos cursos de Storytelling.

4- De que forma ele melhor se aplica a empresas?

As aplicações são diversas, mas o pensamento por trás é sempre o mesmo. O mundo corporativo adora pensar tudo em termos de fatias. Share of Mind, Share of Heart, Share of Wallet… tem até Share os Stomach. Marcas de um mesmo segmento disputam uma fatia da mente do consumidor, marcas de segmentos diferentes disputam o coração e a carteira. E para a empresa fabricante de cerveja, os petiscos são competidores. Nesse sentido, surge a fatia mais preocupante, que é aquela em que todas as marcas de todos os segmentos disputam: o que se pode chamar de ‘share de ouvidos e olhos’, ou share de atenção.

Há 40 anos um economista chamado Herbert Simon previu um dos maiores problemas atuais: “O que a informação consome é um tanto óbvio, ela consome a atenção do seu receptor. Assim, a riqueza de informação cria a pobreza de atenção, e a necessidade de alocar a atenção de forma eficiente em meio às abundantes fontes de informação que irão consumi-la.”

A atenção é cada vez mais fragmentada e dispersa. E sem atenção é impossível transmitir uma mensagem. Não existe comunicação. Sem o processo de comunicação não tem marketing. Fica cada vez mais difícil vender ideias ou produtos. É disso que o entretenimento extrai seu poder. Afinal, estar entretido significa estar com seus olhos e ouvidos sintonizados em uma mensagem.

Aí que entra o Storytelling. A semelhança entre quem ouve uma história, vê um filme e lê um livro é o fato de estarem todos compenetrados no enredo. Assim, quando se trata de histórias, ouvintes, audiência e leitores são todos atentos.

5- Como o Storytelling pode ajudar marcas?

Marcas são entidades abstratas. Não possuem corpo ou emoções. Por mais detalhado que seja o estudo de posicionamento e por mais diligente que seja a aplicação do branding, as marcas sempre vão sofrer na hora em que tentarem se expressar.

Storytelling permite que as marcas possam ser transformadas em personagens e assim transmitir seus valores, crenças e personalidades de forma muito mais verdadeira. Isso vale para qualquer tipo de marca em qualquer segmento.

6- Qual é a diferença entre Storytelling e Branded Content?

Storytelling e Branded Content são conceitos que se intersectam. Branded Content são todos os conteúdos produzidos por uma marca, mas nem sempre esse conteúdo é uma narrativa ou compõe uma história. Um festival musical que leve o nome da marca é um exemplo de algo que pode ser considerado Branded Content sem que seja Storytelling.

Por outro lado, o objetivo de todo projeto de Storytelling é se tornar um conteúdo para a marca. Mas ao longo do processo, boa parte do que é feito é estratégico e nunca chega aos olhos do público. Um bom exemplo é o filme de Lego, que começou a ser pensado em 2007, produzido em 2011, mas dura ‘apenas’ uma hora e quarenta minutos. Ou seja, sete anos de Storytelling para menos de duas horas de Branded Content. Por outro lado, é um super anúncio que as pessoas pagaram para assistir.

7- O que de fato um estúdio de Storytelling faz?

Sua história? Conte com a gente! Esse é o nosso slogan. No primeiro momento, os Storytellers trabalham histórias para marcas. Essas histórias podem ser reais e aí vamos fazer um trabalho de resgate das memórias. Essas histórias podem ser ficcionais e aí vamos criar uma mitologia para a marca.

Assim que a história está consolidada, passamos a trabalhar as narrativas. De nada adianta ter uma  história épica, se ela não for contada da melhor maneira. O ponto é que cada formato narrativo tem uma peculiaridade. Então o que funciona num romance literário nem sempre se traduz em um curtametragem. Por isso que na etapa das narrativas é comum pensarmos o conceito de Transmídia, permitindo criar uma experiência imersiva e inesquecível para os consumidores.

De forma resumida, criamos e contamos histórias. Mas ainda existe uma outra possibilidade, que é de ajudar outras pessoas a contarem suas próprias histórias.

Em poucas palavras, posso afirmar que resgatamos e criamos histórias de marca, para contá-las da forma mais fabulosa e no formato mais adequado, e também ajudamos executivos a fazer o mesmo.

8- Conte um pouco sobre como iniciou a carreira.

Toda carreira começa na infância e a minha não foi diferente. Meu avô, Alfredo Palacios, foi um grande cineasta e pioneiro da TV brasileira. Ele foi o responsável pelo primeiro seriado nacional, o Vigilante Rodoviário. Do outro lado da família, meu bisavô foi um kossaco russo que escapou de um campo de concentração. Com isso, cresci cercado por histórias e desde cedo quis ser escritor.

Contudo, o Brasil não oferece uma formação para quem quer viver de histórias. Acabei estudando na USP Comunicação Social, a ênfase foi em Relações Públicas e a prática em Publicidade e Propaganda. Logo no primeiro ano comecei a estagiar e rapidamente já estava no mundo das agências. Foi aí que percebi que seria possível juntar o antigo sonho de escrever histórias com a carreira corporativa. Mergulhei no assunto em 2007 e escrevi o primeiro estudo acadêmico relacionando Storytelling com comunicação corporativa. A partir de 2008 a Storytellers já estava no ar e logo no primeiro ano fizemos grandes cases para grandes marcas: game online com milhões de acessos, transformar 1248 slides de PPT em espetáculos teatrais, promosodes, endotransmídia. Tudo isso só no primeiro ano.

9- Onde uma pessoa que quer trabalhar com Storytelling deve procurar trabalho? 

Os Storytellers sempre contratam. O difícil é encontrar pessoas com o perfil. É preciso gostar de histórias e essa parte é facil. Também é preciso entender de histórias e narrativas e dramaturgia. Escritores e roteiristas possuem essa vocação. Mas não adianta contar uma boa história se a narrativa não vincular a uma mensagem corporativa. Por isso, também é necessário entender de marketing e ser capaz de traduzir mensagens corporativas em formato de histórias. Publicitários e jornalistas são ótimos nessa etapa. Mas aí acaba faltando a dinâmica dramática e o entretenimento. Por isso que sempre digo que o melhor lugar para procurar trabalho são nos cursos. Toda a equipe que tenho hoje é composta por ex-alunos.

10- Indicaria algum curso para quem quer iniciar na área?

A Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo foi a primeira instituição a oferecer um curso de Storytelling no Brasil, em 2010. Desde então ela vem consistentemente evoluindo esse curso, que já teve 13 edições e já treinou mais de 500 pessoas. Quem tiver interesse pode obter mais informações no site www.espm.br/storytelling.

Além disso, o curso de Branded Content é um complemento fantástico e será oferecido na próxima semana, de 13 a 17 de outubro, de segunda a sexta, das 19h30 às 22h45. As inscrições estão abertas no site do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM – http://www2.espm.br/cursos/espm-sao-paulo/inovacao-em-branded-content.

© 2014, The São Paulo Times. Todos os direitos reservados.

Conheça o documentário “The Rise and Rise of Bitcoin”: idealizadores respondem às perguntas sobre a moeda digital

em Entrevista/News & Trends/Tecnologia e Ciência por

Desde a descoberta da bitcoin em 2011, o programador Dan Moss, de Pittsburgh, ficou encantado com a promessa da moeda digital de código aberto. O cineasta Nick, irmão de Dan, também desenvolveu um interesse pela bitcoin, por influência de seu irmão.

Bitcoin

Como o título do filme indica, “The Rise and Rise of Bitcoin” – O crescimento e ascensão da Bitcoin, em português – é a carta de amor dos irmãos Moss para a bitcoin, que demonstra seu potencial para transformar a economia global.

O documentário oferece uma visão sem precedentes sobre a subcultura peculiar da crescente bitcoin e apresenta alguns empresários que arriscaram suas vidas e a liberdade para tornar a bitcoin mais acessível ao público em geral.

Nick e Dan Moss estrearam o “The Rise and Rise of Bitcoin” em  Nova Iorque, no Tribeca Film Festival 2014, onde discutiram as complexidades da bitcoin no International Business Times.

O documentário aborda a difícil questão do que é a bitcoin, exatamente, além de fazer um bom trabalho de ilustrar como é difícil explicá-la.

Mesmo agora, a maioria de nós não consegue explicar exatamente o que é a Internet, mesmo que seja uma parte essencial de nossas vidas.

IBT: – Você acha que vai chegar um momento em que a bitcoin estará tão dentro da  nossa cultura que não teremos de defini-la?

Dan Mross: – Eu acredito que sim. Todos os dias quando você usa a Internet, você usa um sistema de DNS e a maioria das pessoas não tem ideia do que se trata. Agora o protocolo é a bitcoin.

Estamos lidando apenas com a própria matéria-prima. Você tem que ter um profundo conhecimento de como tudo funciona para usar a bitcoin agora, mas há startups que vão torná-la mais acessível a todos.

IBT: – Pensávamos na bitcoin como uma maneira de “dominar” a moeda do governo federal, mas depois de assistir ao documentário, parece que não é o caso, pelo menos não agora. Parece que elas precisam coexistir.

Dan: – Fico feliz por pensarem assim, porque isso é o que um monte de gente ouve sobre a bitcoin, como se grupos anarquistas fossem derrubar os bancos com ela. Essa é a impressão que se tem sobre a notícia ou que se trata de lavagem de dinheiro. Mas é apenas um protocolo. Isso é o que queríamos mostrar.

Nick Mross: – É uma ferramenta e um monte de gente pode usá-la para coisas diferentes. Isso é o que queríamos mostrar no filme: como a bitcoin e a moeda atual vão coexistir em todo o mundo. Estamos esperando que os EUA encontrem uma maneira de trabalhar dentro do atual sistema bancário.

IBT: – Seu filme fala sobre como a bitcoin vai ser muito valiosa em países que não têm uma moeda estável. Mas você precisa ter um smartphone ou acesso à tecnologia móvel para usar a bitcoin. Como você concilia isso?

Nick: Nos países em desenvolvimento, as pessoas tendem a ter smartphones. É um dispositivo fácil de usar e eles podem participar mais rapidamente de um sistema financeiro cibernético do que configurar uma conta bancária.

Dan: – Como os países em desenvolvimento podem crescer, se eles não têm uma infraestrutura bancária? Eles podem saltar imediatamente para o sistema da bitcoin.

IBT: – Parece muito conveniente ser capaz de fazer todas as suas transações com o seu smartphone, mas também soa um pouco assustador. Digamos, no caso de uma catástrofe, como no 11 de setembro, quando o telefone de ninguém funcionou na cidade. O que iríamos fazer se todos estivessem usando moeda digital?

Dan: – Acredito que possa ser algo que complemente. Você pode optar por usar a bitcoin e ter dólares também.

IBT: – Como seu filme aponta, é essencialmente impossível recuperar a bitcoin roubada. Você acha que isso a torna mais vulnerável a operações de roubo em grande escala?

Dan: – Furtos sempre ocorrerão, mas com a bitcoin é fácil evitar os roubos maciços, como a recente falha de segurança na Target, onde milhões de números de cartões e informações pessoais foram roubados por hackers. As melhores ferramentas para prevenir perdas com a bitcoin são a educação sobre práticas adequadas de segurança e um bom software.

Há uma série de empresas que estão tentando diversas maneiras para tornar o uso da bitcoin mais seguro. O software da bitcoin em si também está sendo atualizado com recursos para fazer pagamentos mais seguros, prevenindo diferentes tipos de roubo.

Clique para assistir ao trailer do filme

Captura de tela 2014-08-26 às 22.43.26

© 2014, IBTimes.

Menino Maluquinho vai virar desenho animado e fizemos uma entrevista com os produtores. Confira!

em Brasil/Cultura e Entretenimento/Entrevista/The São Paulo Times por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Oca Filmes, produtora que atua no mercado há 8 anos, teve a honra de ganhar os direitos para adaptação do querido personagem de Ziraldo. Ana Paula Catarino e Guilherme Alvernaz, dois dos sócios-fundadores da Oca Filmes estão a frente do projeto. Guilherme é animador há mais de 30 anos, e começou trabalhando ao lado de seu pai Ruy Perotti. Perotti foi criador de personagens marcantes como Sujismundo e Friozinho da Pernambucanas, e também contemporâneo e amigo pessoal de Ziraldo.

Ziraldo, que há tempos gostaria de transformar suas histórias em desenho animado e fazer o personagem entrar de vez no século XXI, enxergou na Oca Filmes o parceiro ideal para a realização desse sonho.

“O Menino Maluquinho tem todas as características para viver por toda vida na imaginação da criança brasileira. Tenho certeza de que, finalmente, com essa série, o personagem entra no século XXI”, comenta Ziraldo.

Guilherme Alvernaz optou por manter o traço e a magia do original, trazendo a obra para animação 2D. “O Menino Maluquinho vai manter a essência da infância, de jogar futebol, brincar na rua, mas também terá tecnologia e os jogos que as crianças de hoje utilizam bastante”, comenta Alvernaz.

Na adaptação da obra para animação, Guilherme conta com uma equipe experiente em entretenimento e pedagogia, entre eles Marcio Araújo, cuja experiencia inclui roteiros para Cocoricó e Castelo Rá-Tim-Bum.

A primeira temporada de 26 episodios será baseada no livro original, mas a ideia é realizar mais temporadas com outras histórias e novos personagens. E a turma não descarta a possiblidade de fazer um longa metragem.

“A responsabilidade é enorme, mas o Ziraldo ficou muito feliz em ter a Oca à frente do projeto e isso já é razão para comemorar. Para a Oca Filmes é um sonho. Com essa adaptação do Menino Maluquinho já contamos um total de seis projetos criados pela equipe e, certamente, iniciaremos uma história sólida na produção de conteúdo”, finaliza Ana Paula Catarino, sócia e responsavel pela produção executiva.

Entrevista…

Confira abaixo a entrevista que fizemos com Ana Paula Catarino, produtora executiva e sócia da Oca Filmes.

1. Como comemoraram ao saber que fariam a animação do Menino Maluquinho?
Estamos bem felizes em adaptar um clássico desta importância. Celebramos com muita animação 🙂

2. Como foi a escolha de Ziraldo? Ele já tinha esse projeto na cabeça?
Ele nos contou que sempre teve a ideia do Menino Maluquinho virar animação, e ao longo dos anos foi procurado por alguns estudios. Não sabemos dizer os motivos que o levaram a nos confiar a obra, mas acho que há uma parcela de confiança pelo histórico que tem com o pai do Guilherme (o animador Ruy Perotti era um grande amigo do Ziraldo).

3. Qual será a influência de Ziraldo nos episódios?
Toda a que ele quiser, ele é o pai do Menino Maluquinho. Temos autonomia para desenvolver a série, mas acreditamos que toda a participação do Ziraldo será preciosa.

4. A produtora também ficará encarregada do roteiro dos episódios?
Sim, a adaptação das histórias está a cargo do Guilherme Alvernaz, obviamente com ajuda de uma equipe de roteiristas.

5. Qual é o tempo médio gasto para produzir um episódio do Menino Maluquinho? E quando estreará?
Animação tem um processo de produção diferente de séries filmadas, então não se faz um episodio por vez. A temporada de 26 episodios de 11 minutos (que é o espaço para preencher 15 minutos de grade) leva cerca de 2 anos.

6. Vocês já tem contrato com algum canal ou emissora para veiculação do desenho?
Estamos em conversa com alguns canais mas ainda não temos nada definido.

7. Quantas pessoas estarão envolvidas no projeto?
Durante o processo de 2 anos, desde o inicio até a entrega a série passa por muitas pessoas, é dificil precisar mas diria que em torno de 100.

8. Como está o andamento?
Estamos na fase de desenvolvimento. Isso significa o que? Em paralelo, um grupo desenvolve sinopses de histórias, enquanto um segundo desenvolve cenários e um terceiro faz a adaptação dos personagens do universo estático de HQ para animação.

Curiosidades Gerais: 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

1. Conte um pouco sobre como iniciaram a carreira até idealizarem a Oca Filmes.
A OCA surgiu para oferecer prestação de serviços e criação de animação em publicidade. Conquistamos nosso espaço em um mercado bem competitivo, e hoje atendemos a maioria das agencias e anunciantes da america latina. Tinhamos um desejo de desenvolver projetos de entretenimento, e fomos atras de capacitação – estudamos o mercado americano, participamos de festivais e congressos e fizemos cursos. E com isso, desenvolvemos uma carteira de propriedades intelectuais bem bacana.

2. Qual o desafio de se manter um estudio de animação hoje no Brasil?
Achar mão de obra qualificada é o maior desafio, e acabamos por formar bastante gente. O outro grande desafio é fazer a conta fechar. Animação é cara, demorada e depende de mão de obra que tem de combinar talento e capacidade técnica. Apesar do enorme talento existente no nosso pais e do crescimento expressivo no setor, o mercado de animação ainda é pequeno e o país de forma geral ainda está aprendendo a desenvolver economias criativas. O governo atraves do BNDES e Fundo Setorial vem desenvolvendo incentivos para ajudar a alavancar a industria. Entretenimento é um negocio rentável nos Estados Unidos, e Europa, mas bem incipiente no Brasil. Para dar uma ideia, o Faturamento Bruto de Bilheteria de Cinema em 2013 foi: nos USA USD$10,9 Bilhões, na China USD$3,54 Bilhões , na França foi USD$1,66 Bilhões e no Brasil USD$0,9 Bilhões. Isso dá uma boa ideia do desafio. (FONTE: Financial Times, Companies Report)

3. É possível viver só de filmes de animação ou a publicidade ainda faz parte do negócio?
Sim, é possível. Mas o nosso estúdio depende de publicidade e nunca vamos deixar de trabalhar com isso, porque por ser tão criativo, é uma grande escola.

4. Como se faz animação 2d hoje em dia? É ainda traço a traço ou é tudo direto nos softwares?
Cada vez mais se desenha em tablets. Mas o traço fica igual.

5. Quais softwares para animação 2d hoje em dia são populares no mercado?
Aqui na OCA trabalhamos com Maya, ToonBoom e After Effects.

6. Quais dicas vocês dão para quem quer iniciar na carreira de animador?
A regra numero um é: tem que amar! Animação é movida a paixão. Sabia que anime é a palavra em latim para ALMA?

7. Indicariam algum curso?
Animation Mentor, e estágio em estúdios bons. Nada como aprender na linha de frente.

Voltar p/ Capa