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Laboratório brasileiro desenvolve teste próprio para detecção de Zika

O Delboni Medicina Diagnóstica acaba de desenvolver internamente o teste de diagnóstico de infecção por Zika vírus por técnica de Biologia Molecular….

By Redação , in News & Trends Saúde & Bem-estar , at 03/02/2016

Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

Delboni Medicina Diagnóstica acaba de desenvolver internamente o teste de diagnóstico de infecção por Zika vírus por técnica de Biologia Molecular. Este teste é realizado por meio da técnica de RT-PCR – amplamente utilizada para o diagnóstico de diversas doenças infecciosas, por meio da identificação de determinados microorganismos em amostras clínicas. “Se há uma proteína específica naquela amostra, significa que foi mapeado um DNA específico daquele microorganismo – no caso, o do vírus Zika Vírus”, explica Dra. Ligia Pierrotti, infectologista que integra o corpo clínico do Delboni. O laudo fica disponível para o paciente em quatro dias após a coleta.

Conforme explica a médica, no momento não há sorologia disponível no mercado brasileiro para detectar a presença de anticorpos contra o Zika. “O exame realizado para o diagnóstico da infecção é a detecção do material genético do vírus por técnica de RT-PCR. “O diagnóstico poderá ser feito pela identificação do vírus em amostras de sangue e urina”, afirma ela. Todas as unidades estão preparadas para realizar a coleta para o teste.

Dra. Ligia ressalta que mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem sintomas.  Porém, quando os sintomas aparecem, as manifestações mais comuns são febre, exantema (que são manchas avermelhadas pelo corpo), prurido generalizado, e conjuntivite (vermelhidão nos olhos). O vírus pode também causar artalgia (dores articulares), mialgia (dores musculares), e cefaleia (dor de cabeça).

Os sintomas geralmente são de curta duração, e desaparecem espontaneamente depois de três a cinco dias. Há ainda uma evolução benigna, ou seja, sem causar complicações como hemorragias ou até mesmo óbito.

A infecção pelo Zika Vírus não tem tratamento específico. A orientação para pessoas com suspeita da infecção é procurar o serviço de saúde para receber as orientações corretas. “O tratamento para os casos com sintomas é de suporte, baseado na hidratação e uso de medicamentos para o controle da dor e da febre”, explica a Dra. Lígia. “Recomenda-se o uso de paracetamol ou dipirona e não fazer uso de ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios”, explica ela.

Até o momento não há vacina contra a infecção.

O Zika é um vírus transmitido principalmente por mosquitos, sendo o Aedes Aegypti o principal vetor de transmissão. A principal medida de prevenção da infecção é evitar o contato com mosquitos do gênero Aedes, que também transmitem doenças como a dengue e a chikungunya. “Deve-se adotar estratégias para eliminar a proliferação do mosquito em casa, e adotar medidas de proteção individual, reforça. Em caso de risco de exposição, a Dra. Lígia recomenda usar roupas de mangas e calças comprimidas, sempre que possível, e aplicar repelentes nas áreas expostas (exceto a face) todos os dias, de acordo com as orientações do fabricante do produto contidas nos rótulos.

Dra. Ligia ressalta que é fundamental a população se conscientizar da importância de eliminar os criadouros de mosquitos, evitando o armazenamento de água em qualquer tipo de depósito e o acúmulo de agua parada nos seus domicílios.

No Brasil, os primeiros casos de transmissão autóctone do Zika Vírus foram registrados em abril de 2015. Até o momento, foram confirmados laboratorialmente casos de Febre do Zika nos Estados do Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Espirito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo, e Tocantins.

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