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Chances

Chances “Take all your chances while you can you never know when they’ll pass you by…” ~ Athlete, “Chances”. A…

By Redação , in Coluna , at 20/05/2015

Paulo

Chances

“Take all your chances while you can you never know when they’ll pass you by…” ~ Athlete, “Chances”.

A vida nos apresenta muitas chances. Muitas delas nós vemos. De outras, nem nos apercebemos. A linha do tempo, que segue inexorável no presente, é múltipla e cheia de possibilidades à nossa frente. Quantas vezes nos deparamos com aqueles momentos em que podemos até mesmo ver e sentir o momento de decisão chegando? Aquele estranhamento, aquele arrepio na espinha. Algo, dentro de nós, ali na boca do estômago, se enrola e se aperta, sinalizando, fisicamente, que estamos diante de um momento importante. E momentos importantes, estranhamente, não são necessariamente momentos grandes. Podem ser momentos triviais. Um olhar, um abraço que se demora mais que o formal. Uma frase, um pequeno detalhe. Uma semelhança, várias semelhanças. A insistência da vida em expor na nossa cara os infinitos alinhamentos e sincronicidades aos quais alguns dão o nome de coincidências. Um, dois, dez fatores, aparentemente desconectados, soltos, que no fundo, quando olhamos bem, parecem instrumentos de uma fina orquestração, de uma sutil sinfonia que coloca cada um em seu lugar, como se arrumasse um palco para a próxima cena.
É aí, neste palco preparado para a próxima cena, que entra a nossa participação decisiva. Depois que a vida prepara todo o cenário, os protagonistas, os coadjuvantes que ajudam, quase imperceptivelmente a construir a cena…. chega a nossa deixa; a nossa fala. O momento de dizer; o momento de expressar a escolha, fazer o movimento, dar o passo. Porque, no palco da vida, tudo foi colocado a postos, tudo está ali. Mas, para seguir, (e por onde seguir) depende da sua fala; da sua escolha.
Por isso é tão importante a presença plena em cada momento. Ler os sinais de cada momento. Olhar para cada um deles, e buscar, no fundo da alma, o quanto eles representam respostas da vida, esta grande cenógrafa; àquilo que pedimos; àquilo que sonhamos e desejamos. Olhar com plenitude cada presente que a vida nos dá, e lembrar qual é a matéria com a qual a vida trabalha; que são nossos sonhos. Não as pequenas questões do dia a dia, não aquilo que tem importância apenas hoje, amanhã, pelos próximos 15 minutos ou 15 dias. A vida não trabalha com essa matéria. Ela não se relaciona necessariamente com os detalhezinhos de cada dia. Ela constrói grandes obras, e responde a grandes sonhos, como aqueles que estiveram sempre conosco, como aqueles que estão guardados dentro de você, desde sempre, desde uma tarde ensolarada na qual você se deitou num gramado, tanto tempo atrás, e pediu, e desejou, e mostrou à vida o que você realmente queria.
O tempo da vida funciona em camadas diferentes daquelas que usamos no cotidiano. Muitas vezes, ela te dará de presente hoje algo com que você vem sonhando há muitos, muitos anos. Esteja presente, plenamente, para saber reconhecer. Aproveite todas as suas chances enquanto você pode. Você nunca sabe quando elas vão passar por você.

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Coach e Terapeuta Transpessoal; Membro da ONG Terapeutas Sem Fronteiras e Conselheiro do Nikola Tesla Institute e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2015.

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