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Filosofia para esse Domingo

Filosofia para esse Domingo O que seria do mundo sem os sonhos? O que seria da humanidade sem a esperança?…

By Redação , in Coluna , at 18/04/2016

Marco

Filosofia para esse Domingo

O que seria do mundo sem os sonhos? O que seria da humanidade sem a esperança?

Idealismo! Como abrir mão daquilo que mexendo com o espaço límbico de nosso cérebro, nos faz acreditar? Não. Não podemos. Não podemos deixar de agir como a natureza nos fabricou. Somos limitados em tudo. Nunca alcançaremos a plenitude em nossos raciocínios. No pensamento multi-lateral, na abertura irrestrita frente as dicotomias da vida. No respeito absoluto a todos os outros seres vivos do mundo.

Será que busco uma utópica verdade translúcida que na minha cabecinha se transfiguraria em realidade?? Mas que maçante seria esse cenário. Viver sem imperfeições. Nosso planeta não foi criado nessas regras. Desde os bilhões de espermatozóides que brigam por um lugar no útero, passando por toda a peleja selvagem: cadeia alimentar, darwinismo… se ao menos o ser humano não tivesse o potencial de ser a pior de todas as espécies que por aqui estão ou que por aqui já passaram.

Há algum tempo, depois da certeza do fracasso comunista como modelo de governo, aprendi com um amigo que ser “de esquerda” em nosso tempo era estar do lado do povo. Me classifico nessa esquerda moderna. E não entendo quem não fica do lado do povo. Somos uma espécie em explosão que evoluiu desenfreadamente com vieses de sobreposições covardes. Então estar do lado do povo é ser contra estes abusos. Se as sobreposições são uma regra da natureza, sendo a única via possível, precisaríamos então frear todo este progresso?? Parecem tão lógicos os esgotamentos sociais (ligados as relações com o próximo), naturais (ligados ao meio ambiente) e econômicos (ligados ao consumo). Mas ainda assim, cruzam-se as linhas do razoável com tamanha freqüência.

Entristeço imensamente quando vejo o ponto que chegamos neste final de semana. Jamais terei orgulho em discorrer sobre a situação arbitrária que presenciamos no Domingo. São pouquíssimos homens, e menos ainda mulheres, que tem a chances de representar (Não falo em exercitar. Apenas representar!) uma contribuição efetiva para um país. Dói quando vejo essa chance desperdiçada. Por outro lado, me frustra quando percebo a usurpação do povo utilizando-se a bandeira do próprio povo. Aquela bandeira da esquerda obsoleta. Tão tola e desatualizada essa luta pela sobreposição de uma classe. Tão formidável e moderna seria a luta pela igualdade entre classes.

Talvez por ser assumidamente um feminista, mas lamento que poderão crucificar a boa parte. Mas a que fatidicamente assume o abuso de um lado e a negligência de outro de um fator contraditório e grosseiro, mas que foi alicerce para o desenvolvimento humano desde sempre – o complexo poder da grana. Do dinheiro. Talvez ocasionado pela cultura perdulária da esquerda obsoleta. Talvez pelo desinteresse em contornar ou simplesmente entender os esgotamentos mundanos que falei acima. Não importa. No meu entendimento a chance que ela teve realmente foi escorrendo pelo ralo. Fato: A meu ver, qualquer que seja o resultado final desta história, precisaremos rever os sonhos e buscar novas esperanças.

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Marco Antônio Guile escritor mineiro que retrata em crônicas fictícias, as incontroláveis sensações que acompanham descompassos cardíacos nos homens. Qualquer semelhança com histórias reais é mera coincidência… © 2014.

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