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Comércio transatlântico de escravos nos alerta para perigos do racismo, diz chefe da ONU

em Mundo/News & Trends/ONU por

O comércio transatlântico de escravos “epicamente vergonhoso” foi o maior movimento forçado e legalmente sancionado de pessoas na história da humanidade. Mais de 15 milhões de homens, mulheres e crianças da África foram escravizados.

A lembrança é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem para o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos – 25 de março.

A data foi estabelecida para reconhecer um “capítulo brutal” na história humana e para aumentar a conscientização sobre os perigos do racismo e do preconceito hoje, destacou Guterres.

“Ao celebrarmos o 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos neste ano [2018], honremos aqueles que pereceram ou sofreram sob a escravidão. Vamos celebrar os ganhos das pessoas de ascendência africana. E vamos pressionar todos os dias e em todos os lugares para defender a dignidade de todo ser humano”, disse Guterres.

Marca visual do Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos – 25 de março – em 2018.

Marca visual do Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos – 25 de março – em 2018.

Década internacional

Uma das ações das Nações Unidas na temática é a Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), proclamada pela resolução 68/237 da Assembleia Geral.

A data proporciona uma estrutura sólida para as Nações Unidas, os Estados-membros, a sociedade civil e todos os outros atores relevantes para tomar medidas eficazes para a implementação do programa de atividades nos três eixos da iniciativa: reconhecimento, justiça e desenvolvimento.

Existem aproximadamente 200 milhões de pessoas vivendo nas Américas que se identificam como afrodescendentes. Muitos mais vivem em outros lugares do mundo, fora do continente africano.

Seja como descendentes das vítimas do tráfico transatlântico de escravos ou como migrantes mais recentemente, estas pessoas constituem alguns dos grupos mais pobres e marginalizados. Estudos e pesquisas de órgãos nacionais e internacionais demonstram que pessoas afrodescendentes ainda têm acesso limitado a educação de qualidade, serviços de saúde, moradia e segurança. Saiba mais sobre a Década em decada-afro-onu.org.

O Sistema ONU no Brasil também promove a campanha Vidas Negras, cujo objetivo é ampliar, junto à sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais, a visibilidade do problema da violência contra a juventude negra no país.

Com isso, a ONU quer chamar atenção e sensibilizar para os impactos do racismo na restrição da cidadania de pessoas negras, influenciando atores estratégicos na produção e apoio de ações de enfrentamento da discriminação e violência. Saiba mais em nacoesunidas.org/vidasnegras.

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