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Efeito estufa: “As leis da física não são negociáveis”

Propulsionado pelo rápido aumento da quantidade de dióxido de carbono em 3 décadas, o nível de gases de efeito de…

By Redação , in Mundo News & Trends Tecnologia e Ciência , at 26/09/2014

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Propulsionado pelo rápido aumento da quantidade de dióxido de carbono em 3 décadas, o nível de gases de efeito de estufa atingiu um recorde histórico em 2013, disse a Organização Mundial de Meteorologia (WMO). De acordo com os últimos dados, publicados pela Nações Unidas no seu Boletim de Gases de Efeito de Estufa, houve um aumento de 34% na força radiativa – taxa a que a atmosfera aquece – entre 1990 e 2013. Isto, segundo o relatório, foi amplamente causado pela presença de gases de efeito de estufa duradouros, tal como o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso.

“Estamos ficando sem tempo”, disse Michel Jarraud, Secretário Geral da WMO, numa declaração que acompanhou o Boletim. “O dióxido de carbono permanece na atmosfera por muitas centenas de anos, e no oceano ainda mais tempo. Emissões de CO2 passadas, presentes e futuras vão ter um efeito cumulativo no aquecimento global e na acidificação dos oceanos. As leis da física não são negociáveis.” O relatório da WMO diz que, entre 2012 e 2013, os níveis de dióxido de carbono aumentaram a um ritmo muito mais elevado do que em qualquer outro ano desde 1984, quando os recordes globais começaram a ser mantidos. O volume de dióxido de carbono manteve-se em 396 partes por milhão, ou ppm, em 2013 – um aumento de 2.9 ppm sobre os níveis de 2012. Dados preliminares analisados pela WMO indicam que isto advém possivelmente de uma redução da eliminação de dióxido de carbono pela biosfera terrestre e emissões continuamente crescentes.

Os oceanos do planeta, que atenuam o aumento dos gases de efeito de estufa na atmosfera, absorvendo um quarto das emissões totais, também registaram um aumento significante na taxa de acidez, consta no relatório.

“O atual ritmo de acidificação surge sem precedentes, pelo menos nos últimos 300 milhões de anos, baseado em dados de arquivos do paleolítico”, diz no relatório.

Cientistas da WMO referiram que a redução da eliminação de dióxido de carbono pela biosfera é motivo para sérias preocupações. “Não sabemos se isto é temporário ou se é um estado permanente, e estamos algo preocupados com isto”, disse à BBC Oksana Tarasova, chefe da divisão de pesquisa atmosférica da WMO.

“Temos conhecimento e temos as ferramentas para agir e tentarmos manter os aumentos de temperatura nos 2 graus Celsius, para dar ao nosso planeta uma hipótese, e para darmos aos nossos filhos e netos um futuro” disse Jarraud nas declarações.

“Alegar ignorância não pode ser uma desculpa para não agir”.

(c) 2014, Newsweek, Inc. Todos os direitos reservados.

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