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Em Pílulas Azuis, Frederik Peeters desmistifica a relação amorosa com portadores de HIV

Vencedora do prêmio Polish Jury Prize, graphic novel autobiográfica aborda tema delicado sem autocomiseração e com doses moderadas de humor. Foi…

By Redação , in News & Trends , at 29/06/2015

Vencedora do prêmio Polish Jury Prize, graphic novel autobiográfica aborda tema delicado sem autocomiseração e com doses moderadas de humor.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Foi em uma noite festiva de verão que Fred conheceu Cati. Anos depois, eles se reencontram e vivem uma conexão instantânea que os  levam a embarcar em uma comovente e verdadeira história de amor. Nesse momento, Cati encara a árdua tarefa de revelar ao seu  parceiro ser soropositiva, assim como seu filho de três anos. É quando Frederik Peeters escolhe amar mesmo em face a grandes desafios.

Pílulas azuis, de um dos quadrinistas mais celebrados da Europa, traduz com delicadeza a vivência real e complexa de um  relacionamento assombrado pelo HIV. É por meio de ilustrações em preto e branco que Peeters narra o desenvolvimento da intimidade  do casal, a maneira como assume seu enteado, o preconceito, as surpresas e sua reveladora relação com um médico cuja afeição e  franqueza o permite encontrar meios para quebrar todas as barreiras que ainda existem na sua relação com Cati.

graphic novel autobiográfica mergulha em angústias, dificuldades e realizações de um casal que vive um misto de amor e medo  causado pela doença. Visitas regulares ao médico, o sexo com camisinha e livre de contaminação, e o uso dos medicamentos para  controlar o avanço da doença são alguns dos fatos relatados por Peeters que permitem ao leitor compreender esse universo e rever a  errônea visão de que esta doença leva necessariamente à morte.

Na história e na realidade, o autor questiona o sentido da vida, apresentando sua vulnerabilidade em um diálogo socrático com um mamute. Nesse episódio, a discussão com o animal imaginário também o ajuda a perceber que conviver com a doença é completamente possível, pois ela o tornou livre para desfrutar a vida ao lado de Cati.

Lançada no Brasil pela editora Nemo, essa edição conta com o epílogo inserido posteriormente por Peeters. Nele, o autor revela como a família tem lidado com o HIV nos últimos treze anos, desde a primeira edição, de 2001.

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