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Thursday, October 29, 2020
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“Meu Bem”, Manifesto Feminista de ALVA, chega a todos aplicativos de música

Vivemos em um país que lidera o ranking de cirurgias plásticas no mundo, onde pesquisas dizem que apenas 4% das…

By Redação , in Brasil Mundo News & Trends São Paulo , at 02/10/2020

Vivemos em um país que lidera o ranking de cirurgias plásticas no mundo, onde pesquisas dizem que apenas 4% das mulheres se sentem bonitas, e que a pressão estética cresce a todo momento dentro das redes sociais e do dia-a-dia das mulheres. Cansada das amarras da sociedade, ALVA acaba de lançar um verdadeiro MANIFESTO FEMINISTA em formato de música. “Meu Bem” já está disponível no Youtube com clipe forte e necessário, enquanto o áudio da canção chega a todos aplicativos de música às 0h desta sexta-feira.

Nossa sociedade sempre exigiu da mulher um corpo perfeito- na visão dos outros, não na sua própria- e, com o aumento do uso de redes sociais, essa vitrine da imagem sem defeitos ficou ainda mais invasiva. O aumento de recursos tecnológicos na edição de fotos e vídeos e, também, a facilidade ao acesso à métodos cirúrgicos são outros fatores que vendem o corpo perfeito, porém irreal.

Roteirizado por Pedro Tofani e dirigido por Leo Ferraz, o clipe aborda este tema com cenas fortes sobre como a mulher desde a infância- retrata na presença da atriz mirim Isabela Barreto- vive em um sistema de padrões físicos agressivos e cruéis. A cantora abriu mão de todas as pressões estéticas que sofreu durante sua vida e se apresenta de forma nua e crua, com celulites, olheiras, gorduras e culote, mostrando todo o sofrimento de nossos corpos ao tentarmos fazer com que ele caiba em cintas, sutiãs apertados e qualquer outra coisa que mude o seu formato natural. Expondo-se assim, com defeitos e sofrimento, ALVA convida todos nós a nos olhar no espelho sem os julgamentos dos outros, nos aceitar e ver nossa beleza em todas nossas curvas e marcas que contam a nossa verdadeira história e deixá-las livres. 

“É desesperador pensar no movimento cíclico ao longo dos anos de libertação e prisão da pressão estética que as mulheres vivem. A sensação é a de que os padrões só mudam de formato e nunca vão acabar. Por mais que tenhamos criado várias movimentos, em algum momento a mídia utiliza nossas próprias armas pra continuarmos servindo a sociedade com nossos corpos. Meu intuito aqui é quebrar em mim a valorização física e o sucesso mentalizado na necessidade de padrões para acreditar que é possível”, conta Alva.

Sobre ALVA

Minha história pode parecer um clichê de uma cantora que veio do Gospel, mas eu te garanto que o romance fica muito mais interessante na intensidade de um drama heróico. Nunca foi difícil dizer não para o mercado musical ou fugir de ofertas genéricas que não abriam oportunidade para uma “Fionna Apple” brasileira, como alguns me chamavam.

Nasci musicista numa família sem músicos, tocando piano e cantarolando qualquer melodia que escutasse. Com quatro anos, cantava no coral da igreja e com cinco fazia apresentações solo, aos sete, já compunha minhas próprias canções. Fui bolsista na Berklee College of Music, entre 2007 e 2011, em Boston, nos EUA, quando me formei em trilha para filme e voz. Em 2012, estava num projeto de novos compositores pela Universal Music “Sarau MPB”. Em 2018, depois de ver meu perfeccionismo jogar fora 3 discos prontos, lancei meu primeiro álbum: “Coração Só”, pela Sony Music. 

Durante o processo de levar o disco para os palcos, eu sentia que havia me limitado à minha própria imaginação de mim. Tive um ano de questionamentos, pesquisas e encontros importantes.“De onde eu vim o amor não acaba” é um EP que apresenta uma versão minha mais lúdica, imprevisível e livre, na contramão de idéias padronizadas do mercado e da sociedade. As letras ainda falam de amor, agora envolvendo dimensões, pressão estética da mulher e expansão da consciência. Os símbolos se expandem nas coreografias com gestuais de cura e representações de personalidades femininas da história assim como no Single já lançado “Honestamente”, que tem na sua poesia o nome do EP. As músicas foram produzidas pelos Los Brasileiros, em parceria com Vitão, Day, Carol Biazin, Luccas Carlos e Dmax. Algumas faixas já foram lançadas e o EP completo estará disponível ainda esse ano.

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