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Conheça 55 Cancri: o planeta de diamante

Após anos de pesquisa, uma equipe de astrônomos da Universidade de Penn State criou um modelo viável que representa o…

By Redação , in News & Trends Tecnologia e Ciência , at 16/07/2014 Tags:

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Após anos de pesquisa, uma equipe de astrônomos da Universidade de Penn State criou um modelo viável que representa o sistema planetário chamado 55 Cancri – que está a 40 anos-luz de distância da Terra -, onde acredita-se haver um planeta composto quase inteiramente de diamante.

O sistema Cancri 55 e seus cinco planetas têm sido um mistério para os astrônomos, pois ainda não foram capazes de determinar as massas exatas e as órbitas de dois dos planetas gigantes desse sistema que orbitam mais perto de seu sol (chamado de 55 Cancri), do que Mercúrio está do nosso sol.

O que os mantém em sua órbita? Os pesquisadores tentaram responder a essa questão por meio da análise de propriedades dos planetas com novos modelos estatísticos e computacionais.

“O sistema planetário 55 Cancri é único tanto em riqueza como na diversidade de seus planetas conhecidos, bem como o número e variedade de observações astronômicas”, diz o professor de Astronomia e Astrofísica, Eric Ford, coautor do estudo. “A complexidade deste sistema torna extraordinariamente difícil de interpretar essas observações.”

Para analisar os planetas, os cientistas da computação desenvolveram uma sofisticada ferramenta capaz de simular as órbitas planetárias. Seus cálculos sugerem que um dos gigantes, o planeta 55 Cancri e, tem oito vezes a massa e o dobro do raio da Terra, mas ambos têm a mesma densidade.

O planeta é inabitável, pois é quase 38 vezes mais quente que o lugar mais quente da Terra, cuja temperatura é 3.800 graus centígrados, portanto não pode armazenar a água líquida.

Em 2011, as observações sugeriram que o 55 Cancri e orbita seu sol em uma super velocidade, e fica em torno dele por apenas 18 horas, embora os cientistas achassem que levava três dias.

Logo depois, os astrônomos detectaram a sombra do planeta que passa sobre a Terra, o que lhes permite medir o tamanho do planeta em relação ao tamanho da estrela.

“Estes dois planetas gigantes de 55 Cancri interagem tão fortemente que podemos detectar mudanças em suas órbitas”, diz o estudante e principal autor da pesquisa, Benjamin Nelson.

“Essas detecções são emocionantes porque elas nos permitem aprender coisas sobre as órbitas que normalmente não são observáveis​​. No entanto, as rápidas interações entre os planetas também apresentam um desafio já que a modelagem do sistema requer simulações demoradas para cada modelo, a fim de determinar as trajetórias dos planetas e, portanto, a probabilidade de sobrevivência de milhares de milhões de anos sem uma colisão catastrófica”, conclui Benjamin.

A diferença da nova análise em relação aos estudos anteriores é que ela é mais precisa, segundo Eric Ford. Outros estudos de “interações entre planetas ignorados (não reconhecidos oficialmente)” utilizavam cálculos muito simples.

Localizado na constelação de Câncer, o 55 Cancri pode ser visto da Terra como um sistema brilhando. O sol tem aproximadamente a mesma massa que a de nosso sistema. Tal proximidade permitiu aos astrônomos medir sua velocidade em quatro observatórios diferentes milhares de vezes, explica o professor Jason Wright, assistente do estudo.

Os pesquisadores da Penn State estão entre um grupo de cientistas que espera identificar mais planetas semelhantes à Terra com a ajuda da tecnologia altamente avançada, além de telescópios.

© 2014, IBTimes.

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