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Mundo - page 71

Tropas ocidentais abandonam Afeganistão e deixam na mão dos traficantes

em Mundo/Política por

Depois de 13 anos de guerra, as tropas ocidentais vão se retirar do Afeganistão. Deixam para trás um inimigo invicto, de um governo instável, corrupto e só nominalmente democrático.

O Ocidente está cortando o verdadeiro custo de guerra para os próximos anos, mas não só pelo dinheiro e sangue derramado, e sim, por causa de uma epidemia de heroína que está varrendo o mundo, impulsionada pela enorme produção de ópio no Afeganistão.

De acordo com um recente relatório das Nações Unidas, a produção de drogas no Afeganistão cresceu 50 por cento. Os lucros do ópio afegão totalizaram 68 milhões de dólares, e menos de 10 por cento permanecem no Afeganistão, disse Jean-Luc Lemahieu, chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Ao mesmo tempo, as taxas de vício em heroína estão subindo nos Estados Unidos. Em dezembro, o procurador-geral de Ohio, Mike DeWine advertiu que “uma epidemia de heroína se aproveitou do estado destruindo a nossa juventude”.

Os países que invadiram o  Afeganistão em 2001 se perguntam: Será que realmente gastamos duas vezes mais tempo e dinheiro para combater a Segunda Guerra Mundial ou, apenas fizemos o Afeganistão ser um pais seguro para os agricultores de papoula transformarem crianças suburbanas em viciados?

Em 2008, no final do segundo mandato do presidente George W. Bush, um enviado especial dos EUA para Cabul, Richard Holbrooke, escreveu: “é essencial quebrar o narco-estado do Afeganistão, ou tudo falhará”. Então, por que uma missão que começou com a intenção de reconstruir a economia destruída pela guerra do Afeganistão e quebrar o tráfico de drogas chega ao fim com a produção de ópio em níveis recordes?

Parte da resposta é que a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), liderada pelos EUA no Afeganistão – não consegue fornecer aos agricultores de ópio afegão uma outra alternativa de fonte de renda.

Desde 2001, o governo dos EUA gastaram mais de US$ 6 bilhões para reduzir a produção de ópio, incluindo programas de erradicação de culturas e subsídios para cultivos alternativos. Isso claramente não foi o suficiente: O ópio é cinco a seis vezes mais lucrativo do que outras culturas, de modo que os incentivos – ou penalidades – tem que ser enorme para desencorajar eficazmente o cultivo de papoula. Os agricultores podem ganhar até US$ 203 por quilo de ópio colhido, de acordo com o UNODC. E, apesar de mais de US$ 100 bilhões gastos em serviços sociais no país durante o mesmo período, o Ocidente não conseguiu construir algo semelhante a uma economia afegã real.

“Este ano mais afegãos são dependentes da renda de heroína do que do trigo”, diz Ahmed Rashid, autor do livro best-seller Taliban. “O Ocidente não vai ganhar esta guerra” – disse ele.

O medo do futuro criou um incentivo adicional para os agricultores afegãos aumentarem a produção. “Uma das principais razões para o crescimento do cultivo de papoula no Afeganistão é a incerteza dos agricultores em relação ao país depois de 2014”, disse Angela Me, chefe do departamento de pesquisa e análise de tendências do UNODC.

A situação não é susceptível de melhorar. “Nos anos anteriores, vimos que o ópio é cultivado onde não há controle territorial por parte do governo”. Quanto menos controle do governo, mais ópio” – afirma Angela Me.

Embora o novo exército afegão e da polícia tenha alcançado o número de 350 mil, 80 por cento deles são analfabetos, e a taxa de abandono anual se aproxima de 20 por cento. Antes da invasão não havia nenhum exército ou polícia, somente a milícia Talibã. A força conjunta de treinamento dos EUA-OTAN com menos de 10 mil tropas ocidentais podem ficar, mas vai causar um debate caloroso entre Washington e o presidente afegão, Hamid Karzai.

O Talibã também está lucrando com o comércio de heroína. Agora, os talibãns tornaram-se mais pragmáticos, ficando do lado dos agricultores de ópio, cujas plantações foram destruídas por programas ocidentais de eliminação da droga.

É também um bom negócio: De acordo com o relatório da ONU, o Talibã cobra um imposto de 10 por cento do ópio nas áreas que controlam. No ano passado, a área total direcionada para a eliminação da papoula caiu em um trimestre, enquanto a terra para cultivo de papoula aumentou 36 por cento.

O governo de Cabul não parece interessado em lutar contra a produção de ópio ou  contra o Talibã. Karzai acusou publicamente os Estados Unidos de trabalhar com os talibãs para realizar ataques de bombardeio, e declarou que se uma guerra eclodir entre os EUA e o Paquistão, ele ficaria do lado do Paquistão.

Muitos funcionários afegãos são traficantes de drogas, usando as propinas para o enriquecimento pessoal e para financiar campanhas eleitorais nas próximas eleições nacionais. “A corrupção do governo Karzai é o segredo desagradável que a administração (EUA) prefere não enfrentar”, disse um ex-assessor sênior dos EUA no Afeganistão, que não está autorizado a falar sobre o assunto. “Muitos funcionários estão fazendo um monte de dinheiro em algum lugar”, disse ele.  Segundo os relatórios do The New York Times, até mesmo o irmão de Karzai, Ahmad Wali Karzai, está ligado ao tráfico de drogas.

Enquanto isso, são os países mais próximos ao Afeganistão que estão sofrendo mais com a onda de heroína. “O Afeganistão produz 90 por cento da heroína do mundo, com quase metade da sua produção canalizada através do Paquistão, que acaba indo para a Europa ou Ásia, escondida em contêiner embarcados a partir de Karachi”, relata o UNODC.

O Paquistão tem quase 1 milhão de usuários de heroína, metade usam agulhas. A ONU calcula que quase 30 por cento dos viciados paquistaneses que injetam heroína são HIV positivo – uma das mais altas taxas do mundo, acima dos 11 por cento em 2005.

“O Paquistão é um país de transição, mas também se tornou um consumidor”, diz Cesar Guedes, que dirige o escritório Paquistão da UNODC. “Parte desta droga (colheita)permanece no país, não porque é um mercado lucrativo…mas porque os traficantes pagam em dinheiro e em espécie, criando um mercado local”.

Os russos são os mais viciados em heroína, superando qualquer população do mundo. A partir de 2012, teve 5,5 milhões de viciados em drogas, 60 por cento a mais que uma década atrás, e quase 10 vezes a mais do que nos Estados Unidos, que registrou 669 mil usuários em 2012 , contra 373 mil em 2007.

Cerca de 30 mil russos por ano morrem por causa dos efeitos colaterais da heroína, e, mais de 120 mil são presos por crimes relacionados a droga. Nas cidades de Tula, Yaroslavl, Samara e São Petersburgo, as mortes por heroína e AIDS duplicaram ou mesmo triplicaram ao longo dos últimos dois anos, de acordo com organização não-governamental – país sem drogas. Na maior parte do mundo, a AIDS é sexualmente transmissível – na Rússia 80 por cento adquirem a doença por compartilhamento de agulha.

Nos EUA, o pequeno pacote de heroína em pó, que é aproximadamente um décimo de uma grama, custa US$ 20, de acordo com Chuck Boyer, coordenador da unidade da Força-Tarefa Antidrogas Seneca County – METRICH Enforcement Unit em Ohio.

O preço em Moscou costumava ser baixo, mas cresceu consideravelmente, já que a demanda aumentou. “Na Rússia, as entregas de heroína (do Afeganistão) dão luz a demanda. Os maiores crescimentos de entregas de heroína foram em 1997 e 1998 e em 2003 e 2004 – quando a maioria das pessoas se tornaram viciadas. Em 2004 podia comprar uma dose em qualquer lugar por US$ 5, e hoje o custo vai de US$ 27 a US$ 45”, disse Yury Krupnov, diretor do Instituto de Moscou de Demografia, Migração e Desenvolvimento Regional.

As autoridades russas estão começando a ver a heroína como uma emergência nacional. “A Rússia está pagando um preço bem mais alto do que qualquer outro país”, disse Krupnov. Ivanov, um amigo próximo ao presidente Vladimir Putin, tem um plano agressivo – para equiparar oficialmente o narcotráfico com o terrorismo, com as correspondentes sanções legais.

“A única maneira de resolver verdadeiramente o problema é torná-lo uma prioridade no direito internacional”, disse Ivanov, que viajou para o Afeganistão, Paquistão, China e América Latina para empurrar um plano de erradicação de drogas, conhecido como Rainbow- 2.

“A economia da droga é quase tão grande como o gás ou óleo. Vamos fazer alguma coisa sobre isso. O comércio de drogas é, obviamente, uma ameaça para a vida humana, a saúde, e também a segurança do Estado. Os cuidados devem ser classificados como uma ameaça à segurança global, assim como o terrorismo ou a pirataria”.

Infelizmente para Ivanov, o clima nas Nações Unidas contra as drogas não é tão favorável. Em setembro, o jornal The Observer britânico publicou documentos da ONU que mostraram profundas divisões internacionais sobre a guerra global contra as drogas.

Muitos países tratam o consumo de drogas como um problema de saúde pública. Vários países já abandonaram a proibição, Portugal efetivamente descriminalizou todo o consumo de drogas em 2001, e no mês passado, o Uruguai legalizou a maconha.

O plano de Ivanov é a erradicação da papoula – a colheita agressiva. “Temos que destruir os estoques de cada agricultor, cada laboratório”, diz Ivanov. “Temos que matar o dragão em sua caverna”.

Mas erradicação em larga escala já não é politicamente possível no Afeganistão. Nestes últimos dias de missão da ISAF, há chance zero de que o esforço esteja sendo intensificado. Atuais esforços de erradicação da papoula se tornou tão inútil como “utilizar pás para limpar a neve da Sibéria”, disse Alexei Milovanov, representante da Rússia na erradicação da droga em Cabul.

“Eu não posso ver uma conclusão bem sucedida para os desafios que afetam o Afeganistão, se eles não incluírem o progresso e avanço em termos de drogas ilícitas e abuso de drogas”, disse William Brownfield, Secretário Adjunto de narcóticos internacionais e aplicação da lei do Departamento de Estado. Mas a verdade é que o Ocidente tem pouca influência sobre o regime de Karzai.

O Ocidente realmente está pronto para deixar o Afeganistão como um narco-estado falhado, com políticos ligados a traficantes? Muitos políticos norte-americanos estão indignados com a perspectiva.

“Existe pouco produto do tráfico de drogas no Afeganistão, pois a heroína é efetivamente consumida nos Estados Unidos”, disse a senadora Dianne Feinstein. “A maioria da heroína consumida aqui é originária do México e da Colômbia. Simplificando, o comércio ilícito de drogas do Afeganistão financia atividades terroristas do Talibã. A guerra contra o Talibã está longe de terminar”.

Obama não tem outra escolha a não ser abandonar o Afeganistão para os traficantes. Não existe qualquer coisa que o Ocidente possa fazer em relação a eles, mesmo que quisesse.

As forças da ISAF abandonaram a erradicação e, ao mesmo tempo, diplomatas ocidentais não conseguiram chegar a qualquer tipo de compromisso com o Talibã. “Infelizmente, os EUA é menos potente e eficaz do que muitos pensam”, diz Rubin.

Karzai precisa fazer um acordo com o Talibã para sobreviver, e os talibãs têm adotado o papel de defensor dos agricultores de ópio. Muitos dos principais apoiadores de Karzai, especialmente nas áreas dominadas por Helmand e Kandahar, estão profundamente envolvidos no tráfico de drogas.

Parece que o Ocidente precisa aceitar uma verdade inconveniente: ao mesmo tempo que a heroína causa estragos na vida de jovens, o ópio é a sobrevivência do governo de Karzai.

©2014 IBT Media Inc. All rights reserved

 

Saiba quais são as companhias aéreas mais seguras do mundo

em Mundo/Negócios por

Qualquer pessoa com medo de voar deve considerar essa matéria antes de embarcar em seu próximo voo: 2013 foi, de longe, o ano mais seguro para o transporte aéreo.

“Desde 1997, o número médio de acidentes de avião caiu consideravelmente, graças aos esforços contínuos de segurança por parte das organizações internacionais de aviação, como a ICAO, IATA, Flight Safety Foundation e da indústria de aviação” observou o presidente da Aviation Safety Network (ASN), Harro Ranter.

O pior acidente de 2013, ocorreu em 17 de novembro, quando o Boeing 737 caiu na aproximação do Kazan, Rússia, matando 50 pessoas. Além da Rússia, o continente africano continua sendo o menos seguro para o transporte aéreo, que contém um quinto de todos os acidentes fatais.

A Europa e América do Norte permaneceram extremamente seguras no ano passado, apesar do fato de que apenas um dos portadores dos dois continentes, a Virgin Atlantic, ganhou sete estrelas relacionado ao tema segurança no voo, de acordo com um novo ranking das companhias aéreas mais seguras do mundo, que você pode encontrar no site www.airlineratings.com.

Com um histórico livre de fatalidade (desde 1951), a australiana Qantas bate mais uma vez as 447 companhias aéreas mundiais e entra no topo da lista AirlineRatings.com. O editor do site, Geoffrey Thomas, observou que a Qantas acumulou um “extraordinário registro de inovações em segurança e operações” se tornando líder na introdução de uma série de tecnologias no painel de controles do avião. “Não há dúvida de que a Qantas está sozinha em suas realizações de segurança e é uma referência no setor para as melhores práticas”, disse ele .

Qantas foi a primeira companhia aérea internacional a operar em todo o mundo e os primeiros a receber a entrega do Boeing 70. Thomas disse que a transportadora australiana foi a pioneira em operações de longo alcance para aviões bimotores, usando um gravador de dados de voo para monitorar o desempenho e implementar um monitoramento em tempo real de seus motores que utilizavam comunicações por satélite.

A companha aérea Air New Zealand se juntou com Qantas no topo da lista, assim como as companhias aéreas asiáticas All Nippon, Cathay Pacific, Eva Air e Singapore Airlines. Os portadores do Oriente Médio Emirates, Etihad Airways e Royal Jordanian também receberam sete estrelas no quesito segurança e produto de voo, entrando para o top 10 do ranking.

Ao criar a sua lista, a AirlineRatings.com levou em conta uma série de fatores, incluindo auditorias dos órgãos de aviação governar e associações de chumbo, bem como auditorias do governo e registro de fatalidade da companhia aérea. Das 448 companhias avaliadas, 137 receberam as sete estrelas no item segurança.

 Cerca de 50 companhias aéreas receberam três estrelas ou menos na classificação segurança. As companhias Afegãos Airways (Afeganistão), Daallo Airlines (EAU), Eritreus Airlines (Eritreia), Lion Air (Indonésia), Merpati Airlines (Indonésia), Susi Air (Indonésia) e Air Bagan (Myanmar) receberam apenas duas estrelas, enquanto Kam Air (Afeganistão), Scat Airlines (Cazaquistão) e Blue Wing Airlines (Suriname) ganharam o título de companhias aéreas com a pior segurança do mundo, com apenas uma estrela cada.

 © 2014, Newsweek, Inc. All rights reserved.

Bolívia quer energia nuclear, mas o Brasil e outros países latino-americanos estão abandonando seus projetos

em Mundo por

Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, saudou o ano novo com um anúncio pronunciado pelo seu presidente Evo Morales: a Bolívia está pronta para desenvolver energia nuclear. Morales assegurou que o país tem as matérias-primas necessárias para o desenvolvimento ser bem sucedido, e disse que a energia nuclear é uma “certeza para cada boliviano”.

“A energia nuclear não é um privilégio para os países desenvolvidos, e outros têm que ser privado dela”, disse ele, acrescentando que a Bolívia não é um país perigoso e a energia nuclear seria usada para “fins pacíficos”.

Morales fez questão de dizer que vai demorar algum tempo para desenvolver a tecnologia necessária, e que países como França e Argentina podem ajudar. “É hora de fazer a Bolívia ser a última linha em desenvolvimento da América Latina”, disse ele .

A história da América Latina com a energia nuclear não é muito promissora. No entanto, Morales está entusiasmado com a tecnologia. Três países da região – México, Brasil e Argentina – já usaram a energia nuclear, sob o Tratado de Tlateloco de 1967, que proíbe as armas nucleares e uso da energia nuclear para a guerra. Outros países, como Chile e Cuba, já manifestaram interesse em desenvolver a energia nuclear.

Existem países latino-americanos que não são bem sucedidos com a energia nuclear por várias razões:

Brasil: Menos Nuclear, mais vento.

O Brasil começou a construir sua terceira usina nuclear, quando o desastre da usina de Fukushima fez com que todos questionassem a segurança da energia nuclear.

O projeto foi colocado em espera, até por que seriam construídas mais quatro em 2030. A partir de setembro de 2013, esses planos foram interrompidos sem data prevista para recomeçar. Mauricio Tolmasquim, chefe da EPE estatal ou Empresa de Pesquisa Energética, “As usinas não são uma prioridade para nós neste momento” disse à Reuters.

A Energia nuclear no Brasil – o país possui duas usinas trabalhando no estado do Rio de Janeiro – responsável por 1 por cento da geração de eletricidade. Isso é aproximadamente o mesmo que a participação da energia eólica.”Este é o momento da energia eólica”, disse Tolmasquim .

Cuba: Sonho nuclear interrompido.

O sonho de Cuba pela energia nuclear foi suspensa, como são a maioria das coisas em Cuba, por razões políticas. A construção da primeira usina nuclear do país começou em 1976 , como um projeto conjunto entre Cuba e URSS.

Os dois primeiros reatores nucleares foram construídos em 1983, em Juraqua, para ser inaugurado em 1993. No entanto, o colapso da União Soviética parou o fluxo de fundos soviéticos cruciais; 300 técnicos russos foram enviados para casa, e Cuba foi forçada a abandonar o projeto.

O projeto ficou no limbo até 2000, quando o presidente russo, Vladimir Putin, em visita oficial à Cuba, ofereceu então ao presidente Fidel Castro uma quantia de $800 milhões. Mas Castro recusou, por razões desconhecidas.

A fábrica abandonada fica na costa do Caribe, e o acesso não é permitido a estrangeiros.

México: Gás natural

Muito parecido com o Brasil, o México em 2011 decidiu parar a construção de 10 novas usinas nucleares em favor do gás natural, quando foram descobertos vários depósitos de combustível.

O governo decidiu aumentar o investimento do novo combustível, bem como em reservas de petróleo administrados pela estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), que será aberto ao investimento privado em março. O país estava considerando a energia nuclear como parte dos planos para aumentar a capacidade de geração de 75 por cento para 86 gigawatts no prazo de 15 anos, passando dos atuais 50 gigawatts. Ele agora prefere gás por razões de custo, de acordo com o ministro da Energia, Jordy Herrera.

“Enquanto não encontrar um modelo para tornar a energia renovável mais rentável, o gás é mais conveniente, disse ele .

O México ainda tem reatores nucleares, que produzem cerca de 4 por cento de sua energia.

(c)2013, IBTimes.

Mercado de Miami cresce com compradores internacionais

em Mundo/Negócios por

Segundo Miami Association of Realtors, o Brasil está no topo da lista dos países que mais adquiri imóveis na Flórida.

Miami Market Report 2013 aponta melhoria no mercado e crescente número de compradores internacionais. Alguns dos destaques apontados no levantamento feito pelo por Douglas Elliman 3Q Market Reports estão o maior preço médio de vendas alcançado em 5 anos, a segunda maior atividade de vendas desde 2006 e o tempo de comercialização mais rápidos nos últimos 7 anos.

Segundo o brasileiro Matias Alem, presidente da BRG International, que atua há quase 14 anos no mercado imobiliário americano, percebeu uma estagnação nos imóveis de até 1 milhão de dólares, enquanto os imóveis de alto luxo e acima dos 7 milhões, estão em crescimento.

“Estamos comercializando um apartamento em um dos edifícios mais luxuosos de Miami cujo valor é US$ 13 milhões. O proprietário brasileiro decidiu comprar duas coberturas de US$ 5 milhões e unificá-las. Esse tipo de comercialização tem sido bem comum aqui e o número de brasileiros interessados é cada vez maior”, comenta Alem.

Qualidade de vida e dos imóveis, segurança e preços atrativos são alguns dos motivos que estão levando brasileiros a comprar imóveis na Flórida. O movimento foi percebido pelo mercado já em 2011, quando imobiliárias nomearam os brasileiros como responsáveis pelo novo boom de imóveis. Ainda segundo a MIAMI Association of Realtors, em agosto deste ano, o Brasil chegou ao topo da lista dos 10 países que compram imóveis no local. Na sequencia estão Argentina, Colômbia e Venezuela, seguidos de Rússia, Malásia, França, Espanha e Reino Unido.

Empresas privadas podem gerenciar nossos presídios

em Brasil/Mundo por

A população carcerária do Brasil cresceu tanto nos últimos anos que se tornou a quarta maior do mundo. E esse rápido crescimento preocupa o governo porque as prisões estão ficando sem espaço. Atualmente, os presídios brasileiros somam 548 mil presos, mas os presídios de todo o país só tem capacidade para suportar 340 mil prisioneiros.

A solução discutida até o momento é deixar as prisões nas mãos das empresas privadas.

Três governos estaduais já contrataram empresas privadas para gerenciar suas prisões e o Estado de São Paulo é o próximo da lista. O governador Geraldo Alckmin anunciou a construção de três novos presídios, cada um com capacidade para 10.500 detentos.

O modelo do governo federal é a gestão público-privada, ou seja, a gestão privada será temporária – no caso do estado de São Paulo, a expectativa é que os contratos durem de 27 a 33 anos.

Mesmo sendo temporário, a ideia de contratar uma empresa privada para gerenciar os presídios tem sido muito contestado pelo Conselho de Política Criminas e pelos Políticos de todo o Brasil, pois eles acreditam que as prisões devem ser competência exclusiva do governo.

O modelo misto já foi testado anteriormente no Ceará e Paraná, e os resultados foram medíocres. Ambos presídios voltaram a ser estatais, no entanto, Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais ainda estão tentando usar o modelo de gestão privada.

O outro problema que assombra a privatização das prisões é que o plano nem sempre é viável financeiramente, pois um preso custa ao Estado aproximadamente R$ 1.300 por mês. No caso da privatização, as empresas privadas receberiam R$ 2.700 por preso, totalizando em apenas uma cadeia R$ 28,3 milhões.

Além dos números exorbitantes, existe também o componente humano. O governo teme que os presos serão tratados como produtos porque as empresas teriam o controle total das prisões. Mesmo fazendo inspeções periódicas, fica difícil detectar as irregularidade no tratamento dos detentos. Um exemplo real aconteceu em uma prisão do Espírito Santo, onde os presos alegaram serem abusados por um regime extremamente rigoroso.

“Aparentemente as prisões são limpas e higienizadas, até lembram um hospital, mas os presos são mantidos lá dentro durante 23 horas por dia com apenas um minuto e meio para tomar banho. É desumano” disse o advogado Marcos Fuchs (diretor-executivo da ONG Conectas Direitos Humanos) ao jornal espanhol El País.

Para o deputado cearense Domingos Dutra, as empresas privadas se tornaram muito exigentes. “Eles só querem lidar com os detentos bem comportados e com os infratores menores de idade. Ninguém quer lidar com assassinos ou líderes de facções criminosas. E o pior, as empresas privadas são se preocupam com a reabilitação social dos reclusos. Realmente eles são tratados como produtos”.

Entres os defensores do modelo privado está o secretário de presídios em São Paulo Lourival Gomes, que argumenta: “as empresas privadas têm mas recursos para contratar os empregadores, como médicos especializados, o que é muito mais difícil para as entidades públicas”.

(c) 2013, IBT Media.

Relembre quais foram os principais projetos de Energia Solar de 2013

em Mundo/Negócios por

O ano de 2013 foi emocionante para a tecnologia mundial, pois a energia solar, que tem como fonte a energia renovável, tornou-se popular em alguns países e empresas sendo uma ótima alternativa para substituir os combustíveis fósseis.

Confira a lista dos principais projetos de energia solar de 2013:

Em novembro, o Departamento de Energia dos EUA anunciou que uma das maiores plantas e mais avançadas tecnologicamente do mundo de energia solar fotovoltaica se tornou comercialmente operacional.

Com 250-megawatt, o projeto Califórnia Solar Valley Ranch possui a capacidade de mudar as posições dos painéis sem fio para monitorar e otimizar o tempo de entrada solar para recolher o máximo possível de energia solar.

O projeto criou centenas de empregos e tiveram um número estimado de 315 milhões dólares na economia local. A planta agora faz parte de 42 mil casas.

Em 2011, o DOE emprestou US$ 1,2 bilhão para apoiar a construção da usina Solar Valley Ranch. O apoio financeiro faz parte de um programa mais amplo do DOE que tem como foco os projeto de grande escala.

Esse é o primeiro projeto de energia solar dos EUA a usar o monitoramento sem fio e sistemas de controles para melhorar a produção anual, que atinge os 25% de melhorias comparado aos painéis fixos. O projeto também evita lançar no ar aproximadamente 279 mil toneladas métricas de bióxido de carbono por ano, equivalente às emissões de 60 mil veículos.

Segundo o relatório dos EUA sobre a Geração de Energia Solar, as empresas e organizações governamentais sem fins lucrativos instalaram no ano de 2013 mais de de 1.000 megawatts de novos painéis solares. No mês de outubro, a Associação da Indústria de Energia Solar (SEIA) divulgou que a implantação comercial totalizou 3.380 megawatts e 32.800 instalações em todo os EUA, 40 por cento a mais em relação ao ano anterior.

24 principais empresas que utilizam energia solar para alimentar as suas instalações. 

1. Walmart

2. Costco

3. Kohl’s

4. Apple

5. IKEA

6. Macy’s

7. Johnson & Johnson

8. McGraw Hill

9. Staples

10. Campbell’s

11. U.S. Foods

12. Bed Bath & Beyond

13. Kaiser Permanente

14. Volkswagen

15. Walgreens

16. Target

17. Safeway

18. FedEx

19. Intel

20. L’Oreal

21. General Motors

22. Toys “R” US

23. Toyota

24. Dow Jones & Company, Inc.

Até Cuba está se rendendo a Energia Solar

Na primavera passada, Cuba abriu sua primeira fazenda solar com 14.000 painéis, dobrando a capacidade do país na coleta de energia solar.

O projeto é apenas uma das sete fazendas em obras e os líderes estão sendo obrigados a considerar a importância das energias renováveis por que as tentativas de perfuração de petróleo em suas costa foi fracassada.

O parque está localizado na província central de Cienfuegos, a 190 km do leste de Havana.

Antes do projeto, Cuba já havia cerca de 9 mil painéis instalados isoladamente para serem usados em aldeias rurais, escolas e hospitais.

Até agora, a fazenda solar gera energia suficiente para abastecer 780 casas, e vai atingir uma capacidade de 2,6 megawatts quando os painéis finais entrarem em vigor no mês de setembro.

Em dezembro, o presidente Raul Castro emitiu um decreto que autoriza a criação de sete grupos de trabalho com um plano de 15 anos para desenvolver energias alternativas, incluindo a energia solar, eólica e biomassa.

IKEA comercializa Painéis Solares.

A conceituada rede varejista de móveis IKEA divulgou em setembro que está comercializando painéis solares em suas 17 lojas do Reino Unido.

“Sabemos que os nossos clientes querem viver de forma mais sustentável e esperamos trabalhar com Hanergy [Hanergy Solar Group Ltda. com base na China] para os painéis solares terem preços acessíveis “, disse Joanna Yarrow , chefe de sustentabilidade  IKEA’S no Reino Unido e Irlanda.

O pacote mínimo de 18 painéis, feitos de material fotovoltaico de película fina, custa cerca de US$ 11.000. A IKEA pretende mudar suas lojas para energia renovável até 2020 e investirá bilhões de dólares em geração de energia solar e eólica para cobrir 70 por cento do seu consumo de energia até 2015. Resumindo, em 2020, a IKEA espera produzir mais energia do que consome.

“Nós acreditamos que a sustentabilidade não deve ser um bem de luxo. Deve ser acessível para todos”, disse Steve Howard, diretor de sustentabilidade da IKEA.

“Com mais de 770 milhões de visitantes em nossas lojas, estamos empolgados com a oportunidade de ajudar os clientes a economizarem dinheiro em suas contas domésticas, reduzindo o desperdício de água e energia”.

A IKEA possui 300 lojas em 41 países e a empresa executou um projeto piloto bem sucedido em uma das suas lojas na Inglaterra no começo de 2013, e agora, está expandido o programa em grande escala para as outras 16 lojas localizadas no Reino Unido.

Índia pode se tornar uma potência mundial em Energia Solar

No início de dezembro, o Banco Mundial informou que a Índia estava à beira de se tornar uma potência solar global. Sob o governo de Jawaharlal Nehru, a National Solar Mission Phase-1 (JNNSM), que iniciou em janeiro de 2010 para promover o crescimento sustentável e expandir a energia solar, lida com os efeitos das mudanças climáticas, mesmo assim, a capacidade de energia solar instalada na Índia já saltou de 30 megawatts para mais de 2000 MW.

O Banco Mundial observou que JNNSM também ajudou a reduzir o custo da energia solar para níveis competitivos – cerca de US$ 0,12 por quilowatt-hora para energia solar fotovoltaica, e, US$ 0,21 por kWh para energia solar concentrada, tornando a Índia um dos custos mais baixos do mundo em energia solar.

Mas o Banco Mundial advertiu que a Índia enfrentará alguns desafios em cumprir o seu objetivo declarado de adição de 20.000 MW de energia solar até 2022.

Nova Deli “precisará abordar os principais obstáculos e restrições que poderiam vir na forma de ampliação do programa de energia solar.”

Ainda assim, o governo indiano anunciou que vai construir 60 “cidades solares” em todo país. O ministro de energias novas e renováveis, Farooq Abdullah, disse que a aprovação, em princípio, atingirá 55 cidades, das quais 45 já foram sancionados. “Dessas 45 cidades, 36 já tiveram os planos finalizados”

Energia Solar Lunar do Japão ao Mundo

No final de novembro, a Shimizu Corporation, uma empresa de construção japonesa, propôs acabar com todos os problemas de energia do planeta, criando um cinto gigante de painéis solares em torno do equador da lua.

A empresa com sede em Tóquio disse que seu conceito é: “geração de energia solar lunar”, que abriria caminho para uma “virtualmente inesgotável, não poluente” fonte de energia. A empresa Shimizu Corporation não forneceu detalhes sobre o custo do tal empreendimento, mas acrescenta que o projeto pode ser concluído antes de 2035 se receber financiamento adequado.

O equador lunar recebe uma quantidade constante de energia solar, por isso a Shimizu propõe que a luz solar seria convertida em eletricidade usando células solarem em uma instalação de geração de energia que seria construído no equador lunar.

O projeto consiste em ter a eletricidade transmitida através de cabos virados para a Terra. A corporação afirma que seu cinto de energia solar atinge uma mega-escala, em torno de 400km, o que serviria como uma fonte contínua de energia limpa durante anos.

A Energia Solar do Japão

Em novembro, o Japão abriu sua maior planta de energia solar, produzindo energia suficiente para abastecer 22.000 casas.

A empresa Kyocera Corp construiu a 70 megawatts Kagoshima Nanatsujima, uma meta planta solar que fica na região sudeste do país. Procurando diversificar sua matriz energética através do desenvolvimento do seu setor de energia renovável, o país está incentivando as empresas a utilizarem energia solar.

De acordo com pesquisa recente divulgado pelo NPD Solarbuzz, até o momento, o Japão é um dos cinco países que alcançaram 10 gigawatts de capacidade solar cumulativa. Os outros quatro países são Alemanha, Itália, China e os EUA.

A Associação de Indústrias de Energia Solar informa que a energia solar do Japão vai aumentar para 19 gigawatts até 2016. Sendo que um gigawatt de energia solar é suficiente para abastecer 139 mil casas.

Tailândia de olho no investimento de energia solar 

No início de novembro, foi relatado que as empresas de energia tailandesas chegariam a investir até US$ 2 bilhões no setor de energia solar nos próximos cinco anos. O governo planeja triplicar sua capacidade de energia solar para 3.000 MW até 2021, quando as energias renováveis ​​deverão representar um quarto do mix de energia do país, que agora estão acima dos 8 por cento.

(c) 2013, IBT Media.

2014: mais um ano para andar de lado

em Brasil/Mundo por

Por Telmo Schoeler.

Como estamos no limiar de um novo ano, empresas e gestores estão todos com os periscópios levantados no esforço de enxergar o que vem pela frente, o que fazer e como se posicionar. No meu entender, salvo para algumas empresas e setores pontualmente beneficiados, 2014 será um ano para andar de lado, o que, diante das nossas potencialidades desperdiçadas e de oportunidades pelo mundo, significará mais um ano perdido.

Para entender porque, precisamos olhar para dentro e para fora do país. Internamente, pelo menos quatro fatores continuarão deixando a desejar: a inflação crônica, a assimetria entre as políticas monetária e fiscal, o aumento do déficit público e a deterioração das contas externas, sem perspectivas de mudança por serem atreladas ao modelo político-econômico vigente. No cenário internacional, estamos diante da recuperação e melhoria dos Estados Unidos, dos principais países europeus e da própria China. E, dentro dessa mesma perspectiva, em decorrência do somatório dessas realidades interna e externa, estamos diante da piora na percepção da economia brasileira. Fatos e percepções estarão contra nós, o que não se reverte apenas com discursos ou promessas, razão pela qual são visíveis no horizonte, a) o rebaixamento do rating de risco brasileiro, b) a apreciação do dólar e c) a diminuição do fluxo de investimento direto e não especulativo.

Importações perderão a conveniência e as exportações tenderão a ser favorecidas, o que parece positivo, embora se imponha uma análise mais profunda. A desindustrialização e falta de investimentos dos últimos anos aumentaram em muito a dependência de insumos importados, o que fará com que a subida do dólar tenha um impacto direto nos custos, por decorrência, nos preços e, portanto, na inflação. Esta, sendo crescente, obrigará o governo a elevar a taxa de juro, com reflexos de aumento nos custos financeiros das empresas e de diminuição na capacidade de consumo da população, pois, mesmo que continue a política de concessão de reajustes do salário mínimo acima da inflação, os preços reais subirão mais do que isso. Em síntese, a balança comercial e de pagamentos tenderá a ser pouco favorecida pelo comportamento do dólar em alta, embora, evidentemente, o agronegócio, as commodities e os minérios deverão ser beneficiados.

Pode ser esperada a continuidade da política de fomento ao consumo via subsídios, benefícios, bolsas ou mesmo desonerações tributárias pontuais para produtos ou setores específicos, mas seu uso retroalimentará negativamente os fatores internos e externos que nos afligem. A obrigatória subida dos juros terá como efeitos: 1) retração do consumo pelo encarecimento do crédito; 2) aceleração do esgotamento da capacidade de endividamento das pessoas físicas; 3) aumento das taxas de inadimplência; 4) maior dificuldade de tomada de crédito, por óbvios critérios de maior seletividade por parte dos bancos.

O clássico efeito tesoura fará com que empresas tenham uma tendência a margens e resultados decrescentes. Por decorrência, a Bolsa de Valores deverá, na melhor das hipóteses, andar de lado. Quem depender de investimentos governamentais não poderá esperar reversão da lentidão ou atraso de obras, pois não haverá recursos suficientes para cumprir cronogramas.

Toda essa realidade aponta para uma performance pouco satisfatória do comércio, em decorrência do endividamento das famílias ter atingido seu limite. Se somarmos essas duas constatações, que já são um fato, veremos que consumidores que compraram além da conta estão recorrendo ao crédito pessoal – com tradicionais taxas altas – para liquidar suas dívidas, o que faz antever um aumento da inadimplência. O esgotamento da capacidade popular de tomada de crédito está também já demonstrado no decrescente uso de recursos do próprio programa “Nossa Casa Melhor”.

Para aquela parcela de brasileiros eternamente otimistas que acham que a Copa da FIFA trará uma injeção de ânimo nos negócios, um alerta: ela poderá favorecer, pontual e limitadamente, hotéis, companhias de aviação e restaurantes, além de impulsionar cervejas e televisores. Mas não será boa para o varejo em geral, pelo fechamento de lojas, feriados, dispersão de atenção, gastos com ingressos e correlatos etc. Como disse um empresário do ramo: “ninguém compra um tênis novo para assistir um jogo”. Sem falar que o término das obras que forem terminadas para a Copa jogará no mercado uma substancial força de trabalho que não necessariamente encontrará novas oportunidades.

Toda essa realidade mostra que o ano entrante terá mais um pibinho com evolução pífia rondando os 2%, como tem sido os últimos, muito longe de uma evolução mínima de 4% a 5% que seria necessária para manter esta nave pelo menos estabilizada, ainda que não pujante.

O cenário será difícil para as empresas endividadas e com estruturas de capital desbalanceadas. Episódios como os do desmoronamento do Grupo X (Eike), mesmo que decorrentes de menor pirotecnia, poderão se repetir. Os erros de governança, planejamento, gestão e falta de realismo econômico, mais do que nunca mostrarão sua cara. Por isso, podemos esperar crescente número de recuperações judiciais e falências, com todos os efeitos daí decorrentes.

Diante disso, e em síntese, cabem as seguintes recomendações às empresas:

–  Seja mais conservador do que nunca e preserve sua liquidez;

–  Postergue investimentos e decisões não essenciais;

–  Fique atento para boas oportunidades de aquisições, pois muitas empresas terão problemas, oportunizando ativos a baixos preços;

–  Evite e reduza o endividamento;

–  Se mesmo assim precisar de crédito, os bancos oficiais tenderão a ser melhores alternativas;

–  Caso recursos de longo prazo forem necessários, debêntures tenderão a ser uma boa alternativa, inclusive porque investidores internacionais serão atraídos por taxas crescentes no Brasil;

–  Não conte com investidores de capital de risco: será difícil achá-los, salvo em condições desinteressantes de deságio influenciadas pelo cenário brasileiro.

Telmo Schoeler é sócio-fundador e Leading Partner da Strategos – Strategy & Management, fundador e coordenador da Orchestra – Soluções Empresariais, a primeira e maior rede de organizações multidisciplinares de assessoria em gestão empresarial. Possui 47 anos de prática profissional, metade exercendo funções executivas de diretoria e presidência de empresas nacionais e estrangeiras.

Universidades na Holanda oferecem bolsas de estudo para brasileiros

em Brasil/Cultura e Entretenimento/Mundo por

Com várias oportunidades para cursos de nível superior ministrados em inglês, universidades oferecem cerca de 60 opções de bolsas de estudo para brasileiros, onde recebem inscrições até o final de março de 2014.

Para conhecer e ver os requisitos para se candidatar, acesse o banco de cursos do Nuffic Neso Brazil
No site, é possível criar um filtro por palavra-chave e encontrar as ofertas disponíveis de acordo com a sua área de estudo. Além de detalhes do programa, no mesmo link é possível pesquisar os valores, os requisitos necessários para admissão e as possibilidades de bolsas existentes para cada um dos cursos.

Dentre os programas, destaca-se o Orange Tulip Scholarship – OTS Brazil 2014, que oferece bolsas integrais e parciais exclusivas para brasileiros. Este ano, os valores podem chegar até 32.500 Euros.

Bolsas de estudo

Sem fins lucrativos e financiada pelo próprio governo, os valores de um curso superior na Holanda são bem em conta quando comparado com outros grandes destinos. As universidades do país oferecem anuidades a partir de 4.000 euros e, para os brasileiros com cidadania europeia, o investimento não ultrapassa dois mil euros por ano.

Estudantes com excelente desempenho acadêmico podem participar dos processos de bolsas oferecidos pelas próprias universidades holandesas. Esses programas podem oferecer descontos integrais ou parciais sob o valor da anuidade ou entregar ao estudante um valor em dinheiro para ajudar a financiar os estudos e o custo de vida durante a estadia no país.

Requisitos de admissão

Diferentes universidades podem ter requisitos específicos, mas proficiência em inglês é mandatório. TOEFL e o IELTS são os testes mais comumente aceitos. Para o TOEFL, normalmente é exigida uma pontuação mínima de 550 para o teste no papel e 213 para o teste no computador. Para o IELTS é exigida uma pontuação mínima de seis.

Em termos de documentação, as principais exigências das universidades holandesas são: Histórico acadêmico adequado e testes de proficiência em inglês. Para estudantes de bacharelado é exigido diploma de ensino médio, para alunos de mestrado é exigido diploma de graduação e assim por diante.

Vida cultural intensa, baixo custo de vida, população amistosa, pouca burocracia e educação de qualidade e aulas em inglês. Com tantos atrativos, é compreensível que a Holanda, um dos primeiros países a internacionalizar o seu ensino superior, tenha hoje mais de 10% da sua população acadêmica formada por estrangeiros, o que torna o ambiente de estudos extremamente multicultural.

© 2013, The São Paulo Times.

Microsoft promete anunciar novo CEO em 2014

em Mundo/Negócios/Tecnologia e Ciência por

Um novo CEO da Microsoft será anunciado em 2014, segundo nota publicada nesta terça-feira (17) por John W. Thompsom, presidente da comissão responsável por encontrar o novo diretor-executivo da companhia.

Em agosto, Steve Ballmer, atual CEO, em meio à anunciada transformação da Microsoft em uma empresa de dispositivos e serviços, comunicou sua aposentaria em até 12 meses. O prazo para saída de Ballmer e escolha do substituto também foi estipulado dentro deste período, com uma decisão que deve ser tomada após seleção de candidatos internos e externos feita por uma comissão especial, nomeada pelo Conselho de Administração, para dirigir o processo de sucessão. Este comitê é presidido por John Thompson, Bill Gates, presidente do Conselho, Chuck Noski, do comitê de Auditoria e o presidente do comitê de remuneração, Steve Luczo.

“Foram identificados mais de 100 possíveis candidatos. Conversamos dezenas deles, e, em seguida, concentramos nossa energia intensamente em um grupo de cerca de 20 pessoas, todas extremamente impressionantes”, afirma Thompsom, em nota.

Até o momento não há previsões para a data exata do fim do recrutamento, que deve ser feito até 2014, pela comissão especial, ainda dentro do período estipulado para saída de Ballmer.

© 2013, The São Paulo Times, por Kaique Oliveira.

Fusão da American Airlines e da US Airways deve resultar na maior companhia aérea do mundo

em Mundo/Negócios por

Se confirmada a fusão entre a American Airlines e a US Airways, o resultado será a maior companhia aérea global. A operação prevê um adicional de US $ 1 bilhão por ano a partir de 2015, além dos lucros parciais já contabilizados separadamente. As ações da US Airways subiram 68%, desde que o anúncio foi feito, em fevereiro. Os investidores da American Airlines também se beneficiarão, apesar de a empresa ter falido. O mesmo deve ocorrer entre os colaboradores das companhias aéreas, que afirmam, junto a seus sindicatos, estarem de acordo com a operação.

O mesmo não se pode afirmar dos clientes. Segundo William J. Baer, procurador-geral assistente para a divisão antitruste do Departamento de Justiça, responsável por anunciar o acordo: “Isso vai atrapalhar os relacionamentos acolhedores entre as companhias tradicionais, que atualmente fornecem maior número de vôos e passagens aéreas mais competitivas”.

Ambas concordaram em desistir de 138 espaços de decolagem e pouso em Washington D.C`s Reagan National Airport e New York’s La Guardia Airport, além de operar com reduções em cinco outros aeroportos menores. Isso equivale a diminuir 112 vôos diários, que correspondem a 1,6% da capacidade das duas companhias juntas. Quanto mais vôos da American/US Airways são fechados, maior a concorrência no mercado de aviação comercial, o que pode prejudicar os viajantes aéreos.

Em acordo com o governo dos Estados Unidos, a American Airlines e a US Airways concordaram em manter bases existentes, por apenas três anos, nos seguintes aeroportos: Aeroporto Internacional JFK, em Nova York, Charlotte -Douglas , na Carolina do Norte, O’Hare, em Chicago, Los Angeles International, Miami International, Philadelphia International e Phoenix Sky Harbor International Airport , no Arizona.

Na última década, o número de grandes companhias aéreas caiu de oito para quatro, e, se confirmada esta fusão, cairá para três. O cenário que tem sido observado é a piora atendimento às zonas menos povoadas do país e a alta dos preços nas passagens, além da diminuição da prestação de serviços para os aeroportos de médio porte, como Pittsburgh.

(c) 2013, Newsweek

Cientistas descobrem que poluição pode aumentar o risco de autismo

em Mundo por

Além dos inúmeros riscos à saúde causados pela poluição já detectados, cientistas da Escola Keck de Medicina, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), EUA, apontam para novas possibilidades. O estudo desenvolvido por eles diz que a exposição à poluição do ar, quando combinada a uma desordem genética específica, pode aumentar o risco de autismo.

Intitulado “Transtorno do espectro do autismo: interação da poluição do ar com o receptor gene MET tirosina quinase, transtorno do espectro do autismo, ou ASD”, a pesquisa leva a outras conclusões, além daquelas já detectadas, de que a doença tem fatores hereditários e é incurável. Segundo eles, em vários momentos a transição epitelial – mesenquimal (ou MET), que é a variante do gene, foi associada ao autismo. Ela controla a expressão da proteína Met no sistema imunológico e prevê alteração de função na estrutura cerebral.

“Nossa pesquisa mostra que crianças com o genótipo específico e exposição a níveis elevados de poluentes atmosféricos estavam em maior risco de transtorno do espectro do autismo quando comparadas àquelas sem este genótipo e menos expostas à poluição do ar”, informou em comunicado, Heather E. Volk, da USC, e um dos principais autores do estudo.

Daniel B. Campbell, da USC, coordenador do estudo, afirmou: “Apesar de interações gene-ambientais, acredita-se que a poluição contribui para o risco do autismo. Esta é a primeira demonstração de uma interação específica entre um fator genético bem estabelecido e um fator ambiental que contribuem de forma independente, para o risco da doença”.

Segundo ele, tal constatação será importante para determinar os mecanismos pelos quais os fatores genéticos e ambientais interagem para aumentar o risco do autismo.

A pesquisa, liderada por Campbell e Volk, analisou 408 crianças, entre dois e cinco anos, contra os riscos genéticos de autismo na infância, que toma como base populacional indivíduos em idade pré-escolar, na Califórnia. Destes, 252 preencheram os critérios para o autismo ou ASD, através do genótipo MET, que foi determinado por meio de amostras de sangue. A exposição à poluição do ar foi determinada com base no local onde as crianças e seus familiares viveram anteriormente, além de avaliar critérios como o tráfego local e medidas regionais de qualidade do ar.

(c)2013. IBTimes

Xbox One chega ao mercado brasileiro

em Mundo/Negócios/Tecnologia e Ciência por

Lançado oficialmente no país em novembro deste ano, o Xbox One, videogame produzido pela Microsoft, parece já ter caído no gosto do público. A nova geração do aparelho apresenta jogos com gráficos de alta definição superiores aos vistos em seu antecessor (Xbox 360) e similares aos concorrentes PlayStation 4 e Nintendo Wii U.

A terceira geração chega ao mercado oito anos após o lançamento do Xbox 360. Nos EUA foi apresentado ao público em maio deste ano, pelo presidente de negócios de entretenimento interativo da Microsoft, Don Mattrick. Vale ressaltar que o console não tem retro compatibilidade com seu antecessor, mas roda jogos usados.

Outra vantagem é que não é mais necessário conectar o aparelho na internet ou realizar uma checagem online a cada 24 horas. A partir de agora, basta configurar o console na primeira vez de uso. Os jogos digitais e em caixa funcionam totalmente off-line.

O Xbox One tem 500 GB de armazenamento interno, leitor de blu-ray e uma nova versão do sensor de movimentos Kinect. A Microsoft quer que o novo videogame se torne a central multimídia dos jogadores. Para isso, o aparelho vem com entrada HDMI para o conversor de TV a cabo ou set-top-box. Assim é possível controlá-lo por sua interface.

Outra funcionalidade é o modo “snap”, que divide a tela do jogador e permite que execute duas tarefas simultaneamente. Caso o usuário não saiba o que fazer em um game, por exemplo, é possível abrir o YouTube no “snap” e procurar por um tutorial de ajuda.  No país está sendo vendido por R$ 2,3 mil.

Nos Estados Unidos, o jogador pode usar comandos de voz para mudar os canais de TV e ver a programação de sua operadora, por exemplo. No Brasil ainda não há previsão de chegada deste serviço.

Com mais de um ano de defasagem, a Nintendo também lançou seu videogame no Brasil. O Wii U custa R$ 1,9 mil. No mesmo período, a Sony manteve sua agenda de lançamentos, e trouxe oficialmente ao país o PlayStation 4, por R$ 4 mil.

Rumores

Há especulação nos Estados Unidos de que a Microsoft está trabalhando duro para promover o videogame, por estar enfrentando algumas mudanças inesperadas. Segundo CVG News informou recentemente, o CEO da empresa, Steve Ballmer, pretende se aposentar e, em decorrência disso, foi forçado a defender o Xbox como um produto rentável para a corporação.

(c)2013, IBTimes

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