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LiveLeak: conheça as origens do polêmico website

Uma das mais importantes organizações de mídia do mundo não tem um escritório, estagiários ou nem sequer um salário mínimo…

By Redação , in Mundo News & Trends Tecnologia e Ciência , at 15/10/2014

Uma das mais importantes organizações de mídia do mundo não tem um escritório, estagiários ou nem sequer um salário mínimo estabelecido pelas contribuições dos funcionários. Os colaboradores jamais se conheceram pessoalmente e nunca o farão.

Live Leak
Foto: Reprodução

Seus fundadores não são jornalistas e não há nenhuma empresa oficial que administre o site de notícias. E, no entanto, a ideia do LiveLeak.com tem crescido ao longo dos últimos oito anos como uma das empresas de comunicação de maior alcance no mundo e um dos 500 sites mais visitados na Internet.

Apesar da falta de publicidade e seu desinteresse pelos conglomerados de mídia de Nova Iorque e pelo centro de tecnologia do Vale do Silício, o LiveLeak possui cerca de 23 milhões de visitas únicas por mês, a grande maioria vinda dos EUA.

O site que começou como um portal de conteúdos diversos – inclusive adulto -, tem adotado recentemente uma linha que hospeda os vídeos de execução do Estado Islâmico, o grupo mais comumente conhecido como ISIS.

Há 12 anos, se visitássemos a página inicial do site, então localizado como Ogrish.com, poderíamos encontrar cabeçalhos com imagens de “mutilação genital”, por exemplo. Quando o Ogrish foi lançado, ele era um dos vários “sites chocantes” (como o Rotten e o Stileproject) que mostravam imagens de corpos mutilados, acidentes de carro, vítimas de queimaduras, deformidades genéticas e outras monstruosidades.

Apoiado por anúncios pornográficos, muitas vezes violentos, o site cresceu com fãs dedicados. O Ogrish se diferenciava pela hospedagem de vídeos que exploravam o horror e o bizarro. Além do conteúdo feito para emocionar os visitantes em busca do horror da vida real, o site desenvolveu uma reputação horrível de guerra e terrorismo.

Em 2006, as pessoas que administravam o site decidiram que o Ogrish precisava ser repaginado. Um deles, o co-fundador Hayden Hewitt, de Manchester, Inglaterra, escreve um blog pessoal no qual conta seu envolvimento no LiveLeak e comenta sobre os meios de comunicação. É uma ideia que Hayden tem desde a infância, quando relutava com os professores e abandonou a escola aos 15 anos.

Seu descontentamento cresceu durante a primeira Guerra do Golfo, uma vez que ele caracteriza como sendo marcado pela escuridão da mídia. De lá, ele encontrou a Internet, o que mudou tudo.

“Conseguir meu primeiro PC no final de 1990 e ficar online pelo modem de 33.3k foram uma das experiências mais alucinantes que eu posso recordar”, diz ele. “Todas essas informações, todas as pessoas, todos tão disponíveis. Ainda fico nostálgico quando ouço o som de um modem velho se conectar na rede”, relembra Hayden.

Hayden é o único rosto público da LiveLeak. Ele está ocupado trabalhando em uma terceira versão que promete, nos termos mais vagos possíveis, dar mais autonomia aos usuários: “Eu não gosto de gestão comunitária. Odeio essa frase. Você não gerenciar sua comunidade. Eu trabalho com uma comunidade online”, comenta ele.

E ainda há muito para ser discutido sobre o LiveLeak entre seus mais de 400 mil membros. A comunidade cresceu a tal ponto que, em vez de um grande grupo que se define como LiveLeakers, há muitos ecossistemas menores feitos de cada grupo étnico ou interesse que se possa imaginar.

Apesar do comportamento da comunidade, muitas vezes caótico, o site cresceu, pois hospeda um tipo de conteúdo que o YouTube não permite. As imagens da execução de Saddam Hussein, por exemplo, foi o maior sucesso do site, deixando temporariamente o LiveLeak no ranking dos 200 maiores sites do mundo.

“Nós não estávamos preparados para qualquer coisa assim”, diz Hayden. O LiveLeak ganhou notoriedade em 2008 por hospedar o curta-metragem holandês chamado Fitna, que criticava os ensinamentos do Alcorão. O filme foi tirado do ar depois que os operadores do LiveLeak receberam ameaças.

Hayden acredita que quando as pessoas são capazes de ver as realidades horríveis da guerra, elas começam a prestar mais atenção no que está acontecendo em lugares distantes.

“Quando você tem esse tipo de capacidade de realmente influenciar as opiniões das pessoas, você precisa ter muito cuidado de como usá-la”, conclui Hayden.

© 2014, Newsweek, Inc. Todos os direitos reservados.

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