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Monday, September 21, 2020
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Compulsão alimentar na quarentena pode mascarar um transtorno cerebral mais grave

Em casa e com tantas emoções inundando os pensamentos diante da pandemia, o descontrole na alimentação têm sido o principal…

By Redação , in Brasil Mundo News & Trends São Paulo , at 12/05/2020

Em casa e com tantas emoções inundando os pensamentos diante da pandemia, o descontrole na alimentação têm sido o principal gatilho da maioria das pessoas. Apesar de brincadeiras e piadas que são feitas em redes sociais, quando o descontrole na hora de comer se torna frequente isso pode ser um sinal de doença. O comer compulsivamente, além de um evidente descontrole impulsivo do comportamento alimentar, não mexe apenas com a silhueta, mas com a saúde geral, já que pode levar a problemas cardíacos e metabólicos, como a diabetes e a hipertensão, que colocam a vida em risco. 

Segundo o psiquiatra Dr. Diego Tavares psiquiatra e especialista em depressão e bipolaridade do Hospital das Clinicas da FMUSP, a compulsão alimentar pode ser um problema ainda mais grave, principalmente quando a avaliação médica do quadro fica restrita apenas ao problema do comer compulsivo quando na verdade essa pessoa pode estar tendo descontrole da impulsividade em várias outras áreas da vida que não estão ganhando a atenção e podem fazer parte de um único problema que desregula o humor e os impulsos: o transtorno bipolar. “O descontrole ocorre em áreas do cérebro que são responsáveis por cada um dos nossos atos e, como potencializam o impulso por comida, enfraquecem os centros da saciedade e faz a pessoa comer descontroladamente”, conta. 

Dr. Diego conta que o cérebro possui um sistema de recompensa e alguns alimentos – principalmente os carboidratos, os açúcares e gorduras – liberam enzimas que causam bem-estar e, em pessoas com propensão a transtornos mentais, a compulsão pode ser causada justamente pela busca incessante do cérebro por essas “recompensas”. “A pessoa fica viciada em açúcar como se vicia em drogas, por exemplo. É preciso fazer um tratamento para reequilibrar a química cerebral”, conta o psiquiatra.

O médico explica que, a fome é regulada por um hormônio chamado grelina, que sinaliza para o hipotálamo, região do cérebro responsável por programar o circuito cerebral da fome, de que é hora de se alimentar. “Uma combinação de líquidos, cafeína, vitaminas e carboidratos compõem a quantidade ideal de energia que os neurônios precisam para funcionar adequadamente. É nessa região cerebral que o apetite é regulado. Ali, os níveis sanguíneos de glicose e insulina e os hormônios grelina e leptina são monitorados para avaliar se o organismo tem calorias e nutrientes suficientes para funcionar ou não”, afirma Dr Diego que alerta “a qualquer sinal de descontrole é importante buscar ajuda já que neste momento o cuidado com a saúde mental precisa ser total”.

Mais informações à imprensa 

Mayra Barreto Cinel – Assessoria de imprensa

(11) 9.9986-8058

[email protected]

FONTE: Dr. Diego Taraves

Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB).

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