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Friday, September 25, 2020
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Entenda atual crise energética que o Brasil enfrenta

A interrupção fornecimento de energia ocorrida na segunda-feira (19) em parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste gerou discussão sobre…

By Redação , in Brasil São Paulo The São Paulo Times , at 26/01/2015

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A interrupção fornecimento de energia ocorrida na segunda-feira (19) em parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste gerou discussão sobre a capacidade de geração de energia no Brasil. O especialista em energia da Unesp de Guaratinguetá, Guilherme Filippo, explicou que além da necessidade de reforçar a produção de energia, o que levou o corte energético foi também a falta d’água.

“O consumo de energia do Brasil cresce todos os anos. Ele tem certa relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), mas também ao crescimento vegetativo da população e da renda das pessoas. A necessidade de aumentar o parque gerador nacional é uma constante. Todo ano ele tem que crescer cerca 3% a 4%. Se houver atrasos de obras, como a de Belo Monte que não produz, vai faltar energia. No momento, o que aconteceu que levou ao apagão do dia 19 é que também está faltando água”, ressaltou Filippo em entrevista ao programa Revista Brasil.

Pelo baixo nível das águas nos reservatórios das hidrelétricas, a produção de energia diminui. “O Brasil tem 180 hidrelétricas de porte pequeno e médio, grandes e extra grande que têm mais de 600 turbinas. Se o rereservatório abaixa, a altura de água sobre a coluna diminui, então ela passa a produzir menos porque tem menos altura e ela sai do ponto de projeto e o rendimento diminui. Ela que deveria produzir 100 megawatts, vai produzir 90 megawatts por conta das condiçoes de operação no momento”, detalhou o professor.

Para que não falte energia ou que seja equilibrado o fornecimento energético, diversas ações devem ser tomadas, além de torcer para haja chuva. “No curto prazo, é o que o governo está fazendo, tentando colocar as termelétricas todas em plenas cargas; torcer para haja chuva, a situação de reservação dos nossos reservatórios hidrelétricos está chegando quase numa situação dramática; e ter mais eficiência e redução do consumo. No longo prazo, acelerar os investimentos, e colocar em dia as obras atrasadas”, pontuou Guilhermo.

Para ouvir a matéria na íntegra acesse:
http://radios.ebc.com.br/revista-brasil/edicao/2015-01/sistema-eletrico-brasileiro-opera-no-limite

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