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Terapia de cura gay: conheça o tratamento ministrado na China

em Educação e Comportamento/Mundo/News & Trends por

Xiao Jun, um homem de 30 anos, trabalha para uma empresa de treinamento de negócios em Pequim e levava uma boa vida. Ele havia se mudado no ano passado de sua cidade natal, Guangzhou, na província de Guangdong, a capital do sudeste da China.

Foto: Reprodução
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Como é costume na China, durante a celebração do ano novo lunar, o filho obediente havia voltado para casa em janeiro para visitar a família e amigos durante o feriado mais importante do calendário chinês. Xiao, no entanto, não estava preparado para o que lhe esperava.

Seus parentes estavam muito interessados em “arranjar” namoradas para ele, já que ele era solteiro.  Havia, por outro lado, um único problema: Xiao é gay e seus pais sabiam disso.

Alguns meses antes, ele havia postado informações sobre um evento gay em Pequim, em sua conta no WeChat – o aplicativo mais popular de mídia social na China – e adicionou os pais como contatos. Logo depois, sua mãe o chamou e perguntou se ele era gay. “Eu não consegui descobrir uma maneira de dizer a ela, então contei a verdade. Ela ficou em silêncio por um longo tempo e depois desligou o telefone”, conta Xiao.

Após os encontros sociais constrangedores, Xiao confrontou seus pais. Por que seus pais permitiram que outros parentes marcassem encontros às cegas sem sentido? Eles responderam que qualquer homem que não se casa “seria ridicularizado”. Xiao respondeu que não iria se casar com nenhuma garota porque era gay. Os pais dele lhe disseram que tinham “descoberto na internet” que “a homossexualidade era curável”.

“Eu não conseguia convencê-los de nenhuma forma, então tive que acatar a ideia deles. Eles são meus pais, afinal”, diz Xiao ao explicar que concordou em procurar terapia para “curar” o que seus pais viam como “sua condição”.

A pressão para se portar de acordo às expectativas da sociedade obviamente não ocorre somente entre as lésbicas, gays, bissexuais e transexuais da China, mas há uma grande diferença. Na China, uma sociedade culturalmente conservadora, a família exerce uma forte pressão sobre as crianças, principalmente as do sexo masculino.

Essa pressão só é intensificada pela controversa política do filho único do país, em vigor desde 1979. Embora tenha sido alterada desde então, a política ainda se aplica a cerca de 40 por cento das famílias chinesas e levou a enormes distorções populacionais, incluindo o desequilíbrio na proporção entre nascimentos de meninas e meninos nascidas desde que a política está em vigor.

O motivo que explica essa enorme pressão é que a grande maioria dos homens gays e bissexuais na China ainda esconde sua sexualidade. De acordo com a primeira pesquisa da comunidade LGBT na China, realizada recentemente pela Community Marketing & Insights, um grupo de pesquisa com sede em San Francisco, apenas 3 por cento dos homens homossexuais se assumem perante a família e amigos. Para muitas famílias chinesas, se o filho é gay, “eles o encaram como um grande problema”, diz Xiao. “Isso é simplesmente a realidade.”

É essa realidade que levou Xiao a embarcar em um avião no dia 10 de fevereiro deste ano para Chongqing, uma enorme cidade no centro da China. Ele procurou na Internet e encontrou uma clínica “especializada” em “cura da homossexualidade”.

A primeira de muitas surpresas foi o preço: a sessão de uma hora custa o equivalente a 80 dólares. O tratamento completo, segundo um conselheiro, incluiu hipnose, terapia de eletrólise e terapia de desvio emocional por cerca de 5 mil dólares.

Ele foi escoltado para um quarto com um treinador, que disse-lhe para tirar os sapatos, deitar-se e “relaxar.” Eles começaram, então, com a “terapia de eletrólise”. Um eletrodo foi preso ao seu braço esquerdo e o conselheiro o instruiu a imaginar que ele estava fazendo sexo com o seu namorado. “E então, quando eu estava imaginando, era para eu mover meu dedo esquerdo”, conta Xiao.

Xiao seguiu as instruções e, imediatamente, sentiu um forte e doloroso choque no braço esquerdo. Atordoado, ele perguntou ao técnico o que estava acontecendo. A resposta, segundo Xiao, foi que eles queriam que ele tivesse um sentimento de horror sempre que pensasse em outro homem.

Ele rapidamente decidiu que tinha acabado com o “tratamento”. “Isso vai me transformar em um psicopata”, diz Xiao. Na manhã seguinte, ele voou de volta para Pequim, encontrou-se com um grupo de amigos e descreveu o calvário. Eles ficaram “chocados, muito irritados”, diz ele.

“É totalmente uma farsa”, disse um amigo de Xiao. “Devemos parar com isso. Muitos pais forçam seus filhos a passar por esse tipo de coisa. Se um médico diz que existe essa tal cura, os pais vão acreditar. Devemos evitar que outras pessoas caiam neste tipo de coisa”, explica Xiao.

A única questão era como. Foi quando um outro amigo do grupo sugeriu que Xiao movesse uma ação judicial. Seria para “chamar a atenção e ajudar a colocar um fim a essas clínicas”, afirmou o amigo.

Antes de contratar um advogado, Xiao e seus amigos fizeram uma série de pesquisas. Eles encontraram um homem chamado Cheng Kai, o conselheiro sênior do centro de Chongqing. O grupo de amigos descobriu que ele tinha a certificação do governo para ser um psicológico “conselheiro”, mas que não tem autoridade para fornecer tratamento físico do tipo dado a Xiao naquela clínica.

Em março, Xiao entrou com uma ação contra Cheng e o centro “de tratamento” por violar suas licenças profissionais, bem como contra o Baidu, o motor de busca chinês – por aceitar publicidade desta clínica.

Um tribunal distrital em Pequim ouviu o caso em agosto e como Xiao e seus partidários esperavam, ele recebeu ampla cobertura da mídia na China. A atmosfera de circo cercou o tribunal, com artistas gays performáticos entretendo os veículos de comunicação ali presentes.

Dentro do tribunal, Cheng negou que tivesse dado a Xiao o tratamento de choque. Mas Xiao tinha gravado clandestinamente toda a sessão e foi capaz de reproduzir a gravação. Quando saiu da sala do tribunal, Xiao declarou que “estava tremendo”.

Um veredito é esperado em breve. De qualquer forma, o montante da indenização que Xiao procura gira em torno de 1.700 dólares de cada réu.

“Estes são os primeiros dias aqui – referindo-se à opressão que a comunidade LGBT sofre -, não se pode comparar o que está acontecendo aqui com o que está acontecendo nos Estados Unidos ou na Europa. Mas esse foi um grande avanço”, finaliza Xiao

 

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China: o filantrópico Yao Ming quer mais liberdade para gastar

em Mundo/News & Trends por

TIANJIN, China – Yao Ming pensa que a China precisa de mais liberdade – pelo menos quando se trata de um assunto. A antiga estrela de basquetebol da NBA se queixou de que a sua fundação de caridade está passando por dificuldades pelas regras Chinesas ao limitarem apenas 10% das contribuições que podem ser utilizadas para despesas como salários de executivos, espaço de escritório e viagens.

china

Ele contrasta estas restrições com as regras aplicadas nos EUA. “Eles têm mais liberdade”, disse Yao Mingo durante o World Economic Fórum. “Eles podem estabelecer as próprias regras e princípios para as doações.”

Na China, “as regulamentações governamentais são bastante estritas”, acrescentou Yao. “Não temos flexibilidade suficiente”. Como resultado disso, disse ele, a sua fundação “não pode recrutar as pessoas mais notáveis”. Acrescentou cuidadosa e sorridentemente: “O que não implica que as pessoas que temos não sejam excelentes”.

Os americanos podem ficar surpreendidos por ouvir que o seu modelo relativamente liberal de filantropia é tido como modelo. Grandes empresas de caridade têm estado sobre escrutínio por alegadamente gastarem mais de metade das contribuições nas suas despesas.

Os comentários de Yao atraíram olhares curiosos de uma sala cheia de fãs chineses e estrangeiros, muitos utilizando smartphones para tirar fotografias descaradas – e encantados – apesar dos múltiplos anúncios de proibir fotografias.

Conhecido mundialmente como a estrela do basquetebol chinês, o escultural Yao – com os seus 2,30m – serviu como embaixador cultural chinês. Ocupa também um lugar no National People’s Congress, órgão legislativo da China, lugar pouco tradicional para denunciar a falta de liberdade no Reino Médio.

Mas, à medida que refletiu sobre os seus anos passados nos EUA, onde singrou na equipe de basquetebol Houston Rockets durante 8 anos, e onde ainda conta com inúmeros amigos, Yao disse que os americanos estão em vantagem quando se trata de filantropia.

A organização sem fins lucrativos de Yao Ming Foundation começou em 2008, após o catastrófico terramoto na região de Sichuan, no sudoeste da China. Sob orientação de Yao, a sua fundação doou subsequentemente fundos para a reconstrução de escolas na região afetada.

Yao levou também a tona grandes campanhas de conservação, viajando até

África para condenar a matança de elefantes pelo marfim, muito deles destinados ao território chinês.

“Fiquei chocado com sentimentos que não podia trazer de volta com fotografias”, disse ele, enquanto recordava uma visita a um orfanato de elefantes onde encontrou um elefante com 10 dias de vida, cuja mãe tinha sido morta na caça ao marfim.

Yao também incitou os consumidores chineses a se abster do consumo de sopa de barbatana de tubarão, e ajudou a angariar fundos para divulgar e consciencializar as pessoas sobre AIDS/HIV.

Os protestos de Yao relativamente aos limites da utilização das contribuições apresentam um aparente contraste ao espírito de caridade publicitado no seu site, que refere que ele e a sua mulher, Ye Li, “comprometeram-se a pagar os custos administrativos da Fundação, para que 100% de qualquer contribuição pública seja direcionada para causas caridosas”.

“O que nos falta é flexibilidade”, disse ele na quinta-feira. “Queremos contratar pessoas com a mais elevada expertise, mas não temos disponibilidade para tal.”

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A Ditadura Perfeita: a realidade mexicana retratada na ficção

em Mundo/News & Trends por
Foto: Jaime Sampietro/Bandidos Films
Foto: Jaime Sampietro/Bandidos Films

Um aviso incomum sobre a obra mais recente do diretor Luis Estrada, o aguardado filme, A Ditadura Perfeita, precede essas cenas: “Nesta história todos os nomes são fictícios, porém os eventos são verossímeis. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência”.

Tem o presidente jovem e bonito, que diz coisas estúpidas. Há também o governador corrupto que aceita uma mala cheia de dinheiro em seu escritório.

E existe a rede de televisão gigantesca que, por uma bolada, impulsiona um candidato à presidência pouco conhecido através de um sistema de limpeza de imagem cuidadosamente elaborada, que inclui associá-lo a sua estrela mais atraente.

Os mexicanos que assistirem ao filme passarão por uma sensação de déjà-vu, como, de fato, a maior parte dele foi inspirado em escândalos que dominaram as páginas de jornais e noticiários de televisão nos últimos anos.

Em uma reviravolta que poderia facilmente ter sido parte do filme de Estrada, cujo tema é a influência indevida forjada pela mídia, o braço cinematográfico da maior empresa de transmissão do México, a Televisa.

Estrada, que foi obrigado por contrato a pagar de volta o dinheiro que a Televisa inicialmente investiu na distribuição – tanto Estrada quanto a Televisa se ​​recusaram a dizer o valor, citando confidencialidade – se esforçou para chegar a um plano B: o filme agora será co-distribuído pela sua empresa, a Bandidos Films, e a Alfhaville Cinema, uma pequena empresa de distribuição.

O filme deve estrear em outubro, diz um aviso no trailer. O título: A Ditadura Perfeita, é uma referência à descrição do escritor peruano, Mario Vargas Llosa, do partido político dominante do México, o Partido Revolucionário Institucional, ou PRI.

“A ditadura perfeita não é o comunismo, não é a União Soviética, não é Fidel Castro, é o México”, disse Vargas Llosa, durante uma conferência em 1990.

“É uma ditadura camuflada de uma maneira que faz parecer que não é, mas tem todas as características de uma ditadura: a permanência, não de um homem, mas de um partido político”, completa Vargas.

O PRI está no poder de forma ininterrupta através de uma mistura de despotismo e oligarquismo em uma relação simbiótica com a Televisa há 71 anos, até que foi expulso pelos eleitores em 2000.

Após a eleição de Enrique Peña Nieto, o PRI recuperou a presidência em 2012, que inspirou Estrada a escrever o roteiro para a ditadura perfeita, originalmente intitulado A Verdade Suspeita.

Não é nenhuma surpresa que o diretor que assumiu este tema seja o Estrada, que é conhecido por suas destemidas e ácidas sátiras, as quais denunciam a marca particular da corrupção do México, além da violência e da desigualdade social.

Estrada não é “apenas o diretor mais ambicioso do México, mas o melhor… Ele é o diretor que procura os temas difíceis e que trata desses temas de forma estridente”, diz José Felipe Coria, diretor do Centro de Estudos Cinematográficos do México da Universidade Nacional Autônoma.

O filme começa com uma reunião entre o embaixador dos EUA e o presidente mexicano. Este último, que se esforça para se comunicar em Inglês, pretende transmitir uma mensagem importante para o presidente norte-americano: Diga a ele que o meu povo está disposto a fazer todos os trabalhos sujos que nem os negros querem fazer.

Em poucos segundos, as mídias sociais explodem com as hashtags #NotEvenTheBlacks. “Nós realmente erramos ao colocar esse desgraçado em Los Pinos”, diz o diretor da empresa fictícia de televisão, referindo-se ao equivalente da Casa Branca do México.

Peña Nieto, por sua vez, cometeu erros semelhantes que se tornaram virais, incluindo momentos em que ele não foi capaz de citar três livros que o influenciaram muito ou de recordar o preço das tortillas, um alimento básico no México, porque “ele não é uma dona de casa”.

Um funcionário do escritório do porta-voz do presidente disse que o departamento não iria discutir o filme e que sua equipe não assistiu, mas acrescentou: “A Presidência da República é muito respeitosa com todas as expressões artísticas e culturais”.

“Eu acredito que conheço o sistema político mexicano e seus personagens muito bem”, diz Estrada. Ele lê cerca de cinco jornais todas as manhãs, uma rotina que o ajudou a criar o enredo do filme e seus protagonistas, particularmente Carmelo Vargas, o corrupto e carismático governador no centro da história. “Ele é uma soma de todos esses personagens antigos, chamados dinossauros, desde os tempos do PRI”, diz Estrada.

“A televisão já escolheu um presidente. Será que vai fazê-lo novamente?”, pergunta o filme.

Durante sua primeira semana, o trailer do filme recebeu 1,2 milhões de visualizações no YouTube e um comentarista escreveu: “Tão real que parece ficção”. O comentário recebeu mais de 11 mil likes em sua página no Facebook e 3 mil seguidores no Twitter. O filme passará em 1.200 cinemas, aproximadamente.

A Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou no final de agosto que o filme havia sido pré-selecionado para representar o México no Oscar 2015.

Poderia ser o final perfeito.

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Capa da invisibilidade: em breve perto de você

em News & Trends/Tecnologia e Ciência por
Foto: Pol Úbeda Hervàs
Foto: Pol Úbeda Hervàs

Como qualquer grande mágico vai dizer, ilusões influenciam mais a percepção humana que a paranormalidade. Apesar de não ser de fato ciência, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cambridge usaram este princípio de mágica para dar um passo mais perto para desenvolver uma tecnologia vinda da ficção científica: uma capa de invisibilidade. De acordo com o Ventsislav Valev, um dos cientistas envolvidos no estudo, o produto final será mais provável que se pareça com um terno rigído do que a roupa flexível glamourizada por Harry Potter.

Tal como acontece com todos os grandes projetos, você tem que começar pequeno, neste caso, microscópico. Os pesquisadores de Cambridge construíram blocos de construção em nanoescala chamados “metamateriais”. Estes são materiais, compostos de nanopartículas que, devido à sua geometria, são capazes de controlar a forma como a luz interage com eles. “Nós estamos estudando uma maneira de produzir uma grande quantidade desses metamateriais na água”, diz Valev Newsweek. “É bastante irônico, pois usarmos a luz como uma ferramenta de fabricação de um material que poderia um dia se tornar invísivel.”

Como um bom truque de mágica, os metamateriais não vão funcionar alterando as propriedades físicas de um objeto, mas mudando a forma como o objeto é percebido. “Através desta tecnologia é possível não só esconder algo, mas também fazê-lo parecer como qualquer outra coisa”, diz Valev.

Embora a tecnologia de invisibilidade utilizável é “olhar muito para o futuro”, diz Valev, a idéia de camuflagem completa é “muito improvável”, os cientistas esperam que essa tecnologia possa um dia ser usada para a construção de equipamentos militares. Por enquanto, Valev sugere pelo menos uma aplicação prática na vida real para os metamateriais de sua equipe: a segurança. A tecnologia também vai chegar ao ponto onde poderá detectar uma única partícula que flutua no ar. Valev diz que isso pode ser útil para os inspetores de aeroportos ao rastrear vestígios de drogas no ar e explosivos que mesmo os narizes mais sensíveis caninos e computadores podem não encontrar.

Embora a equipe tenha construido esses metamateriais intrincados, sua funcionalidade em um cenário da vida real ainda “não foram demonstrados”, Valev admite. “Este é o próximo passo em nossa pesquisa.”

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Os Estados Unidos é o país que mais paga por serviços de comunicação como a internet e telefone

em Mundo/News & Trends/Tecnologia e Ciência por
Foto: Reprodução
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A quantia gasta pelos americanos em serviços de telefone, televisão e internet por ano podem chegar facilmente aos milhares de dólares. Se soa muito, é porque é. Em outras partes do mundo, os serviços de comunicação são muito mais baratos. Uma família inglesa, por exemplo, gasta sensivelmente um terço do que uma família americana gasta para usar serviços de comunicação equivalentes.

A Ofcom, reguladora de comunicações no Reino Unido, comparou o custo dos serviços fornecidos aos britânicos com os de outras grandes nações. Os resultados foram claros. Num dos exemplos, a reguladora avaliou agregados familiares em seis países: EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha. Estes agregados familiares consistiam em dois adultos e dois filhos adolescentes, cada um com o seu smartphone, mas com diferentes padrões de uso. Os adultos utilizam normalmente mais chamadas de voz, enquanto os adolescentes consomem mais SMS e dados de internet. Além disso, as famílias tinham ainda linhas telefônicas em casa, internet e serviços pagos de TV a cabo.

O estudo revelou que a França oferece o custo total mais baixo, cerca de 127,97 dólares por mês para o agregado familiar. Os serviços avaliados eram uma combinação de telefone fixo, banda larga, serviços de telefonia móvel de voz e mensagens, internet móvel e televisão. O Reino Unido ficou em segundo lugar, com um preço por mês de 132.92 dólares. Já os EUA ficaram em último, com uma conta por mês de 360.56 dólares. Itália, Alemanha e Espanha eram todos mais baratos que os EUA. A Ofcom avaliou ainda outras situações, desde agregados familiares com pouca utilização de serviços, e em todas as avaliações da reguladora, os EUA tinham os preços mais elevados, ou os segundos mais elevados.

Parte da explicação para esta diferença está no fato de o Reino Unido ter os serviços de telefonia móvel e banda-larga mais baratos entre os países, enquanto que os EUA têm os mais caros. As únicas áreas em que os EUA oferecem preços melhores é nos serviços pagos de TV, onde estão em 3º lugar entre os seis países, e nos serviços de telefone fixo, onde ocupam igualmente a 3ª posição.

A maioria dos consumidores do Reino Unido compram os seus serviços de comunicação em pacotes. Um único operador fornece um pacote com serviços de televisão, internet, telefone fixo e telefone móvel. Nos EUA, estes serviços são frequentemente vendidos separados. As politicas reguladoras também diferem. Por exemplo, no Reino Unido, as entidades reguladoras exigem informação clara sobre os preços. Nos EUA, os preços apresentados tendem a ser confusos, e comparações entre operadoras concorrentes tornam-se difíceis. As entidades reguladoras do Reino Unido procuram também assegurar a liberdade dos consumidores para mudarem de operadora caso consigam melhores negócios, enquanto que os consumidores americanos podem estar presos a contratos multianuais. Não importa quais são as razões, mas no que diz respeito ao custo dos serviços de comunicação, o Reino Unido parece enviar uma mensagem aos EUA, e claro, por um custo bem mais baixo.

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Twitter adiciona o botão “Comprar agora”

em Negócios/News & Trends/Tecnologia e Ciência por
Foto: Reprodução
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Os rumores são verdadeiros e se confirmaram: o Twitter está lançando o botão “comprar agora” para permitir que os usuários comprem produtos de artistas e varejistas imediatamente dentro da rede social.

O botão só estará disponível para algumas empresas e artistas no início – músicos como Ryan Adams, Brad Paisley e Megadeth, se estendendo a marcas internacionais como a Home Depot e Burberry.

Vários esforços e tecnologias estão sendo combinados no Twitter de tal forma que “uma compra poderá ser concluído em apenas alguns cliques”.

O ex-CEO da Ticket Master, Nathan Hubbard, que se juntou ao Twitter no ano passado, disse ao Mashable em uma entrevista: “Estou trabalhando no botão ‘Comprar agora’ desde o primeiro dia que eu estive aqui”.

Por que o Twitter está entrando no jogo dos e-commerce? Provavelmente porque quer pegar um pedaço dos US$ 304.1 bilhões que os consumidores vão gastar on-line este ano, onde 57.790 milhões de dólares serão a partir de um dispositivo móvel, de acordo com a eMarketer.

De Mashable: “Há uma situação ideal para o Twitter que é a compra em tempo real, o que não é replicado em nenhum outro lugar. Eu acho que isso funciona muito bem nos itens com certa urgência”, diz Hubbard. Traduzindo, seria mais ou menos assim:  ”O Twitter se vê como uma poderosa plataforma de compras para ofertas por tempo limitado e compras espontâneas dos usuários”.

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Efeito estufa: “As leis da física não são negociáveis”

em Mundo/News & Trends/Tecnologia e Ciência por
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Propulsionado pelo rápido aumento da quantidade de dióxido de carbono em 3 décadas, o nível de gases de efeito de estufa atingiu um recorde histórico em 2013, disse a Organização Mundial de Meteorologia (WMO). De acordo com os últimos dados, publicados pela Nações Unidas no seu Boletim de Gases de Efeito de Estufa, houve um aumento de 34% na força radiativa – taxa a que a atmosfera aquece – entre 1990 e 2013. Isto, segundo o relatório, foi amplamente causado pela presença de gases de efeito de estufa duradouros, tal como o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso.

“Estamos ficando sem tempo”, disse Michel Jarraud, Secretário Geral da WMO, numa declaração que acompanhou o Boletim. “O dióxido de carbono permanece na atmosfera por muitas centenas de anos, e no oceano ainda mais tempo. Emissões de CO2 passadas, presentes e futuras vão ter um efeito cumulativo no aquecimento global e na acidificação dos oceanos. As leis da física não são negociáveis.” O relatório da WMO diz que, entre 2012 e 2013, os níveis de dióxido de carbono aumentaram a um ritmo muito mais elevado do que em qualquer outro ano desde 1984, quando os recordes globais começaram a ser mantidos. O volume de dióxido de carbono manteve-se em 396 partes por milhão, ou ppm, em 2013 – um aumento de 2.9 ppm sobre os níveis de 2012. Dados preliminares analisados pela WMO indicam que isto advém possivelmente de uma redução da eliminação de dióxido de carbono pela biosfera terrestre e emissões continuamente crescentes.

Os oceanos do planeta, que atenuam o aumento dos gases de efeito de estufa na atmosfera, absorvendo um quarto das emissões totais, também registaram um aumento significante na taxa de acidez, consta no relatório.

“O atual ritmo de acidificação surge sem precedentes, pelo menos nos últimos 300 milhões de anos, baseado em dados de arquivos do paleolítico”, diz no relatório.

Cientistas da WMO referiram que a redução da eliminação de dióxido de carbono pela biosfera é motivo para sérias preocupações. “Não sabemos se isto é temporário ou se é um estado permanente, e estamos algo preocupados com isto”, disse à BBC Oksana Tarasova, chefe da divisão de pesquisa atmosférica da WMO.

“Temos conhecimento e temos as ferramentas para agir e tentarmos manter os aumentos de temperatura nos 2 graus Celsius, para dar ao nosso planeta uma hipótese, e para darmos aos nossos filhos e netos um futuro” disse Jarraud nas declarações.

“Alegar ignorância não pode ser uma desculpa para não agir”.

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Regiões afetada pelo Ebola carecem de médicos e equipamentos devido a cancelamento e restrições de voos

em Mundo/News & Trends por
Foto: OMS/Chris Black
Foto: OMS/Chris Black

Em meio ao surto do vírus Ebola na África Ocidental, as autoridades regionais impuseram uma série de proibições em viagens para as áreas afetadas. As medidas são destinadas em ajudar a conter a doença, mas na verdade, estão causando mais problemas às organizações internacionais que tentam enviar equipamentos aos trabalhadores da área de saúde em regiões carentes.

“As viagens aéreas para os países afetados não devem ser canceladas ou restritas”, disse Dan Epstein, um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS),  ”Na verdade, é tornar o problema ainda pior”, disse ao International Business Times.

O vírus Ebola já matou mais de 2.000 pessoas na Guiné, Libéria e Serra Leoa desde que apareceu pela primeira vez em março. Os profissionais de saúde têm tido dificuldade em obter medicamentos para as vítimas. Mas à medida que mais países impõem proibições de viagens e companhias aéreas cancelam o serviço às áreas afetadas, os empregos dos trabalhadores de saúde ficam mais difícil e mais caro.

“Nós temos que coibir todas as restrições”, disse ele. “Caso contrário, o que nós vamos fazer? Enviar voos da ONU para esses países? A ONU não tem essa capacidade”, diz David Navarro.

Um punhado de companhias aéreas, além dos diversos países africanos, têm isolado Guiné, Libéria e Serra Leoa, os três países mais duramente atingidos pelo surto de Ebola. British Airways, Emirates e outras operadoras também cancelaram o serviço para os países afetados.

Os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças, como outras organizações de saúde, publicaram uma extensa lista de diretrizes para ajudar asequipes aéreas detectarem e controlarem possíveis casos.

Independentemente disso, “há um enorme fator de medo envolvido. As pessoas estão morrendo de medo do vírus Ebola”, disse Epstein.

Recentemente, a Korean Air Lines cancelou seus voos para Nairobi por causa dos temores do vírus Ebola. As operadoras de turismo na Tanzânia, local com cerca de 3.000 quilômetros de distância do foco, disse ao Wall Street Journal que tinham recebido cancelamentos por causa do surto.

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Camada de ozônio do planeta está se recuperando, diz relatório da ONU

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Foto: Wikimedia
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Um estudo das Nações Unidas disse que a camada de ozônio, que protege o planeta dos raios ultravioletas causadores de câncer, está mostrando de novo sinais de condensação, após anos de destruição. O buraco de ozônio que aparece sobre a Antártida a cada ano, também parou de crescer, mas vai demorar uma década para começar a diminuir, de acordo com o relatório.

A queda no uso de clorofluorcarbonos ou CFC, em produtos de consumo, impulsionado por uma forte vontade política, é a razão para a recuperação da camada de ozônio, de acordo com cientistas e pesquisadores da Organização Meteorológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, que publicaram o relatório em conjunto.

“A ação internacional sobre a camada de ozônio é uma grande história de sucesso ambiental”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, em um comunicado do PNUMA. “Isso deve nos encorajar a apresentar o mesmo nível de urgência e unidade para enfrentar o desafio ainda maior da mudança climática.”

O relatório que ele chamou de “um dos tratados ambientais mais bem sucedidos do planeta”, para a recuperação da camada de ozônio, que projeta prevenir dois milhões de casos de câncer de pele em 2030, além de prevenir danos aos seres humanos. Em 1987, o Protocolo proibiu produtos químicos que destroem o ozônio, como os CFCs, que eram na época amplamente utilizados em refrigeradores e aerossóis.

Dr. Ken Jucks da NASA disse à BBC que os seres humanos “já começaram a fazer a coisa certa, a fim de converter a atmosfera de volta para o que era antes do início da revolução industrial”.

No entanto, os cientistas não têm certeza se o buraco de ozônio pode se curar sozinho. David Vaughan do British Antarctic Survey, diz  ser um otimismo cauteloso em reagir aos dados e acrescentou que os números de um estudo do BAS poderia ajudar a confirmar o resultados da OMM.

“Nossos próprios dados da Antártida vão levar algumas semanas para se processarem, mas vamos esperar para confirmar as descobertas”, Vaughan disse à BBC.
O ozônio deve se recuperar aos níveis pré-1980 até meados deste século e um pouco mais tarde para a Antártida, onde a camada de gás de proteção fica extremamente fina entre agosto e dezembro de cada ano. O processo pode ser acelerado por quase 11 anos, se usar produtos que destroem o ozônio, como os encontrados em geladeiras velhas e extintores de incêndio.

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Além do PayPal, qual outras empresas aceitam bitcoins?

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PayPal, empresa adquirida pelo eBay em 2002 e a segunda maior rede de pagamentos na Internet, em breve vai começar a aceitar bitcoins.

Bill Ready, chefe do Braintree, unidade do eBay que facilita pagamentos móveis para empresas como Uber, Airbnb e TaskRabbit, confirmou esse mês os rumores sobre a adoção do bitcoin na conferênciaTechcrunch Disrupt em San Francisco.

“Estamos anunciando a primeira incursão do PayPal com a moeda digital”, disse ele. “Nos próximos meses, vamos permitir que nossos comerciantes aceitem bitcoin. Do lado do consumidor, será uma experiência elegante.”. ”Isso é muito significativo”, disse Gil Luria, analista da Wedbush Securities Inc. ao International Business Times.

Ele explicou que mais de 150 milhões de contas registradas do PayPal vão poder usar a moeda virtual.

“Se o PayPal permitir a integração com o bitcoin, isso terá alterações muito profundas no mercado”, disse Luria. “Se de fato acontecer, o bitcoin saltaria de milhares para milhões de varejistas no mundo inteiro.”

O PayPal poderá ser em breve um dos maiores intermediários do bitcoin, mas não será a única grande empresa a adotar a moeda online. De acordo com CoinDesk, mais de 63 mil empresas já trabalham com bitcoins, principalmente usando uma plataforma chamada Coinbase.

Aqui estão algumas das empresas mais notáveis que usam bitcoin como forma de pagamento:

Dell

A fabricante de computadores aceita bitcoins desde julho deste ano.
“Bitcoin é uma nova opção de pagamento destinado a oferecer ainda mais flexibilidade para os clientes”, diz o site da empresa. “O pagamento com bitcoin pode ser feito facilmente a partir de qualquer lugar do mundo e oferecer redução dos custos de processamento dos pagamentos.”

Dish Network

O prestador de serviços por satélite, como TV por assinatura, com mais de 14 milhões de assinantes lançou sua plataforma para aceitar bitcoin em maio de 2014.
“Nós não sabemos qual demanda será, exatamente”, disse Bernie Han, chefe de operações da Dish ao New York Times. “Pode ser pequena por enquanto, mas provavelmente está crescendo”, finaliza.

Expedia

A empresa de viagens on-line Expedia, começou a aceitar a moeda digital para clientes que buscam fazer reservas em um de seus mais de 45 mil hotéis listados.
“Certamente, há pessoas que querem reservar passagens aéreas com bitcoins, mas fazia mais sentido do ponto de vista tecnológico, do que do ponto de vista de negócios”, Michael Gulmann vice-presidente executivo da Expedia, disse a CoinDesk.

Overstock.com

Uma das empresas mais conhecidas por adotar bitcoin, o Overstock.com tem permitido aos clientes utilizar o “cryptocurrency” desde janeiro deste ano. Em agosto, as vendas com bitcoin tinham ultrapassado os US$ 2 milhões. O diretor executivo Patrick Byrne, disse à Reuters que espera que as vendas cheguem entre US$ 6 milhões e 8 milhões este ano.

Virgin Galactic, LLC

A Virgin Galatic do bilionário Richard Branson, anunciou no final de 2013 que vai aceitar bitcoins como pagamento para viagens espaciais. Porém, seu primeiro pagamento veio de um comissário de bordo do Havaí. ”Virgin Galactic é uma empresa que olha para o futuro. Portanto, faz sentido oferecer bitcoin como uma forma de pagar a sua viagem ao espaço”, disse Branson, em um comunicado.

Tesla, WordPress, Zynga, Etsy e outros já permitem que os consumidores comprem produtos com bitcoin e com o Ebay, muitas outras vão seguir este mesmo caminho.

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Cartel “La Familia” tem chefe morto a tiros no México

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Foto: Wikimedia
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Um funcionário de alto escalão da segurança do Estado do México confirmou que um dos membros do cartel de drogas mais procurados do país, foi uma das quatro pessoas mortas em um tiroteio que aconteceu na cidade de Amatepec, Estado do México, a 128 milhas (207 km) ao sudeste da Cidade do México. O suspeito – apelidado de El Rastrojo – foi identificado como chefe do crime local e membro de um grupo que viu seu poder reduzir significativamente nos últimos anos. Seu verdadeiro nome não foi divulgado.

“Quatro pessoas morreram e um deles foi identificado como líder do crime organizado na área, apelidado de “O Restolho”, disse José Manzur Quiroga, secretário-geral do estado de governo, em uma declaração publicada no jornal Excelsior. A morte foi de um membro da Familia Michoacana.

No mês passado, a polícia estadual e federal aumentaram as patrulhas na parte sul do Estado do México, onde as autoridades acreditam que são comandadas por criminosos, incluindo os vestígios remanescentes de La Família, de acordo com um relatório em língua espanhola do jornal Milenio.

As autoridades mexicanas anunciaram em março que o líder da La Familia, Nazario Moreno González foi morto em um tiroteio com a polícia. Sendo a segunda vez que Moreno foi declarado morto. Ele deveria ter morrido em uma batalha de dois dias com as forças de segurança em 2010, mas no início deste ano as autoridades mexicanas disseram que o relatório tinha sido impreciso. Em maio de 2011, 11 membros da La Familia foram mortos e outros 36 foram presos após um tiroteio em um rancho no estado de Western Jalisco.

Desde então, o poder do grupo diminuiu. No seu auge, La Familia foi uma das mais temidas e violentas gangues do crime organizado no México, rivalizando com a violência cometida por grupos islâmicos radicais. O grupo era conhecido por usar decapitações como uma tática de medo. Em um dos casos, em 2006, os membros mascarados do grupo invadiram um bar, na cidade de Uruapan, estado de Michoacan, e atiraram cinco cabeças decapitadas na pista de dança como um aviso.

La Familia e sua ramificação são amplamentes ativas no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, o sequestro, tráfico de armas e uma série de outras atividades criminosas organizadas.

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Onde um Mercado Negro acaba, outro começa

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Foto: Pixabay
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Quando no ano passado o FBI desmantelou o mercado negro online Silk Road, os investigadores depararam-se acidentalmente com um jogo de Whack-A-Mole de apostas elevadas. A supressão do notório mercado de drogas criou um vácuo para aspirantes a ciber-criminosos, no novo site chamado “Agora”, que já ultrapassou o Silk Road em termos de listagens. “Agora” começou em 2013 e está acessível a usuários que se camuflam, usando o navegador anônimo Tor. Os seus clientes podem comprar ou vender qualquer número de artigos ilícitos – drogas, armas, serviços ilegais (apesar de o site ter “regras de mercado” que proíbem venenos, pornografia infantil, imagens macabras, “armas de destruição em massa” e “assassinatos ou outros serviços que consistam em lesar terceiros”) – usando bitcoin como moeda.

Já existem mais de 16.000 listagens no Agora, de acordo com o novo relatório da Digital Citizens Alliance, um grupo de investigação criminal dos EUA. Esta popularidade é suficiente para fazer do Agora um mercado negro mais popular que o Silk Road 2.0, que nasceu e cresceu após o FBI ter desmantelado o original e ter prendido o seu fundador, Ross Ulbricht, em outubro do ano passado.

Estatísticas incluídas no Digital Citizens Alliance revelam que fechar o Silk Road abriu espaço para a existência de outros sites na Deep Web (parte da internet que não pode ser achada por buscadores como o Google), aquela área da internet apenas acessível utilizando o browser Tor. Entre 29 de janeiro de 2014 e 22 de agosto de 2014, o número de listagens de drogas nas dezenas de sites da Deep Web, passou de 32.029 para 46.906. No mesmo período, o número total de listagens passou de 41.207 para 65.595.

Esta procura é refletida numa pesquisa global sobre drogas que examinou a atividade entre novembro e dezembro de 2013. Os investigadores inquiriram 80.000 pessoas de todo o mundo, concluindo que 22% dos inquiridos já tinham comprado drogas online, e quase metade desses tinha feito isso pela primeira vez.

Não é difícil adivinhar porque é que, mesmo com a crescente procura de drogas online, os clientes estão abandonando a Silk Road. Dread Pirate Roberts, a identidade online do fundador, pediu aos usuários publicarem longos depoimentos, apelando ao sensível sentimento de revolta, comum entre os utilizadores da Deep Web. “Escreva uma história com cada item que compra aqui”, bradou uma mensagem na página inicial da Silk Road. “Silk Road não é um mercado. Silk Road é uma revolução global. A ideia da liberdade é imortal”.

A ideia de liberdade acabou escondendo muitos assassinos profissionais e pedófilos atrás de imagens e vídeos que o FBI fechou o mercado. Desde então, o site sofreu ataques de hackers, levando os seus usuários reclamarem por bitcoins roubados.

Como o Silk Road, que obteve o seu nome das antigas rotas comerciais da Ásia, o Agora obtém também a sua identidade através da história. “Agora” refere-se a um local central de encontros no centro das cidades-estado gregas, onde prosperava a vida artística, espiritual e política.

A revista Wired notou que Agora está ganhando a fidelidade dos seus usuários se mantendo discreto. Os utilizadores apenas podem entrar no site por “códigos-convite”, o que passa a impressão de que as autoridades não estão dentro do site. Curiosamente, a capacidade de o FBI conseguir acesso a estes códigos e corromper o software Tor não parece ser de grande preocupação nos fóruns, onde o Agora é comparado com o seu antecessor.

Agora parece destinado a ultrapassar o Silk Road 2.0 como o maior mercado da Deep Web, com base no número de drogas listadas” explica no relatório Adam Benson, diretor de comunicações da Digital Citizens Alliance. “Tal como no resto da Internet, os usuários da Deep Web são muito rápidos e mudam para novas coisas se afastando daqueles produtos e sites que parecem obsoletos e antigos. Talvez tenha chegado o fim do Silk Road”

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