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Índia: chefe do partido Samajwadi faz declarações polêmicas sobre pena aplicada aos estupradores

Em um comício na cidade de Moradabad, Yadav – político indiano e membro do partido Samajwadi – declarou: “Primeiro as…

By Redação , in Mundo News & Trends , at 05/06/2014 Tags:,

Em um comício na cidade de Moradabad, Yadav – político indiano e membro do partido Samajwadi – declarou: “Primeiro as meninas fazem amizade com os meninos. Então, quando as diferenças ocorrem entre eles, as meninas os acusam de estupro. Os meninos cometem erros. Eles devem mesmo ser enforcados por estupro?”

violence girl

Yadav afirmou ainda que seu governo buscará punir aquelas mulheres que apresentam falsas acusações de estupro. Ele também revoga as novas leis de estupro que exigem a pena de morte em caso de reincidência, referindo-se a um tribunal de Mumbai, que recentemente condenou à forca três estupradores. Essa foi a primeira vez que a forma de castigo mais cruel foi aplicada sob as novas leis rígidas.

“Serão feitos esforços para mudar essa lei, para que os que fizerem mau uso dela sejam punidos. Essas queixas falsas também serão nosso alvo”, disse ele.

Todo o ambiente político condenou seus comentários. “É lamentável que qualquer líder faça tal afirmação a respeito de um crime como o estupro. Tais declarações incentivam as pessoas envolvidas em tais crimes”, declarou Shobha Oza, porta-voz do congresso do partido de centro-esquerda, aos jornalistas em Nova Déli.

“Condenamos declaração de Yadav. Não deve haver tolerância zero para estupro e crimes contra a mulher”, afirmou Shobha Oza. Subramanian Swamy, um membro sênior do partido Bharatiya Janata de centro-direita, disse que Yadav explorou o jogo de “política das minorias”, referindo-se a violência comunal entre hindus e muçulmanos que eclodiu na cidade de Muzambinho, em Uttar Pradesh no verão passado, que deixou pelo menos 49 mortos e um número desconhecido de mulheres estupradas.

Kiran Bedi, um ativista social conhecida e ex-policial, convocou um “boicote total” a Yadav. “As pessoas devem ser chamadas a não apoiar essas pessoas por completo”, disse ela. A ativista dos direitos das mulheres ainda exigiu que Yadav fosse preso.

“As mulheres do país não devem votar em seu partido”, declara Ranjana Kumari, diretora do grupo de defesa da mulher do Centre for Social Research.

“Ele deve ser boicotado, porque além desses comentários, ele também trabalhou para barrar a lei que protege o direito das mulheres na política”, referindo-se a um texto de uma legislação que prevê a reserva de um terço dos assentos no parlamento para os candidatos do sexo feminino.

Kumari observou ainda que Yadav tem uma longa histórico de comentários misóginos. “A nação inteira está passando pela infelicidade deste crime doente e sério. As mulheres deste país devem ir contra ele e seu partido neste momento”, afirmou a diretora.

“As pessoas devem sentir medo antes mesmo de pensar em cometer tais crimes, mas por esse tipo de comentário ele está incentivando estupradores. As mulheres devem boicotar seu partido político para lhe ensinar uma lição. Chamar o estupro de ‘pequeno erro’ é incentivar o estupro diretamente”, explicou Kumari.

Apesar das exortações de Yadav, a pena de morte raramente é aplicada na Índia por qualquer crime. Em 1983, a Suprema Corte da Índia determinou que a pena de morte só poderá ser imposta no “mais raro” dos casos.

Entre 1995 e 2012, a Índia executou apenas três condenados, incluindo Ajmal Kasab, o único atirador sobrevivente que realizou os ataques terroristas em Mumbai, em 2008.

Em 2013, 72 pessoas na Índia foram condenadas à morte, incluindo quatro dos homens que estupraram a estudante de medicina em um ônibus em Nova Déli, em dezembro de 2012 (o caso infame que ganhou as manchetes globais e forçaram a Índia a reexaminar seu tratamento das mulheres).

© 2014, IBTimes.

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