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NY Times

Crise existencial é o tema central do novo livro de Guilherme Mendicelli

em Brasil/Cultura e Entretenimento/Educação e Comportamento/NY Times por

Depois que publicou seu primeiro livro de poesias, Guilherme Mendicelli prometeu que nunca mais escreveria um poema. A promessa, no entanto, não se concretizou e, na próxima segunda-feira (18), a partir das 19h, na Sala Mário Lago, em Jacareí, será lançado o seu novo livro de poesia, intitulado ‘décimo quinto’, no qual ele já inicia com a afirmação “só de graça, me fizeram de poesia“.

O livro traz poesias escritas durante o ano de 2017, no alto do décimo quinto andar, onde o autor vive desde o começo do ano. Em momentos reclusos e com inspiradora vista para Rio Paraíba cortando a cidade, elas retratam um período de crise existencial em que Guilherme mergulha fundo nas veredas mais íntimas de uma fase da sua vida que, aliando sua sensibilidade às palavras, contribui com a formação do seu eu de hoje e do que virá.

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A bolsa de valores, os Yuppies, a Sandy e a crise em que você se encontra hoje.

em Monocotidiano/NY Times por

A sociedade funciona em ciclos. O que hoje é legal é exatamente o que será negado pela geração de amanhã.

Os anos 70 foram marcados pelo hippies, com seus pelos, kombis, maconhas e música. Já os anos 80 foram marcados por outros personagens sociais marcantes e opostos: os yuppies

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Últimos dias para você inscrever o seu trabalho no Festival Internacional El Ojo de Iberoamérica 2017

em NY Times por

O Festival Internacional El Ojo de Iberoamérica está buscando as melhores ideias em film, Eficácia, Inovação, Sustentável, Creative Data, Mobile, Conteúdo, Produção audiovisual, Digital, Gráfica e Interativo, entre outros prêmios.

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É preciso estimular as pessoas a sonharem alto também e principalmente na crise

em Negócios/NY Times por

*Por Aleksey Kolchin, presidente da divisão farmacêutica da GlaxoSmithKline (GSK) no Brasil

Inspirar pessoas a realizar objetivos ambiciosos num ambiente difícil como essa crise que por ora enfrentamos no Brasil é certamente hoje a principal atribuição de um líder, seja qual for a indústria ou segmento de atuação. Num cenário em que a conjuntura econômica se mostra desfavorável, a tendência é que as pessoas concentrem todas as suas energias em atender as demandas do dia a dia, ou seja, projetos de curto prazo. Cabe ao líder, portanto, empoderar e motivar as pessoas de modo que elas consigam enxergar além da superfície.

Notadamente, o brasileiro sempre teve tem como uma de suas características mais marcantes a atitude positiva e o otimismo em relação ao futuro. De uns tempos para cá, contudo, percebe-se por parte de muitos um certo desdém ou mesmo uma contrariedade em relação àqueles que ‘insistem em acreditar que as coisas vão melhorar’. Talvez por reflexo da decepção em relação à crise política, há um desestímulo geral em manter de pé esse traço cultural tão importante e valoroso.

É claro que é preciso conhecer e, na medida do possível, absorver elementos de outras culturas, mas isso não significa que a atitude positiva dos brasileiros ou mesmo seu viés emocional, outro traço tão arraigado, passe a ser visto como uma fragilidade ou ameaça.  Há nesse ponto um sentimento de inferioridade que não corresponde à realidade e só contribui para que ações e projetos que não tenham como fim resolver questões operacionais ou demandas pontuais sejam cada vez mais relegados dentro das organizações.

O papel do líder, ao meu ver, não consiste em se cercar de pessoas que o ajudem a fazer seu trabalho, mas sim contribuir para que as pessoas mais talentosas possam fazer o trabalho delas e, à medida do possível, surpreender a si mesmas e suas respectivas companhias. Aliás, é muito comum se deparar com pessoas que não sabem ao certo como podem chegar lá, ou seja, como encontrar um propósito que proporcione a elas e suas organizações satisfação plena. Nesse sentido, o líder deve atuar ajudando a encontrar esses significados e, inclusive, permitindo que as pessoas se testem e, por vezes, cometam erros, aprendam e, consequentemente, construam confiança. Para tanto, não bastam palavras encorajadoras, embora elas sejam vitais no processo; é preciso criar processos e mecanismos internos que viabilizem de fato o ‘pensar fora da caixa’.

Há dois anos, a GSK introduziu várias mudanças em sua política de recompensas. Em geral, as empresas pagam bônus às equipes pelo volume de vendas realizadas. Como nosso negócio é saúde, decidimos bonificar nossos consultores pela qualidade da informação prestada aos profissionais da saúde. Esse é um exemplo de mudança de paradigma que estimula diretamente a disseminação de conhecimento como um ativo de primeira grandeza dentro da organização.

É importante ressaltar que mais do que uma possibilidade, empreender dentro das organizações é uma necessidade no Brasil de hoje. Engana-se, contudo, quem pensa que é apenas a volatilidade do mercado que demanda que essa característica seja instigada pelos líderes das organizações. Na prática, ela é o principal pilar de sustentação de qualquer projeto de futuro, seja na Europa, no Japão, nos Estados Unidos ou no Brasil. É preciso estimular as pessoas a sonharem alto também e principalmente na crise. Afinal, como dizia Nelson Mandela, ‘o verdadeiro líder usa todos os problemas, não importa os quão sérios e sensíveis, para garantir que, no final, todos saiam mais fortes e unidos do que nunca’.

1/5 – Dia do Trabalho – 3 dicas para alcançar equilíbrio emocional e evoluir na carreira

em Negócios/NY Times por

De acordo com o IBGE, existem atualmente mais de 13,5 milhões de brasileiros que estão desempregados. Isso é motivo de preocupação para todos nós, até para aqueles que estão trabalhando.

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Você é executivo (a) e deseja expandir os negócios nos EUA? Ou quer trabalhar lá?

em Mundo/Negócios/NY Times por

A consultoria imobiliária localizada em Miami e comandada pelos brasileiros Léo e Daniel Ickowicz, especialistas na ida de seus conterrâneos aos Estados Unidos, explica sobre o visto L-1, que permite que uma entidade sediada no exterior abra um novo escritório nos Estados Unidos e transfira para lá executivos ou gerentes de multinacional (L-1A). O mesmo vale para a transferência de profissionais com conhecimentos especializados (L-1B).

“Os portadores do visto L-1 devem trabalhar na empresa sediada nos Estados Unidos, e sua família direta recebe o visto L-2, podendo o cônjuge trabalhar em qualquer outra empresa por lá, se tiver autorização do departamento de imigração americano, enquanto os filhos apenas podem estudar”, afirma Daniel.

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O negócio jurídico processual como forma de agilizar o procedimento judicial

em Brasil/Negócios/NY Times por

Por Angelo Antonio Picolo

O Novo Código de Processo Civil dispõe em seu artigo 6º que todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva. Este dever de cooperar está relacionado aos princípios da boa-fé e cooperação, sendo que cooperar nada mais é do que agir de boa-fé no interesse de todos.

Como não há precisão específica sobre a forma pela qual é possível firmar o negócio jurídico processual, qualquer instrumento particular se torna hábil a estabelecer as especificidades pactuadas entre as partes, seja através de um instrumento específico para cumprir com tal finalidade, seja através de uma cláusula estabelecida em qualquer tipo de contrato, inclusive, em contratos sociais ou acordos de quotistas ou acionistas.

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Para que serve o ENEM?

em Brasil/Educação e Comportamento/NY Times por

O ENEM nasceu do desejo e da necessidade de avaliarmos as habilidades de nossos estudantes. O tempo foi passando e o indicador se transformou em um balizador utilizado no mercado para avaliar a qualidade das escolas. “Isso é certo. E errado. É certo termos um método instituído de aferição. Errado é utilizarmos esse resultado como verdade absoluta sabendo que há muitas nuances que podem distorcer completamente o resultado, como uso de técnicas questionáveis para selecionar apenas os melhores alunos para participar e na preparação que foca apenas no exame e não no compromisso com a aprendizagem de conceitos que os estudantes levam para a vida”, explica Marco Gregori, especialista em educação e criador da Rede VIAe, método educacional que desenvolve habilidades socioemocionais em escolas de São Paulo. 

Com a lista recém-publicada do ranking do ENEM, os pais a utilizam como referência importante para escolherem o que consideram a melhor escola. Mas, quando um aluno vai excepcionalmente bem na prova, o quanto isso vai interferir na realização desse aluno como indivíduo em um mundo onde o que vai fazer a grande diferença está muito além do conhecimento técnico e do conteúdo pragmático? “Precisamos entender que serão as habilidades socioemocionais bem desenvolvidas que vão leva-lo mais longe. E, a prova disso é, paradoxalmente, o próprio ENEM”, explica Marco.

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Sorvete x gelato: você sabe a diferença?

em NY Times/The São Paulo Times por

Raros são os que conseguem resistir a um belo sorvete. Acredita-se que essa iguaria tenha sido inventada pelos chineses há mais de 3 mil anos. No início, a receita levava neve, mel, frutas e gema de ovo. Depois, a receita foi incrementada pelos árabes, que misturaram água, criando assim o sorbet. Anos mais tarde, os italianos acrescentaram leite e passaram a fabricar o produto numa máquina mantecadora, dando origem ao chamado gelato.

Lá, o produto é consumido em grande escala. Estima-se que seja três vezes mais que o consumo no Brasil, chegando a nove litros por pessoa ao ano. E, engana-se quem pensa que a delícia é tratada apenas como uma opção de sobremesa. O gelato é considerado um alimento completo, consumido a qualquer hora e estação, porque contém proteínas, açúcares, cálcio e ainda vitaminas, dependendo do sabor escolhido. Mas, afinal, o que difere o popular sorvete do tradicional gelato italiano?

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O capitalismo e o Dalai Lama

em NY Times por

Por Arthur C. Brook

O que Washington, D.C. pode aprender com um monge budista?

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Foto: Reprodução

No começo de 2013, eu viajei com dois colegas à Dharamsala, na Índia, para me encontrar com o Dalai Lama. Sua Santidade mora lá desde que foi expulso de seu Tibete natal pelo governo chinês em 1959. Do seu posto avançado nas encostas dos Himalaias, ele continua a servir como um pastor espiritual para centenas de milhares de pessoas, budistas ou não.

Durante a visita, de manhã cedo, fui convidado a meditar com os monges. Depois de aproximadamente uma hora, comecei a sentir fome, mas trabalhei duro para ignorá-la. Parecia-me que tais preocupações mundanas não tinham lugar no ambiente supraconsciente do monastério.

Incorreto. Nada mais de um minuto depois, uma cesta de pães quentinhos chegou até a fila silenciosa, seguida por um pote de pasta de amendoim com uma única faca. Tomamos café em silêncio, e retomamos a nossa meditação. Isso, logo aprendi, é o resumo de quem é o Dalai Lama: a transcendência e o pragmatismo juntos. A consciência superior e a praticidade literal reunidas em uma só coisa.

Essa mesma dualidade foi exibida em fevereiro quando o Dalai Lama participou de uma reunião de cúpula de dois dias em minha instituição, o American Enterprise Institute. A princípio, a sua visita gerou confusão. Algumas pessoas não podiam imaginar por que ele nos visitaria; como a revista Vanity Fair perguntou em uma manchete, “Por que o Dalai Lama estava saindo com o conservador American Enterprise Institute?”.
No entanto, não havia desarmonia, porque os ensinamentos do Dalai Lama desafiam os pesados rótulos ideológicos. Durante nossas discussões, ele bateu reiteradamente em dois pontos práticos e, no entanto, transcendentais. Primeiro, o seu segredo para que o ser humano prospere é o desenvolvimento de todas as pessoas individuais. Em suas próprias palavras: “Por onde começa um mundo feliz? Começa pelo governo? Não. Pelas Nações Unidas? Não. Começa pela pessoa”.

[blocktext align=”right”]”Por onde começa um mundo feliz? Começa pelo governo? Não. Pelas Nações Unidas? Não. Começa pela pessoa.”[/blocktext]

Porém, sua segunda mensagem deixou bem claro que ele não defende a economia de cada um por si. Ele insistiu que embora a livre iniciativa possa ser uma bênção, não havia garantia disso. Os mercados são instrumentais, e não essenciais, para a prosperidade humana. Assim como com qualquer ferramenta, usar o capitalismo para o bem exige uma profunda consciência moral. Segundo ele, somente atividades motivadas pelo bem-estar do próximo podiam ser verdadeiramente “construtivas”.Os budistas tibetanos, na verdade, consideram a riqueza como um dos quatro pilares de uma vida feliz, juntamente com a satisfação material, a espiritualidade e a iluminação. O dinheiro em si não é mal. Para o Dalai Lama, a pergunta-chave é se “utilizamos nossas circunstâncias favoráveis, tais como a boa saúde e a riqueza, de maneiras positivas, ajudando o próximo”. Os americanos têm muito a aprender aqui. Os defensores da livre iniciativa devem se lembrar de que a essência moral do sistema não está nem no lucro, nem na eficiência. Está na criação de oportunidades para os indivíduos que mais precisam delas.Historicamente, a livre iniciativa tem feito isso com um impacto surpreendente. Em um estudo extraordinário, Maxim Pinkovskiy do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e Xavier Sala-i-Martin da Universidade de Columbia calculam que a percentagem da população mundial que vive com um dólar por dia – considerando a inflação – caiu 80% entre 1970 e 2006. Essa é a maior realização contra a pobreza da história.

No entanto, embora a livre iniciativa continue crescendo globalmente, o seu sucesso pode estar vacilando nos Estados Unidos. De acordo com uma pesquisa do Projeto de Mobilidade Econômica do Centro de Pesquisas Pew, os homens nos seus trinta anos em 2004 estavam ganhando 12 por cento menos em valores reais do que a geração dos seus pais na mesma época de suas vidas. Isso foi antes da crise financeira, da Grande Recessão, e dos anos de políticas federais que fizeram muito pelos ricos e pelas pessoas de influência, mas pouco para elevar a metade menos favorecida.

A solução não está no dúbio engodo da “divisão justa” entre as classes por parte dos políticos. Precisamos juntar uma rede de segurança eficiente e confiável para os pobres com uma análise rígida das barreiras modernas à mobilidade ascendente. Isso significa combater a camaradagem que protege pessoas de influência. Significa retirar crianças pobres das escolas ineficientes que as deixam incapazes de competir. Isso envolve eliminar leis antiquadas que limitam os empreendedores de baixa renda. E isso significa criar soluções reais – não apenas propor distorções do mercado – para pessoas que não conseguem empregos que paguem o bastante para sustentar suas famílias.

Ou seja, Washington precisa ser mais como o Dalai Lama. Sem abandonar os princípios, precisamos de políticas práticas estruturadas na empatia moral. Lidar com essas questões pode ofender os interesses fortemente enraizados, mas isso é irrelevante. É o que precisa ser feito. E o desconforto político temporário não é nada em comparação ao sofrimento que as pessoas vulneráveis suportam todos os dias.

Em um momento em nossa reunião de cúpula, eu me desviei do sofrimento dos pobres e perguntei ao Dalai Lama sobre o desconforto em sua própria vida. “Sua Santidade”, perguntei, “o que lhe faz sofrer?”. Esperava algo altamente citável, talvez sobre a perda da sua terra natal. Em vez disso, ele pensou um momento, folgou levemente sua túnica vermelho-escura, e mais uma vez uniu o útil ao agradável.

“Nesse momento”, ele disse, “Estou com um pouco de calor”.

© 2014 The New York Times.

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