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Construção pela Arte (a continuação)

em Incontrolável/News & Trends por

Aquele meu amigo que estava fazendo o curso de dramaturgia veio me falar essa final de semana que a luz é gigante para aqueles que se permitem “escutar e repetir” para então poderem “sentir” e a partir daí terem a “liberdade” como recompensa. Foram ensinamentos profundamente “compartilháveis” a qualquer ser humano que queira se relacionar melhor. Ele disse que foram lições para a vida.

Logo no meio da sala colado no armário, uma citação do ator norte-americano Sanford Meisner, que desenvolveu o método inovador que foi ensinado durante as aulas: “Não é ser interessante, é ser interessado.”

A lógica que os atores sintetizam como “repetir”, está mais relacionada com “reagir, agir e estar atento”. Isso vai afinando nossa percepção em entender a melhor maneira de lidar com os outros.

Com o decorrer das aulas, meu amigo percebeu que “estaria aleijado se preocupasse com o que os outros pensassem sobre ele”. Por mais que estivesse em companhia de atores profissionais, num meio que o ego é tão presente – seja como mecanismo de marketing ou de defesa. Ele simplesmente se deixou levar pelos exercícios de preparação. E tudo se completou quando percebeu que o entendimento dos sentimentos precisa, obrigatoriamente, estar na perspectiva correta. Mesmo porque, se nem nós mesmos nos conhecemos, imagina querer que outras pessoas saibam exatamente como nos sentimos? É basicamente impossível alguém estar completo em algum sentimento. O que outros enxergam na gente, precisa ser considerado. Considerado apenas. Nada mais do que isso. Por isso o método ensina a repetir aquilo que foi dito. É nada mais uma parte de um todo que acabou chamando a atenção naquele instante.

Essa construção do entendimento humano pela arte é formidável. Existem várias “camadas” que a gente cria com o passar do tempo que nos protegem frente as hostilidades do mundo. Sim, quem disse que ele não é assim? Quem disse que não é competitivo, injusto, frustrante? Viramos todos um mar de ansiedade. Mas a lição que vem da dramaturgia pelo método Meisner, de não deixar de viver as próprias emoções através das percepção que enxergamos no outro em cada instante específico, é genuíno. Mesmo porque o próximo não deveria representar a hostilidade do mundo. Aprende-se a garantir atenção ao indivíduo. Este esforço total e absoluto é ação mais compensadora que podemos ter com qualquer pessoa. Compensadora para ambos – nós e os outros.

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