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Conflito de um ano levou 1,4 milhão de sul-sudaneses a viverem em um ‘barril de pólvora

“O povo do Sudão do Sul está vivendo em um barril de pólvora“, disse o chefe da ONU para os…

By Redação , in Mundo News & Trends The São Paulo Times , at 17/12/2014

Foto: IRIN/Binyam Tamene
Foto: IRIN/Binyam Tamene

O povo do Sudão do Sul está vivendo em um barril de pólvora“, disse o chefe da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, ao chamar a atenção da comunidade internacional para a situação “terrível” em que vivem os civis no país desde que começou o conflito há um ano.

Com o diálogo entre o governo e a oposição previsto para recomeçar nesta semana, Zeid pediu para que ambas as partes reconheçam o sofrimento causado aos civis e façam todo o possível para que através das negociações restabeleçam a calma e evitem outra catástrofe humana no país.

“A falta de esperança nos campos de deslocados é notável. São mulheres, homens e crianças que passam os dias em condições de vida terríveis”, disse Zeid.

“Mesmo após o fim do conflito, serão necessários meses ou até anos para que essas famílias sejam capazes de trazer de volta a normalidade em suas vidas”, acrescentou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também expressou preocupação com a situação do país, ao afirmar estar “decepcionado e triste” com a falta de um acordo de paz abrangente e frisou que a “matança deve parar” imediatamente. “Os líderes do Sudão do Sul permitiram que as suas ambições pessoais comprometessem o futuro de uma nação inteira”, acrescentou.

De acordo com dados da ONU, há 1,4 milhão de pessoas deslocadas dentro do país, e outros 500 mil civis buscaram refugio nos países vizinhos. Além disso, mais de 97 mil de pessoas permanecem abrigadas nas bases da Missão da ONU no país (UNMISS).

Fonte: onu.org.br

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