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Saúde & Bem-estar - page 115

Obesidade atinge 14,3% de crianças e 21% de adolecentes brasileiros

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Dados do IBGE apontam que entre os anos de 2002 e 2003, 16,7% dos meninos entre 10 e 19 anos apresentavam excesso de peso. Entre as meninas o índice era de 15,1%. Já entre os anos de 2008 e 2009, os percentuais saltaram para 21,7% entre os meninos e 19,4% entre as meninas. No ano de 1970, o registro do IBGE de excesso de peso infantil era de apenas 3,7%.

“O ganho excessivo de peso na infância e adolescência contribui para o aparecimento cada vez mais precoce de doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto”, afirma Cláudia Cozer, coordenadora do Núcleo Avançado de Obesidade e Transtornos Alimentares (Nota), do Hospital Sírio-Libanês.

A médica destaca, ainda, a importância dos pais, professores e familiares na aquisição de hábitos alimentares saudáveis por parte das crianças e adolescentes. “Crianças pequenas não vão às compras, não são elas que têm o poder de decisão do que entra no carrinho de supermercado ou de qual será o cardápio de almoço e jantar. São os pais quem decidem como será a refeição dos pequenos. Não basta ter alimentos saudáveis para oferecer aos filhos, os pais têm que comer igual as crianças, eles têm de ser exemplos. Por isso, pai e mãe são decisivos nas escolhas alimentares dos filhos. Pais com maus hábitos alimentares tendem a criar filhos com maus hábitos alimentares”, afirma a especialista.

A médica faz um alerta aos pais sobre a importância de verificarem os índices nutricionais do que as crianças consomem nas escolas “Salgadinhos industrializados, frituras, doces e refrigerantes contêm altos teores de açúcar, sal e conservantes. Eles devem ser substituídos por alimentos frescos, pouco processados, frutas e sucos naturais”, diz a especialista.

Sedentarismo

A vida moderna, principalmente nos grandes centros urbanos, leva muitas famílias a não incentivar a criança à prática de atividade física. Jogos eletrônicos, videogames e computadores substituem atividades ao ar livre como andar de bicicleta e jogar bola. O recomendado pelos especialistas é de que crianças e adolescentes pratiquem pelo menos uma hora de atividade física por dia ou diminua as horas gastas com aparelhos eletrônicos para 4h/dia.

Visão Multidisciplinar

A obesidade infantil não deve ser encarada como fato isolado e sim como uma questão que precisa ser tratada de forma multidisciplinar. “A abordagem tem que ser feita de forma multiprofissional, por médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos. Daí o tema e o escopo do encontro que estamos promovendo, com a participação de diferentes especialistas e uma programação voltada para a educação e orientação dos familiares dentro desse tema”, afirma Sérgio Zanetta, superintendente de Filantropia do Hospital Sírio-Libanês.

Depressão pós-parto: o que é e como curar

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Nada pode ser mais esperado para uma mulher do que o nascimento de seu bebê. São nove meses de sonhos e expectativas positivas. No entanto, para muitas mães a felicidade da chegada do filho acaba sendo abalada logo nos primeiros dias pelos sintomas da depressão pós-parto. Segundo pesquisas, a depressão pós-parto (DPP) começa, na maioria dos casos, a partir das primeiras quatro semanas após o parto e pode alcançar sua intensidade máxima nos seis primeiros meses, atingindo de 10% a 15% das mulheres.

Este tipo de depressão é caracterizado por um sentimento de tristeza que vai ficando cada vez mais intenso tornando as mulheres incapazes de exercer as tarefas mais simples do dia a dia, passando a demonstrar apatia e desinteresse. É um problema sério que afeta tanto a saúde da mãe quanto o desenvolvimento do filho.

Segundo Márcia Ferreira da Silva Rodrigues, psicóloga e coordenadora CRM do Hospital San Paolo – centro hospitalar de média complexidade, localizado na zona norte de São Paulo, os sintomas mais comuns são: desânimo persistente, sentimentos de culpa, desamparo e desesperança; insônia; idéias suicidas; temor de machucar o filho; diminuição da libido e apetite; diminuição do nível de funcionamento mental; presença de idéias obsessivas ou supervalorizadas; irritabilidade; falta de energia e desmotivação.

No tratamento da depressão pós-parto é fundamental o uso de medicações, por isso a necessidade de se consultar um psiquiatra para averiguar qual é a melhor medicação. “Como existem múltiplos fatores determinantes na depressão pós-parto, ou seja, não só fatores biológicos, mas também fatores sociais e familiares, a psicoterapia pode ajudar muito no tratamento”.

O ruim é que não há como evitar o primeiro episódio de depressão pós-parto, pois o mesmo pode se desenvolver até mesmo em mulheres que queriam engravidar, que tiveram gestação sem complicações e tranquilidade no parto. “A melhor maneira de prevenir a doença é a intervenção precoce, ou seja, ‘ficar de olho’ naquelas mulheres que já tiveram quadros depressivos anteriormente, pois existe a possibilidade de repetição do mesmo”, completa a psicóloga.

A principal dica para lidar com a depressão pós-parto é cuidar de si própria, da saúde mental e física. “Algumas mudanças no estilo de vida como: dormir bem, relaxar, ter tempo para tomar um banho relaxante, um chá da tarde, dar prioridade às refeições, pois, o que comemos tem impacto direto no nosso estado de humor, tomar sol – a luz solar levanta o humor das pessoas, pode ser apenas 15 minutos, são extremamente importantes. Além disso, procure ajuda dos que estão ao redor, não se afastar das amizades e da família, conte-lhes o que está ocorrendo e não mantenha os sentimentos apenas para si. Também é interessante procurar grupos de mães para a pessoa partilhar os sentimentos, sensações e experiências do processo maternidade”, finaliza Marcia.

Previna doenças cardíacas com a alimentação correta

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

A prática regular de atividades físicas é fundamental para prevenir doenças cardíacas e, claro, fortalecer os músculos do coração. Mas, para manter a saúde desse órgão em dia, apenas os exercícios não são suficientes. É preciso rever o cardápio e investir em uma alimentação balanceada.

 A nutricionista Dra. Ana Huggler, da Global Nutrição explica que os alimentos industrializados não devem ser incluídos na dieta diária, pois eles são ricos em gorduras trans – um tipo específico de gordura, formado por um processo químico – que fazem mal ao coração. “O consumo exagerado de produtos que contenham a gordura trans em sua composição eleva o colesterol ruim (LDL) no sangue, aumentando as chances de doenças do coração”, descreve.

Esse processo ocorre, pois é depositada a gordura nos vasos sanguíneos que impede a formação de gorduras insaturadas, conhecidas como gorduras boas, no corpo. “As insaturadas são responsáveis pela saúde do coração, do sistema nervoso e também da produção de hormônios. Essa gordura é encontrada em  diversos alimentos como peixes, queijos e leite integral”, elucida ela.

O refrigerante e outras bebidas gasosas são outros itens que precisam ser cortados da alimentação por causa dos níveis elevados açúcares e conservantes químicos. Nem mesmo os que são apontados como diet devem ser consumidos. Isso porque, uma recente pesquisa realizada nos Estados Unidos constatou que pessoas que tomam duas ou mais de refrigerante diet por dia têm 50% mais chances de morrer por problemas no coração ou derrame.

“Essas bebidas também possuem quantidades consideráveis de sal, sendo que ele, em excesso contribui para a elevação na pressão arterial e aumenta os ricos de ataque cardíaco. Por este motivo, o ideal é evitá-los”, afirma a Dra. Ana.

É possível prevenir!

Dados da Organização Mundial (OMS) estimam que cerca de 16,6 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência de doenças cardiovasculares como infarto, insuficiência cardíaca, hipertensão e derrame cerebral. Ainda de acordo com a pesquisa, as falhas no músculo respondem por uma em cada três mortes no mundo.

Segundo a especialista a melhor maneira de prevenir as doenças que atingem o coração é através do consumo de alguns alimentos que ajudam a conservar a saúde do órgão, uma dica são os ricos em ômega 3. “Essa substância auxilia na redução dos níveis de colesterol e, dessa forma, diminui a capacidade de coagulação do sangue, um dos motivos que agravam no infarto”, informa a nutricionista.

Outra dica é investir nos alimentos fibrosos que ajudam a baixar o colesterol, assim como as proteínas. “Grãos como soja, lentilha e até mesmo o feijão são muito benefícios para a saúde do órgão porque atuam controlando o colesterol e diminuem a absorção de açúcar pelo organismo”, sugere.

Aderir à dieta do genótipo é outra recomendação da nutricionista. Ela é criada através de informações do tipo sanguíneo e medições corporais de cada indivíduo. Com isso, determina-se o tipo de genótipo do paciente que pode ser: explorador, guerreiro, nômade, maestro, caçador ou coletor. “Essa dieta foi desenvolvida pelo naturopata Peter D’Adamo e leva em consideração a genética para estabelecer quais são os alimentos recomendados a cada organismo”, finaliza a Dra. Ana Huggler.

Saiba como tratar a flacidez depois de emagrecer

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar/Tecnologia e Ciência por

Após um regime é natural observar uma flacidez na pele decorrente da diminuição da tonicidade da pele. Em geral, as pessoas emagrecem mudando apenas a alimentação e devido a grande perca de gordura associada ao sedentarismo faz com que ocorra flacidez na região dos braços, abdômen e coxas.

Dependendo de alguns fatores como quantidade de peso perdida, idade, elasticidade da pele, nutrição, exposição à luz solar, tabagismo, fatores genéticos, gestação, pode ser necessário recorrer a tratamentos que combatam a flacidez, uma vez que hoje é um problema estético e pode interferir na autoestima e na qualidade de vida das pessoas, principalmente das mulheres.
De acordo com a fisioterapeuta Ana Cláudia Gomes, do Zahra Spa & Estética,  quem precisa tonificar a pele flácida pode contar com a evolução de diversos equipamentos que são eficazes, especialmente quando a flacidez da pele não é intensa. “Tudo vai depender da tecnologia usada, a maioria dos aparelhos não só melhora a flacidez como também atuam na redução da celulite e a gordura localizada”, afirma.

Para melhorar a flacidez, muitas mulheres recorrem aos tratamentos estéticos. Veja quais são os tratamentos mais cobiçados para eliminar esse problema:

Power Shape Platform
Esse tratamento possui seis tecnologia diferentes, entre elas: ultrassom cavitacional, radiofrequência (RF) multipolar e tripolar, LED vermelho (renovação celular e melhora da celulite) e azul (modula o colágeno) e sistema pneumático de endermologia. O tratamento combate a gordura localizada, celulite, flacidez corporal e facial.

Durante o procedimento para remover a flacidez, o Power shape libera uma energia térmica nos tecidos de sustentação da pele localizados na derme, para estimular novas fibras de colágeno e elastina.

São necessárias, em média, seis sessões para obter os resultados desejados, dependendo da necessidade de cada pessoa.

Hertix
A principal finalidade desse tratamento é aumentar a temperatura do corpo entre 38° a 40° C por meio da radiofrequência. O aquecimento da derme aumenta a circulação local e estimula a produção de um novo colágeno. “O tratamento proporciona resultados imediatos e de longo prazo. Além de reduzir a celulite e rejuvenescer a pele”, comenta a fisioterapeuta.

O tratamento é indolor e não invasivo. E pode ser feito nos braço, pernas, colo do peito, abdômen, glúteos, coxa posterior e anterior.

Phydias
Esse tratamento consiste num aparelho de eletroestimulação computadorizado que promove um estímulo dos grupos musculares e dos tipos de fibras. “O Phydias é indicado para quem tem flacidez muscular. Eletrodos são colocados no sentido da fibra muscular e por meio de contrações ocorre o aumento da circulação sanguínea e oxigenação dos tecidos, diminuindo a flacidez”, ressalta Ana Cláudia.

Carboxiterapia
O dióxido de carbono, conhecido como gás carbônico (CO2) é injetado no tecido subcutâneo por meio de uma agulha muito fina que visa aumentar a circulação e oxigenar a área tratada, estimulando novas fibras de colágeno e elastina. Esse tratamento também é indicado para reduzir a gordura localizada e a celulite.

O tratamento pode ser de cinco, dez ou 20 sessões, divididas em uma ou duas vezes por semana com duração de 15 a 40 minutos.

Ursinho com WhatsApp conecta família à crianças com câncer em hospital

em Saúde & Bem-estar/Tecnologia e Ciência por

Isoladas de seus círculos afetivos, as crianças internadas podem diminuir a solidão recebendo mensagens de voz via WhatsApp a qualquer hora. Basta apertar a mão do ursinho “Elo”.

O Hospital Amaral Carvalho, considerado uma referência da oncologia infantil no Brasil e na América Latina, localizado em Jaú (SP), desenvolveu uma solução lúdica e criativa para diminuir a solidão de crianças isoladas no hospital para o tratamento do câncer. A ideia surgiu dos clássicos ursinhos de pelúcia, conhecidos por fazerem companhia a todas as crianças, mas ganhou um upgrade: quando a saudade aperta, basta apertar a mão dos ursinhos e ouvir mensagens de carinho e otimismo enviadas a todo momento por familiares e amigos via WhatsApp.

Em parceria com a FOM, fabricante de travesseiros, brinquedos e almofadas com material antialérgico, foi desenvolvida essa linha de ursinhos especiais, que através de um dispositivo, recebem e armazenam notas de áudio. Cada criança tem um número exclusivo que foi passado aos familiares.

O objetivo do hospital com a iniciativa é aproximar os pequenos pacientes daqueles que eles tanto amam e ajudá-los a passar pelo período de isolamento de uma forma mais alegre e menos solitária. O projeto levou seis meses para ser desenvolvido e cerca de 30 crianças internadas no hospital já usaram os “Elos” – assim chamados por ligarem as crianças às pessoas que mais amam.

O oncologista pediátrico Alejandro Arancibia explica os motivos de isolamento das crianças. “Elas não podem ficar muito tempo em contato com o meio exterior porque estão com a imunidade muito baixa Os “Elos” são uma porta de contato com quem está lá fora”. Para a chefe da pediatria do Hospital Amaral Carvalho, Drª Claudia Teresa de Oliveira, especialista em Hematologia/Hemoterapia/Oncologia Clínica/Oncologia Pediatria, esse método é um mecanismo de apoio emocional importante para o bem-estar das crianças durante o tratamento. “A criança é afastada da sua rotina habitual. Elas sentem falta dos amigos, da escola e esse carinho faz uma enorme diferença na recuperação”, afirma.

Como funciona a tecnologia:

Ursinhos foram adaptados especialmente para comportarem o equipamento que recebe as mensagens, além de caixas de som específicas que foram desenhadas para funcionarem no interior dos ursinhos. Um interior dos ursinhos. Um mecanismo liga a mão dos “Elos” ao dispositivo, liberando mensagens armazenadas. As mensagens são enviadas para uma central e gerenciadas por um profissional do hospital, que envia então para os ursinhos. As mensagens podem ser atualizadas a todo momento e ficam à disposição da criança para a próxima vez que decidir apertar a mão do seu ursinho para ouví-las.

Antropofagia: o canibalismo sob a luz da psicologia

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

De tempos em tempos é noticiado na mídia casos de canibalismo, o que demonstra que este fenômeno é mais comum do que imaginamos. Sabe-se o que é o canibalismo, o ato de comer, se alimentar parte ou até mesmo todo o corpo de um indivíduo da mesma espécie. Mas pouco se sabe sobre o significado e as implicações psicológicas para que uma pessoa tenha tal comportamento. O canibalismo foi retratado nas telas do cinema através do personagem Hannibal Lecter, célebre personagem de ficção elaborada pelo escritor Thomas Harris e interpretado pelo ator Anthony Hopkins.

No Brasil em 2012 foi noticiado o caso de Jorge Beltrão Nascimento, 52 anos, pernambucano que confessou ter matado, esquartejado e comido algumas mulheres em Garanhuns. Teve ainda a ajuda de Isabel Cristina Pires da Silveira, 52 anos, e Bruna Cristina de Oliveira da Silva, 23 anos. O trio atraía mulheres para a casa deles e depois de algum tempo e conquistar a confiança delas, matavam-nas. Num discurso desconexo e fantasioso, o assassino dizia que as vítimas eram escolhidas por arcanjos e querubins e que tudo fazia parte de um ritual macabro definida por ele como “completa purificação”, fazendo clara menção às motivações de crendices e questões místicas. O teor mórbido, além do próprio ato de canibalismo, foi rechear empadas com carne humana e as vendia nas ruas da cidade. O trio assassinou pelo menos três mulheres e o caso ficou conhecido como “os canibais de Garanhuns”.

Outro caso de canibalismo e com requintes sádicos foi o do alemão Armin Meiwes, 44 anos, conhecido como o “canibal de Rotemburgo”.  Meiwes usava a internet para buscar suas vítimas e foi num anúncio pela rede, em que dizia procurar alguém que, voluntariamente, estaria disposto a ser devorado, foi que recebeu a resposta positiva de Bernd Jurgen Armando Brandes. Bernd aceitou ser cortado e depois morto. A primeira parte a ser cortada foi o pênis. O órgão foi comido por Bernd e Armin. Bernd queria que Armin arrancasse seu pênis a dentada, mas Armin preferiu tirar o órgão usando uma faca. Bernd perdeu a consciência e então Armin o esfaqueou no pescoço e pendurou o corpo num gancho de açougueiro e então começou a cortá-lo.

Esta prática é muito antiga e com motivações diversas. Existem inúmeros relatos sobre atos de canibalismo, desde a pré-história até os dias de hoje. Para se ter ideia, sabe-se que os astecas e tribos africanas eram adeptos do canibalismo. No continente americano, tribos canibais eram vistas pelos colonizadores como atos de selvageria. No Brasil os índios Pacura, da Amazônia, engordam seus prisioneiros para que a carne fosse bem mais palatável. A cada cultura este comportamento possui propósitos próprios e peculiaridades.

Foi o historiador e cronista grego Heródoto, do século V a.C, o primeiro a classificar o fenômeno do canibalismo e cunhou a palavra “antropofagia” que significa “antropos” (homem) e “phagein” (comer). O termo canibal apareceu no século XVI, quando a esquadra de Cristóvão Colombo passou nas ilhas pequenas, o Caribe. Os índios que habitavam essas ilhas tinham o hábito de comer carne humana em rituais religiosos e se designavam “cariba” que significava bravo, “corajoso”. Um erro de pronúncia dos europeus criou a palavra “caniba”, que rapidamente passou a descrever toda e qualquer cultura, invariavelmente inferior, que consumisse indivíduos da mesma espécie.

Um tipo de canibalismo é o famélico, caracterizado pela extrema escassez de alimentos, assim como retratado no filme “Vivos”.  A queda de um avião na Cordilheira dos Andes, em 1972, expôs o drama dos sobreviventes que, para não morrer de fome, se alimentaram da carne das vítimas do acidente.

Para algumas civilizações como os tupinambás e celtas, o consumo da carne de seus inimigos era importante, pois, a ingestão de partes do corpo de um oponente poderia oferecer a habilidade, força, integridade e inteligência do mesmo. Suas qualidades e atributos eram, portanto, incorporados e acreditavam que esta seria uma ótima estratégia para as outras batalhas. Para os chineses da época da dinastia Chou (1122 a.C.-255 a.C), os corpos dos mortos eram apresentados como um banquete para comemorar a vitória da batalha e a conquista.  Existem, também, questões religiosas implicadas ao canibalismo como no caso das tribos ianomâmes, na Amazônia, que usam cinzas de cadáveres em pastas de bananas como forma de entrar em contato com as almas dos que já partiram. Exemplos do canibalismo ritualístico. Mas como explicar a manifestação de comportamentos antropofágicos?

O psicanalista Sigmund Freud para explicar o desenvolvimento do indivíduo criou a teoria das fases da sexualidade infantil. Ele identificou cinco fases distintas deste desenvolvimento psicossexual: Oral, Anal, Fálica, Latência e Genital. A primeira fase, relacionada à oralidade, recebe esse nome porque a maior parte das necessidades e interesses da criança está concentrada na região da boca, esôfago e estômago, ou seja, a libido está associada ao processo de alimentação. Entende-se por alimentação não apenas o alimento necessário para saciar a fome, mas também o carinho, o afeto e o aconchego que a mãe oferece ao bebê. O simbolismo desta fase está associado com a incorporação do outro em si. Uma maneira de a criança introduzir e, fantasiosamente, possuir a mãe. É através desta simbiose que a identificação da criança com aspectos do outro ocorre.   Karl Abraham (1877-1925), discípulo de Freud denominou esta fase como “canibalesca”.

Para a psicanalista Melanie Klein (1882-1960), todas as pessoas possuem impulsos destrutivos no começo da vida. A expressão “sádico-oral”, que aparece na teoria kleiniana, está relacionada ao prazer da sucção, que normalmente é sucedida pelo ato de morder. Se a criança não obtiver gratificação ao sugar, tentará morder para satisfazer-se. O seio é confundido com a imagem da mãe e desperta na criança, de acordo com Klein, sentimentos ambíguos. Por um lado o amor em ser alimentada e por outro o ódio e a inveja da mãe quando esta guarda o seio e interrompe a amamentação. Com o amadurecimento psíquico, estes sentimentos vão se organizando, pois a criança os elabora e substitui pelo movimento de reparação e sublimação.

Esta agressividade e raiva destacada na teoria de Klein são a base da violência do canibalismo com propriedades sexuais, em que o sadismo é um elemento perverso. Esta característica sádico-perversa seria um conflito vivido pela criança no processo de individuação, ou seja, é no fato de se desprender do corpo da mãe que a criança a elegeria como uma mãe má. Na dinâmica do canibalismo o ato de comer o corpo do outro seria uma forma de acabar com o mal e ao mesmo tempo atenuar este conflito da separação. Esta é simbologia relacionada ao canibalismo de teor sexual. Curiosamente, muitas vezes morder, chupar e beijar faz parte do repertório de comportamentos afetivos e sexuais. Expressões do tipo “como você é gostoso” ou “vou te comer” se remetem, portanto, a um desejo de introduzir o outro para si. Armin Weives, o “canibal de Rotemburgo” declarou que seu ato tinha sido “como um casamento, algo que o alçou a uma condição sobrenatural. Eu tinha a esperança de que ele se tornasse parte de mim”. Enquanto o matava e o esquartejava, desfrutou um estado eufórico que combinava ódio e alegria.

Para o canibalismo não existe na legislação lei específica que caracteriza como crime. Não existe uma tipificação para tal ato. A complicação jurídica começa pelo simples fato de que o canibalismo não é tão comum. O que acontece é que este comportamento é enquadro em outros crimes como homicídio ou destruição de cadáver. Outra questão é que o canibalismo foge dos preceitos morais e éticos que muitas vezes, a defesa do indivíduo que comeu carne humana alega insanidade mental, ou seja, não possuía o desenvolvimento mental mínimo necessário para tornar seu ato punível penalmente, ou que culturalmente a pessoa não está, culturalmente, integrada à nossa sociedade.

Breno Rosostolato é psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina – FASM

IMC: conheça formas de calcular a massa magra do corpo em casa

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Na hora de determinar se uma pessoa está acima do peso ou não, os profissionais da saúde lançam mão de algumas equações que lhes dão uma indicação sobre a massa corporal daquela pessoa. Bastante popular, o índice de massa corporal ou IMC, tornou-se uma febre nas academias, revistas e redes sociais de fitness. Afinal, com uma calculadora pode-se determinar a relação entre peso e altura e descobrir se está acima do peso ou não.  Porém, Ana Paula Oliveira, personal trainer, diz que o cálculo do IMC não é tão preciso por não considerar a distribuição de gordura, o índice de massa magra e outros parâmetros.

“A pesagem hidrostática é a mais eficaz, com 1,5% de margem de erro. Ele é feito em locais específicos e instituições de pesquisa e a pessoa fica submersa na água”, explica. Quem não pode bancar esse tipo de medida não precisa ficar “no escuro”. Afinal, outros métodos como a bioimpedância e o adipômetro, ambos com margem de erro de 3%, são bastante eficazes e fáceis de serem encontrados, além da medida da circunferência abdominal. “A fita não pode ser elástica para medir a circunferência de diferentes áreas do corpo”, alerta a profissional.

Prático e de baixo custo, o método da fita métrica é apenas uma referência, pois tem pouca precisão. “Mas é um dos métodos que pode ser realizado em casa. O importante é fazer sempre a mesma medição e usando o mesmo equipamento (fita e balança)”, diz Ana Paula. Já existem balanças caseiras de biopedância também e, para ter um resultado mais fidedigno, a profissional indica que a pessoa esteja em jejum de quatro horas, 12 horas sem se exercitar, 48 horas sem consumir álcool, não ter usado produtos diuréticos e estar com a bexiga vazia. O ideal é repetir a medição a cada três meses também.

Prevenção da osteoporose deve começar na infância e na adolescência

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

A maioria das pessoas não começa a pensar sobre a saúde dos ossos até chegar à meia-idade, quando pode ser tarde demais para fazer alguma coisa contra a perda de massa óssea e, logo, quanto às fraturas resultantes dessa perda.

“Pesquisadores que estudam a saúde óssea defendem que a preocupação com o tecido ósseo deve começar na infância e continuar na adolescência, quando o corpo constrói a maior parte da reserva óssea que deve sustentá-lo para os anos de vida restantes. Uma vez que o pico de massa óssea é atingido, novos ganhos são mínimos, por isso o período da adolescência é o melhor momento de prestar atenção ao desenvolvimento ósseo. Por volta dos 20 anos, as meninas já ganharam em média entre 90-96% do seu pico de massa óssea. Para os meninos, o pico médio ocorre alguns anos depois”, afirma o ortopedista Caio Gonçalves de Souza, Doutor em Ciências pela FMUSP. [blocktext align=”right”]A adolescência é crucial na formação da reserva óssea do indivíduo. Deve-se notar que o consumo de cálcio por adolescentes é muitas vezes gravemente inadequado, comprometendo a sua capacidade de construir ossos fortes que possam durar a vida inteira.[/blocktext]

Cerca de 26% do total da massa óssea adulta é acumulada em um período de dois anos no início da adolescência, que é a época em que a massa óssea aumenta mais. Isto ocorre ao redor dos 12,5 anos nas meninas e 14 anos nos meninos. As melhores evidências disponíveis indicam que um aumento de apenas 10% na massa óssea na infância pode atrasar a osteoporose por cerca de 13 anos, especialmente a que ocorre em mulheres na pós-menopausa.

“Embora nada possa ser feito sobre três dos fatores de maior influência sobre a massa óssea, que são a idade, o sexo e a carga genética, outros dois fatores são passíveis de serem alterados. Uma intervenção efetiva sobre os fatores modificáveis pode fazer a diferença entre sofrer fraturas na meia idade e ter que conviver com os efeitos indesejáveis da osteoporose, como a diminuição da estatura e o aparecimento de dores nas costas. Esses dois fatores modificáveis são a atividade física e os nutrientes de construção óssea: o cálcio e a vitamina D”, explica o médico.

Segundo o ortopedista, “como a adolescência é crucial na formação da reserva óssea do indivíduo, e, muitas vezes, nesta faixa etária, o consumo de cálcio é gravemente inadequado, este comportamento pode levar ao comprometimento da capacidade de construir ossos fortes que poderiam durar a vida inteira. Além disto, o exercício físico também é muito importante, pois ele afeta a resistência dos ossos de duas maneiras: através da pressão gravitacional, como ocorre ao caminhar, correr ou saltar, e em reação à tensão exercida pela contração muscular”, explica.

Logo, devemos pensar que basta retirar as crianças e adolescentes da frente dos seus computadores e telefones, o que já seria difícil, e mandá-los fazer exercícios. Afinal, quanto mais ativa é uma criança, melhor para os ossos. Isto é, em grande parte, verdade, mas nem sempre… Em média, as crianças ativas têm maior densidade mineral óssea e, portanto, redução do risco de fraturas, quando comparadas com os seus pares inativos, defende um estudo publicado no Sports Medicine Reports.

“Mas, segundo a pesquisa, alguns tipos de atividades físicas são melhores que outras. Adolescentes e adultos que participam de esportes de resistência, como corrida de longa distância, triathlon, ciclismo e natação, muitas vezes, têm menor densidade mineral óssea (DMO) do que ginastas e atletas que praticam esportes com bola. A baixa densidade mineral óssea aumenta o risco de fraturas, tanto de fraturas por estresse, quando o jovem atleta está competindo ativamente, como mais tarde na vida”, informa Caio Gonçalves de Souza, que também é médico do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas.

O esforço repetitivo pode desgastar as articulações e não aumenta a resistência óssea. “Não é que a corrida, a caminhada, o ciclismo ou a natação sejam ruins. Eles não são tão bons para a resistência dos ossos como outros tipos de atividades físicas. Os ossos parecem responder melhor a uma combinação de carga e repouso em graus e velocidades diferentes, o que sugere que os jovens envolvidos em atividades de resistência poderiam fazer cross-training para maximizar a massa óssea. A forma mais eficaz de aumentar esta massa é a que trabalha contra a gravidade em ritmo alternado (começa e para), como acontece quando se joga futebol, basquete, tênis ou se faz ginástica ou dança. Também é útil levantar pesos”, afirma o ortopedista.

Uma questão importante que pode levar a perda de massa óssea em jovens atletas, principalmente em mulheres, é o que os especialistas em esportes chamam de “disponibilidade de energia”: a quantidade de energia que consomem diariamente menos o montante que gastam durante o exercício, dividindo isto pela sua massa corporal magra (músculos e ossos). Esse valor representa a energia acumulada para suportar todas as funções do corpo, incluindo a formação de tecido ósseo.

A baixa disponibilidade de energia pode ser resultado de uma ingestão insuficiente de calorias, de um gasto calórico excessivo devido aos exercícios ou da combinação dos dois, mesmo que a atleta não pareça estar abaixo do peso e não pareça estar desnutrida. “As corredoras, por exemplo, podem queimar tantas calorias que não há energia suficiente para manter seus ossos normais. Muitas sofrem de fratura de estresse por excesso de treinamento. Por isso é tão importante o acompanhamento nutricional das atletas”, alerta o médico.

O excesso de treinamento pode levar a uma síndrome chamada de “tríade da mulher atleta” – uma inter-relação entre a disponibilidade de energia, a função menstrual e a densidade óssea. “As meninas que se exercitam excessivamente e não consomem calorias suficientes para suportar todas as funções corporais podem sofrer irregularidades menstruais ou ficar sem menstruar completamente. Isto leva a alterações nos níveis de estrogênio, que é um hormônio anabólico, permitindo o aparecimento de lesões musculares e ósseas”, alerta Caio.

Um estudo com 249 atletas do sexo feminino de três escolas de ensino médio, publicado no The Journal of Athletic Training, revelou que quase 20% das atletas experimentaram irregularidades menstruais e 63% desenvolveram lesões músculo-esqueléticas, sendo que o maior percentual de lesões foi nos períodos com ciclos irregulares ou ausentes.

Prevenindo a osteoporose

Visando prevenir a osteoporose, o ortopedista Caio Gonçalves de Souza lista, a seguir, algumas recomendações que considera muito efetivas para pais de crianças e adolescentes:

·Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e manutenção do aleitamento após a introdução de alimentos sólidos até os 12 meses de idade;

·Comer 5 porções de frutas e vegetais por dia;

·Optar por produtos lácteos com baixo teor de gordura;

·Limitar o tempo de tela (TV, tablet, celular) para menos de 2 horas por dia para evitar o sedentarismo;

·Fazer pelo menos 1 hora de atividade física por dia, de preferência ao ar livre (não precisa ser consecutiva). O importante é que eles variem as atividades físicas;

·Adotar uma dieta rica em cálcio. Crianças com idades entre 4-8 anos devem consumir 800 miligramas de cálcio por dia e aqueles 9-18 anos, 1.300 miligramas. Se as crianças ou adolescentes não estão recebendo quantidade suficiente de cálcio a partir de sua dieta, devem tomar um suplemento de cálcio com a vitamina D;

·A vitamina D é necessária para o corpo absorver e utilizar o cálcio da dieta. Crianças e adolescentes com idades entre 1-18 anos necessitam de pelo menos 800 unidades internacionais por dia da vitamina D. A vitamina D é formada no nosso próprio corpo quando a pele é exposta aos raios ultravioleta B presentes na luz do sol, mas o amplo uso de protetores solares potentes reduziu muito essa formação, de modo que a suplementação oral pode ser necessária.

Teste genético estima idade biológica X cronológica e avalia hábitos de vida e riscos de doenças

em Brasil/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Exame permite calcular a pontuação do paciente, representada no laudo de forma gráfica.

Um teste que revela a associação entre o encurtamento dos telômeros (sequências repetitivas de DNA que existem nas extremidades de todos os cromossomos humanos), os hábitos de vida do paciente e o risco para várias doenças – como as cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer, já está disponível no Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica.

Com a função de proteger e separar os cromossomos, os telômeros são semelhantes à capa plástica de cadarços de sapato, que impedem que o cadarço desfie, estrague e perca sua função. Em cada célula humana existem 23 pares de cromossomos, e, portanto, 92 telômeros (um em cada extremidade de 46 cromossomos no total).

“Cada vez que uma célula se divide, o telômero fica um pouco mais curto”, explica o Dr. Rafael Munerato, diretor clínico do Delboni. Segundo ele, o encurtamento faz parte do ciclo natural da vida e está relacionado aos hábitos adotados durante os anos. “Porém, telômeros curtos podem ser responsáveis por algumas das mudanças que associamos ao envelhecimento normal e não impedir a divisão descontrolada das células (câncer). Por isso é importante medi-los e mantê-los dentro dos níveis considerados normais”, afirma o médico.

O Teste para Medição dos Telômeros é realizado por meio de uma coleta simples de sangue, assim como um hemograma. Ele pode ser requisitado por especialistas das áreas de geriatria, nutrologia, endocrinologia, dermatologia, entre outras. “A partir do sangue, se extrai a célula (glóbulos brancos nucleados – Linfócitos T) para estudo do cromossomo e é possível analisar a extensão dos telômeros por uma metodologia de alta sensibilidade e última geração”, revela o Dr. Munerato.

Como resultado, é revelada uma pontuação ou índice do paciente. Baseado no cálculo do comprimento dos telômeros, o exame permite calcular a pontuação do paciente, representada no laudo de forma gráfica. De acordo com o especialista, no exame, o índice de telômeros de um paciente é comparado ao índice médio de telômeros de uma população da mesma faixa etária. Se a medição estiver normal ou acima da média, o médico terá uma determinada conduta. Se estiver abaixo, a orientação será outra.

Com o laudo em mãos ainda é possível verificar se o paciente, além das características genéticas, está fazendo as escolhas corretas e aconselhá-lo para uma maior prática de exercícios físicos, mudança em sua dieta e outras questões. O médico pode optar pela administração de suplementos que podem ajudar na manutenção dos telômeros ou a reversão do processo de encurtamento.

Segundo o especialista, o teste também tem função indireta para a estética, pois reflete na melhoria da qualidade de vida e pode retardar o processo de envelhecimento. “Com o auxílio do resultado, os especialistas podem sugerir medidas preventivas para ajudar as pessoas a lidarem com o estresse, por exemplo, e aumentarem sua qualidade de vida e bem estar”, finaliza.

O Teste para Medição dos Telômeros só pode ser realizado por meio de pedido médico, já que o laudo necessita da interpretação e acompanhamento de um especialista.

O que o exame pode revelar?

Bom índice de telômeros, bom estilo de vida: é a confirmação de que as ações escolhidas e hábitos de vida adotados estão funcionando;

Índice de telômeros insatisfatório, estilo de vida insatisfatório: indica a necessidade de mudanças nos hábitos de vida e evidencia o envelhecimento interno antes do surgimento de doenças externas;

Índice de telômeros insatisfatório, bom estilo de vida: neste caso, é necessário verificar com atenção o estilo de vida adotado (qualidade dos alimentos ingeridos, excesso de exercícios, estresse, entre outros) e fazer um diagnóstico mais profundo (há deficiências nutricionais subclínicas? Existe sensibilidade alimentar? É necessário iniciar algum tipo de terapia de reposição hormonal?).

Enxergar bem sem óculos de grau é o desejo de muitas pessoas

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Quem usa óculos de grau sabe muito bem como é desconfortável em algumas situações, principalmente para quem precisa carregar sempre dois: um para perto e outro para longe. Sem contar com as lentes bifocais e multifocais que esteticamente não são nada agradáveis.

A visão é responsável pela maior parte de tudo que percebemos, muitas pessoas não se preocupam em manter em bom estado a saúde dos olhos até que identifique alguma deficiência, como o astigmatismo, hipermetropia, miopia e a presbiopia, conhecida como “vista cansada”, que atinge grande parte da população a partir dos 40 anos.

Para correção desses problemas, o oftalmologista Dr. Flávio Rangel indica a Cirurgia Refrativa LASIK ou PRK, em ambas as técnicas é utilizado o mesmo aparelho a laser. O que difere uma da outra é a forma de aplicação do laser em cada caso, pois o resultado final é semelhante.

A cirurgia restabelece o poder de enxergar melhor, principalmente a qualidade de vida, sem a inconveniência e limitações que o óculos proporciona. Praticar esportes, dirigir, ler e manter a aparência natural são alguns dos benefícios que mais se destacam.

Outra opção bem conhecida para quem sofre de ametropia individual ou combinada, e não quer se submeter a uma cirurgia são as lentes de contato. Para que os resultados sejam positivos, o Dr. Flávio utiliza técnicas para que haja o equilíbrio ideal na correção do grau e maior conforto visual do paciente.

Por Dr. Flávio Rangel. Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo, especialista pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia).

Hérnia de Disco: Estudo aponta que acupuntura é mais eficaz do que medicamentos

em Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

Dor cervical, retificação da curvatura do pescoço, limitação aos movimentos, entorpecimento e fraqueza irradiando para as mãos – estes são alguns dos sintomas das pessoas que sofrem de hérnia de disco do pescoço. E a solução para o tratamento desses problemas podem estar na acupuntura – método milenar da Medicina Tradicional Chinesa.

Um estudo randomizado e controlado com 420 pacientes, publicado noJournal of Acupuncture and Tuina Science, apontou que a eletroacupuntura é mais eficaz que o Meloxicam, medicamento anti-inflamatório com propriedades analgésicas e antifebris, geralmente indicado para o alívio de inflamação e dores de intensidade ligeira a moderada, em doenças reumáticas e também musculoesqueléticas.

“Todos os pacientes do estudo passaram por análises rigorosas, envolvendo diversos critérios de inclusão e exclusão com base em testes objetivos, como raio-x e tomografia computadorizada, o que enaltece a seriedade do estudo em busca de promover o método em prol da saúde humana”, comenta Dr. Márcio De Luna, acupunturista e fisioterapeuta há 30 anos, que explica ainda que a “acupuntura estimula a produção de analgésicos naturais do corpo humano, como a endorfina, que além de diminuir a dor, proporciona uma sensação de bem estar e prazer. Ela dá uma `onda` com dizem os jovens”.

No teste, os pacientes foram divididos em dois grupos de controle, na qual o primeiro foi submetido a prática da eletroacupuntura durante sessões de 20 minutos, uma vez por dia, durante 10 dias, totalizando um ciclo de tratamento, e após um dia de descanso, submetido a um novo ciclo de tratamento, que durou mais 10 dias. Já o grupo controlado pelo medicamento tomou um comprimido de 7,5mg durante 20 dias consecutivos, sempre após o jantar.

RESULTADOS A CURTO-PRAZO

Dos 207 pacientes submetidos a eletroacupuntura, um total de 145 se recuperaram no curto prazo. Dos 208 pacientes de medicamentos, 93 se recuperaram no curto prazo. Melhorias também ocorreram em um adicional de 53 pacientes de acupuntura e em 90 pacientes de medicação.

Fraca resposta ao estímulo ou ao medicamento foi indicada quando não houve nenhuma melhoria dos sintomas e a taxa de redução dos sintomas e sinais era inferior ou igual a 30%. O grupo de eletroacupuntura teve 9 respostas fracas e o grupo de medicação tinha 25 respostas fracas aos tratamentos.

RESULTADOS A LONGO-PRAZO

Resultados a longo prazo foram significativamente melhores para o grupo de eletroacupuntura do que para o grupo do Meloxicam. Dos 207 pacientes submetidos ao método milenar, um total de 180 pacientes apresentaram recuperação a longo prazo. Dos 208 pacientes do medicamento, 142 pacientes tiveram uma recuperação a longo prazo. A eletroacupuntura apresentou melhoras significativas em 25 pacientes, enquanto o medicamento ocasionou a melhora em 52.

Os maus resultados (ou resultados fracos) para eletroacupuntura foram limitados a 2 pacientes, enquanto nos casos de tratamento com o remédio, 14 pacientes obtiveram resultados ruins.

Ser obeso mórbido quadruplica o risco de dor nas costas

em Educação e Comportamento/Saúde & Bem-estar/The São Paulo Times por

20 minutos de diários de exercícios leves pode reduzir o risco de dor nas costas em 32%.

Obesos mórbidos têm quatro vezes mais risco de terem dor nas costas, mas a adição de apenas 20 minutos de exercício leves, todos os dias, pode reduzir esse risco em 32%. É o que defende os autores de um estudo, apresentado durante a Reunião Anual da Sociedade Norte-Americana de Coluna.

A pesquisa  recebeu o  prêmio do mais proeminente estudo de 2013, conferido pelo The Spine Journal, a maior e mais importante publicação sobre coluna no mundo.

“Historicamente, os especialistas em coluna vertebral têm dito aos pacientes com sobrepeso e obesos que eles devem perder de peso e aumentar sua carga de exercícios físicos para reduzir o risco de dor nas costas. Este novo estudo é mais preciso: fornece os dados concretos para que os profissionais de saúde possam colocar mais peso por trás de suas palavras ao fazer estas recomendações para seus pacientes”, observa o neurocirurgião Cezar Augusto de Oliveira.

Para chegar a esse nível de precisão, os pesquisadores realizaram um estudo de base populacional transversal com 6.796 adultos americanos que integravam uma pesquisa anterior, feita em 2003-2004: a National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES).

Dentre os participantes desta pesquisa nutricional foi determinado o estado de dor lombar (LBP) por meio de um questionário. O IMC foi calculado durante exame físico e os participantes foram divididos em quatro grupos (peso normal, com IMC entre 20-25; sobrepeso, IMC entre 26-30; obesos, com IMC entre 31-35; obesos mórbidos, com IMC maior que 36). A prática da atividade física também foi monitorada.

Os pesquisadores concluíram que na população estudada, o menor risco de dor lombar estava no grupo com IMC normal: 2,9%; o risco de 5,2% de dor surge para o grupo com sobrepeso; de 7,7% para obesos e de 11,6% para obesos mórbidos.

“Dentre os achados da pesquisa, fumar é consistentemente o mais forte preditor de dor lombar em todos os espectros de IMC. O exercício físico também modula esses riscos. No modelo geral, os melhores preditores de LBP estão entre os que praticam a atividade física de forma moderada e alta. Quando os participantes são divididos apenas pelo IMC, o tempo gasto em atividades sedentárias e em atividades físicas moderadas demonstra maior influência sobre o estado de LBP nos grupos de participantes com sobrepeso, obesos e obesos mórbidos”, explica Cezar Oliveira, que também é membro da Sociedade Brasileira de Coluna.

“Analisando as informações encontradas, a melhor notícia trazida pelo estudo é que grandes ganhos podem ser adquiridos por meio de mudanças modestas na forma de praticar a atividade física”, defende o neurocirurgião.

Segundo os autores do estudo:

Quando uma pessoa acima do peso deixa de ser sedentária e começa a se exercitar (incluindo uma atividade física muito leve, como dobrar roupas ou andar devagar) ela permanecerá ativa, em média, por 1 hora e 53 minutos. Basta estender esta média por sete minutos, ou seja, a duas horas, para reduzir  o risco de dor nas costas em 17%;

ara a pessoas com excesso de peso, aumentar a quantidade de tempo de uma atividade física moderada (caminhada, hidroginástica, andar de bicicleta, dança de salão e jardinagem) por mais de 20 minutos/dia pode reduzir o risco de dor lombar em 32%;

Exigir um pouco mais de si numa sessão de exercícios é muito benéfico. Para as pessoas que são obesas mórbidas, a duração média de tempo gasto para fazer uma atividade moderadamente intensiva (caminhada, hidroginástica, andar de bicicleta, dança de salão e jardinagem) foi de 1,3 minutos. Estender este tempo médio por pelo menos um minuto adicional a cada vez que o exercício é realizado reduz as chances de ter dor nas costas em 38%.

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