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Mieloma múltiplo: pacientes vivem mais com novas drogas, apontam estudos de Congresso nos EUA

O uso dos medicamentos carfilzomibe, lenalidomida e dexametasona em pacientes com mieloma múltiplo, tipo de câncer de sangue, em recaída…

By Redação , in Mundo Saúde & Bem-estar , at 14/12/2014

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O uso dos medicamentos carfilzomibe, lenalidomida e dexametasona em pacientes com mieloma múltiplo, tipo de câncer de sangue, em recaída resultou em melhora clínica significativa em relação à sobrevida livre de progressão e sobrevida global, quando comparado com o uso exclusivo de lenalidomida e dexametasona. Esta é a principal conclusão de um estudo apresentado no maior congresso de doenças do sangue do mundo, conhecido pela sigla ASH, organizado há 56 anos pela American Society of Hematology, que termina nesta terça-feira, dia 9, em São Francisco, na Califórnia, Estados Unidos.

O estudo é de um grupo de 23 pesquisadores de vários países liderado por Keith Stewart, da Mayo Clinic, Estados Unidos. Esta combinação de medicamentos apresentou um perfil de segurança e de tolerância aceitáveis e, segundo os pesquisadores, é um potencial novo padrão de atendimento. Participaram do estudo 792 pacientes de 20 países, com idade média de 64 anos.
Novíssimas drogas

O diretor da Associação brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Angelo Maiolino que participa há vários anos do ASH, lembrou que o mieloma múltiplo requer tratamento com várias drogas combinadas em diferentes fases da doença, em função das constantes recaídas. Por isso a cada ano surgem novas opções terapêuticas. Durante o ASH foram apresentados vários estudos com um medicamento da classe do bortezomibe e do carfilzomibe, o Ixasomibe. Os estudos clínicos já estão em fase III e “apresentam resultados promissores”. Na classe dos chamados anticorpos monoclonais aparecem as drogas Daratumumabe e SAR com resultados preliminares “animadores”.

Doença não tem cura mas tem tratamento
Brien Durie, fundador da International Myeloma Foundation (IMF), organização dedicada a melhorar a qualidade de vida dos pacientes com mieloma, disse que os novos medicamentos têm por objetivo transformar uma doença incurável como o mieloma em doença crônica e tratável.

Durie comentou, durante reunião com os maiores especialistas do mundo que integram o International Myeloma Working Group do qual fazem parte Maiolino e a Vania Hungria, hematologista da Santa Casa de São Paulo e membro da ABHH, que está aumentando o número de pacientes de mieloma múltiplo em todo o mundo. “As causas ainda não estão bem definidas mas sabe-se que a exposição as irradiações, a poluição nos grandes centros e aos produtos tóxicos contribuem para o aumento do número de casos”, frisou o especialista.

A cada ano surgem 39 mil casos na Europa e 24 mil nos Estados Unidos, sendo que no mundo esse número ultrapassa 114 mil. Uma das constatações que mais preocupam os médicos na avaliação de Brien Durie é que além de idosos, os jovens também estão sendo afetados pela doença. Ao falar sobre o tratamento ele lembrou que desde o ano 2000 quando começaram a surgir as novas drogas, os pacientes que tiveram diagnóstico precoce e tratamento adequado passaram a viver mais e melhor. Atualmente os médicos dispõe de cinco medicamentos nos países que oferecem melhores oportunidades para seus pacientes. No Brasil, apenas dois estão disponíveis: talidomida e dexametasona, sendo que este não é oferecido pelo SUS.
Durante uma reunião promovida pela IMF Latin America com médicos e dirigentes da instituição, Vania Hungria disse que a principal barreira que médicos e pacientes enfrentam atualmente em muitos países, incluindo o Brasil, é a dificuldade para o acesso tanto para o diagnóstico precoce como para as terapias mais eficazes.

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