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FIFA muda às regras do jogo e o futebol no Brasil tem futuro incerto

FIFA muda às regras do jogo e o futebol no Brasil tem futuro incerto. Na última semana, a FIFA tomou…

By Redação , in Coluna , at 01/10/2014

allan

FIFA muda às regras do jogo e o futebol no Brasil tem futuro incerto.

Na última semana, a FIFA tomou uma grande decisão para salvar o futebol. A proibição de terceiros na participação dos direitos econômicos de atletas é um grande avanço para devolver aos clubes as receitas que agentes abocanharam nos últimos anos.

Os clubes brasileiros poderão ser os maiores beneficiados pela nova regra, pois ultimamente os clubes daqui quase não possuem direitos econômicos de seus principais atletas. Um dos últimos exemplos vem do Corinthians, que vendeu o zagueiro Cleber recentemente por mais de R$ 20 milhões e não viu a cor do dinheiro, já que não tinha porcentagem alguma dos direitos econômicos do atleta.

Dificuldades no inicio deverão existir, mas para o bem da regra e do futebol os gestores dos clubes devem trabalhar em beneficio do próprio clube. Se isso ocorrer, no futuro os clubes voltarão a faturar alto com a venda de atletas para o exterior.

Esta regra pode trazer reflexos negativos em diversos pontos, mas principalmente na formação de atletas em clubes menores. Os clubes de pouca expressão podem sofrer com a falta de receitas, pois arrecadando pouco com bilheteria e federações, a fuga para complementar a renda vem através de investidores que em troca tinham gordas fatias dos direitos econômicos dos atletas, lucrando alto com transações futuras. Os clubes pequenos devem trabalhar com inteligência e principalmente com profissionalismo para que o efeito nas receitas seja prejudicado minimamente, pois agora será difícil encontrar parceiros com a nova regra imposta pela FIFA.

Com a formação de atletas, o problema deve ser ainda maior, tendo em vista que a captação de jovens deve perder grande força, já que empresários colocavam os atletas nos clubes em troca dos direitos econômicos. Com isso, os clubes precisaram suprir essa ausência de “captadores” se não quiserem perder qualidade técnica.

Investir na captação agora para colher o fruto a longo prazo deveria ser o caminho, mas parece utopia imaginar que clubes com graves problemas financeiros e mal geridos deixem de investir na equipe profissional para investir a longo prazo na formação.

Agora precisamos mais do que nunca das federações e da CBF. Essas entidades devem investir em clubes pequenos, dando a eles a possibilidade de sobreviverem a este momento de transição, pois isto será essencial para que o futebol como um todo seja beneficiado com esta nova regra. Manter a qualidade na captação de atletas e não diminuir o número de equipes no cenário nacional serão os grandes desafios enfrentados pelo futebol brasileiro com esta nova regra. Com trabalho, seremos beneficiados com um futebol mais rico e atraente no futuro.

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Allan Moran. Pós graduado em gestão e marketing em entidades esportivas. Complementou o mesmo curso na Universidad Europea de Madrid e é sócio da Trivela Sports. © 2014

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