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Crise hídrica gera alta demanda por abertura de poços artesianos

Por Débora Cristina de Marco A humanidade enfrenta uma crise de escassez de água por alterações climáticas que implica em…

By Redação , in Brasil São Paulo The São Paulo Times , at 03/04/2015

Por Débora Cristina de Marco

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A humanidade enfrenta uma crise de escassez de água por alterações climáticas que implica em uma enorme ameaça ao desenvolvimento econômico e à estabilidade política do mundo. Estimativas apontam que, por volta de 2025, cerca de 2,7 bilhões de pessoas, em todo o planeta, enfrentarão de maneira significativa a falta d’água.

Embora vivamos em um planeta cuja superfície é ocupada por cerca de dois terços de água, apenas uma pequena parte dela pode ser utilizada para consumo (2,7% de água doce), sendo que uma parte significativa desta parcela já foi poluída pela ação humana.

A escassez de água vem sendo muito discutida no Brasil, onde a população tem sofrido com insegurança hídrica há um ano, tendo a preocupação intensificada nos últimos meses. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os Estados mais atingidos por essa crise no abastecimento.

A preocupação com a crise hídrica nos principais mananciais que abastecem a região metropolitana de São Paulo gerou uma demanda pela criação de poços artesianos em terrenos particulares. Segundo o Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado (DAEE), até setembro de 2014, foram solicitadas 788 licenças para a construção de novos poços artesianos.

Normalmente, a água subterrânea é menos contaminada do que a água localizada na superfície, pois se encontra protegida dos componentes que acabam sendo retidos nos solos e cobertura rochosa. No entanto, o solo tem recebido grande quantidade de resíduos, tendo a sua capacidade de retenção alterada, contaminando também as águas subterrâneas.

As principais fontes potenciais de contaminação das águas subterrâneas são os lixões, acidentes ou manuseios inadequados com substâncias tóxicas e/ou pesticidas, resíduos, atividades minerárias que expõem o aqüífero, fossas e tanques sépticos, vazamento das redes coletoras de esgoto ou poluentes que são lançados diretamente no aqüífero sem passar pelas camadas de solo.

Algumas das doenças adquiridas por conta do consumo de água contaminada são: Gastroenterite, Febre Tifóide, Hepatite, entre outras. Os principais sintomas são náuseas, febre e diarréia, podendo evoluir para desidratação em casos de maior gravidade.

Formações rochosas também podem ser fontes de contaminação da água, pois podem liberar agentes contaminantes naturais, tais como arsênio, flúor, nitratos ou sulfatos. A exposição crônica ao arsênio por ingestão de água, por exemplo, está relacionada com aumento do risco para câncer de pele, pulmão, bexiga e rins, bem como outras alterações dérmicas.

A população considera água potável aquela que se apresenta na forma cristalina e inodora, porém isso não é sinônimo de qualidade. Para a garantia de uma água potável, faz-se necessária a análise físico-química e microbiológica. A água proveniente de poços artesianos, semiartesianos, minas ou bicas, deve ser consumida com cuidado, mesmo com aparência cristalina e inodora. A fervura nem sempre exclui a contaminação, podendo também comprometer significativamente a saúde.

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