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Deveríamos pagar pelos diferentes níveis de qualidade de nossos medicamentos?

A maioria das pessoas está familiarizada com a ideia de que quanto mais se paga, melhor o produto. Um Cadillac…

By Redação , in News & Trends , at 07/07/2014 Tags:

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A maioria das pessoas está familiarizada com a ideia de que quanto mais se paga, melhor o produto. Um Cadillac de 85 mil dólares provavelmente é melhor em quase todos os sentidos que um Honda de 16 mil dólares.

Mas e quanto aos remédios? Alguns pacientes podem acreditar que os medicamentos não genéricos – os de marca – são feitos de uma maneira melhor que os medicamentos genéricos; Embora haja uma suspeita que a maioria das pessoas não assuma isso, ou nem sequer pensa nisso.

Quando recebem a prescrição de um médico, as pessoas não perguntam: “Qual genérico?” ou “Existe alguma evidência de que ele funciona tão bem como a marca original?”

Muitas pessoas comparam números de desempenho do carro antes de comprar, mas não é comum que os pacientes comparem o desempenho e a qualidade de seus medicamentos. A razão é porque confiam, direta ou indiretamente, que as agências reguladoras (e seus médicos) garantem que todos os produtos no mercado funcionem corretamente.

Mas por que uma empresa que fiscaliza medicamentos é melhor que qualquer outro burocrata em qualquer outro campo? Talvez nós confiamos nas empresas que fazem os produtos e assumimos que o desejo delas de agradar os clientes – e o medo de perder o negócio – ou mesmo a perspectiva de enfrentar prisão caso envenenem os consumidores, significa que seus produtos irão funcionar bem.

Parte de uma recente pesquisa mostra que a rede de farmácias nos mercados emergentes tem medicamentos de qualidade mais elevada que farmácias autônomas.

O pressuposto é que a rede de farmácias fiscaliza melhor para garantir a qualidade da fonte de seus produtos, diferentemente das farmácias independentes, e pode detectar problemas com mais facilidade que outras.

Talvez seria de esperar o mesmo nos EUA,  uma vez que é esperado que a grande maioria dos medicamentos funcione, a maioria dos norte-americanos provavelmente acredita que empreender tal exercício seria um desperdício de dinheiro. Por exemplo, pode custar centenas de milhares de dólares para encontrar todas as amostras que não funcionam.

Mas talvez essa suposição não esteja correta. A The U.S. Food and Drug Administration – uma instituição que fiscaliza medicamentos e alimentos nos EUA – gasta a maior parte de seu tempo supervisionando novos produtos. O monitoramento de dados de ensaios clínicos e a aprovação dos novos produtos são para onde sua atenção está focada.

Eles realizam inspeções em locais que vendem produtos “velhos” e, ocasionalmente, encontram problemas, emitem advertências, multas e, por vezes, recolhem os produtos e processam os produtores. É um procedimento para garantir a segurança.

A ponderação dos seus esforços para novos produtos foi baseada em sistemas de produção entre os anos de 1980 e 1990, onde a grande maioria dos medicamentos finais, e de produtos químicos intermediários, veio dos EUA e Europa.

Mas, nos últimos 20 anos, cada vez mais produtos estão sendo feitos na Ásia, especialmente na Índia e na China. Hoje, bem mais da metade dos ingredientes para os nossos medicamentos, e talvez um terço dos próprios medicamentos, vem destes dois países.

A produção asiática é muito mais barata que a ocidental, por isso todas as grandes empresas farmacêuticas que buscam cortar custos implantam bases na Ásia.

Um número crescente de produtores indianos e chineses locais estão exportando para o Ocidente também. O problema é que os reguladores nesses países são corruptos, falta mão de obra, há um subfinanciamento e, particularmente, insuficiente. As empresas nesses locais não passam por discussões interativas e lutas legais com os reguladores sobre o controle de qualidade.

O resultado? A má qualidade da produção. A maioria dos piores produtos vão para a África e outros mercados emergentes, mas de acordo com a evidência de cientistas e médicos dos Estados Unidos, como R. Preston Mason, da Harvard University, e Harry Lever, da prestigiada Cleveland Clinic, algumas destas drogas vão para mercados mais ricos também.

Os consumidores, os pacientes e os médicos seriam capazes de especificar qual genérico eles querem com base em sua tolerância ao risco (dada a compreensão de que o risco é difícil de determinar porque os dados de qualidade raramente se tornam públicos)?

Mas, com a afirmação de que todos os produtos são iguais em qualidade, valor e eficácia, e a pouca variedade de genéricos, não há nenhuma resposta viável. Este status quo provavelmente continuará até que uma tragédia aconteça, quando a legislação provavelmente exigir mudanças na rotulagem dos medicamentos. Até então, os compradores devem ficar atentos.

© 2014, IBTimes.

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