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Mais de duas mil doenças hereditárias podem ser detectadas através de análise genética

Testes feitos a partir de amostras de sangue podem estipular a probabilidade do aparecimento de doenças como Alzheimer, Huntington, vários…

By Redação , in News & Trends Saúde & Bem-estar Tecnologia e Ciência , at 18/01/2017 Tags:

Testes feitos a partir de amostras de sangue podem estipular a probabilidade do aparecimento de doenças como Alzheimer, Huntington, vários tipos de câncer, entre outras

O avanço da tecnologia e o crescimento no conhecimento genômico causaram evolução significativa no setor de diagnósticos. No caso da análise molecular, tem sido possível propagar uma verdadeira revolução na prevenção de diversas doenças, como Mal de Alzheimer, Fibrose Cística, Síndrome de Lynch, Doença de Huntington, Síndrome de Down e diversos tipos de câncer.

A análise genética é recomendada em casos específicos em que há forte histórico familiar. Os testes podem estipular as probabilidades de aparecimento de mais de 2,2 mil doenças genéticas hereditárias. “Pacientes com casos da doença na família podem optar por conhecer suas chances de desenvolvê-la e considerar a opção de um tratamento de redução de risco, ou até mesmo avaliar a probabilidade de transmiti-la a seus descendentes”, afirma a médica geneticista Dra. Tânia Vulcani.

No Brasil, os exames mais procurados são os relacionados ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer. “Análises moleculares para câncer mapeiam os aspectos mais importantes nos cuidados contra o desenvolvimento da doença; pré disposição, prevenção, detecção precoce, diagnóstico, prognóstico e tratamento adequado. Os testes analisam as síndromes de predisposição mais frequentes que levam ao desenvolvimento de tumores como mama e ovário, colorretal, próstata e pulmão, bem como genes associados ao aumento da suscetibilidade ao aparecimento de neoplasias”, explica a geneticista.

Todos os anos, mais de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas com câncer. Dessas, quase 8 milhões não sobrevivem. Segundo especialistas, um terço das mortes poderia ser evitada com a detecção precoce da doença, sendo este o principal fator para o aumento da sobrevida dos pacientes.

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