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Ex-chefe do serviço de espionagem de Israel analisa a situação do país

Ehfraim Halevy, ex-chefe do Mossad – o serviço secreto do governo de Israel -, disse que esperava por mim do…

By Redação , in Mundo News & Trends Política , at 22/02/2014 Tags:,

Ehfraim Halevy, ex-chefe do Mossad – o serviço secreto do governo de Israel -, disse que esperava por mim do lado de fora da cafeteria da Universidade de Tel Aviv, vestindo uma jaqueta “azul de combate”. Eu não tinha certeza do que isso significava, até que cheguei ao café e avistei um homem idoso com cabelo grisalho, falando ao celular. O ex-chefe do serviço de espionagem de Israel vestia uma versão civil do tipo de jaqueta que o general Eisenhower usava às vésperas da invasão da Normandia, em junho de 1944.

Uma jaqueta de combate é um traje inteiramente apropriado para Israel, um país perpetuamente em guerra em um grau ou outro. Israel existe em uma “vizinhança ruim”, como se costuma dizer. Segundo fontes militares israelenses, o Hezbollah tem 100 mil foguetes armazenados a apenas 125 quilômetros da rodovia, no sul do Líbano. A Síria, infiltrada pela Al- Qaeda, fica a três horas ao norte de Tel Aviv. A jihad islâmica se infiltrou no Sinai, a poucas horas do Sul e depois, claro, existe o Irã – a alguns minutos do míssil balístico – e seu programa nuclear nascente.

Halevy, de 79 anos, desligou o telefone e me cumprimentou com impaciência e um sotaque britânico, o vestígio de uma infância em Londres. Ele me levou para a cafeteria, o “seu escritório”, de acordo com o historiador israelense Yossi Melman.

O restaurante era barulhento com alunos e professores, aparentemente alheio à interminável crise existencial de Israel. “Somos uma vila serena em um zoológico”, disse Halevy.

Mas Halevy teve uma série de contatos informais com os iranianos nos últimos anos e chegou a pensar que eles eram pessoas com as quais Israel poderia lidar.

“Seja lá o que eles disserem, os iranianos estão morrendo de medo dos israelenses e escondem seu medo por trás de uma falsa coragem”. Ainda mais nos Estados Unidos, Halevy acrescentou.

Halevy disse que brincou com os iranianos, os quais ele não quis identificar, sobre sucesso deles nas negociações. “Eles sentem que estão em um precipício”, explicou Halevy. “Um passo em falso e eles vão cair em um barranco, rolando em cima das rochas.”

O mesmo pode ser dito de Israel. Para toda a conversa de uma “ameaça existencial” de mísseis do Irã ou do Hezbollah, a falta de um acordo com os palestinos paira sobre todo o resto.

Mesmo Ephraim Sneh, um ex-comandante paramilitar e ex-vice-ministro da Defesa, que já atuou como administrador civil da Cisjordânia, diz que Israel não pode sobreviver sem um acordo com os palestinos. “Se você quiser que outras nações fiquem com você contra o Irã, não pode negar o direito do povo palestino de ter um Estado próprio”.

“As questões mais importantes para o partido de Bibi –  Binyamin  Netanyahu, presidente do partido político Likud – são os assentamentos na Cisjordânia”, finaliza Sneh.

© 2014, Newsweek.

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