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News & Trends - page 200

Máfia italiana transforma zona rural em depósito de lixo

em Mundo/News & Trends/Política por
Foto: Reprodução
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A Zona Rural ao redor de Nápoles era conhecida como “felix”, ou seja, abundante e feliz. É considerada uma das áreas mais férteis da Itália. Mas esse cenário está prestes a mudar. A máfia local, conhecida como Camorra, transformou os campos de alta produtividade verdejante em depósito de lixo do país. Devido ao excesso de lixo queimado, a área começou a ser chamada de “a terra do fogo”. As chamas emitem um cheiro desagradável e tóxico. Essa queima de lixos ilegais é letal para o meio ambiente e seres humanos. A fumaça pode ser vista em todos os momentos, especialmente à noite, quando os criminosos que acendem as fogueiras podem escapar despercebidos.

As fogueiras no final das estradas rurais dificultam o acesso nos arredores de aproximadamente 50 cidades espalhadas entre Nápoles e Caserta, onde os lixos ficam amontoados nas ruas por causa da disputa de gestão dos resíduos e do trabalho escravo.

A máfia se infiltrou nos consórcios que lidam com a remoção de resíduos em quase todas as cidades. Impondo preços elevados para a remoção de lixo e até mesmo empregando trabalhadores fáceis de controlar. Fazendo isso, a Camorra ganha em dois sentidos: garante o negócio legal de lixo e mantém os italianos frustrados nas mãos, eliminando os negócios ilegais controlados pela Camorra.

O lixo já foi encontrado enterrado em estradas, lagoas, e em poços de 100 metros de profundidade, contaminando os campos e envenenando os produtos agrícolas.

O inferno administrado pela Camorra e outros grupos criminosos já contam com mais de 220 hectares, transformando a coleta de lixo ilegal em um das suas maiores fontes de renda. “Monnezza (lixo) é ouro” – disse Nunzio Perrell , um famoso informante da máfia, aos juízes em 1992.

Este novo movimento foi apelidado de “eco-máfia”, porque estão saqueando o meio ambiente para ganhar muito dinheiro: US$ 1.4 bilhões em 2012, de acordo com a Itália lobby ambientalista Legambiente.

A disposição legal de resíduos perigosos é mais caro do que o de lixo normal e pode custar até US$ 826 por tonelada. A Máfia oferece baixo custo, serviços de eliminação de resíduos por meio de trabalhadores ilegais e evita os impostos através da lavagem de dinheiro.

A devastação, que já se arrasta há anos, recentemente se espalhou para mais aldeias, provocando protestos em massa, a indignação pública, provoca dúvidas sobre os produtos premium da Itália – incluindo queijo mussarela e tomates San Marzano – se estão contaminados.

Os produtores de mussarela registraram uma queda de 30 por cento nas vendas em novembro, totalizando uma perda de  27.500 mil dólares .

“Isso tudo é uma má publicidade para produtos da Itália”, disse Raffaele Lettieri, prefeito de Acerra . “A reputação dos nossos legumes é um golpe não só na economia local, mas também na imagem global da Itália”.

“Meus amigos que vivem no exterior já pararam de comprar produtos made ​​in Italy. Mais de 1.500 famílias de agricultores vivem nesta terra e todos os dias saem às ruas para protestar”. Lettieri conseguiu reduzir a metade do número de incêndios, apertando os controles e aumentando as patrulhas policiais.

Em Acerra, existe uma força-tarefa abrindo os sacos de lixo abandonados em busca de  evidências para rastear os criminosos. Um site publica fotos de transgressores apresentados pelos habitantes locais e alerta sobre os novos incêndios, enquanto um aplicativo direciona as autoridades para o local que o lixo foi abandonado.

Até agora foram identificados três grupos de culpados: empresas especializadas que queimam borracha para extrair o fio de cobre; pequenas empresas e artesãos que violam normas de produção, empregam trabalhadores ilegais e descartam ilegalmente seus subprodutos tóxicos, e os indivíduos autodestrutivos que queimam o lixo para chamar a atenção.

As queimas de lixo estão deixando os italianos doentes.

“Muitos dos meus amigos jovens morreram, e o número de pessoas doentes aumentou drasticamente”, disse Vincenzo Cenname, prefeito de Camigliano. Não há dados precisos, mas as autoridades de saúde italianas calcularam que as cidades com a maior concentração de depósitos ilegais têm as maiores taxas de mortalidade infantil,  aumentando os tipos de malformações no nascimento, e fazendo as taxas de câncer crescer em até 20 por cento.

Nos últimos 22 anos, mais de 10 milhões de toneladas de lixo foram jogados e incendiados nos campos. Um total de 82 investigações foram conduzidas em 443 empresas e mais de 900 mafiosos foram presos, disse Legambiente.

Em 1997, o informante Carmine Schiavone testemunhou que a máfia Camorra despeja va 800.000 toneladas de resíduos em todo o reduto da máfia Casal di Principe. “Em 20 anos, todos podem correr o risco de morrer de câncer”, disse ele .

Um ação tardia está sendo tomada. Em 3 de dezembro, o governo italiano aprovou o decreto Terra de Incêndios, introduzindo penas mais severas – de até oito anos de prisão – para aqueles que atearem fogo ilegalmente nas terras.

Haverá um mapeamento completo nos campos para identificar os que foram contaminados pelos incêndios. Esses campos serão isolados dos mais saudáveis. O decreto também aloca US$ 826.000.000 para limpar aterros ilegais e propõe a implantação de uma base militar para acabar com as queimas ilegais.

“Nós não podemos esperar para impor sanções mais rigidas”, disse Lettieri . “Queima de resíduos é um crime contra a humanidade. É mortal”.

“A eco-máfia não são bandidos que andam por aí armados, mas eles querem ganhar dinheiro fácil à custa do meio ambiente e da saúde das pessoas”, disse Cenname. “Muitos cidadãos ainda não têm uma consciência civil e, desde que o bem comum não faz parte do seu DNA , as coisas nunca vão mudar”.

(c) 2014, Newsweek. All rights reserved

Intérpretes lutam para receber royalties nas rádios norte-americanas

em News & Trends por

Você pode determinar um preço para o “respeito”? Provavelmente não é zero. No entanto, ironicamente, a versão de Aretha Franklin nunca rendeu um centavo para a cantora em décadas nas rádios americanas.

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Franklin não está sozinha, a empresa elite inclui Whitney Houston por seu cover de Dolly Parton “I Will Always Love You” e Jeff Buckley pela sua versão de Leonard Cohen “Hallelujah”. Devido a um precedente legal que as mantêm firme, apesar de décadas de protesto, as estações de rádio AM-FM dos EUA são obrigadas a pagar somente os escritores das músicas, não os intérpretes.

Ao resistir a pagar os artistas pela transmissão, os EUA são os únicos democráticos.

Agora, uma organização voluntária de artistas recém-criada – chamada The Content Creators Coalition – visa mobilizar seus fãs para mudar a situação.

“Eu acho que várias pessoas não estão cientes da situação”, diz Ruen, que organizou um evento que acontecerá em Nova Iorque para levantar patrocínios musicais. “Esses pagamentos – na maioria pequenos valores – que os artistas e músicos de estúdio estão perdendo pode fazer a diferença para que alguém seja capaz de continuar a sua carreira e viver uma vida digna”.

O evento gratuito vai contribuir para que os fãs assinem uma petição online e pressionem o Congresso a aprovar um projeto de lei que garanta os direitos de um intérprete em rádios comerciais.

O sistema de pagamento é complexo, de acordo com os dados da SoundExchange, uma organização sem fins lucrativos que distribui royalties digitais. Os serviços seguem estruturas diferentes, de distribuição de frações de centavo por fluxo. Além disso, alguns serviços pagam por faixas gravadas antes de 1972 – a proteção dos direitos autorais foi alcançada nesse ano e aplicada às canções – e têm sido processados por artistas e grupos de defesas.

Uma coisa permanece constante: o argumento do chefe da rádio comercial contra os royalties dos intérpretes. “O valor promocional de rádio local é tão extraordinário que gera enormes receitas para os artistas e gravadoras”, disse Dennis Wharton, vice-presidente executivo da National Association of Broadcasters, uma organização sem fins lucrativos que representa as redes de rádio, incluindo o Clear Channel. “Uma taxa que seria ligada as estações de rádio para além dos honorários do compositor que pagamos, poderia ter um impacto financeiro negativo na rádio local”, explica Dennis.

A indignação dos artistas aumenta, pois eles estão perdendo royalties também no exterior. Já que os artistas estrangeiros não são pagos pelas rádios dos Estados Unidos, esses países, muitas vezes, se recusam a pagar os artistas norte-americanos. “Eu saio em turnê principalmente na Europa, minha música toca principalmente lá. Também tenho uma turnê na América do Sul e no Japão. A partir de hoje esses royalties estão sendo retidos, mas, se fossem pagos, fariam a diferença na minha vida”, declara Ribot.

© 2014, Newsweek

Existe vida após a morte cerebral?

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por
Foto: Reprodução
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Dos muitos males que o corpo humano pode sofrer, o dano cerebral é um dos mais devastadores – e confuso. Quando uma pessoa sofre uma lesão cerebral traumática e fica incomunicável, médicos e parentes enfrentam uma das questões mais confusas da medicina: como sabemos se a pessoa ainda está lá? Quando o corpo é apenas um corpo?

Essas perguntas ficam ainda mais complicadas de responder quando os cérebros de alguns pacientes em estado vegetativo parecem reconhecer os rostos dos familiares.

Um paciente com danos cerebrais pode viver por meses e até anos, no limbo: seus olhos se abrem e a pessoa pode dormir e acordar no que parece ser um ciclo normal da vida, mas ela não tem interações significativas e não mostra consciência do que acontece ao seu redor. Os médicos chamam esse período de “estado vegetativo persistente”, ou seja, estar acordado sem saber. Em alguns casos, é improvável que o paciente irá se recuperar e se por acaso isso acontecer, provavelmente a pessoa poderá ter deficiências físicas e neurológicas bem graves. Não é o que a maioria de nós chamamos vida.

Quando alguém entra em estado vegetativo, uma questão moral e ética é levantada gerando um debate muitas vezes amargo e dolorido: até quando devemos manter o corpo do paciente no piloto automático?

Esse debate tem se intensificado nos últimos anos, pois alguns estudos descobriram exemplos marcantes de pacientes vegetativos que parecem ser capazes, em algum nível, de se comunicar. A Dra. Karen Hirsch, neurologista e neurocirurgiã do Centro Médico da Universidade de Stanford, disse à Newsweek que “com a mudança de paradigmas da imagem e outras técnicas, estamos aprendendo que talvez algumas dessas pessoas têm consciência”.

Usando uma ressonância magnética funcional, os pesquisadores de Tel Aviv analisaram o cérebro de indivíduos em estado vegetativo e estado normal. Primeiramente mostraram a eles fotos de estranhos, e, em seguida, imagens de rostos familiares. As atividades celebrais dos pacientes vegetativos igualou a dos indivíduos saudáveis.

Os estudos estão avançados e pesquisadores da Universidade de Cambridge  descobriram que os pacientes vegetativos não só poderiam responder a estímulos, como também responder às perguntas com “sim” ou “não”.

A Ocidental University do Canadá apresentou resultados semelhantes. Baseados em estudos realizados alguns anos atrás na Grã Bretanha e Bélgica, onde alguns pacientes em estados vegetativos foram “ensinados” a visualizar duas cenas específicas: uma mostrava eles jogando tênis, e a outra, mostrava o paciente em algum lugar familiar.

Os pesquisadores afirmam que um paciente foi capaz de usar essas duas cenas como análogos para ” sim” e “não”. Quando perguntado, por exemplo, ” o nome do seu pai é Alexander?”, O paciente era supostamente capaz de visualizar a cena e responder corretamente.

Existem algumas ressalvas sobre esses estudos. Em Cambridge, o paciente repetiu as palavras “sim” e “não” 5.400 vezes para o cérebro conseguir dar “atenção” as perguntas. A mesma coisa aconteceu com o estudo canadense: apenas um dos 21 pacientes estudados mostraram capacidade de responder as perguntas.

Estes dois pacientes podem apenas ser dados desviantes, casos em que as demissões aleatórias de um cérebro primitivo imitam a forma como o cérebro humano em pleno funcionamento deve trabalhar. “Honestamente, a maioria dos pacientes não têm qualquer função subjacente”, disse Hirsch.

É preciso, no entanto, de um teste confiável para dizer aos médicos quais áreas do cérebro estão ativas.

“Devemos ser otimistas sobre estes estudos, mas precisamos proceder com cautela”, disse Hirsch. “Só porque vemos de cima as luzes das áreas do cérebro, não quer dizer que sabemos o que a consciência do paciente diz, se existe processamento ou qualquer tipo de contexto significativo da particularidade da pessoa”. Em outras palavras, poderia ser apenas uma primitiva de resposta a estímulos. No entanto, as implicações são intrigantes. O rastreamento das ativações cerebrais emocionais podem ajudar os pacientes vegetativos  a responderem os tratamentos experimentais e a se recuperarem melhor. “Além disso, “estímulos” visuais, e principalmente emocionais, também podem ser uma maneira de “faísca” do cérebro, mesmo em pacientes não responsivos com lesões cerebrais graves”, disse à Newsweek  – O Dr. Ageu Sharon, pesquisador do Centro de Cérebro Funcional da Universidade de Tel Aviv e principal autor do estudo. Essa linha de pesquisa poderia resolver um dos problemas mais difíceis de cuidados intensivos neurológico: determinar quando devemos continuar prestado assistência médica e quando devemos parar. “Se pudéssemos nos comunicar de forma eficaz com o paciente, talvez pudéssemos simplesmente perguntar se ele quer continuar a viver. No entanto, “ainda estamos muito longe de se comunicar com os pacientes, de tal maneira”, disse Sharon.

Entretanto, não podemos confiar na ciência para tomar essas decisões. “É importante ter o tabu e estigma de falar da lesão cerebral, trazendo para o primeiro plano das conversas que temos com os entes queridos”, disse Hirsch.

O que esses estudos também mostram é que a ética e a moral são pessoais, e os parâmetros do que significa a “vida” são tão mal definidas na ciência como na filosofia e na arte.

(c) 2013, Newsweek.

Irregularidades da indústria farmacêutica indiana preocupam autoridades mundiais

em Mundo/Negócios/News & Trends por
Foto: Reprodução
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As empresas indianas de medicamentos genéricos exportaram o valor  4.200 milhões dólares em produtos para os Estados Unidos no ano passado, e a demanda está aumentando. Por outro lado, aumenta também as preocupações sobre a segurança destes medicamentos, sendo que autoridades norte-americanas e britânicas tomaram uma série de medidas contra as importações de tais medicamentos da Índia, que inclui a emissão de cartas de advertência e alertas de importação para várias instalações de fabricação de remédios para empresas como a Ranbaxy, Strides Arcolab e Wockhardt.

Em maio deste ano, a Ranbaxy, uma das maiores empresas farmacêuticas da Índia, se declarou culpada de sete acusações criminais, entre elas, da falsificação de dados clínicos e distribuição de medicamentos adulterados nos Estados Unidos – crimes totalmente sem precedentes na indústria farmacêutica, e pela qual pagou multas e acordos totalizando um recorde de US $ 500 milhões. No entanto, os reguladores de medicamentos estaduais e federais na Índia não tomam nenhuma ação.

Nos estados como Gujarat, Kerala e Tamil Nadu, as autoridades encontraram centenas de amostras de medicamentos que não passaram nos testes de qualidade, mas o número de pessoas presas ou drogas apreendidas permanece zero. Foram analisadas mais de 6 mil amostras de medicamentos adquiridos em farmácias e lojas em toda a África e Ásia, sendo que quase a metade era oriundo da Índia, muitos dos quais se encontraram fora de padrão.

Acredita-se que o principal problema da Índia agora é que o nacionalismo substituiu proteção da saúde como princípio orientador na regulação de medicamentos. Um exemplo que pode ser citado se refere ao fato encontrado em medidas de nivelamento de preços da Índia. Enquanto estes têm a intenção de manter as empresas estrangeiras fora do mercado indiano para tornar os medicamentos essenciais a preços acessíveis para os cidadãos indianos.

Na verdade, até mesmo os fabricantes de medicamentos locais da Índia estariam se queixando de que eles não podem fazer remédios para o padrão de qualidade adequado a preços exigidos pelos contratos com o governo, impossibilitando a geração de lucros suficientes para a realização de pesquisas e desenvolvimento. Por isso, o governo teria respondido com a isenção a novos remédios a partir dos controles de preços por cinco anos, caso eles sejam o resultado de uma inovação indiana.

O Parlamento indiano reconhece a falta de competência dos reguladores indianos para supervisionar a qualidade dos medicamentos e publicou dois relatórios contundentes sobre ele nos últimos dois anos.  Mas muito pouco tem sido feito para resolver o problema. Além disso, a recente decisão da Suprema Corte da Índia de suspender 157 estudos clínicos aprovados pelo regulador indiano não inspira confiança na revisão científica ou no processo de tomada de decisão da regulamentação.

(C)2013, Newsweek

Criacionismo X Evolucionismo: o que os livros didáticos ensinam?

em Mundo/News & Trends por
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Da próxima vez que o seu filho estiver em outro quarto, dê uma olhada nas apostilas de ciências dele. É possível eles afirmarem que a evolução é apenas uma teoria e o aquecimento global é bem discutível. Nos Estados Unidos, por exemplo, professores estão autorizados a ensinar criacionismo – juntamente com a evolução – e discutir os dois lados do aquecimento global.

Em 2013, nove projetos de lei anticiência foram introduzidos em sete estados. Os legisladores em todo o país entraram com cerca de 50 projetos nos últimos 10 anos, declarando que a evolução seja uma ideia “controversa”, cujo lado oposto, o criacionismo, deve ser ensinado no interesse da liberdade acadêmica.  Os autores dos projetos de lei dizem que tal modelo ajudará os alunos a desenvolver habilidades do pensamento crítico e a responder de forma adequada e respeitosa as diferenças de opinião sobre questões

Grande parte dessa legislação pode ser desnecessária, pois aproximadamente 25 por cento dos professores de biologia do ensino médio das escolas públicas em todo o país dão aulas sobre o criacionismo, e quase metade desses professores apresenta a teoria como um estudo cientificamente crível, de acordo com um estudo nacional em 2008. Esses números refletem a crença popular: uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center, em 2013, descobriu que 33 por cento dos adultos norte-americanos acreditam que os seres humanos sempre existiram na sua forma atual. Dos 60 por cento que acredita que os seres humanos evoluíram ao longo do tempo, 24 por cento das pessoas pensavam que a evolução era “guiada por um ser supremo”.

O ensino da ciência do clima parece ser “comparavelmente terrível”, diz Glenn Branch, vice-diretor do Centro Nacional da Educação Científica. Cerca de 36 por cento dos professores do jardim de infância até o terceiro ano no ensino médio que aborda a mudança climática nas aulas, diz ensinar “ambos os lados” do problema, já que, por lei, é exigido que 5% das instituições ensine as duas teorias, de acordo com uma pesquisa da National Earth Science Teachers Association, em 2011. Apesar de haver 97 por cento de consenso entre os cientistas sobre as mudanças climáticas, os outros 3 por cento – alguns dos quais afirmam que a Terra está ficando mais fria – tende a obter financiamento para investigações importantes sobre empresas de carvão e de petróleo, como a ExxonMobil.

Parece estranho que os educadores sejam tão propensos a ir contra a corrente da comunidade científica sobre a mudança climática, até você ler as apostilas deles. Esse material, usado muitas vezes para determinar a grade curricular da turma, também incorpora a entrada de indústrias que se opõem à ideia da mudança climática. A razão nos leva profundamente ao coração do Texas que é o maior estado do mercado de livros didáticos do país. O restante dos alunos, portanto, geralmente não tem outra escolha, a não ser ler os livros aprovados pelo conselho escolar centralizado no Texas.

Isso significa que alguns texanos estão decidindo o conteúdo programático de toda a rede pública de ensino dos EUA. Quando o Texas Board of Education realiza audiências sobre a adoção de manuais escolares, qualquer um pode se posicionar sobre o processo de aprovação. Em uma audiência recente, Becky Berger, um geólogo de mineração e petróleo, se opôs ao rascunho do livro didático de Ciência Ambiental do ensino médio, publicado pela Houghton Mifflin Harcourt. Berger disse que o livro culpou injustamente a indústria de petróleo e gás pela poluição e, consequentemente, o aquecimento global. Acrescentou ainda que não havia nenhuma menção sobre a desvantagem das fontes renováveis ​​de energia. A editora foi forçada a adaptar a apostila para ganhar a aprovação do conselho: agora o material menciona que a energia eólica, normalmente gerada no campo, não pode ser facilmente transferida para as áreas urbanas.

Há uma série de fatos científicos que ofendem os críticos. “Você precisa ter muito cuidado na hora de dizer que a era do gelo ocorreu há milhões de anos”, diz Dan Quinn, porta-voz da Texas Freedom Network, um grupo de vigilância. “Em muitos livros didáticos, ela foi alterada para um passado distante”. Isso ocorre porque alguns criacionistas acreditam que a Terra tem só seis mil anos de idade.

Quando você estiver folheando os livros de ciências do seu filho, atente para os capítulos e as passagens sobre a evolução e as mudanças climáticas. Você pode achar expressões tais como “muitos cientistas acreditam que”, “a maioria dos cientistas”, ou “alguns cientistas afirmam”. Isso incomoda Quinn, ele insiste que a ciência deve permanecer fora dos limites da opinião. “É como dizer que ‘muitos cientistas aceitam a gravidade’”.

A editora Houghton Mifflin Harcourt se recusou a comentar sobre a influência que as pessoas têm a respeitos do conteúdo dos livros didáticos.

Embora o ensino da evolução possa suportar esses desafios, o aquecimento global é muito mais vulnerável, porque não tem proteções constitucionais.

© 2014, Newsweek.

A nova estratégia dos leilões

em Mundo/News & Trends/Tecnologia e Ciência por
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O principal concorrente do mundo da arte estabeleceu um novo recorde mundial. A casa de leilões Christie anunciou que em 2013 vendeu 7,1 bilhões de dólares, o maior número até hoje durante 248 anos de história das casas de leilões. Segundo informações, o dinheiro nunca fluiu tão rápido nas salas de leilões como em 2013. No ano passado, a empresa realizou os seus primeiros leilões em Xangai e Mumbai para manter o ritmo com a demanda de arte high-end da nova elite global.

Em novembro, em seu leilão de arte pós-guerra, em Nova York, a casa ganhou as manchetes globais por vender um tríptico de Francis Bacon por 142,4 milhões de dólares, vendendo naquela noite aproximadamente US$ 700 milhões.

Mas a história real não se passa dentro das salas de leilão feitas de tijolos e argamassa, mas sim dentro das salas digitais. Este ano, a Christie investiu milhões na construção da sua plataforma digital, com 49 salas on-line funcionando, um salto de 700 por cento comparado ao ano de 2012.

Licitantes on-line arrecadaram US$ 20,8 milhões em vendas, e atraiu 20,6 milhões de visitantes para o site da Christie. Agora, a empresa planeja um esquema global com leilões digitais em mandarim e outras línguas. Esta semana, a revista Newsweek falou com o CEO da Christie, Steven P. Murphy sobre o notável ano de sua empresa, seus planos para o futuro, e o que o mantém acordado à noite .

Newsweek: Como você fez tanto dinheiro?

Steven Murphy: Você sabe como James Carville diz: “É a economia, estúpido”  Eu digo: “É a arte”. Não ficar muito preso no mecanismo de um mercado e não esquecer uma coisa: o que vende é Warhol e Picasso, e um par de alabastro carpideiras do século 15… Nós trouxemos um lindo retrato de Rembrandt para Xangai que foi visto durante três semanas, o lance inicial no leilão foi de um novo comprador chinês, que nunca tinha usado a Christie antes. No final, foi comprado por um britânico, mas o lance entre os dois elevaram o preço, até porque ambos queriam o retrato. E essa é a beleza do leilão.

Newsweek: Você veio das indústrias da música e publicação. Como essa experiência o ajudou a navegar pelo mundo do leilão?

Murphy: Esta é uma empresa criativa. Não é uma empresa de cinema, não é uma editora, mas como aquelas indústrias que exige um salto de fé e que a sua equipe tenha os olhos na arte. A questão é, você acredita na arte? Você acredita que o Warhol vai ganhar mais de US $ 40 milhões de dólares? E você não sabe o que é certo até que o martelo do leilão desce.

Newsweek: No ano passado, 30 por cento de seus compradores eram novos e fizeram parte dos 22 por cento das vendas globais. Da onde vem esse crescimento?

Murphy: Em média, 45 por cento das vendas on-line são de novos clientes da Christie. O esforço agora é convertê-los para os clientes da Christie normal. Acreditamos que conseguimos nos últimos dois anos, porque temos mais do tipo certo de compradores do que ninguém.

Newsweek: Este ano, Christie vendeu um Apple-1 por cerca de US$ 400.000 em um leilão on-line. Qual a importância do mercado de arte on-line daqui para frente?

Murphy: Eu adoro o valor metafórico do primeiro ano de leilões on-line sucedendo na venda de um computador Apple. A geografia on-line que estamos entra em uma nova fronteira para todos. Por que o mundo da arte deve ser diferente dos filmes, músicas, editoras e jornais e revistas, ou de qualquer outra indústria criativa?

Newsweek: Historicamente você teve apenas um concorrente, a Sotheby. Com o sucesso dos leilões on-line, quem você vê como a sua futura concorrente?

Murphy: É o que me mantém acordado à noite, assim como nós estamos fazendo, eu quero ter certeza de que estão se movendo rápido o suficiente para o mercado on-line.

Newsweek: O que você espera de 2014?

Murphy: Em dois anos, vamos ter leilões em Xangai e leilões on-line em chinês.

Newsweek: A Christie foi inaugurada em Xangai, e os compradores chineses correspondem por 22 por cento das vendas globais. Você está preocupado com a nova frugalidade chinesa?

Murphy: O número de compradores interessados ​​cresceu muito, e é nosso trabalho permanecer conectados com eles.

Newsweek: Olhando para trás, o que você aprendeu em 2013?

Murphy: 2013 foi um ano muito exigente….Abrimos em dois mercados….Foi como escalar uma montanha – você faz o acampamento na base 3, olha para o pico e vai, “Oh minha palavra. Ok, vamos lá.”

© 2014, Newsweek.

Existe um divórcio divertido?

em Cultura e Entretenimento/Educação e Comportamento/News & Trends por
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Primeiro vem o amor, depois o casamento, e então – uma grande festa de divórcio?

Os organizadores de eventos anunciam o serviço em quase todas as grandes cidades e em sites como o divorcepartyideas.com. O conteúdo dos serviços vai desde jogos para brincar com o divórcio até presentes eróticos (os chamados adult toys). Talvez por refletir que os casamentos são todos sobre a noiva, a maioria das festas de divórcio é voltada para as mulheres. Os próprios organizadores desses eventos dizem que os pedidos vêm majoritariamente de mulheres.

Jana Peters, a gerente da comunidade chamada Display Group, uma empresa de produção de eventos com sede em Detroit, tem notado um crescente interesse em fazer as festas de divórcio. “Essas celebrações ainda não têm a natureza competitiva dos casamentos”, disse Peters. Devido à natureza dolorosa do divórcio, ela não previu que houvesse uma mudança tão cedo. Ainda assim, o rápido aumento da demanda levou a especular que “elas podem se tornar tão comuns quanto uma festa de noivado”.

Richard O’Malley, um produtor de evento especial que trabalha em Nova York e em Nova Jersey, concorda que os eventos ainda não são tão comuns ou caros, como casamentos, mas vê uma tendência cada vez mais elaborada – e cara – das festas de divórcio. “Eu tive um cliente que optou por dar um ‘casamento reverso’ para celebrar seu divórcio. Foi muito diferente; ela fez uma cerimônia na qual ela ‘voltava’ para o pai. A recepção foi um jantar com direito a dança e um discurso de sua dama de honra. Ela chegou a dar aos convidados as fotos dos presentes que havia ganhado no casamento original, de modo que eles pudessem ‘recebê-los de volta’, também.”

“Apesar de tudo, ela provavelmente gastou cerca de 25 mil dólares no evento. E o valor não inclui o custo da nova Harley que ela saiu em disparada após a recepção com um frase ‘recém divorciada’ nas costas”, conta o produtor ao revelar que a maioria das festas de divórcio varia entre 2 mil a 10 mil dólares.

Mesmo uma festa de divórcio barata pode parecer extrema para alguns, ao considerar que um divórcio pode ser caro. A advogadoa de Direito de Família, Bari Zell Weinberger, proprietária e sócia-gerente da Weinberger Law Group, em Nova Jersey, diz que mesmo amigável, os divórcios não contestados podem custar milhares de dólares ao casal.

“Para muitas pessoas, uma festa de divórcio pode servir como um marcador de uma importante transição de uma relação que não deu certo para um lugar de oportunidade”, diz Jonathan Alpert, psicoterapeuta e autor do livro Be Fearless: Change Your Life in 28 Days. Ele acrescenta que muitos de seus clientes que deram festas de divórcio estão procurando uma maneira simbólica para seguir em frente. “Em geral, o impacto emocional é positivo: as pessoas estão cercadas pelo apoio dos amigos, desfrutam de uma boa comida , bebidas e diversão. Elas experimentam uma espécie de catarse depois de um período muito difícil em suas vidas”, Jonathan explica.

Jen Kelman, especialista em relacionamento, discorda do posicionamento do psicoterapeuta Jonathan Alpert. “Muitas vezes, as festas de divórcio dão uma sensação de liberdade recém-descoberta, bem como o desejo de ‘mostrar’ isso ao ex-cônjuge, as quais não são formas positivas de seguir em frente, na minha opinião”. “Para muitas pessoas, eu acho que as festas de divórcio são uma tentativa de provar a todos que elas estão bem, mesmo que elas não estejam. Essa sensação de liberdade, em outras palavras, pode ser prematura e não é totalmente confiável”, comenta Jen Kelman.

Alpert e Kelman concordam que as festas de divórcio não são uma boa ideia quando as crianças estão envolvidas. “Um divórcio pode ser bom para o casal, mas é uma grande ruptura na vida de uma criança”, diz Alpert. “Não transforme a festa em uma possível situação desconfortável para o seu filho.”

Claro que existem outros jeitos menos caros de “celebrar” o divórcio. Alpert recomenda que os pacientes se livrem de objetos que remetam ao casamento – fotos, cartas de amor, lembranças, etc.

Depois de um divórcio doloroso e inesperado, Tomi Tuel – analista de orçamento do estado da Califórnia e autora do livro 101 Things I Learned After My Divorce (101 Coisas que eu aprendi depois do meu divórcio) – diz que quando o divórcio se tornou decisivo, ela foi para casa e escreveu dezenas de palavras pouco educadas sobre o ex nas paredes do banheiro. Então, depois de algumas lágrimas e um brinde de suco de laranja para si mesma, ela pintou as paredes novamente e cobriu todas as emoções negativas, literal e figurativamente.

Considerando o quão dolorosos mesmo os divórcios mais amigáveis ​​podem ser, a escala Holmes-Rahe de classificação de ajustamento social classifica o divórcio como o segundo evento da vida mais estressante que alguém pode suportar, superado apenas pela morte de um dos cônjuges. As comemorações como a que Tomi Tuel fez continuam sendo a melhor maneira de celebrar o divórcio.

Ou a forma mais antiga: tomar um porre.

© 2014, Newsweek.

Escassez de cérebros para estudos pode atrasar a neurociência

em News & Trends/Tecnologia e Ciência por

Lea Shmoldas perdeu a capacidade de pintar, malhar, escrever ou até mesmo controlar suas funções corporais. Antes de morrer, Lea tomou sua decisão final: iria doar seu cérebro para a ciência.

Foto: Reprodução
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Não existe cura para a atrofia de múltiplos sistemas, uma doença com sintomas semelhantes aos de Parkinson. É extremamente rara, pois afeta cerca de quatro em cada 100 mil pessoas, de acordo com um relatório na revista Brain. Também não há nenhuma causa clara.

Seu marido, John, garantiu que Lea tinha feito a escolha certa, uma vez que seu cérebro poderia ajudar a resolver esses mistérios. “Se eles podem ajudar a evitar as circunstâncias que nos encontramos, então é a coisa certa a fazer”, disse Jhon.

Aos 65 anos, Lea já não conseguia engolir o iogurte que continha os comprimidos, mesmo em pequenas partes. Ela lutou para respirar – nos minutos finais de sua vida – e quando deitou-se na cama, John chamou seus dois filhos. Ela não tinha muito tempo, Jhon disse a eles. Logo após a meia-noite, John acordou para virar o corpo de Lea para o outro lado. Com um toque, ele já sabia.

Em poucas horas, o serviço de coleta de autópsia do Laboratório de Neuropatologia na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, chegou para pegar o corpo de Lea.

“É lamentável a pequena quantidade de cérebros que temos para estudar as doenças do desenvolvimento neurológico, como o autismo e outros raros distúrbios como a síndrome de DiGeorge”, disse Thomas R. Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental, que recentemente lançou o NeuroBioBank Humano para aumentar a coleta de tecido cerebral.

A taxa de autópsias físicas nos EUA caiu mais de 50 por cento nas últimas quatro décadas para cerca de 5 por cento, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Os hospitais eram obrigados a cumprir uma taxa de autópsia de 20 por cento, mas agora a maioria dos corpos não é estudada, a menos que os corpos sejam alvo de investigações ou se o paciente explicitamente solicitou.

Muitos pacientes pensam que a ressonância magnética e a tomografia computadorizada podem revelar aos médicos o suficiente sobre o corpo e o cérebro. Além disso, com os exames de neuroimagem e da crescente popularidade das “autópsias virtuais”, os cientistas podem evitar cortes de partes do corpo para o bem do paciente e da família.

Mas alguns estudos têm demonstrado que a tomografia computadorizada e a ressonância magnética não captam – através do scanner – causas comuns de morte súbita, que são facilmente identificáveis ​​em autópsias normais.

Segundo Thomas Insel, os bancos físicos de cérebros serão fundamentais para o Obama´s BRAIN Initiative, do presidente Barack Obama, um projeto nacional lançado em 2013, reunindo os principais pesquisadores que procuram entender a ligação do cérebro e como ele dá origem ao comportamento humano.

O projeto é em grande parte focado em neurotecnologias mas também envolve trabalhar com o tecido humano, segundo Thomas Insel.

Em março deste ano, o presidente propôs duplicar os fundos federais para a iniciativa BRAIN, de 100 milhões de dólares para 200 milhões de dólares. O impulso federal para destravar o que Obama chamou de “o mistério por trás dos 3 quilos de matéria que fica entre nossas orelhas” vem em um momento crucial para os pesquisadores.

Os EUA estão enfrentando uma escassez crítica de patologistas forenses, empregando metade dos mil profissionais – que seriam necessários -, de acordo com um relatório de 2012 do Grupo Médico de Trabalho Científico de Investigação de Morte. O salário é baixo e o trabalho pode ter uma grande carga emocional.

Resta um estigma associado a doar seu cérebro para a ciência, por ser um assunto muito difícil de se lidar, especialmente se a morte é inesperada, os membros da família realmente não querem que as pessoas estudem o corpo de um ente querido.

Em um artigo recente da revista Science, os pesquisadores do Instituto Salk e da Universidade de Virginia relataram que tinham estudado o DNA retirado de células do cérebro e descobriram que muitos neurônios tinham mutações.

Antes desta descoberta, os cientistas acreditavam que todas as células de um único cérebro compartilhavam o mesmo DNA. Poderiam estas mutações serem responsáveis por diferenças de personalidade? Poderia ser este o motivo pelo qual algumas pessoas são mentalmente talentosas e outras são doentes mentais? O estudo, segundo Thomas Insel: “nos lembra a todo tempo que não há materiais substitutos para o estudo do cérebro”.

© 2014, Newsweek.

Mercado de luxo: que tal uma viagem a bordo de um hotel aéreo?

em Mundo/News & Trends por

Considerar a ideia como um “novo conceito de hotel” não seria realmente preciso. Mas classificá-la como uma companhia aérea não está totalmente correto também.

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De acordo com o Four Seasons Hotels & Resorts, o novo Four Seasons Jet é o primeiro jato privado totalmente com uma identidade da indústria de hospitalidade.

Vislumbrar a volta da grandeza perdida da época de ouro das viagens aéreas com assentos artesanais de couro, além de uma cozinha inspirada no mundo dos grandes

O Four Seasons promete que os agentes de bordo, incluindo um concierge dedicado, irão garantir que cada um dos afortunados passageiros viva o melhor do luxo a 30 mil pés, como se estivessem verdadeiros hotéis.

“Levar o nosso lendário serviço aos céus é uma extensão natural do que estamos fazendo em nossos hotéis há mais de 50 anos”, diz Susan Helstab, vice-presidente executivo de marketing da Four Seasons Hotels & Resorts.

“O Four Seasons Jet proporciona inesquecíveis experiências. Ele fala ao nosso espírito pioneiro e as aspirações do moderno viajante de luxo de hoje em uma nova forma imaginativa”, comenta.

A cadeia de hotéis de luxo, com sede em Toronto, traz um Boeing 757 completamente adaptado. A empresa irá enfeitar a fuselagem do avião com o nome Four Seasons e pintar o seu logotipo na cauda.

Como a Boeing parou de produzir o modelo 757 de médio alcance com corredor único em 2005, um número estimado de 1.030 de um total de 1.050 ainda estão em serviço.

A maioria das companhias aéreas comerciais equipam os aviões com um mínimo de 200 lugares, embora o Four Seasons optou por apenas 52 em uma configuração 2-2.

A incursão na hospitalidade de alta altitude pode ser vista como uma extensão natural para a marca Four Seasons. A empresa está no ramo de viagens com jato particular desde 2012, quando lançou viagens que focavam exclusivamente em estadias nos 92 hotéis e em propriedades privadas da Four Seasons em todo o mundo.

Ao contrário de uma companhia aérea tradicional, a Four Seasons não aceita reservas para voos individuais. Em vez disso, os viajantes reservam longas excursões abrangendo várias semanas e diversos destinos.

As reservas atualmente, por exemplo, estão abertas para um roteiro de 24 dias, abrangendo 9 destinos pelo mundo em fevereiro de 2015. A viagem começa em Los Angeles e contempla “cidades dinâmicas, ilhas exóticas, maravilhas arquitetônicas e ambientes naturais inspiradores”.

Outras viagens programadas para o próximo ano a bordo do Four Seasons Jet incluem roteiros artísticos de 16 dias, por seis cidades, através de visitas aos centros de arte mais espectaculares da Europa; além de um segundo de 24 dias, em 9 destinos começando pela África, passando pelo Oceano Índico, Ásia e terminando na América do Norte.

Cada pacote inclui passagem aérea, transporte terrestre, excursões planejadas, refeições e alojamento em resorts da Four Seasons. Os preços para a viagem de estreia, em fevereiro, custam em média 119 mil dólares por pessoa para ocupação dupla e 130 mil dólares para quem viaja sozinho.

© 2014, IBTimes.

Conheça os benefícios do compartilhamento de produtos

em News & Trends/Tecnologia e Ciência por
Foto: Reprodução
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Por dois séculos, toda a questão da indústria gira em torno da produção de mais bens e veja o estrago que causou ao planeta.

Mas há um futuro econômico alternativo. A tecnologia vai nos permitir fazer algo que parece ser impossível: viver melhor, produzindo menos. A chave é otimizar tudo e novas empresas como a Airbnb e a Internet of Everything estão mostrando como isso pode funcionar.

Este tipo de otimização pode ter um enorme impacto sobre o meio ambiente, a ponto de os líderes mundiais precisarem se atentar a essas questões. Em abril, o Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudança Climática (IPCC) publicou um relatório terrível sobre o aquecimento global.

Pessoas de todos os lugares novamente apresentaram suas propostas sobre políticas de emissões e energia alternativa; embora nenhum deles tenha sugerido alguma tecnologia encorajadora que transforme a maneira como a sociedade pensa sobre o consumismo e a indústria.

A Airbnb recebe muita publicidade para o seu papel na economia de compartilhamento. Você tem espaço extra em sua casa ou apartamento? Essa empresa fornece um mecanismo para que você alugue para os viajantes, por exemplo. O CEO, Brian Chesky, acha que devemos enxergar uma implicação mais ampla de seu serviço.

Novos hotéis são construídos com base na demanda de pico, então uma cidade pode obter um crescimento quando, por exemplo, abriga uma grande convenção. O resto do tempo, seus hotéis podem ficar vazios.

A Airbnb cria um acordo com a indústria de hospitalidade em uma cidade para que, durante a demanda de pico, a demanda de hospedagem chegue às casas das pessoas. Assim não é necessário construir grandes hotéis, o que promove o uso de menos capital, energia e material. A cidade otimiza o que já tem em vez de produzir mais.

Outro exemplo de otimização é o projeto da ZocDoc. Um dos resultados é que os pacientes podem encontrar horários disponíveis em consultas médicas – por cancelamento ou não comparecimento – preenchendo a agenda dos médicos e permitindo que o mesmo número de médico atenda mais pessoas.

O CEO da ZocDoc, Cyrus Massoumi, chama de “fornecimento de cuidado de saúde negado”. Mais uma vez, isso permite que a sociedade faça mais com o que já existe, em vez de construir ou alugar outro escritório médico.

Estas são apenas fragmentos de uma  tendência de otimização. Estamos cada vez mais otimizando as coisas ao nosso redor. Serviços de Internet, como  o Lyft, RelayRides e Zipcar otimizam o uso de carros.

O tempo médio que um carro de um único proprietário fica estacionado é de 23 horas por dia. Na verdade, em parte graças à partilha de automóveis, as vendas de automóveis nos EUA parecem ter atingido o pico em 2008.

A Internet está abrindo maneiras de otimizar vários produtos: bicicletas, ferramentas, processadores de alimentos, máquinas de costura, ainda que você use gravata duas vezes por ano.

Na onda emergente da conectividade, um chip em seu liquidificador vai contar a rede quando esse item está inativo e pronto para ser alugado ou emprestado. Sem necessidade de intervenção humana.

Esta não é apenas uma história de inovação tecnológica. Só porque a tecnologia facilita, isso não significa que as pessoas vão abraçá-la, embora cada vez mais pessoas em todo o mundo estão adotando o compartilhamento de produtos.

Talvez elas estejam agitadas por preocupações com o clima, ou pela economia dos últimos seis anos. “Há uma mudança de paradigma em curso sobre o que significa ter um carro, uma bicicleta, um eletrodoméstico, um livro, um filme ou uma peça de roupa”, escreve o ativista brasileiro Pablo Barros.

“O valor de um produto está começando a ser visto em termos de seu uso, não em sua propriedade imediata, conforme os modelos tradicionais de consumo.”

© 2014, Newsweek.

Bolsistas ou funcionários? Entenda por que estudantes norte-americanos desejam formar um sindicato

em Educação e Comportamento/News & Trends por

As baleias são criaturas curiosas, passam a maior parte de suas vidas sob a superfície do mar alimentando-se de peixes e se locomovendo por meio de uma cauda e das barbatanas.

Foto: Reprodução
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Não há outro animal que a baleia assemelha-se mais, senão a um peixe, exceto que elas são mamíferos. Certamente elas têm traços de um peixe, mas algumas centenas de anos atrás, um zoólogo sueco chamado Carl Linnaeus, conhecido como “o pai da taxonomia moderna”, determinou que as baleias são mamíferos, ainda que seja claro que elas pareçam e se comportem como peixes.

Jogadores de futebol bolsistas também são criaturas curiosas. Eles são estudantes em tempo integral que devem manter uma nota média e aderir às regras da vida no campus.

Eles também são componentes indispensáveis ​​de um programa esportivo que todo ano movimenta dezenas de milhões de dólares. Os bolsistas recebem uma bolsa integral, além de hospedagem e alimentação. Eles são estudantes-atletas ou funcionários? Mamíferos ou peixe?

Esse debate está sendo travado em Illinois, nos EUA, no campus de uma das mais prestigiadas instituições da nação, da Universidade Northwestern.

Membros da equipe de futebol dos Wildcats tiveram a oportunidade de votar sobre se devem ou não formar um sindicato, uma ideia que surgiu após um ex-companheiro de equipe, Kain Colter, pedir ao National Labor Relations Board (NLRB) que reconhecesse os jogadores de futebol bolsistas como funcionários.

“Neste momento, a NCAA é como uma ditadura”, diz Kain. “Ninguém nos representa nas negociações. O único jeito das coisas mudarem é se os jogadores tiverem um sindicato”, explica.

Depois de ouvir os depoimentos de Kain e da Universidade, o diretor regional da NLRB – National Labor Relations Board – Peter Sung Ohr, aderiu ao ponto de vista de Kain.

Em uma decisão de 24 páginas, Peter Sung decidiu que a condição dos estudantes bolsistas é na categoria de funcionários e, portanto, têm o direito de formarem um sindicato.

“Os jogadores recebem bolsas para prestarem serviços relacionados ao futebol para o empregador através de um contrato de aluguel em troca de compensação”, escreveu Peter. “Eles estão sujeitos ao controle do empregador, por isso são trabalhadores”, concluiu.

A Universidade recorreu da decisão formalmente. Até o momento este recurso está pendente. Kain Colter se alinhou à Associação de Jogadores Atletas de Faculdade (CAPA), cujo presidente, Ramogi Huma, é um ex-linebacker – posição de defesa no futebol americano – na UCLA.

© 2014, Newsweek.

Conheça o documentário “The Rise and Rise of Bitcoin”: idealizadores respondem às perguntas sobre a moeda digital

em Entrevista/News & Trends/Tecnologia e Ciência por

Desde a descoberta da bitcoin em 2011, o programador Dan Moss, de Pittsburgh, ficou encantado com a promessa da moeda digital de código aberto. O cineasta Nick, irmão de Dan, também desenvolveu um interesse pela bitcoin, por influência de seu irmão.

Bitcoin

Como o título do filme indica, “The Rise and Rise of Bitcoin” – O crescimento e ascensão da Bitcoin, em português – é a carta de amor dos irmãos Moss para a bitcoin, que demonstra seu potencial para transformar a economia global.

O documentário oferece uma visão sem precedentes sobre a subcultura peculiar da crescente bitcoin e apresenta alguns empresários que arriscaram suas vidas e a liberdade para tornar a bitcoin mais acessível ao público em geral.

Nick e Dan Moss estrearam o “The Rise and Rise of Bitcoin” em  Nova Iorque, no Tribeca Film Festival 2014, onde discutiram as complexidades da bitcoin no International Business Times.

O documentário aborda a difícil questão do que é a bitcoin, exatamente, além de fazer um bom trabalho de ilustrar como é difícil explicá-la.

Mesmo agora, a maioria de nós não consegue explicar exatamente o que é a Internet, mesmo que seja uma parte essencial de nossas vidas.

IBT: – Você acha que vai chegar um momento em que a bitcoin estará tão dentro da  nossa cultura que não teremos de defini-la?

Dan Mross: – Eu acredito que sim. Todos os dias quando você usa a Internet, você usa um sistema de DNS e a maioria das pessoas não tem ideia do que se trata. Agora o protocolo é a bitcoin.

Estamos lidando apenas com a própria matéria-prima. Você tem que ter um profundo conhecimento de como tudo funciona para usar a bitcoin agora, mas há startups que vão torná-la mais acessível a todos.

IBT: – Pensávamos na bitcoin como uma maneira de “dominar” a moeda do governo federal, mas depois de assistir ao documentário, parece que não é o caso, pelo menos não agora. Parece que elas precisam coexistir.

Dan: – Fico feliz por pensarem assim, porque isso é o que um monte de gente ouve sobre a bitcoin, como se grupos anarquistas fossem derrubar os bancos com ela. Essa é a impressão que se tem sobre a notícia ou que se trata de lavagem de dinheiro. Mas é apenas um protocolo. Isso é o que queríamos mostrar.

Nick Mross: – É uma ferramenta e um monte de gente pode usá-la para coisas diferentes. Isso é o que queríamos mostrar no filme: como a bitcoin e a moeda atual vão coexistir em todo o mundo. Estamos esperando que os EUA encontrem uma maneira de trabalhar dentro do atual sistema bancário.

IBT: – Seu filme fala sobre como a bitcoin vai ser muito valiosa em países que não têm uma moeda estável. Mas você precisa ter um smartphone ou acesso à tecnologia móvel para usar a bitcoin. Como você concilia isso?

Nick: Nos países em desenvolvimento, as pessoas tendem a ter smartphones. É um dispositivo fácil de usar e eles podem participar mais rapidamente de um sistema financeiro cibernético do que configurar uma conta bancária.

Dan: – Como os países em desenvolvimento podem crescer, se eles não têm uma infraestrutura bancária? Eles podem saltar imediatamente para o sistema da bitcoin.

IBT: – Parece muito conveniente ser capaz de fazer todas as suas transações com o seu smartphone, mas também soa um pouco assustador. Digamos, no caso de uma catástrofe, como no 11 de setembro, quando o telefone de ninguém funcionou na cidade. O que iríamos fazer se todos estivessem usando moeda digital?

Dan: – Acredito que possa ser algo que complemente. Você pode optar por usar a bitcoin e ter dólares também.

IBT: – Como seu filme aponta, é essencialmente impossível recuperar a bitcoin roubada. Você acha que isso a torna mais vulnerável a operações de roubo em grande escala?

Dan: – Furtos sempre ocorrerão, mas com a bitcoin é fácil evitar os roubos maciços, como a recente falha de segurança na Target, onde milhões de números de cartões e informações pessoais foram roubados por hackers. As melhores ferramentas para prevenir perdas com a bitcoin são a educação sobre práticas adequadas de segurança e um bom software.

Há uma série de empresas que estão tentando diversas maneiras para tornar o uso da bitcoin mais seguro. O software da bitcoin em si também está sendo atualizado com recursos para fazer pagamentos mais seguros, prevenindo diferentes tipos de roubo.

Clique para assistir ao trailer do filme

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© 2014, IBTimes.

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