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Como contar histórias na era do “demorou, dançou”?

em Negócios/News & Trends/São Paulo por

Esqueça as apresentações de 50 slides e as palestras de duas horas? Depende. Mas o que talvez você não saiba: o seu assunto (de uma iniciativa comunitária à última descoberta da neurociência) PODE ser apresentado em poucos minutos, de um modo que vai cativar o seu público.

“Numa quarta-feira abafada, num escritório envidraçado numa grande capital brasileira, um executivo presta contas à diretoria usando uma apresentação de cerca de 67 slides cheia de números, dados e detalhes. Enquanto isso, em outro canto da cidade, um orador entra na segunda hora de sua palestra, enquanto abre a terceira garrafa de água com gás. A alguns quilômetros dali, um professor tenta manter a atenção de seus alunos na última aula da seqüência do dia. Em todos os casos, há apenas uma coisa em comum: nenhum deles tem a atenção das pessoas para as quais está falando. E a maioria delas vai sair dali sem ser capaz de lembrar-se de uma única parte relevante do conteúdo apresentado.”

Essa é uma história triste e recorrente, pois muita gente tem grandes idéias e projetos, mas não tem a menor ideia de como apresentá-las ou encantar seu público. E sem encanto, sem magia, não há como cativar ou ter a atenção das pessoas: sabemos que a própria formação das memórias depende das emoções que o público sente enquanto é exposto ao conteúdo. Dados e números podem ser importantes, mas tem hora e lugar para detalhamentos e minúcias, e certamente não são os elementos que vão engajar o público em 99% dos casos.

Uma dupla de especialistas em comunicação está se propondo a ensinar uma forma mais emocionante e sucinta para engajar sua audiência. Bruno Scartozzoni, especialista em Storytelling; e Paulo Ferreira, preparador de palestrantes; juntaram forças para criar um curso inédito, no qual ensinam técnicas e preparam os alunos para contarem sua histórias de um modo diferente. Bruno foi uma das primeiras pessoas a falar sobre storytelling e trabalhar com essa ferramenta no mundo corporativo brasileiro, há
cerca de 10 anos. Paulo prepara palestrantes e executivos para fazerem Talks, ou seja, para falar de forma completa e concisa, através de uma metodologia própria que utiliza princípios consagrados na preparação de palestrantes para as famosas TEDTalks;

Pergunta: Bruno, o que é Storytelling, afinal?
Bruno: Storytelling é a arte de contar histórias, ou o conjunto de técnicas normalmente utilizadas por roteiristas e escritores para engajar, emocionar e conseguir a atenção de seus públicos. E o que eu faço é aplicar esse conhecimento para organizações e profissionais que queiram se expressar de forma tão interessante e magnética quanto o seu seriado favorito.
Pergunta: Paulo, condensar assuntos complexos em 18 minutos é uma proposta e tanto… mas, pode ser feito com qualquer assunto mesmo?
Paulo: Pode. Sem sombra de dúvida, e as milhares de Talks do TED, sobre qualquer assunto, inclusive alguns muito complexos, como neurociência, DNA, robótica e inteligência artificial, provam isso sem margem de erro. MAS, há um grande porém: é preciso preparação, mesmo. No improviso, sem a devida dedicação, é impossível para a quase totalidade das pessoas.

Pergunta: Há exceções?
Paulo: Sempre há exceções. Há os que tem uma habilidade natural impressionante, uma capacidade incomum para fazer isso. Mas segundo pensa o Chris Anderson, do TED, isso deve ser menos que meio por cento da população do planeta…. então, é melhor não arriscar…
Pergunta: Bruno, e como é que o storytelling vê essa ideia de reduzir e limitar o tempo?
Bruno: Boas histórias não têm relação com o número de páginas de um livro, ou quantidade de minutos de um filme. Boas histórias acontecem quando conseguem emocionar o público do jeito certo. E é possível fazer isso com poucos slides ou em um pitch de vendas de 5 minutos.
Pergunta: Para alguém que dá aulas, cursos ou fala em público sempre, o benefício do curso é claro. Mas como ele colabora com a carreira de quem não tem assim tanta exposição?
Bruno: Comunicação faz parte de qualquer dia a dia profissional. Nem sempre temos que subir no palco ou fazer apresentações, mas convencer um chefe, vender uma ideia ou até enviar um e-mail com ideias bem concatenadas é um desafio para a grande maioria das pessoas.

Pergunta: Vocês não acham que talvez haja muito exagero nessa falta de tempo das pessoas?
Paulo: Ah, eu quero responder essa; porque eu acho sim que tem muito exagero. As pessoas precisam aprender a estarem mais presentes; mais inteiras onde estão; a fragmentar menos sua atenção. Isso vai ser cada vez um diferencial mais poderoso no mundo. Só que, ainda assim, saber contar uma boa história e ser direto, claro e conciso, continua e vai continuar sendo sempre fundamental. Quem não se prepara começa sempre a repetir e diluir o conteúdo, e isso é um tédio; e não existe atenção que aguente quando o tédio se instala. Além disso, quem realmente conhece profundamente um assunto, sabe simplificar a explicação. Como disse o Einstein, certa vez: “Se você não consegue explicar de um modo simples, é porque não entendeu bem o suficiente”.

Informações e inscrições:
http://storytalks.com.br/home/

Serviço
Storytalks – DOMINE O PALCO, DO EVENTO À SUA PRÓPRIA CARREIRA
Criado e Ministrado por um preparador de palestrantes do TEDx e um especialista em
Storytelling – Curso de Bruno Scartozzoni e Paulo Ferreira.
Datas: 21 e 22 de outubro de 2017 (sábado e domingo)
Horário: das 9 às 18 horas (total de 16 horas)
Local: Espaço Cazamais – Rua Coronel Melo de Oliveira, 1121 – Vila Pompéia, São Paulo – SP
(11) 3477-2412

 

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