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Cresce restrição a empregados que fumam

Embora nenhuma empresa afirme isso em seus processos de recrutamento e seleção, ao menos 20% delas não contratam empregados que…

By Redação , in Brasil Negócios São Paulo , at 09/02/2015

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Embora nenhuma empresa afirme isso em seus processos de recrutamento e seleção, ao menos 20% delas não contratam empregados que fumam. A estimativa é de Luciana Tegon, Diretora da Tegon Consultoria, empresa especializada em recrutar e selecionar pessoas para clientes em todo o Brasil:

“Quando discutimos com as empresas o perfil ideal do candidato para determinada vaga, pelo menos 20% das empresas orientam as consultorias a não incluírem profissionais que fumam em seus processos de seleção. Isso se deve a vários fatores, a começar pela questão de saúde, uma vez que empregados que fumam estão mais propensos a doenças graves como embolia pulmonar ou até mesmo câncer, o que implicaria em impactos consideráveis no plano de saúde mantido pela empresa”, explica Luciana.

Outra razão para que as empresas evitem empregados fumantes é a produtividade. Segundo Luciana Tegon, um empregado que fuma ao redor de 10 cigarros por dia durante o horário de trabalho vai perder cerca de 1 hora de trabalho entre as idas e vindas para fumar: “Como não é possível impor ao funcionário que pare de fumar para não comprometer sua produtividade, pois essa imposição poderia acarretar implicações trabalhistas, o que acaba acontecendo mesmo é que as empresas demitem o empregado fumante. Em empresas do segmento de saúde, beleza, bem estar e qualidade de vida, não se admitem fumantes de modo algum, uma vez que o fumo contrário a própria cultura dessas empresas”, explica Luciana.

Ainda que algumas empresas venham proporcionando momentos de pausa para seus empregados relaxarem, inclusive com a criação de áreas de descompressão, nesses intervalos para descanso não se admite o uso do fumo:
“Há empresas que adotaram uma área de descompressão para os empregados relaxarem. Em algumas vemos áreas isoladas com poltronas reclináveis em ambientes escuros e silenciosos, onde o funcionário pode ficar por 15 minutos em paz, sem poderem usar celular ou até mesmo conversarem uns com os outros. É área para relaxar mesmo. Há outras que têm salas de jogos, salas de alongamento, salas de massagem e meditação estimulada por áudios que podem ser ouvidos em fones individuais. Mas em nenhuma dessas salas é permitido fumar, até porque a própria legislação proíbe o fumódromo em ambiente fechado”, assinala Luciana.
Mentir não funciona – Segundo a diretora da Tegon Consultoria, há casos de funcionários que mentem nos processos de seleção e dizem que não sã fumantes quando perguntados a respeito. Para a consultora, essa prática é inútil, uma vez que o hábito de fumar é detectado até mesmo quando a pessoa não está fumando ou não fuma durante o horário de trabalho:

“Já vi casos em que o fato do empregado apenas cheirar a cigarro levou à sua demissão. É fato que as pessoas que não fumam têm olfato mais sensível e, nesse caso, os colegas desse profissional reclamavam que ele cheirava a cigarros e que o cheiro era incomodo. Quando o empregado foi ouvido pela área de RH, ele alegou que tinha voltado a fumar depois de conseguir o emprego. A desculpa não colou e ele foi demitido”, conta Luciana.

Muitas empresas têm programas de combate ao tabagismo, que visam estimular os empregados a abandonarem o vício. De modo geral, esses programas têm como principal preocupação os aspectos relacionados à saúde dos colaboradores, uma vez que doenças como embolia pulmonar ou câncer impactam diretamente os custos dos planos de saúde que as empresas oferecem aos empregados. Segundo Luciana Tegon, muitos desses programas oferecem aos empregados fumantes equipes de atendimento multidisciplinar com terapeutas, personal trainning para caminhadas e corridas e até nutricionistas e médicos especializados: “O fato da atividade ser feita em grupo é um ponto relevante para o elevado índice de sucesso desses programas”, assinala Luciana.

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