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News & Trends - page 206

2008: Impunidade no cenário da crise imobiliária

em Mundo/News & Trends por

Quando a crise da fraude bancária quase afundou a economia global em 2008, um ex-funcionário do governo sabia exatamente como capturar os bandidos.

Há mais de duas décadas, durante a crise de poupança e empréstimo, Bill Black expôs os conhecidos Keating Five – cinco senadores (Alan Cranston, John Glenn, Dennis DeConcini , John McCain e Donald W. Riegle. Jr) dos Estados Unidos acusados de corrupção em 1989, envolvidos em um grande escândalo poítico.

predios

O ocorrido acabou com as carreiras de três desses cinco senadores. Um deles, John McCain, chegou a concorrer à presidência.

Black também ajudou no indiciamento de mais de 3 mil banqueiros corruptos, um terço deles executivos de alto nível. Ele também treinou os investigadores bancários e agentes do FBI no processo e mostrou aos promotores como enquadrar e apresentar documentos complicados para os jurados de forma convincente.

Depois disso, Black – advogado, com doutorado em criminologia – desenvolveu uma teoria que ele chama de “fraude de controle” para descrever como os banqueiros corruptos transformaram instituições legítimas em empresas criminosas.

Ele criou técnicas para ajudar os reguladores bancários a detectar rapidamente as práticas bancárias ilegais, e contou toda a história em um livro chamado The Best Way to Rob a Bank – “A melhor maneira de roubar um banco é possuir um”, em português.

Com um histórico como esse, você pode pensar que Black teria sido a primeira pessoa que o presidente Barack Obama chamou ao assumir o cargo há cinco anos, quando a economia estava sendo destruída por causa de práticas bancárias imprudentes que saquearam lucros através de hipotecas e derivados diabólicos.

A economia ainda está se recuperando dessas depredações cínicas, e muitas pessoas ainda estão se perguntando por que ninguém foi para a cadeia por levar tantos à beira da ruína.

© 2014, IBTimes.

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Entenda porque o consumo de cigarros de menta aumenta na comunidades afro-americana

em Mundo/News & Trends por

Louis W. Sullivan, ex-secretário de Saúde e Serviços Humanos do governo do então presidente George H. W Bush, diz que não é por acaso que tantos fumantes negros estão viciados.

“Você entra em lojas de conveniência na comunidade negra, e encontra esses anúncios de cigarros mentolados”, diz Sullivan, que está conduzindo uma campanha lançada recentemente para que as autoridades de saúde dos Estados Unidos proibam cigarros de menta.

cigarro menta

“Já em uma loja de conveniência semelhante em uma comunidade branca, você não vê anúncios assim.”

A cada ano, doenças relacionadas ao fumo matam mais negros norte-americanos que a AIDS, acidentes de carro, assassinatos e abuso de drogas e álcool combinados, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Mais de quatro em cada cinco fumantes negros escolhem cigarros mentolados, uma proporção muito maior do que em outros grupos.

O mentol, encontrado naturalmente em plantas de hortelã, traz uma nova sensação de resfriamento ao tabagismo. Por aliviar a dureza dos cigarros na garganta, o mentol faz com que o fumo seja mais degustável, mais fácil de começar e difícil de sair. Esses efeitos suaves têm propagado o equívoco que os cigarros de menta são menos prejudiciais que outros cigarros.

Cerca de um quarto de todos os cigarros vendidos nos EUA é de menta. O consumo de cigarros dessa categoria diminuiu drasticamente entre 2002 e 2010, porém, entre os fumantes afro-americanos observou-se um aumento de 69 a 85 por cento, de acordo com a CASAColumbia, uma organização científica filiada à Universidade de Columbia, que desenvolve soluções para o vício.

Hoje, a proporção de fumantes negros que fumam cigarros mentolados é quase três vezes maior que os fumantes brancos. Muitos especialistas dizem que a principal razão para isso é o marketing.

“Somos orientados pela indústria do tabaco a fumá-los”, diz Delmonte Jefferson, diretor executivo da Rede Nacional Afro-americana de Prevenção de Tabaco.

A Comissão dos Cidadãos Protetores da Verdade também pediu que a Food and Drug Administration (FDA) proíba o mentol como um sabor caracterizando nos cigarros.

“Quando nos reunimos com os membros do Congresso, dissemos que isso realmente dá uma impressão de que a vida e a saúde dos jovens negros e da comunidade negra são menos importantes que as dos jovens brancos”, afirma Sullivan, vice-presidente da comissão.

“O Congresso não gostou disso. Ficaram irritados com o assunto. Bem, então, por que não proibí-los?”, Sullivan pergunta retoricamente. “Se fosse algo na comunidade branca, a nossa impressão é que não levaria 10 segundos para aprovar uma legislação que proibisse isso.”

Robert Bannon, o porta-voz da Lorillard – uma empresa norte-americana de marketing de tabaco – acredita que as recomendações do grupo “não são apoiadas pela ciência”.

“Nós reconhecemos que o fumo é prejudicial à saúde, mas os cigarros mentolados não são mais prejudiciais que os cigarros comuns”, diz Robert.

Em nota, a Food and Drug Administration disse que “está considerando todos os comentários, dados, pesquisas e outras informações”, antes de tomar alguma medida em relação ao mentol.

Delmonte Jefferson diz que o mentol é uma enorme fatia do mercado. “Se você desistir do mentol, estará recusando lucros significativos, do ponto de vista da indústria”, diz ele. “É obviamente por motivos raciais.”

A indústria nega isso.

O cigarro e os afro-americanos foram interligados desde os primeiros escravos que trabalhavam em plantações de tabaco.

No início do século 20, as empresas de tabaco usaram caricaturas de afro-americanos como selvagens, mães negras e criados para impulsionar seus produtos.

Spud foi a primeira marca a adicionar o mentol em cigarros, em 1920. Um anúncio dizia: “Dor de garganta? Hora de dar um tempo!”

Os anúncios do doce sabor do mentol estimularam o mito de que os cigarros de menta eram mais seguros que os cigarros comuns.

“A imprensa negra em geral, quase sem exceção, tem um monte desses anúncios”, diz Sullivan. “As pessoas que têm mais conhecimento não estão sendo responsáveis​​”.

© 2014, Newsweek.

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Veja quais são os programas da BBC que podem ir ao ar na Coreia do Norte

em Mundo/News & Trends por

De acordo com o The Independent – um jornal britâncio diário -, a BBC fez um acordo com o regime totalitário da Coreia do Norte para três programas da rede de televisão britânica: “Dr. Who”, “Top Gear” e “Teletubbies”. Depois de vários meses de negociações, as três série teriam sido selecionadas pela liderança da Coreia do Norte para a distribuição legal.

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Qualquer acesso aos programas de televisão estrangeiros seria monumental para um país que restringe a Internet, a imprensa, a música e todas as outras formas de mídia.

Grande parte da programação da televisão é criada e aprovada pelo Estado. Um programa popular chamado It’s So Funny (“É tão engraçado”, em português) é o principal humor pastelão com dois soldados e é uma pausa rara, mas bem-vinda entre os anúncios oficiais de notícias.

Qualquer entretenimento estrangeiro adicionado à programação teria que passar um exame minucioso: nada político, extravagante, ou mesmo moderno.

“Extensas investigações têm sido feitas sobre o que esses três programas envolvem e se seriam adequado para o povo coreano”, uma fonte anônima disse ao jornal britânico. “Qualquer coisa muito política não é adequada, mas esses são programas de entretenimento, e um deles é para crianças pequenas.”

As conversas sobre a iniciativa começaram no ano passado entre o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido e Coreia do Norte. O escritório foi convidado a elaborar uma lista de programas que eles achavam que seriam adequados para o público norte-coreano.

O ministro de Negócios Estrangeiros, William Hague, disse que a troca seria “uma boa maneira de melhorar a compreensão sobre o mundo exterior dentro de uma sociedade tão fechada”.

Um processo longo e árduo envolveu um enviado norte-coreano da embaixada em Londres para discutir a duração dos programas. Depois de estabelecer as três séries, uma sinopse foi enviada para Pyongyang para revisão. Embora nenhum cronograma esteja previsto para ser aprovado ou negado, a BBC Worldwide já está, supostamente, em contato com a autoridade local de transmissão.

No passado, houve alegações de que assistir televisão estrangeira poderia ser uma sentença de morte para um cidadão da Coreia do Norte.

O Jornal JoongAng Ilbo da Coreia do Sul informou que o regime comunista executou pessoas por tais “crimes”, como o contrabando de DVDs de programas de televisão sul- coreana no país.

Desta vez, no entanto, a programação iria passar por vias legais, mas ainda não mudaria o cenário da mídia, que é dedicado a elogiar o governo.

A Central de Televisão Coreana vai ao ar para seis horas e meia por noite para os cidadãos ricos o suficiente para ter acesso aos programas.

© 2014, IBTimes.

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Erro de digitação: Obama corrige mais uma sentença

em Mundo/News & Trends por

O presidente Barack Obama diminuiu a pena da prisão de um traficante de drogas, após a descoberta que o preso havia sido condenado a três anos e meio de prisão a mais devido a um erro.

Ceasar Huerta Cantu, de Katy,Texas, se declarou culpado de tráfico de maconha e lavagem de dinheiro em 2006, como parte de um acordo. Embora Cantu deveria ter recebido apenas 11 anos e meio, o juiz o condenou a 15 anos, devido a um erro de digitação descrevendo seu crime como mais grave do que realmente era.

A Associated Press informou que o Ministério Público considerou acidentalmente o “nível de ofensa ” de Cantu como 36, quando deveria ter lido 34.

Obama

Já que a equipe jurídica de Ceasar não percebeu o erro antes da sentença, eles não foram capazes de alterar a quantidade de tempo que Cantu cumpriria. O Departamento de Justiça anunciou que Obama tinha assinado uma ordem para corrigir a sentença de Ceasar por causa do erro de digitação.

“Um juiz determinou que o detento não descobriu esse erro a tempo de corrigi-lo através dos meios judiciais; como resultado, agora ele só pode ser corrigido através de clemência” , explica um porta-voz da Casa Branca.

Ceasar H. Cantu está preso em um instituto de correção federal em Oakdale, Louisiana. Sua pena está prevista para cessar no ano de 2018, quando ele será libertado.

Ceasar é a 10ª pessoa a ter sua sentença corrigida pelo presidente Obama. No primeiro mandato do presidente, ele só modificou uma sentença, mas, desde então, tem intensificado o uso de seu poder.

Em dezembro do ano passado, Obama corrigiu as penas de oito presos condenados por porte de cocaína e crack, afirmando que os prisioneiros foram condenados sob as diretrizes desatualizadas.

Obama perdoou 52 prisioneiros desde que tomou posse.

© 2014, IBTimes.

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O CO2 pode ser a próxima fonte de energia limpa?

em Mundo/News & Trends por

O etanol é mais limpo que a gasolina e vem de uma fonte renovável, geralmente do milho. Mas isso não significa que ele seja eficiente: ocupa milhões de hectares de terra, necessita de toneladas de fertilizantes e trilhões de litros de água para ser processado.

Agora, os cientistas dizem que podem ter encontrado uma maneira melhor. Em um estudo publicado na revista Nature, os químicos da Universidade de Stanford explicam como produziram etanol com apenas um pouco de água, fio de cobre barato e monóxido de carbono.

Tudo começou quando este grupo de cientistas, liderados por Matthew Kanan e Christina Li, queria saber se havia uma maneira de produzir grandes quantidades de etanol sem o grande processo de destilação e estrutura agrícola.

O objetivo era ainda maior, na verdade. Eles queriam criá-lo a partir de dióxido de carbono – o gás de efeito estufa prejudicial e abundante – para submetê-lo a reações químicas. Como alquimistas modernos, eles esperavam fazer energia limpa a partir do lixo de energia suja.

milharalSó há um problema. Enquanto eles sabiam como fazer o monóxido de carbono a partir de dióxido de carbono, ninguém nunca havia desenvolvido uma boa maneira de fazer etanol líquido a partir do gás monóxido de carbono.

“A maioria dos materiais é incapaz de reduzir o monóxido de carbono”, diz Kanan, coautor do novo estudo. “O cobre é a única exceção, mas cobre convencional é muito ineficiente. O que eles precisavam era de um catalisador que reagiria com o monóxido de carbono”, explica Kanan.

Então eles começaram a brincar com eletrodos de cobre modificados. “Os eletrodos de cobre são compostos por nanopartículas individuais que apenas se juntam umas às outras%2

Pesadelos: há motivos para se preocupar com eles?

em Mundo/News & Trends por

Pesadelos durante a adolescência podem ser um sinal de alerta de psicose. Chuck tem tido terríveis pesadelos durante toda a sua vida. Quando era criança, sonhava que estava sendo atacado em um campo de batalha, com os cadáveres dos membros de sua família espalhados ao seu redor. Uma vez a cada poucos meses, ele sonhava que estava se afogando. “Eu acordava suando, com o coração batendo rápido”, diz ele.

Os pesadelos são comuns na idade pré-escolar até o quinto ano. As crianças muitas vezes sonham ser perseguidas ou cair de grandes alturas e depois são surpreendidas acordando pouco antes de serem presas ou de baterem no chão.

A maioria das crianças superam suas pesadelos, no entanto, a mais recente pesquisa sugere que, se os pesadelos persistem, podem ser evidência de um problema mais profundo.

Chuck, agora com 20 anos, ainda tinha pesadelos regulares quando era adolescente, mas em vez de encarar monstros, ele foi confrontado por uma rejeição social.

Em um cenário familiar, ele estava nu em uma festa que o seu orientador acadêmico estava presente, e ele lembra de se sentir “muito exposto e vulnerável”. Agora, um estudante universitário, em Memphis, Tennessee, Chuck – que pediu para permanecer anônimo – ainda tem pesadelos. Ele também foi diagnosticado recentemente com esquizofrenia.

Acontece que pesadelos e psicose podem estar conectados. Uma equipe de pesquisadores liderada por Dieter Wolke, professor de psicologia na Universidade de Warwick, no Reino Unido, descobriu recentemente que as crianças que tinham pesadelos frequentes entre 2 e 9 anos tinham 1,5 mais chances de ter uma experiência psicótica no início da adolescência .

As experiências psicóticas, que incluem pensamentos delirantes e alucinações auditivas e visuais, não são preocupantes em crianças pequenas, que muitas vezes têm dificuldade em distinguir entre a realidade e o faz de conta. Durante a adolescência, no entanto, essas experiências são mais incomuns e podem ser um sinal de doença mental.

Os primeiros sintomas da esquizofrenia clinicamente significativos de Chuck apareceram aos 18 anos, quando ele começou a suspeitar que seus amigos estavam o denunciando para a coordenação da escola. Ele também começou a pensar que estava sendo vigiado 24 horas por dia por câmeras em seu quarto e “ouvia vozes o tempo todo”.

Ao mesmo tempo, ele tinha pesadelos a cada dois ou três meses, uma alta frequência para um adolescente. A maioria deles envolvia temas como “perder o controle e estar em situações caóticas”, segundo Chuck.

Os sonhos eram angustiantes, mas seus pais não davam muita atenção. A eventual ligação entre pesadelos e psicose tem intrigado pesquisadores há décadas. É fácil perceber o porquê: uma das características mais notáveis ​​da esquizofrenia – alucinações, ver ou ouvir coisas que não estão lá – poderiam ser interpretadas como “sonhar enquanto está acordado”, explica Nirit Soffer – Dudek, psicólogo da Ben-Gurion University of the Negev, em Israel.

Uma hipótese inicial era de que as pessoas que desenvolvem a esquizofrenia e outros transtornos psicóticos são mais elevadas em uma medida de personalidade conhecido como “transliminality“, o que significa que sua fronteira entre os estados de sono e do tempo em que se está acordado é mais fluido do que o de outras pessoas.

Na verdade, um conjunto significativo de pesquisas tem indicado que as pessoas com esquizofrenia tendem a ter mais pesadelos do que a população geral.

Em um estudo de 2009, por exemplo, os jovens adultos com esquizofrenia relataram pesadelos mais frequentes que os indivíduos sem esse diagnóstico.

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“Está bem estabelecido que essas coisas se sobrepõem. Eu acho que a grande questão agora é por que”, afirma Erin Koffel, psicóloga do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA. O estudo, segundo ela, ajuda a “cair no tipo de problema da galinha e do ovo. O que veio primeiro: o problema do sono ou esses sintomas diurnos?”.

A resposta pode ser ambas. Pesquisas recentes sugerem que, ao invés de um causar o outro, pesadelos e experiências psicóticas em adolescentes podem estar ligados por um terceiro fator: o estresse.

“Os pesadelos ocorrem mais frequentemente quando você for exposto ao trauma. Eles também ocorrem com mais facilidade se você estiver ansioso ou algo estimulante ter acontecido durante o dia”, declara Wolke. E pesadelos crônicos estão diretamente ligados ao estresse: Estudos mostram que eles geralmente seguem experiências com a guerra e a violência, e muitas vezes com o abuso sexual na infância.

Pesadelos recorrentes também estão entre os critérios de diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático.

Da mesma forma, experiências psicóticas podem ser originárias da ansiedade e estresse. Por exemplo, as pessoas – mesmo aquelas sem um distúrbio de saúde mental – têm maior probabilidade de ouvir vozes, depois de sofrer uma perda ou um trauma, como a morte de um ente querido.

Os indutores de estresse da psicose também podem muitas vezes ser rastreados ao voltarmos à infância. Em um estudo de 2012, indivíduos que tinham alucinações auditivas e visuais eram mais propensos a ter sofrido abuso emocional e sexual na infância, em comparação com um grupo de controle, sem alucinações.

Outra pesquisa, incluindo um próximo estudo de Wolke, indica que muitas crianças que têm experiências psicóticas na adolescência foram intimidadas na escola.

Chuck está indo bem agora. Ele fez uma lista para o reitor no semestre passado (2013), conntando que tem muitos bons amigos e permanece ativo. Recentemente começou um treinamento e vai competir em um torneio no final deste ano.

Chuck foi relativamente sortudo, ele faz terapia e encontrou um medicamento antipsicótico que o acompanhou logo após o diagnóstico.

Wolke e outros esperam que a compreensão dos fatores que contribuem para a psicose possam ajudar os médicos a orientar as crianças com risco de distúrbios mentais em intervenções precoces mais cedo.

“Estamos percebendo que quando as pessoas desenvolvem um transtorno mental, é muito difícil fazer algo”, diz Fisher. Mas proporcionar-lhes tratamento na fase inicial pode melhorar drasticamente o seu prognóstico, acrescenta.

É muito cedo neste processo pensar sobre intervenções específicas de diagnóstico, diz Fisher. Mas os tratamentos- de caráter não-invasivos – como reforçar as estratégias de enfrentamento e auto-estima, e garantir que as pessoas tenham fortes redes de apoio – coisas que são úteis para os adolescentes de qualquer maneira – podem ajudá-los a lidar com o estresse subjacente.

O terror dos pesadelos geralmente é passageiro, mas em alguns casos é melhor investigar do que sentar e esperar o melhor.

© 2014, Newsweek.

Rinocerontes: comércio de chifres gera muitos lucros

em Mundo/News & Trends por

Impulsionado pela demanda implacável da Ásia, o chifre de rinoceronte está custando cerca de 65 mil dólares por quilo em mercados negros mundiais, tornando-se mais caro que o preço de rua da cocaína.

No entanto, as penas para o comércio de chifre de rinoceronte são apenas uma fração se compararmos as dos traficantes de drogas condenados, uma equação que acelerou dramaticamente o abate dos animais e tem os tornado suscetíveis a extinção.

Os especialistas que debatem como salvar o rinoceronte argumentam que a legalização do comércio de seus chifres poderia suavizar a colocação deste produto no mercado, reduzindo o preço e dissuadindo os caçadores furtivos.

Mas outros argumentam que o oposto pode resultar: A legalização removeria o estigma associado à compra e venda de mercadoria, provocando ainda mais a caça furtiva.

“Efetivamente o que você está fazendo é legitimar os atos criminosos” Mary Rice, diretor-executivo da Agência de Investigação Ambiental. “Os criminosos vão ser as mesmas pessoas que são os comerciantes de comércio ilegal”, explica Mary.

O comércio de chifre de rinoceronte foi efetivamente banido por toda a África e pela maior parte do mundo desde 1976 no âmbito da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), que foi ratificada pela maioria dos Estados membros das Nações Unidas.

Mas isso não impediu a demanda cada vez maior nas últimas décadas. Nos últimos anos, o mercado explodiu para satisfazer a procura insaciável em partes da Ásia, especialmente no Vietnã, onde acredita-se que o chifre do rinoceronte tenha propriedades medicinais que podem aliviar doenças que variam de meras ressacas ao câncer.

Os chifres são feitos de queratina, uma proteína semelhante que faz o cabelo e as unhas, sem quaisquer benefícios cientificamente comprovados. Os indivíduos ricos têm comprado chifres de rinoceronte inteiros para ostentar o seu status. E esse ciclo não para de crescer.

Em 2006, um chifre de rinoceronte era vendido por cerca de 760 dólraes. Hoje, o mesmo chifre pode custar 57 mil dólares. No mundo todo, o comércio agora movimenta 9,5 bilhões de dólares anualmente, de acordo com um relatório da Dalberg, uma empresa de consultoria de desenvolvimento.

No entanto, ainda que as recompensas do comércio tenham crescido exponencialmente  as penalidades não mantiveram o ritmo, seduzindo os operadores mais experientes na indústria.

“As sanções associadas ao tráfico de chifre de rinocerante não estão alinhadas com o seu valor”, segundo o relatório Dalberg. Na África do Sul, os caçadores ilegais que são pegos são multados em 14 mil dólares, enquanto os traficantes de cocaína passam cinco anos na prisão.

Em janeiro deste ano, um grupo chamado Economists at Large publicou outro estudo debatendo a questão da legalização do chifre de rinoceronte.

“Os estudos formais sugerem que prever o resultado da liberação do comércio é algo complexo e difícil de determinar”, segundo o grupo de pesquisadores. “Embora possa diminuir a pressão sobre a caça furtiva, como o chifre do rinoceronte é fornecido através do comércio legal não-letal, também existe um risco real de que o comércio possa dirigir um aumento na caça ilegal”, segundo a conclusão do estudo.

© 2014, IBTimes.

Raio-X: um perigo real

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por

Menos de dois meses depois de seu tratamento contra o câncer de mama, Alexandra Jn-Charles foi chamada no Centro Médico SUNY Downstate, onde dois médicos, além do chefe do setor de Medicina e um advogado que representa o hospital lhe disse que erros foram cometidos.

As lesões de pele em seu seio tinham sido causadas não pela doença, mas pela máquina que deveria curá-la. A mulher de 32 anos havia feito cerca de 30 sessões de radioterapia, mas neste ponto realmente não fazia sentido para contá-las, porque um erro de programação causou cada parcela ao liberar, pelo menos, três vezes a quantidade prescrita de radiação.

Jn- Charles, que morreu há dois anos e meio depois desta reunião, em 2005, viria exemplificar o surgimento do excesso acidental de radiação em hospitais norte-americanos.

Nos piores casos houve relatos sobre danos na pele, perdas de cabelo inexplicáveis e costelas deformadas sob os ferimentos: um preço alto para a sobrevivência.

Essas tragédias vão ao cerne de uma questão desconfortável: os avanços da tecnologia, melhores métodos de tratamento e protocolos de triagem mais abrangentes levaram a sistemática radiação excessiva nos pacientes?

A resposta, de acordo com um número crescente de especialistas em saúde, é sim. Por exemplo, a tomografia computadorizada, que tem se tornado comum em resposta ao aumento das taxas de câncer, é o próprio pensamento que aumenta a probabilidade de que uma pessoa desenvolva câncer.

Os exames liberam centenas de vezes mais radiação do que um raio-X, mesmo quando as orientações e as doses são seguidas. “O que fazemos como médicos prejudica, sem dúvida, as pessoas”, diz James Ehrlich , professor clínico associado na Universidade do Colorado.

Um exemplo chocante, em 2010, foi a publicação de Walt Bogdanich em uma extensa crítica no The New York Times, a qual listava inúmeros pacientes cujas vidas foram destruídas por erros em hospital quanto a radioterapia.

Logo após a série de artigos, a Food and Drug Administration (FDA)começou a empenhar seus esforços para limitar a exposição excessiva e reduzir a exposição à radiação desnecessária.

Junto com organizações como a American College of Radiology, a FDA agora apóia uma série de registros de doses que permitem comparar os índices de dose de radiação regionais com os valores nacionais.

Um estudo feito em 2012 pelo Institute of Medicine descobriu que as imagens médicas são uma das principais causas ambientais do câncer de mama. Duas questões aparentemente insolúveis contribuem para este problema.

Primeiro, os técnicos radiológicos e outros profissionais de imagem muitas vezes têm uma compreensão superficial de como a radiação interage com o corpo. “O campo da biologia da radiação é bastante complexo. Nós não gastamos muito tempo aprendendo como a radiação afeta as células e DNA”, explica James Ehrlich.

Em segundo lugar, a percepção do público atual sobre a radiação é instável no melhor: o norte-americano, no geral, sabe o que faz, mas não como. Assim, quando uma lesão por radiação aparece, um paciente pode ter dificuldade de fazer uma conexão com a sua última visita ao hospital.

Para Heike Daldrup -Link,  professor de radiologia da Escola de Medicina de Stanford, a resposta é um movimento gradual para a implementação de novos métodos de rastreio. “A melhor prevenção de efeitos colaterais induzidos pela radiação de exames radiográficos é substituí-los por alternativas de imagens livres de radiação, como ultrassom ou ressonância magnética”.

Um empurrão para limitar a radiação não deve ser entendido como uma tentativa de acabar com a prática por completo. Ambas as imagens médicas e a radioterapia são pilares dos cuidados de saúde global, e sua aplicação consistente salva vidas todos os dias.

O que essa iniciativa deve fazer é manter os olhos dos tecnólogos abertos sobre as dosagens e promover projetos de equipamentos mais seguros.

Pode levar algum tempo antes que as medidas de segurança, como a BioShield e a nova técnica de ressonância magnética comecem a aparecer em todo o cenário da saúde. Mas do ponto de vista da saúde pública, o real significado dessas garantias pode não ser a promessa de proteger, mas a sua capacidade de educar o público sobre o que eles protegem contra.

© 2014, Newsweek.

Nova tecnologia pode transformar a água do mar em combustível

em Mundo/News & Trends por

Depois de décadas de experimentos, os cientistas da Marinha norte-americana acreditam ter resolvido um dos grandes desafios do mundo: como transformar a água do mar em combustível.

O desenvolvimento de um combustível de hidrocarboneto líquido pode, um dia, aliviar a dependência militar de combustíveis à base de petróleo e está sendo anunciado como um “divisor de águas”, pois permitiria que navios militares desenvolvessem seu próprio combustível e operassem em 100 por cento do tempo, em vez de ter que reabastecer.

O novo combustível deverá custar inicialmente em torno de 3 a 6 dólares por galão (cerca de quatro litros), de acordo com o Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA.

Todas as 289 embarcações da Marinha dependem de combustível à base de petróleo, com exceção de alguns porta-aviões e 72 submarinos que contam com propulsão nuclear. Afastar essa dependência iria libertar os militares da escassez de combustível e as flutuações de preço.

“É um grande marco para nós. Estamos em tempos muito difíceis em que realmente temos que pensar em maneiras muito inovadoras de criarmos energia, como valorizá-la e de que modo consumi-la. Precisamos desafiar os resultados das suposições que são o resultado das últimas seis décadas de constante acesso a quantidades ilimitadas de combustível barato”, declara o vice-almirante da Marinha norte-americana, Philip Cullom.

A descoberta veio depois que os cientistas desenvolveram uma maneira de extrair o dióxido de carbono e gás hidrogênio a partir da água do mar. Os gases, então, transformaram-se em um combustível com a ajuda de conversores catalíticos.

“Nós, do serviço militar na Marinha, temos alguns desafios inusitados e diferentes”, diz Philip. “Nós não vamos necessariamente até um posto de gasolina para obter o nosso combustível. Nosso posto de gasolina vem a nós em termos de um lubrificador, um navio de reabastecimento. O desenvolvimento de uma tecnologia para mudar o jogo assim – a água do mar para abastecer – realmente é algo que reinventa a forma de fazer negócio quando você pensa em logística”, afirma Philip.

O próximo desafio da Marinha é produzir o combustível em quantidades industriais. Eles também farão parcerias com universidades para maximizar a quantidade de CO2 e de carbono que podem recuperar.

“Pela primeira vez fomos capazes de desenvolver uma tecnologia para obter CO2 e hidrogênio a partir da água do mar simultaneamente. Isso é um grande avanço”, diz Heather Willauer, um químico de pesquisa que passou quase uma década no projeto, acrescentando que o combustível “não se parece ou cheira muito diferente”.

“Nós demonstramos a viabilidade, queremos melhorar a eficiência do processo”, finaliza Heather.

© 2014, IBTimes

Relação homem x máquina: quais os benefícios? Conheça a tecnologia da realidade aumentada

em Mundo/News & Trends por

A realidade aumentada pode salvar postos de trabalho, tornando o ser humano mais eficiente.

A Amazon anunciou recentemente que conta com três de seus centros de distribuição compostos por robôs. À medida que chegam as encomendas on-line, dezenas de andróides de cano alto correm pelo chão da empresa como abelhas em uma colmeia, realizando tarefas antes executadas por funcionários, como embalar produtos, colocá-los nas prateleiras e embalá-los em caixas para a entrega.

E quanto aos funcionários? “Certamente vamos adicionar associados ao longo do tempo”, diz o diretor financeiro, Tom Szkutak. Mas com robôs “haverá mais produtividade”.

Analistas estimaram que o sistema – chamado Kiva – poderia poupar a Amazon até 900 milhões de dólares, na maior parte dos custos do trabalho: o que reflete em descontos para os consumidores.

Mas o que pode tornar as pessoas mais eficientes como os robôs são? Programadores estão desenvolvendo uma nova tecnologia chamada “realidade aumentada” – augmented reality (AR), em inglês –  que combina informações digitais com o mundo real.

É fácil imaginar o quão útil este tipo de tecnologia pode ser em um armazém. Quase todas as empresas baseadas em produtos tem um lugar para estocar as mercadoria; outras possuem depósitos enormes de muitos metros quadrados..

Em um mundo AR, todas as informações que nós precisaríamos seriam transmitidas diretamente para o campo de visão. Uma empresa chamada Augmate está projetando um software de óculos especializados para fazer exatamente isso.

“São pessoas que precisam de suas mãos para fazer o seu trabalho”, declara o cofundador da Augmate, Drew Austin. Os óculos digitais podem projetar instruções do Google Maps diretamente sobre o piso do armazém e localizar até migalhas de pão. Uma câmera montada sobre o quadro pode escanear o código de barras do item para garantir a precisão.

Já existem evidências de um estudo da Universidade de Columbia que óculos de realidade aumentada podem economizar tempo e energia dos trabalhadores de manutenção.

No início deste ano, a Marinha norte-americana investiu em tecnologia de óculos ARpara acelerar o treinamento. A Augmate, por sua vez, diz que está trabalhando em protótipos com um varejista, uma montadora e uma empresa farmacêutica , “as maiores empresas nesses setores”, e planeja lançar programas-piloto no final deste ano . “Não vai ser rápida a evolução desta tecnologia”, explica Drew Austin. “Na minha cabeça, isso é dar aos trabalhadores uma chance de lutar”.

© 2014, Newsweek

Drones e balões: projeto almeja levar a Internet para áreas remotas do mundo

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 O Facebook e o Google estão trabalhando para usar drones ou balões para levar a Internet para os cantos remotos do mundo.

Ao longo dos últimos 20 anos, a ideia de oferecer a Internet de banda larga a partir de máquinas voadoras – dirigíveis, aviões e satélites de baixa altitude – fez algumas pessoas bem-sucedidas realmente inteligentes perderem a cabeça.

Agora é a vez de Zuckerberg, do Facebook, e do cofundador do Google, Larry Page. Eles foram precedidos por uma impressionante lista que inclui Bill Gates, Craig McCaw, Chris Galvin e o falecido Alexander Haig, secretário deEstado de Ronald Reagan.

Seria ótimo se algumas pessoas muito talentosas pudessem criar uma Internet baseada no céu. Mas, até agora, eles só provaram que isso não pode ser feito.

No final de março, Zuckerberg anunciou um novo laboratório do Facebook que que contará com especialistas da Aeronáutica e cientistas espaciais. Seu objetivo é desenvolver o que Zuckerberg chama de “aviões de conectividade”.

Para dar o primeiro passo no laboratório, o Facebook comprou uma empresa chamada Ascenta, que está trabalhando em drones movidos a energia solar que podem ser capazes de permanecer no ar por meses.

Nenhuma parte deste sistema funciona agora, mas é por isso que o Facebook o chama delaboratório. Labs – laboratórios, em português – são o lugar onde as empresas de tecnologia depositam as coisas que ainda não funcionam.

O Google também está nesta corrida estratosférica. Sua versão é chamada de Projeto Loon. Em vez de asas, o projeto do Facebook contará com alta tecnologia de balões, talvez milhares deles flutuando na estratosfera.

Eles também seriam capazes de receber sinais de rádio a partir do solo, e enviar sinais uns aos outros até que um balão possa transmitir os pacotes de dados para uma torre em terra.

Então, se o passado é um prólogo, antes que um sistema baseado no céu possa ser implantado, ele se torna obsoleto e muito caro. Em algum momento o projeto enfrenta a realidade do céu e aconselha os cientistas de foguetes a voltar para terra.

Os portões da Microsoft caíram na areia movediça. Em 1994, McCaw, o bilionário com sede em Seattle, companheiro de Bill Gates, convenceu Bill a se juntar a ele em um projeto chamado Teledesic.

A ideia era construir uma constelação de centenas de satélites de baixa órbita para oferecer banda larga mundial num momento em que a maioria das pessoas estavam se conectando à Internet em modems de telefone.

A Boeing investiu US $ 100 milhões.

O príncipe saudita, Alwaleed Bin Talal, investiu 200 milhões de dólares. Depois de anos de atrasos por causa da tecnologia e questões regulatórias, o Teledesic murchou e desapareceu.

A Motorola, a Qualcomm, e outras empresas internacionais fizeram planos no final de 1990 para redes globais baseadas no céu. Nenhuma oferece Internet para o público de hoje.

Dois terços do planeta não podem se conectar à banda larga, apesar de mais de 80 por cento do mundo, pelo menos, conseguir se conectar via telefone celular.

Um sistema baseado no céu parece ser uma maneira ideal para levar a rede para toda a humanidade. No papel.

© 2014, Newsweek



Economia nigeriana em expansão

em Mundo/News & Trends por

A Nigéria oficialmente ultrapassou a África do Sul como a maior economia do continente, alcançando 510 bilhões de dólares em 2013, segundo o chefe de Estatística do país. Esses novos cálculos levam em conta as mudanças na produção e no consumo.

Agora, o próximo desafio do país é treinar e construir uma força de trabalho que possa manter a economia em crescimento.

O crescimento do PIB “mostra mudanças significativas na estrutura da economia da Nigéria”, que já foi dominada pela agricultura e produção de petróleo, declara Shilan Shah , economista da Capital Economics.

O setor de serviços, que inclui as telecomunicações, varejo e serviços bancários, já responde por 50 por cento do PIB da Nigéria. O setor da agricultura caiu de 34 por cento para 22 por cento e o ramo de petróleo lucrativo caiu de 32 por cento para 15 por cento. Essa mudança coloca o país em um caminho claro para o futuro, porém nada fácil.

Além de combater a corrupção e implementar a reforma mais estrutural, há o desafio do campo de trabalho na Nigéria, que é crucial para o seu destino, segundo David Storey, pesquisador da Ernst & Young, no prefácio de um relatório recente sobre a região.

“A África subsariana não é uma tela em branco sobre a qual as práticas do capital humano podem ser imposta à vontade… Ainda há muito a ser feito na preparação de forças de trabalho da região para apoiar, participar e se beneficiar do rápido desenvolvimento econômico”, explica David.

Isso representa uma mudança para as multinacionais, que tradicionalmente importaram trabalhadores para o país, mas agora estão focadas na formação de talentos locais.

A transição da Nigéria para uma economia mais desenvolvida industrialmente e de serviços exige que as empresas invistam em longo prazo, o que torna os empregadores temporários estrangeiros menos importantes.

Além disso, os altos salários atraídos por expatriados “tornaram-se uma fonte de tensão dentro das empresas”, de acordo com o relatório EY, que é baseado em uma pesquisa com profissionais que atuam em vários setores de toda a região.

Atualmente, os expatriados são mais propensos a assumir funções executivas, e 30 por cento ganha três vezes mais do que os seus trabalhadores locais.

De acordo com os resultados da pesquisa, mais de 53 por cento dos entrevistados diz antecipar a contratação de membros locais da região,

“Parece que as organizações na África subsariana estão firmes na redução de sua dependência por habilidades dos estrangeiros”,  segundo o relatório. “Eu acho que algumas empresas têm contratado moradores para posições-chave”, lembra Anna Rosenberg, analista da Frontier Strategy Group, uma empresa de consultoria para empresas que operam em mercados emergentes.

Anna Rosenberg retornou recentemente de uma viagem na qual realizou uma  pesquisa no Quênia, Uganda e Etiópia, e se reuniu com líderes de empresas locais e internacionais.

“A maioria deles é de moradores com experiência internacional, não expatriados”, salienta Anna, acrescentando que há muitas grandes empresas como a General Electric e Stanbic Bank que têm os executivos em sua maioria africanos.

Também está se tornando mais comum em operações baseadas na África buscar um meio-termo entre o talento local e o estrangeiro, que pode ser encontrado na contratação da diáspora Africana, pois milhões de pessoas emigraram para o exterior para estudar e aprimorar as carreiras profissionais.

“O que é necessário  realmente é uma combinação de uma grande formação acadêmica, juntamente com a experiência de classe mundial”, destaca Alex Mugan, diretor de marketing global da recrutadora Global Career Company Ltd.

“Você pode obter isso de expatriados é claro, mas, em seguida, a compreensão do entendimento regional a partir do nacional está faltando”, diz Alex, afirmando que os padrões locais de educação nem sempre são favoráveis para preparar bem os candidatos.

Mas isso pode se tornar um problema menor no futuro. A gigante de telecomunicações indiana Airtel, que opera em toda a África, tem colaborado com o programa de MBA da Lagos Business School na Nigéria para ajudar a desenvolver os estudantes locais.

“Na Airtel valorizamos a educação e vamos continuar a investir no desenvolvimento do capital humano na Nigéria”, aponta Segun Ogunsanya, CEO da Airtel na Nigéria.

Segun é formado em Engenharia Eletrônica pela Universidade de Ife, no sul da Nigéria, e já trabalhou para a multinacional Coca-Cola.

Grandes empresas de tecnologia, como a Microsoft, Google e Huawei estão investindo em programas similares de apoio à formação e educação na África, de acordo com Amadou Sy, analista econômico global do Instituto Brookings.

E além dos benefícios óbvios de uma boa imagem pública e de ajuda às comunidades locais, esses programas são simplesmente um negócio inteligente.

“Negócios na África são uma proposta em longo prazo e um bom investimento para as empresas no treinamento de pessoal local”, afirma Amadou, acrescentando que as empresas ganhariam status como bons cidadãos corporativos tendo uma força de trabalho mais bem treinada.

© 2014, IBTimes

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