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Diferenças entre o parto normal e a cesariana

Com os avanços de recursos, os partos cesáreas passaram a fazer cada vez mais parte da vida das brasileiras.  Atualmente,…

By Redação , in Saúde & Bem-estar , at 22/01/2015

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Com os avanços de recursos, os partos cesáreas passaram a fazer cada vez mais parte da vida das brasileiras.  Atualmente, no país, o número de cesarianas corresponde a 55,6%. A recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que esse número seja de 15%.

Para evitar que os partos agendados sejam realizados de forma excessiva, o Governo Federal estabeleceu que o preenchimento do partograma; um documento com todos os registros do trabalho de parto da gestante; seja obrigatório na rede privada. Essa é uma forma de dar mais poder de escolha à gestante durante o nascimento do bebê.

Contudo, um dos motivos que levam muitas mulheres a optarem pelo parto cesárea é o medo da dor. De acordo com um estudo da Fiocruz, realizado com 24 mil gestantes, esse receio atinge a maioria das gestantes.

O ginecologista do Hospital San Paolo, Centro hospitalar localizado na zona norte de São Paulo, Gilberto Nagahama, explica que raramente o parto normal não causará dor, mas há maneiras de minimizar a sensação.

“Existem diversos trabalhos que mostram que a dor do trabalho de parto pode, em algumas situações, ser aliviada por um bom acolhimento familiar e hospitalar. Em hipótese alguma o incômodo é de origem psicológica mas parece que há uma relação direta entre o estado emocional e o limiar da dor”, declara o médico.

Apesar desse ponto negativo, o profissional afirma que os bebês nascidos de parto normal têm uma tendência a serem mais saudáveis, caso não ocorra nenhuma intercorrência. De acordo com o Ministério da Saúde, a cesariana sem indicação médica pode aumentar 120 vezes os riscos dos problemas na respiração para o recém-nascido.

Outra grande diferença entre os dois tipos de procedimentos está relacionada ao período pós-parto. Nesse momento, as pacientes submetidas às cesarianas têm maior dificuldade na mobilidade e apresentam um aumento dos riscos ligados a qualquer cirurgia, como as hemorragias, infecções, anestesias, entre outros.

“A recuperação é o período em que o corpo da mãe e seus órgãos internos retornam ao estado anterior ao da gravidez. Esse fenômeno demora 42 dias. A grande diferença está nessa fase, que é mais delicada e dolorosa para as pacientes que foram submetidas ao parto cesárea”, diz Nagahama.

Contudo, o especialista afirma que a cesariana sempre será necessária quando a evolução do trabalho de parto aumentar o risco de resultados negativos para mãe ou bebê. “O melhor parto é aquele que oferece o menor risco. Ter uma família saudável é o nosso principal e único objetivo”, declara o médico.

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