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Mundo - page 67

Líder da Venezuela quer ter uma conversa séria com Obama

em Mundo/Política/The São Paulo Times por

Líder venezuelano Nicolas Maduro, convidou o presidente dos EUA Barack Obama para uma conversa destinada a resolver os problemas entre os dois países.

Sr. Maduro disse que a reunião iria ajudar a “colocar a verdade sobre a mesa”.

Ele acusou os conservadores norte-americanos e veículos de mídia de conspirar para derrubar o seu governo.

Ontem, sexta-feira, 21.02.14, a Venezuela revogou as credenciais de jornalistas da CNN  que cobriam a crise do país . Oito pessoas morreram nos últimos protestos.

Na coletiva de imprensa, o Sr. Maduro disse: “Eu quero um diálogo entre a Venezuela e o governos dos Estados Unidos. “Vamos ter uma conversa de alto nível e colocar a verdade sobre a mesa.”

“O diálogo será difícil e complexo, afirmou o Sr. Maduro, até que o governo americano aceite a plena autonomia e independência da América Latina” .

No domingo, a Venezuela expulsou três diplomatas norte-americanos acusados ​​de atender grupos violentos ligados à oposição.

“A propaganda da guerra”

No início, a Venezuela revogou a credencial do repórter da CNN com sede em Caracas, Osmary Hernandez, e os outros dois jornalistas da CNN enviados à Venezuela para cobrir as manifestações.

O governo diz que os protestos são parte de uma tentativa de golpe.

Na quinta-feira, 20.02.14, o Sr. Maduro ameaçou “tomar medidas” contra a CNN, a qual o presidente da Venezuela descreveu como “cobertura hostil”. “Eu não vou aceitar que façam uma propaganda de guerra contra a Venezuela”, disse ele .

Patricia Janiot, jornalista da CNN que teve sua autorização de trabalho revogada, disse ter sido assediada por autoridades venezuelanas ao deixar o país.

Em um comunicado, a rede CNN disse que ainda estava negociando com as autoridades vezuenals.

“Esperamos que o governo reconsidere sua decisão. Enquanto isso, vamos continuar a cobertura de eventos na Venezuela de uma maneira justa, precisa e equilibrada”, dizia o comunicado.

Um aliado próximo do falecido presidente, Hugo Chávez, Sr. Maduro foi eleito por uma margem estreita em abril de 2013.

Divisões políticas se aprofundaram desde a eleição, e a economia tomou uma recessão.

Henrique Capriles, que foi derrotado na eleição presidencial do ano passado, e outros líderes da oposição, pediram que as pessoas fossem às ruas hoje, sábado, “marchar contra a violência”.

© 2014, BBC World News

Crocodilo: o predador que sobe até em árvores

em Mundo/The São Paulo Times por

Crocodilos podem ser assustadores, mas pelo menos eles não ficam em cima de árvores esperando suas vítimas passarem para atacar, certo? Errado!

Você provavelmente não vai ver uma árvore cheia de crocodilos adultos, porém é possível encontrar os mais jovens pendurados em galhos, de acordo com os estudos feito pelo pesquisador Vladimir Dinets da Universidade do Tennessee – Knoxville, com seus colegas da Universidade Charles Darwin, Austrália.

Antigamente, os cientistas afirmavam que os crocodilos não eram arbóreos (que pertence à árvore), apesar de muitos moradores relatarem histórias de crocodilos escalando árvores. Só que agora, Dinets e seus colegas têm fotos de crocodilos tomando sol nos galhos de árvores em três continentes diferentes.

Na América do Norte, a equipe chegou a ver crocodilos de até 1 metro de comprimento descansando sobre os galhos baixos de árvores de um mangue durante o dia.

” Todos os crocodilos vistos em árvores foram extremamente cuidadosos, e pularam ou caíram na água quando o observador se aproximou, mesmo estando a mais de 10 metros de distância”, disse Dinets e seus colegas.

“Essa timidez pode explicar por que o comportamento arvorismo dos crocodilos permanece praticamente desconhecido, apesar de ser relativamente comum.”

Na Austrália, os membros da equipe observaram crocodilos de água doce tentando subir árvores com até 1,8 m  de altura. Os crocodilos jovens também foram vistos em árvores durante o dia e a noite.

“As observações mais frequentes foram em áreas onde havia poucos lugares para se aquecer no chão, o que demonstra o quanto as pessoas precisavam de alternativas para regular sua temperatura corporal”, disseram os autores em um comunicado. “Da mesma forma, sua natureza cautelosa sugere que a escalada leva a melhoria da vigilância local de potenciais ameaças e também para capturar novas presas.”

Apesar do crocodilo não ter um corpo adaptável para escalar qualquer coisa, o predador consegue subir os galhos com certa facilidade, o que demonstra uma agilidade surpreendente.

“Estes resultados devem ser levados em conta pelos paleontólogos, que estudam as mudanças em fósseis de repteis e seus comportamentos”, disse Dinets em um comunicado. “Isto é especialmente precioso para quem pretende manter a sobrevivência das espécies de crocodilos que estão entrando em extinção.

© 2014, IBTimes

Eleições no Afeganistão e o futuro do país

em Mundo/Política/The São Paulo Times por

As eleições presidenciais afegãs em abril de 2014 é uma das decisões políticas mais importantes do Afeganistão desde a derrubada do Talibã, há 12 anos. Muitos especialistas duvidam que um país atormentado por extensa corrupção política, problemas na segurança e pelo comércio de ópio prosperará, especialmente após as falhas dos dois últimos processos eleitorais.

A eleição significa muito mais para o Afeganistão do que simplesmente uma escolha de um novo presidente. Significa, sobretudo, que o país pode ter a primeira transferência pacífica e democrática do poder em sua história moderna, no ano em que a Força Internacional de Assistência à Segurança do Afeganistão (ISAF) liderada pelos Estados Unidos, sairá do território.

O atual presidente, Hamid Karzai, foi nomeado pela primeira vez por uma assembleia nacional em 2001 como líder interino e, em seguida, ganhou duas eleições. De acordo com a Constituição do Afeganistão, ele está impedido de concorrer a um terceiro mandato.

“A eleição presidencial deste ano pode proporcionar uma oportunidade fundamental para a renovação da legitimidade. Um impulso na confiança e um começo para corrigir a governança ineficaz e corrupta que caracteriza o Afeganistão”, diz Vanda Felbab -Brown, pesquisadora sênior do programa de política internacional do Brookings Intitutions.

Um segundo turno subsequente foi cancelado como o adversário de Karzai, Abdullah Abdullah (o pioneiro na eleição deste ano), retirou sua candidatura, pois disse que resultaria em uma fraude generalizada, de acordo com Brown.

A presidência de Karzai também é marcada por vários escândalos de corrupção, uma das quais incluem seu meio-irmão Ahmed Wali Karzai, suspeito de tráfico de heroína, de acordo com as autoridades norte-americanas. Ahmed negou as acusações.

Um estudo feito em 2012 revelou que a população afegã considerava a corrupção, a insegurança e o desemprego como os principais desafios

Outro desafio que o Afeganistão enfrenta é o crescente comércio da papoula do ópio, que atingiu um recorde em 2013, quando uma pesquisa revelou que o cultivo da substância ocupa 209 mil hectares. O ópio é considerado a fonte de rendimento mais importante e sustenta muitas famílias nas áreas rurais. Hoje ele representa cerca de quatro por cento do PIB do Afeganistão. Mas também alimenta conflitos e enfraquece a governança, proporcionando renda aos rebeldes.

A eleição e o processo de transferência de poder são vistos como indicadores de um futuro bem-sucedido do Afeganistão, depois da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

Mas a retirada da Força Internacional de Assistência pode deixar um vácuo econômico, político e de segurança, fazendo com que o Afeganistão corra o risco de se tornar um Estado falido. Após a saída das tropas, a economia do país pode cair em 10 por cento, de acordo com o Banco Mundial.

A economia do Afeganistão depende em grande parte da ajuda internacional, bem como a presença das forças de coalizão no país, o que gera demanda por bens e serviços.

De 2010 para 2011, a assistência civil e de segurança representava o equivalente a 98 por cento do PIB do Afeganistão. Após a transição presidencial, o Afeganistão terá que contar ainda mais com a geração de receitas internas para satisfazer as necessidades orçamentais.

A questão agora é: quem vai conduzir o Afeganistão a um futuro incerto? As eleições deste ano contarão com 11 candidatos – desde tecnocratas educados no Ocidente até ex-comandantes militares com histórias sangrentas.

© 2014, IBTimes

Boehner e as leis de imigração nos EUA

em Mundo/Política/The São Paulo Times por

Como a esperança de uma reforma de imigração em 2014 começa a perder força em meio à desconfiança dos Republicanos em que o presidente Barack Obama cumpra adequadamente as leis de imigração existentes, alguns grupos conservadores estão duvidando que John Boehner, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, possa fornecer a liderança sobre o assunto.

A Tea Party Patriots – uma organização política conservadora – reivindica a vitória para pressionar que Boehner classifique a imigração entre as questões de baixa prioridade.

No mês passado, Boehner e outros na liderança do Partido Republicano divulgaram um documento de uma página que lista as normas do partido para a reestruturação do sistema de imigração do país. Ele oferecia aos imigrantes não documentados a oportunidade de se acertarem com a lei por meio da legalização. Neste documento, porém, não havia nenhuma trajetória para a cidadania, que a extrema-direita se opõe como “anistia”. Dias após esses princípios serem liberados, Boehner disse que as chances de uma lei de imigração sair do Congresso este ano são poucas.

[blocktext align=”left”]”Francamente um dos maiores obstáculos que enfrentamos é a confiança do presidente”[/blocktext]

“Francamente um dos maiores obstáculos que enfrentamos é a confiança do presidente”, disse Boehner em uma conferência de imprensa.

“O povo norte-americano, incluindo muitos dos meus membros, não confia que a reforma vai ser implementada da maneira que se pretendia ser”, acrescentou Boehner. “Ouça, não há dúvida se esta administração pode ser confiável para cumprir nossas leis e que vai ser difícil de alterar qualquer legislação de imigração até que essa atitude mude”.

Jenny Beth Martin, cofundador e coordenador nacional do Tea Party Patriots, disse que tais palavras servem apenas para aliviar temporariamente os conservadores.

“Nós esperamos plenamente que ele mude de ideia de novo”, disse Jenny em um comunicado. “Isso não é liderança, em qualquer sentido da palavra, e demonstra claramente que a capacidade de Boehner para falar em nome da Câmara dos Deputados, do Partido Republicano, ou até mesmo do povo americano acabou”, completa Jenny.

O escritório de Boehner se recusou a comentar sobre este artigo. No entanto, sua relação com grupos conservadores tem sido tensas desde dezembro do ano passado.

“Francamente, eu acho que eles estão enganando seus seguidores”, disse Boehner. “Eu acredito que eles estão empurrando os nossos membros a lugares que eles não querem estar e, sinceramente, eu acho que eles perderam toda a credibilidade”.

“Precisamos de um sistema de imigração moderna”, diz o CEO da Heritage Action, Mike Needham. “Eu acho que o povo norte-americano está cansado desse tipo de lutas entre republicanos e democratas sobre como alterar o status quo, o que é quebrado nas margens, e em vez disso estão à procura de grandes ideias ousadas”, Mike completa.

Ainda assim, grupos conservadores não são as únicas vozes republicanas em desacordo com Boehner. O estrategista republicano, John Feehery, publicou que entende o motivo de haver hesitação da parte dos republicanos para avançar com a reforma da imigração, mas não concorda que o problema deva ser adiado um ano para lidar com a questão de não confiar neste presidente. Eu tenho uma solução muito simples: “faça com que as principais disposições da lei entrem em vigor depois que ele deixar o cargo”, diz Feehery. Mas se outro presidente for confiável para fazer cumprir a lei como está escrito, já é uma outra interrogação.

“É difícil prever o futuro com grande exatidão”, Feehery continua, “mas vou dizer: se a reforma da imigração não for aprovada neste ano, não vamos ganhar a Casa Branca de volta em 2016, 2020 ou 2024”.

© 2014, IBTimes

Selfie até na guerra? Fundamentalistas ocidentais polemizam nas redes sociais.

em Educação e Comportamento/Mundo/News & Trends/Política por

“Jihad é o melhor do turismo”. A frase foi postada por um jovem holandês, chamado Chechclear, em seu Tumblr. Ele estava montado em um camelo, sorrindo, com um filtro de névoa publicado no Instagram. Chechclear é um dos aproximadamente 1.700 europeus que lutam na Síria. Ele é parte do Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS), que a Al- Qaeda repudiou oficialmente.

No território que detém o norte da Síria, o ISIS está impondo sua interpretação severa da lei sharia com torturas e decapitações. Seus combatentes ocidentais estão twittando selfies nas ruínas.

Na Síria, a batalha pelo território é acompanhada por uma batalha travada por significado na Internet. Se eles são curdos (tipo de linguagem iraniana) esculpindo um estado independente, os sírios revolucionários ou organizadores de TEDx e simpatizantes de Assad, usam o Twitter, YouTube e Facebook para contar suas histórias. Assad havia bloqueado o acesso à Internet uma vez. Os ativistas ficaram aterrorizados que ele fizesse isso novamente.

Mas, enquanto os sírios usam as mídias sociais para expor os crimes de guerra, Chechclear e seus colegas ocidentais, muitas vezes as usam para se exibir. O jornalista do site VICE.com, Aris Roussinos, publicou fotos de jihadistas britânicos posando com suas armas, como se fossem o Rambo.

Jihadistas ocidentais na Síria entram em brigas no Twitter e posam com fuzis AK-47. Eles incentivam os jovens e as mulheres para se juntar a eles.

Os ocidentais que vêm para lutar na Síria – e mais frequentemente para se juntar a ISIS – atraem combatentes de todo o mundo: do Paquistão, passando pela Chechenia até a Tunísia. Formada em abril de 2013, o ISIS foi desfiliado da organização Al- Qaeda no Iraque.

“KA”, um estudante sírio no Reino Unido, mantém laços estreitos com os parentes em Aleppo e Idlib. Ele está furioso que alguém representa o ISIS como parte da revolução síria. KA declara que seu tio tinha aberto um cibercafé em sua casa para ganhar um dinheiro extra. Os membros do ISIS, por outro lado, assumiram o controle, venderam seus roteadores na Turquia e os obrigaram a sair de sua casa para que pudessem usá-la como base. Segundo os parentes de KA, os ocidentais muitas vezes vêm para lutar na Síria como “uma adrenalina cheia de férias”.

“O hábito comum dos cidadãos ocidentais que nunca experimentaram o combate armado é espreitar em torno da fronteira sírio-turca e cruzar imediatamente de volta para a Turquia logo que alguma coisa se ​​agrava”, declara KA. “Enquanto ainda estão na Síria, eles simplesmente caminham ao redor das cidades com Kalashnikovs para afirmar seu domínio em meio a um país com uma falha enorme no poder e uma população de famintos e desesperados”.

Apesar dos pontos de vista de alguns sírios, estes ocidentais não se veem como invasores estrangeiros. Eles são muçulmanos, cumprindo sua obrigação religiosa para trazer o governo islâmico de um país muçulmano. Quando eles morrem, os lábios de seus cadáveres serão reinventados no Instagram como os sorrisos de mártires ao ver o paraíso.

© 2014, Newsweek.

Atraso na adoção de novas tecnologias mata a Califórnia de sede

em Mundo/News & Trends/Tecnologia e Ciência por

A Califórnia é chamada Golden State não por causa do ouro encontrado no Moinho Sutter, em 1848, mas por causa das chuvas de inverno que dão um tom dourado às colinas verdes. Neste inverno, muitas dessas colinas permanecem marrom e cinza devido à falta de umidade.

A pior seca que o estado sofreu em mais de 500 anos está forçando os agricultores a deixar os campos sem cultivo algum e enviar novilhos muito jovens para o matadouro. O corte de produção por causa da falta de água este ano vai se traduzir em preços mais elevados para as amêndoas, carne, couve-flor, uvas de mesa, laranjas, nozes e até vinhos. A Califórnia fornece aos EUA mais de 90 por cento de suas amêndoas, brócolis, aipo, kiwis, limões, nectarina, pistaches e ameixas; além de ser o estado líder no ramo de laticínios.

Essa escassez pode continuar por vários anos a menos que os céus se abram nas próximas semanas, caindo neve na Sierra Nevada e que haja chuvas constantes ao longo da costa e no Vale Central. E se a seca atual é parte de uma mudança de longo prazo nos padrões climáticos, o efeito sobre o que os norte-americanos comem e quanto pagam poderia ser dramático não apenas na Califórnia, mas em Chicago, Cincinnati e Charlotte.

A tendência de redução do nível da água começou em 1975, de acordo com os registros mantidos pelo Distrito de Irrigação do South San Joaquin, que serve a área ao redor de Manteca, um centro de criação de 80 milhas a leste de San Francisco. “Nossos registros mostram que em 80 anos – de 1895 a 1975 – apenas sete anos ficamos sem neve o suficiente para chegarmos a colocação total da água do rio Stanislaus”, diz Jeff Shields, o gerente-geral do distrito. “Mas desde 1975, isso aconteceu 14 vezes”, completa.

Neve com pouca água significa florestas secas, aumentando a probabilidade de mais incêndios no verão e no outono. A enorme quantidade de água retirada de reservatórios para combater o fogo é outra razão pela qual eles estão tão baixos hoje.

As secas prolongadas são uma novidade para a Califórnia moderna. O pior período de seca anterior foi em 1977 e 1978, o qual foi necessário um forçado racionamento de água.

Em termos geológicos, porém, as secas prolongadas não são uma novidade. A análise dos anéis de árvores evidenciam que as secas na Califórnia duraram cerca de dois séculos cada uma, ambas durante a Idade Média.

Por mais de quatro décadas, relatórios oficiais alertaram que a Califórnia poderia sofrer secas longas e que o crescimento populacional foi superando a capacidade de armazenamento de água. No entanto, apesar das repetidas advertências, muitas comunidades agrícolas da Califórnia estão mal preparadas para um futuro que parece ter chegado.

O governador da Califórnia, Jerry Brown, declarou estado de emergência na metara do mês janeiro, mas nem Sacramento, nem Washington têm feito mais pela seca do que documentá-la. O secretário de estado de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, anunciou na primeira semana de fevereiro que 34 milhões de dólares seriam disponibilizados a futuros projetos para conservar a água.

Hoje, Los Angeles tem consumido pouca água – cerca de 129 litros diários por pessoa – menos que  qualquer outra grande cidade norte-americana.

O estado tem agora mais de 38 milhões de habitantes, mas a água economizada por xeriscaping, chuveiros de baixo fluxo e vasos sanitários que usam metade dos litros por descarga é apenas uma poça em comparação com os lagos de água consumidos por fazendas.

No entanto, uma pequena comunidade rural está muito à frente no planejamento e tecnologia, adotando técnicas que podem promover o crescimento do preço de alimentos com menos 30 por cento de água. O distrito de Irrigação The South San Joaquin, que fica em torno de Manteca, pode escapar dos piores efeitos desta seca por causa das barragens que construíram há muito tempo e  pela sua aposta em novas tecnologias de economia de água.

Um dos maiores agricultores do distrito, Bob Brocchini de Ripon, cuja família possui 3 mil hectares de azeitonas, cerejas, uvas e nozes diz: “Nós costumávamos fazer campo de inundação, mas isso é muito melhor, muito mais fácil. A qualidade da água a partir da Estanislau é melhor do que a água bombeada, que pode ser salgada, o que resulta na qualidade da colheita.”

Enquanto os agricultores na Califórnia resistirem à mudança para uma tecnologia mais eficiente, contarão com fontes inconstantes e preços mais elevados para a carne, queijos, frutas, nozes e legumes.

© 2014, Newsweek

Bing: resultados supostamente censurados intrigam os chineses

em Mundo/The São Paulo Times por

Um grupo de advocacia da China acusou o site de busca Bing, da Microsoft, de censurar seus resultados de busca em língua chinesa para usuários nos Estados Unidos. As acusações vêm das empresas ocidentais que se comprometeram em manter relações com a China.

De acordo com o GreatFire.org, um site dedicado a monitorar a entidade de censura da China – o Great Firewall – descobriu que os resultados dos termos de pesquisa “separatistas” como referências ao Dalai Lama, aos protestos da Praça de Tiananmen, em 1989, e o Falun Gong, retornaram devido à censura. Percy Alpha do GreatFire disse à VOA (Voice of America, em inglês) – o serviço oficial de radiodifusão internacional do governo dos Estados Unidos – que o Bing está filtrando certos links e histórias que as autoridades chinesas consideram prejudicial.

“Se eu digitar Dalai Lama, quase todos os resultados na primeira página, mesmo no Bing internacional, são de mídias estatais chinesas… e os resultados do Bing retratam o Dalai Lama de forma negativa”, disse Alpha. Por exemplo, uma pesquisa por “Dalai Lama” em chinês no Bing é seguido por um documentário do principal canal de radiodifusão da China, a CCTV, que geralmente lança uma posição negativa sobre essa figura religiosa tibetana. A mesma busca na versão em Inglês do Bing gera uma lista de sites diferentes, como o site oficial do Dalai Lama, e mesmo o Phayul.com, que é um site de defesa pró-independência do Tibete.

Os resultados para os termos de busca em língua chinesa do site Google Inc., que saiu do mercado chinês em 2010, porque se ​​recusou a praticar a autocensura, parece não limitar os resultados totais. Isso porque o Google usa um algoritmo de busca diferente. Os resultados listados não são idênticos aos do Bing, mas englobam uma mistura de ambos os sites ocidentais e chineses.

“É um absurdo”, comenta Charlie Smith, o autor da censura do blog GreatFire, ao The Guardian. “Qualquer chinês que buscar em mandarim do exterior está sendo tratado como se tivesse os mesmos direitos de um residente da China continental. Portanto, não vamos mostrar-lhes os resultados precisos da pesquisa se procurar por ‘Dalai Lama’. O que você recebe é propaganda controlada pelo Estado”, diz Smith.

O perigo é que, dentro das fronteiras da China, há um entendimento de quando se busca alguma informação, mas especialmente em temas de polarização, que há uma chance de você encontrar informações filtradas. Do outro lado do Firewall, você não tem essa expectativa. “Eles não lhe dizem que os resultados foram censurados. Se você estivesse na China você saberia disso pelo menos”.

Enquanto o site de busca da Microsoft representa apenas uma pequena porcentagem do mercado de busca da China, a empresa tem planos de expansão e está construindo seus serviços no continente.

No final do ano passado, a Bloomberg News foi acusada de alterar a sua cobertura de notícias chinesas depois de uma história de investigação. Como resultado dos vários bloqueios de sites de mídia na China continental, além das questões do visto para repórteres, a decisão da Bloomberg para matar a história era vista por muitos críticos como uma forma de permanecer no mercado chinês.

© 2014, IBTimes

Obama e Hollande: um caso de amizade?

em Mundo/News & Trends/Política por

A visita à Casa Branca do presidente da França, François Hollande, destacou uma  transformação notável: os EUA estão se tornando a França, como a França se assemelha cada vez mais aos EUA.

Chefe do Partido Socialista da França, Hollande atualmente fala sobre uma economia que faz questão de enfatizar “a oferta”, enquanto o presidente Obama revoluciona o sistema de saúde dos EUA de uma forma que seus críticos temem, e alguns apoiadores esperam, que leve à medicina socializada.

Durante o mandato de presidente, Hollande prometeu aumentar os impostos dos mais ricos do país em 75 por cento. Agora ele fala sobre a redução dos impostos e promete dinamizar os gastos públicos. Um dos temas centrais de Obama neste ciclo eleitoral é a necessidade do governo combater a desigualdade de renda.

A França envia tropas para combater os terroristas islâmicos em alguns dos pontos mais críticos do mundo.

“Com Hollande, há uma sensação de caminharmos para frente” em áreas onde o país tradicionalmente teve influência, diz o almirante aposentado, James Stavridis, reitor da Escola Fletcher de Direito e Diplomacia da Universidade Tufts.

Este ano, quando as crises surgiram na África, a França enviou tropas para Mali e para a República Centro-Africana. Em ambos os casos, os governos locais pediram que Paris interviesse. Esses pedidos, ao invés de resoluções do Conselho de Segurança, tornaram-se a base jurídica para as intervenções.

No caso do Mali, a França recebeu a bênção do Conselho de Segurança, na forma de  autorização para uma força de paz, mas só depois da maior parte da bem sucedida invasão francesa ser concluída.

Falando com Obama ao seu lado, Hollande reconheceu que a extração de armas químicas para fora da Síria ainda não está funcionando tão bem quanto imaginava. “É um processo muito prolixo”, disse ele.

De acordo com diplomatas da ONU, a Síria enviou, até agora, apenas cinco por cento do seu arsenal químico para fora do país e está bem atrás do rígido calendário que foi definido para abolir todo o arsenal químico do regime.

Os dois presidentes também expressaram uma “enorme frustração” com a situação humanitária na Síria, onde mais de 130 mil morreram durante a guerra civil de três anos e milhões foram forçados a sair de suas casas.

“Neste momento, não acho que só uma solução militar resolva o problema”, disse Obama, acrescentando que, no entanto, “nós continuamos explorando todas as vias possíveis para solucionar esta situação”.

No ano passado, França e a América estavam “muito perto” de lançar uma ação militar na Síria, diz Stavridis. Isso não aconteceu, segundo ele, mas “no final do dia, Hollande conseguiu sua operação”.

Desde que Charles de Gaulle fundou a Quinta República, em 1958, os políticos em Paris salientaram a independência da França nos assuntos globais, levando um mundo francófono livre da influência Anglo. Mas, durante uma coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca, Obama foi perguntado por um repórter francês se “a França tornou-se a melhor aliada europeia dos EUA e substituiu a Grã-Bretanha” nesse papel.

A realidade, porém, é que, embora os presidentes George W. Bush e Jacque Chirac, por todos os acontecimentos, não se gostam, a França elegeu o então presidente da França, Nicolas Sarkozy, que foi um dos presidentes franceses mais pró-americanos na história recente.

Os ressentimentos parecem ter acabado, agora que a França está sendo lentamente americanizada e as lideranças norte-americanas consideram a sensibilidade francesa. Mas o festival de amizade poderia muito bem ser interrompido por algumas diferenças importantes que, embora adormecidas agora, podem permanecer.

Na conferência de imprensa conjunta, Obama se dirigiu as empresas que querem começar a fazer negócios com o Irã “mais cedo ou mais tarde”, na crença de que as sanções internacionais contra a República Islâmica em breve poderão ser levantadas.

A referência foi a uma delegação de empresários franceses do ramo de energia, carro e as outras empresas que visitaram o Teerã dias antes, em busca de laços comerciais com os iranianos. Essas empresas “fazem por sua própria conta e risco”, disse Obama, prometendo “repreendê-los como uma tonelada de tijolos”.

Hollande, o socialista que operava em uma plataforma que aumentaria o controle do governo sobre a economia, disse que iria tentar inclinar-se sobre as empresas da França e pedir-lhes para esperar um acordo nuclear abrangente com o Irã, antes de assinar qualquer coisa. Mas acrescentou que ele não pode “forçá-los a fazer isso”.

“O presidente da República não é o presidente do sindicato dos empregadores na França. E ele certamente não deseja ser”, Hollande concluiu.

© 2014, Newsweek.

Sistema Internacional, multipolaridade e a balança de poder

em Mundo/The São Paulo Times por

Com o fracasso econômico da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, o mundo sofreu profundas transformações de ordem política. Antes, as relações internacionais eram diretamente influenciadas pelo modelo bipolar em que se dividia o sistema internacional, sendo que os países do Ocidente orbitavam em torno dos Estados Unidos e os países do Oriente eram articulados pela influência política soviética.

Desde então, a economia política internacional rendeu-se ao modo de produção capitalista, a abertura dos mercados ultrapassou fronteiras, a globalização e a desregulamentação dos mercados penetraram praticamente todas as relações materiais e imateriais entre Estados, empresas e indivíduos. A política internacional passou a ter atuação mais robusta de OIs, ONGs e de Estados antes considerados atores de pouca relevância para o cenário global. A agenda internacional, predominantemente securitária, teve sua pauta multiplicada pela crítica feminista, pela questão da sustentabilidade e dos direitos humanos.

Adicionalmente a isso, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center, nos Estados Unidos, contribuíram para alterar completamente a ordenamento político e a concepção de segurança entre Estados. Uma tragédia que marcou para sempre a história da humanidade.

Soma-se a isso, a Crise Financeira de 2008, que imputou um duro revés econômico, e consequentemente político, aos países desenvolvidos, ainda que tenha favorecido – diretamente ou indiretamente – ou no mínimo deixado de ofuscar, a ascensão econômica dos países emergentes.

À parte a História recente, todos esses acontecimentos imprimiram uma configuração multilateral às negociações internacionais. Após estes acontecimentos, a balança de poder de âmbito internacional parece tender para um maior equilíbrio de forças, com o fortalecimento das demandas e maior visibilidade que ganharam países como África do Sul, México, Indonésia e Brasil.

Ora, a recuperação do sistema econômico internacional, principalmente dos países da União Europeia e da América do Norte, é um objetivo pelo qual todos anseiam e contribuem atualmente. Afinal todas as partes envolvidas têm muito a ganhar com isso. A retomada do crescimento dos países dos países centrais pode elevar a demanda comercial, afastar maiores riscos de instabilidade monetária e colocar em marcha, novamente, o mundo do desenvolvimento tecnológico.

Porém, diante dos indícios de recuperação econômica e maior estabilidade política nesses países, vem a tona uma velha preocupação dos países periféricos: a retomada dos países desenvolvidos implicará em perda de poder de barganha dos países emergentes e em vias de desenvolvimento? Os países periféricos serão inseridos nesta retomada para o progresso, ou continuaram a desempenhar um papel secundário e servil na conjuntura global?

Os países em processo de industrialização, assim como os Estados emergentes em seu maior número evoluíram muito nos últimos anos. Observa-se maior nível de investimento no continente africano com a entrada de empresas brasileiras e chinesas interessadas em seu mercado. México e Indonésia, segundo as perspectivas do mercado, podem despontar na arquitetura econômica presente e futura. Entretanto, a conjuntura internacional da última década favoreceu o desempenho desses países, mesmo aqueles que passaram por grandes reestruturações de âmbito doméstico, como o Brasil e o aumento da distribuição de renda. É preciso pensar e se preparar para maiores desafios com a recuperação da competitividade dos Estados desenvolvidos, que ainda possuem patentes tecnológicas, produção acelerada e de alta qualidade.

 Por Luiz Renato Nais

Depois de Fukushima: EUA adotam novas medidas para evitar desastres nas usinas nucleares

em Mundo/The São Paulo Times por

David Lochbaum, um ex-engenheiro nuclear, diretor do Programa de Segurança Nuclear da Union of Concerned Scientists, e um dos autores do livro “Fukushima: The Story of a Nuclear Disaster (Fukushima: A história de um desastre nuclear), acha que seja mais do que possível. Os preparativos de segurança na fábrica antes do acidente, segundo ele, não eram tão diferentes das precauções tomadas nas fábricas norte-americanas.

“Não é que o Japão estivesse fora dos padrões do resto do mundo, ou que os órgãos reguladores japoneses fossem incapazes”, diz Lochbaum. “Eles estão em pé de igualdade com todos os outros”.

As instituições reguladoras dos EUA informaram os operadores sobre a possibilidade de desastres como o de Fukushima já ocorrerem nos EUA há anos.

Um dos cenários mais prováveis ​​que poderiam causar um colapso é uma inundação. Os reatores nucleares requerem uma grande quantidade de água para elevar o seu calor, por isso eles geralmente são construídos ao lado de oceanos, lagos ou rios. As usinas perto de lagos e rios normalmente são localizadas próximas à barragem. Nesse caso, se uma represa estoura, a usina pode ser inundada e perder o poder, à semelhança do que aconteceu em Fukushima, quando o Tsunami a atingiu. Em 2009, a equipe de Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos identificou 35 reatores nos EUA – de 100 atualmente em operação -, que são vulneráveis ​​às falhas na barragem, de acordo com Lochbaum.

Em junho de 2010, antes dos três reatores de Fukushima derreteram, a Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos (NRC, sigla em inglês) emitiu uma carta à empresa Duke Energy, proprietária e operadora da Estação Nuclear Oconee, perto de Seneca, na Carolina do Sul. A carta, inicialmente não divulgada ao público, mas descoberta por um repórter do The Cascadia Times, em Oregon, por meio de uma lei de Liberdade de Solicitação de Informações – a qual enumera várias ações que Duke Energy deve realizar para reduzir o risco de danos causados ​​pelas inundações.

Essa carta veio depois que analistas de risco do NRC concluíram que a falha da Jocassee Dam teve uma chance de 100 por cento de provocar o derretimento de três reatores de Oconee, de acordo com Lochbaum. Qual é o principal motivo para a preocupação? A inundação das paredes da usina chegou a um metro e meio de altura. Estimou-se que as águas da inundação causada por uma ruptura da barragem atingiriam 4 metros de altura. O paredão de Fukushima também foi facilmente violado por uma onda de Tsunami de 15 metros.

“Em outras palavras, tanto Oconee quanto Fukushima estavam protegidas por paredes que funcionaram muito bem, a menos que houvesse uma inundação”, diz Lochbaum.

Outro risco para as usinas nucleares dos EUA é o fogo. Como as inundações, as chamas podem desativar sistemas de segurança.

“Em Fukushima, os trabalhadores tinham, literalmente, dezenas de bombas que poderiam injetar água no vaso do reator”, explica Lochbaum. “Mas a inundação desativou todas as formas de energia elétrica de maneira que todas essas bombas ficaram inoperantes. O Fogo pode causar essa mesma consequência”.

Na verdade, uma usina nos EUA, esteve próxima de um colapso resultante de incêndios em 1975. Um trabalhador da usina nuclear de Browns Ferry, no Alabama, causou acidentalmente um incêndio durante a utilização de uma vela para verificar se havia vazamentos de ar em uma sala que ficava logo abaixo da sala de controle de dois reatores. O incêndio durou quase sete horas e danificou os cabos elétricos da sala, de tal forma que todos os sistemas de refrigeração de emergência de um reator se desligaram, junto com a maioria dos sistemas de emergência do outro reator.

Então, o que tem sido feito pós-Fukushima? O NRC emitiu recomendações e pedidos de atualizações logo após o acidente para tentar aplicar as lições do incidente nas usinas domésticas. Até dezembro de 2016, os proprietários de usinas nucleares dos EUA devem fazer várias melhorias para ajudar a proteger contra apagões prolongados, a fim de que sejam capazes de manter o combustível nuclear gasto resfriado e evitem colapsos. Os proprietários de usinas foram obrigados a investir em mais equipamentos de energia portátil em locais próximos, melhorar os instrumentos que medem os níveis de água dentro de piscinas de combustível, além de expandir as proteções após o 11 de setembro contra ataques terroristas de reatores individuais para vários reatores.

“Não há nenhuma maneira totalmente boa ou totalmente ruim para gerar eletricidade”, diz Lochbaum. “A nuclear tem algumas vantagens: nós reconhecemos que ela é melhor do que o combustível fóssil em termos de aquecimento global. A chave é extrair o maior número de benefícios que a tecnologia pode nos fornecer. Ao mesmo tempo, conseguimos minimizar as chances de acontecimentos ruins”.

©IBTimes, 2014.

Lavagem de dinheiro não era crime no México…até agora

em Educação e Comportamento/Mundo/News & Trends/Política por

Há três anos, todos os estados mexicanos concordaram em reforçar as medidas para impedir a lavagem de dinheiro como parte da guerra contra as drogas e  uma estratégia para atacar os cartéis de outras frentes, impedindo as vias de seus financiamentos. No entanto, nem mesmo a metade do país tinha realmente tomado tais medidas para torná-las uma realidade: dos 31 estados mexicanos, apenas 14 listaram a lavagem de dinheiro como um crime.

Além disso, apenas cinco estados criaram uma Unidad de Inteligencia Patrimonial y Económica (Unidade de Inteligência Patrimonial e Econômica), e desses, apenas dois estavam operando ativamente. Os esforços teóricos conjuntos do país para prender uma das principais atividades criminosas foi, para todos os efeitos, uma explosão.

O atual presidente do México, Enrique Peña Nieto, decidiu tomar medidas para a questão. Quando tomou posse, em dezembro de 2012, já havia um projeto de lei conhecido como lei antilavagem, que teve como objetivo “contribuir para o desenvolvimento de uma economia saudável, transparente e de investimento acessível”, de acordo com os seus promotores.

A lei foi aprovada em julho de 2013, especificando que cada estado mexicano poderia aplicá-la em seu próprio ritmo – o que resultou em um cenário jurídico heterogêneo que ainda favoreceu a prática ilícita.

A questão não foi fácil de resolver. Segundo números do Ministério das Finanças do México, a lavagem de dinheiro resultou em um rombo de 10 bilhões de dólares por ano. A Stratfor, uma empresa de consultoria geopolítica, com sede nos EUA, no entanto, informa que o montante anual seja de 39 bilhões de dólares.

A lei, que é um compromisso do governo do México, com o grupo Financial Action Task Force, torna ilegal fazer qualquer transação de mais de 40 mil dólares em dinheiro. As empresas são obrigadas a informar alguma atividade financeira “incomum”. O problema é que o dinheiro ainda é largamente utilizado como forma de pagamento em muitos campos legítimos no México.

“A pesca, por exemplo, ainda é baseada em dinheiro em espécie”, diz Angélica Ortíz, consultora de Direito Penal em um escritório localizado na Cidade do México. “E isso não significa necessariamente que o dinheiro vem de meios ilícitos”.

Os setores que o governo considera alvo para a lavagem de dinheiro são: joias, imóveis, carros e vendas de arte.

De acordo com a Unidade de Inteligência Financeira do Ministério das Finanças, em 2013, havia 1,5 milhões de relatórios de transações em dinheiro, dos quais 16 mil eram operações “incomuns”. Apenas seis desses relatórios foram investigados a respeito da lavagem de dinheiro.

Então, o que pode ser feito para evitar transações ilícitas? Orbelín Pérez, diretor-executivo do Buró de Seguridad y legalidad Financiera, disse que, em primeiro lugar, os estados precisam identificar a lavagem de dinheiro ilegal.

Pérez voltou-se para o estado do momento, Michoacán, para dar um exemplo. “Se Michoacán tivesse uma unidade, o estado teria, no mínimo, informações sobre as propriedades que os Templarios (um cartel) têm”, diz ele, argumentando que essas propriedades tenham sido adquiridas como uma forma de lavagem de dinheiro.

Com tais informações, seria mais fácil de rastrear e apreender os bens, uma vez que o objetivo é arrastar o poder longe deles.

Pérez diz que um problema adicional seria se a maioria dos bens estivessem em nomes de terceiros. “Se uma Unidade (de Inteligência Patrimonial e Econômica) fosse instalada, o Exército não teria que intervir”, ressalta.

O governo federal tem a sua própria Unidade, inaugurada em 2011, com um investimento de 18 milhões.

Os estados com uma Unidade em funcionamento, como Guerrero e Zacatecas, têm relatado um aumento entre 20 e 30 por cento na apreensão de atividades ilícitas. Os estados de Sonora, Colima e Sinaloa têm as Unidades ainda em construção.

Os restantes 26 estados ainda precisam começar a sua própria luta contra a lavagem de dinheiro, mas não devem adiá-la por muito mais tempo. A partir do dia 19 de fevereiro, a lavagem de dinheiro é um crime federal, conforme aprovação unanime pelo Senado mexicano.

©IBTimes, 2014.

O Irã após o acordo provisório em Genebra

em Mundo/News & Trends por

Adicione isso à lista de preocupações sobre o estado decadente das sanções internacionais contra o Irã: a autoridade do Conselho de Segurança das Nações Unidas e em particular, a sua capacidade de impor sanções contra indivíduos em todo o mundo estão sendo desafiadas – pela Europa.

Os críticos da forma como a Casa Branca conduz a diplomacia com o Irã usaram as audiências no Capitólio esta semana para detalhar “o plano de ação” acertado em novembro de 2013. O plano é um acordo provisório assinado em Genebra, entre o Irã e seis potências mundiais, para limitar as ambições nucleares iranianas – as quais minam pressões econômicas contra a República Islâmica.

“A economia do Irã estava virando em direção a zona vermelha”, disse Mark Wallace, o diretor executivo da United Against Nuclear Iran, ao Comitê de Relações Exteriores da Câmara.

Isso faz com que as sanções econômicas e comerciais respeitem a vontade do Conselho de Segurança. Agora, porém, mesmo essas estão sendo enfraquecidas.

No início deste inverno, o Tribunal Geral da União Europeia anulou as decisões da UE para congelar os ativos de um banqueiro iraniano e de sete bancos e seguradoras ligadas ao programa nuclear do país. Tais sanções impostas, de acordo com o tribunal, foram baseadas em indícios insuficientes de irregularidades.

Nesta decisão – bem como nas anteriores sobre casos relacionados com as sanções da União Europeia com base em resoluções da ONU – o tribunal determinou que, usando o Capítulo Sete para impor sanções aos indivíduos, o Conselho de Segurança agiu arbitrariamente como juiz e júri.

As decisões têm mudado as tendências do Direito Internacional, basicamente por exigir mais responsabilidade do Conselho de Segurança, que até agora era considerada a autoridade máxima sobre essas questões.

“Na nossa visão das relações internacionais, ninguém deve desafiar o Capítulo Sete”, disse um diplomata da ONU, que falou sob a condição do anonimato. “Para os tribunais da UE, o Conselho de Segurança não é mais Deus”, acrescenta.

Vários diplomatas estão preocupados com as consequências de satisfazer a exigência dos tribunais europeus por mais transparência. Os países que fornecem listas de indivíduos e empresas que são alvo de sanções, segundo esses diplomatas, seriam forçados a revelar as suas fontes de inteligência. E que os organismos internacionais, acrescentam, não são necessariamente de confiança quando se trata de tais informações.

Como uma medida parcial, em 2010, a ONU nomeou um ombudsman que pode recomendar a exclusão de pessoas ou empresas visadas pelo Conselho de Segurança para as sanções. Porém, alguns críticos “ainda se queixam de que não há recurso formal legal para tal atividade, uma vez que as informações de inteligência não poderem ser exibidas publicamente”, disse Ruth Wedgwood, professora de Direito Internacional na Universidade Johns Hopkins.

As novas “sanções inteligentes”, como eram chamadas, começaram quando os telejornais retrataram o sofrimento das pessoas comuns no Iraque de Saddam Hussein, que estavam sob um regime de sanções pesadas no momento.

Se os tribunais europeus agora invertessem essa tendência, “iremos voltar às sanções que são indiscriminadas e de longo alcance”, diz Ruth.

Por outro lado, Ruth acrescenta que há “sanções desgastadas” ao redor do mundo. O Irã, por exemplo, pode alavancar as decisões da União Europeia, bem como a flexibilização parcial das sanções contidas no acordo de Genebra, para criar buracos no regime das sanções globais.

No Capitólio, esta semana, vários críticos da administração do governo Obama acrescentaram que o acordo provisório de Genebra poderia promover danos às sanções que foram aplicadas com base nas resoluções do Conselho de Segurança, mas que, sob pressão americana, sufocaram a economia iraniana ao longo dos últimos anos.

Decisivamente, assim como o acordo com a Rússia está pendente, o mercado de petróleo do Irã está, no entanto, revivendo. Esta semana, como informou a Reuters, o Japão tornou-se o primeiro país a fazer um pagamento de importações de petróleo sob uma disposição do acordo de Genebra, que permite o Irã para acessar 4,2 bilhões de dólares em receitas de petróleo que foram previamente congeladas no exterior.

Em outubro de 2013, pouco antes do acordo de Genebra ser firmado, as exportações de petróleo do Irã atingiram mínimos históricos de 761 mil barris por dia. Desde então, eles subiram 60 por cento, alcançando 1,2 milhões de barris por dia este mês.

A Casa Branca acredita que, por enquanto, conseguiu parar o ímpeto de um projeto de lei do Senado que ameaça as sanções futuras contra o Irã e se chegar a um acordo final, acabará com a sua busca por armas nucleares. A administração pode, portanto, perceber que tal ameaça é a única maneira de convencer o mundo – e o público norte-americano – que, enquanto o Irã não está desarmado, os Estados Unidos estão determinados a manter a pressão.

 © 2014, Newsweek.
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