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Mulheres empreendedoras dominam o mercado erótico no Brasil

Segmento detém maior número de mulheres que investem no mercado. O comércio de produtos eróticos no Brasil cresceu 18% em…

By Redação , in Brasil Negócios , at 11/08/2014 Tags:

Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

Segmento detém maior número de mulheres que investem no mercado.

O comércio de produtos eróticos no Brasil cresceu 18% em 2013, na comparação com o ano anterior. Segundo a ABEME (Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual), o país possui mais de 40 fabricantes, 50 distribuidores e 10 mil pontos de venda entre sex shops, lojas de lingerie, lojas virtuais e outros estabelecimentos que oferecem produtos sensuais. A Associação do setor, assim como a maior parte de empresários brasileiros neste mercado, é dirigida por mulheres. Paula Aguiar, presidente da ABEME, começou a se envolver com o mercado por volta do ano 2000. Depois de trabalhar em várias empresas do setor, ela fez o primeiro catálogo sensual do Brasil, que vendia produtos como um catálogo de cosméticos. Tornou-se escritora e até hoje foram 12 livros publicados sobre mercado, gestão, marketing e produtos. Atualmente, faz pós-graduação em Terapia Sexual e presta consultoria para quem quer ingressar no mercado erótico.

A empresária Alessandra Seitz é exemplo de empreendedores que faturam com este mercado. Ela é fundadora da INTT Cosméticos, fabricante de produtos eróticos que tem foco em qualidade não só no conteúdo, mas também nas embalagens. A INTT atente todo o Brasil, exporta para todos os países do Mercosul e em breve terá distribuidores também na Europa.

O negócio existe há oito anos e, atualmente, são mais de 400 produtos eróticos sendo fabricados e pensados especialmente para atender à demanda e o crescimento do mercado. A INTT Cosméticos trabalha com ativos que garantem a funcionalidade de seus artigos. Em 2013 a empresa foi premiada na embalagem Airless 90gr, sendo o primeiro produto da categoria a permitir que os consumidores aproveitem 100% do conteúdo e, por não conterem ar, estão livres de qualquer contaminação ou oxidação.

“A marca surgiu com o intuito de fazer o mercado sensual ter uma apresentação mais confiável desde sua embalagem, passando segurança e confiança nos produtos que usamos na nossa intimidade”, conta a empresária. Em 2014, deve haver um crescimento ainda mais expressivo da empresa, com previsão de duplicar o faturamento atual.

Alessandra é formada em Administração de Empresas e possui MBA. Antes de fundar a INTT Cosméticos Sensuais, trabalhou no mercado de embalagens, de onde encontrou inspiração para empreender. “O que de fato me inspirou foi a paixão por cosméticos e, como venho do mercado de embalagens e sempre atuei em todos os desenvolvimentos com grandes empresas, sempre me encantei ao acompanhar todo os processo de produção. Desde o momento em que se pensa num produto até a concretização”, explica.

Eliane Said é uma carioca de 52 anos, que mora em Nova York há 13 anos. A executiva tinha uma distribuidora de lingerie quando foi convidada a assumir o cargo de Diretora de Vendas e Marketing da empresa sueca LELO, líder no mercado mundial de luxo. Atualmente ela ajuda a empresa a desenvolver pesquisas sobre o comportamento sexual dos clientes.

Numa dessas pesquisas, Said descobriu que 64% das mulheres entrevistadas diziam não atingir o orgasmo. “Quanto mais madura a mulher, mais consciente de seu corpo e com vontade de explorar a sexualidade ela fica”, declara. Presente no Brasil há três anos, a LELO é a marca mais premiada em qualidade e design no mundo, ganhando inclusive prêmio em Cannes

O mercado erótico no Brasil celebra uma nova fase, um novo momento. impulsionados pela tendência mundial, que tem como objetivo valorizar o simples, a qualidade de vida e a saúde, os fabricantes de produtos/prestadores de serviços, tem mudado seus conceitos e propostas. O pornográfico cai por terra, e em seu lugar entra a beleza dos momentos, a saúde e o bem estar.
“Nossa sociedade vive ciclos e estes podem entrar em declínio ou se reinventar. Este é o momento em que entra em cena a importância da atitude, para dar a volta por cima. No ciclo atual, a era do conhecimento está entrando em transformação. Isso pede mudanças de postura, tanto pessoais quanto das empresas. Hoje as pessoas esperam das empresas valores que querem para si. Entramos finalmente na era da Bio-Sociedade, onde o consumidor exige das empresas e do mercado, um perfil alinhado com seus valores e crenças”, declara Paula Aguiar.

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