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Contagem Regressiva

Contagem Regressiva Finalmente chegamos a dezembro, neste tão complexo ano de 2014. Um amigo comentou que esse ano vai ser…

By admin , in Coluna , at 03/12/2014

Paulo

Contagem Regressiva

Finalmente chegamos a dezembro, neste tão complexo ano de 2014. Um amigo comentou que esse ano vai ser estudado no futuro: um ano tão complicado, tão sui generis, que daqui a vinte ou trinta anos, talvez digamos “- …mas isso foi antes de 2014” – num sentido de divisor de águas. Foram tantas coisas estranhas, tantas descobertas, tantas mudanças que o ano me parece de fato histórico. Já de início, a lista estranhíssima de suicídios de banqueiros no mundo todo; todas as manchetes com as atitudes e declarações bombásticas do revolucionário Papa Francisco, todas as reviravoltas inacreditáveis das eleições no Brasil, os acontecimentos imprevisíveis da copa do mundo.

Antes da metade de 2014, eu havia escrito sobre a “temporada de cisnes negros” que se avizinhava – ou seja, uma coleção enorme de fatos inusitados, inesperados – e de consequências para lá de imprevisíveis. Como a confirmação de existência de vida num cometa; como o relatório da NASA de que o modelo sócio-econômico atual baseado na desigualdade é inviável e tende ao colapso; apenas para citar alguns do mais extremos fatos do ano. Digo hoje que a consequências desses acontecimentos estão ainda muito longe de serem compreendidas; e exatamente por isso, creio que este será um ano que vai ser estudado no futuro, quando pudermos ter uma perspectiva histórica mais adequada sobre fatos tão impactantes como o estado de guerra na Ucrânia, o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines; o crescimento do Estado Islâmico como um neo-califado; além, é claro de todos os escândalos de corrupção no Brasil; que ultrapassaram as fronteiras puramente judiciais ou políticas, para tonarem-se, claramente, um desastre econômico nacional: os valores desviados são percentuais relevantes do PIB do país. Por esses fatores; e muitos outros que mereceriam um livro para analisar este ano, sinto que muitos vão comemorar o fim de 2014 como algo muito esperado. A idéia de “fatiar” o tempo pode não ter um significado real, visto que apenas nós, seres humanos, percebemos ou entendemos que haja alguma diferença entre 31 de dezembro e primeiro de janeiro. A natureza, as demais espécies, a ecologia, desconhecem nosso calendário. Para o Planeta Terra, não há nada que vá “terminar” ou “começar”.

Mas, para nós, é bastante útil e relevante essa marcação de final e recomeço. Contanto que a utilizemos como um “portal” no sentido de nossa renovação pessoal. Uma excelente oportunidade para rever, reavaliar, modificar. Priorizar o que efetivamente é essencial para a felicidade; e esvaziar-nos de condicionamentos sócio-culturais criados apenas com um foco consumista e mercadológico.

Perceba que tudo que torna este período de fim de ano difícil, exigente e estressante é puramente criado por convenções sociais empurradas por uma visão materialista de consumo. Neste sentido, vale muito a pena parar e observar com atenção. Ouvir sua voz interna. E avaliar, de verdade: “será que eu preciso de mais coisas”? Será mesmo que este objeto novo é indispensável? Será mesmo que eu preciso correr como um louco para comprar coisas antes de uma data específica, determinada de modo arbitrário para atender exclusivamente convenções sociais e necessidades de mercado?

Porque não viver este tempo apenas com o foco dos reencontros, seja com os seus, com a família, com os amigos? Porque não colocar toda ênfase nos aspectos emocionais, internos? No valor da reflexão e da possibilidade de dar-se uma chance de parar, por uns dias, e reavaliar o modo como temos vivido? Para aqueles que entendem esse período como sagrado, realmente mergulhar nesses aspectos e nas mensagens que estão aí há mais de dois mil anos, sendo repetidas pelas bocas, sem terem sido adequadamente vividas nos corações?

Acima de tudo, aquela mensagem que diz “faça ao outro aquilo que faria por si mesmo”. É de uma perfeição irretocável, e bastaria isso para que o mundo fosse outro.

Que tal fazer do SEU mundo, outro, para começar?

Lembre-se: é apenas uma transição marcada num calendário artificial. Nada vai acabar, exceto um mês e um ano artificialmente indicados. Na verdade, tudo vai seguir. Janeiro virá. Portanto, de que serve tanta ansiedade com esta contagem regressiva, como se nossas vidas dependessem de resolver algo “antes” do fim do ano? Depois do fim do ano, haverá um ano novo. Esvazie-se um pouco, deixe o tempo fluir mais solto. Viva o momento presente de verdade; e a oportunidade dos reencontros que este momento traz.

Todo o resto continua.

No ano que vem…

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

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