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Saturday, June 6, 2020
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Dilemas cotidianos

“Primeiro a gente tira ele, depois vai tirando os outros”, disse o jovem quando encontrou o primeiro cabelo branco, antes…

By Diogo Mono , in Monocotidiano News & Trends , at 01/08/2017 Tags:

“Primeiro a gente tira ele, depois vai tirando os outros”, disse o jovem quando encontrou o primeiro cabelo branco, antes de perceber que os cabelos brancos já estavam tomando conta da sua cabeça e a declaração de guerra era inútil ou, na pior das hipóteses, hipócrita.

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O Rodrigo Hilbert não deveria incomodar tanto apenas por fazer comida, brincar com os filhos e se preocupar com a mulher.

O fato dele incomodar os homens é um sinal.

Até porque, você não precisa ser um chef de cozinha pra poder cozinhar alguma coisa para sua mulher e filhos.

Não precisa ser o Gepeto pra poder brincar com os filhos ou até inventar um brinquedo pra eles. E não precisa ser o Rodrigo Hilbert pra poder fazer sua mulher feliz.

Se ela exige que você seja, você está com a mulher errada.

Ou namora a Fernanda Lima.

Mas é mais provável que você não esteja entendendo nada. Ou esteja só arrumando uma desculpa pra continuar não fazendo o que você não faz.

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A jornalista fala: “com gastos de 1,6 bilhão com cargos de confiança e auxílio moradia, o que dificulta a missão do governo de cortar custos”. Moça, você não percebeu que a missão do governo é pagar pros cargos de confiança e auxílio moradia dos comparsas. Quem quer cortar custos somos nós, minha filha.

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Abro o Facebook e vejo grupos de vagas de trabalho.

A reclamação é sempre a mesma: exigem uma qualificação alta e o salário é muito baixo.

A revolta é geral, obviamente. E justa.

Abro o Facebook novamente. Vejo as mesmas pessoas que reclamaram, procurando um profissional para fazer trabalho em casa: “alguém conhece um pedreiro/eletricista/marceneiro/encanador que seja bom e cobre baratinho?”

Aí a dor parece doer menos, né?

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Só existe um tipo de trabalho que é fácil: o trabalho que os outros fazem.

O nosso é sempre maior, mais difícil e mais importante.

O dos outros é sempre mais fácil, mais simples, mais boçal.

E segue o jogo.

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