fbpx
Tuesday, August 11, 2020
-Smart Writers & Smart Content & Smart Readers-


Neo-nomadismo: vida digital e informalidade criam hábitos mais livres

Neo-nomadismo: vida digital e informalidade criam hábitos mais livres Em dezembro do ano passado eu estava numa palestra da minha…

By admin , in Coluna , at 12/11/2014

Paulo

Neo-nomadismo: vida digital e informalidade criam hábitos mais livres

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em dezembro do ano passado eu estava numa palestra da minha querida amiga Alê Barello, na qual ela tratava de uma diversidade de temas do que chamamos por aqui de Novo Mundo. Um desses temas, talvez o que tenha chamado mais a minha atenção, foi a tendência identificada como “volta do nomadismo”. É claro que a afirmação não se relaciona com uma volta à época dos caçadores-coletores vagando pelas savanas, isso é evidente. No século 21, o nomadismo teria aspectos diferentes. E naquela palestra, enquanto a ouvia, eu me perguntava, justamente, quais.

É muito significativo que hoje, menos de um ano após ouvir aquilo, sejam muito claras as linhas gerais dessa nova face do nomadismo. Em meros onze meses, aquilo que foi identificado como uma tendência tornou-se, claramente, uma realidade para milhares de pessoas. Naturalmente que o movimento não começou este ano. Mas há uma enorme diferença de visibilidade. Claro que muitos já estavam fazendo isso antes. Mas há o ponto de massa crítica, o ponto de relevância, onde uma tendência sai “de baixo do tapete” do underground e torna-se visível, capa de revista e matéria em veículos de comunicação de massa.

Já em março deste ano conheci um site excelente chamado Nômades Digitais (www.nomadesdigitais.com.br) , dos queridos Jaqueline e Eme Viegas (que gentilmente me convidaram para escrever para o site, o que ainda não consegui fazer, mas, em breve, quem sabe…) que sintetiza esta tendência em atitude e em artigos excelentes que tratam exatamente desse movimento. Pouco depois, foi a vez de outra amiga, a escritora e tradutora Camila Fernandes, ganhar mundo com o companheiro David Hoffman e ir trabalhar na Europa, de capital em capital, traduzindo e escrevendo – e postando todas as aventuras dessa viagem incrível que estiveram fazendo.

E quanto mais o ano avançou, mais claros e abundantes tornaram-se os sinais de que o movimento veio para ficar. Especialmente por aqui em terras brasileiras, onde existe ao menos um “empurrão adicional”: se as plataformas digitais são uma tecnologia mundial (e eu mesmo tenho escrito esta coluna de diversas cidades, das menores às maiores, do coração da Amazônia a uma fazenda no meio do cerrado de Goiás), existe um “facilitador” tipicamente brasileiro: a falta de formalidade das relações de trabalho, que aqui é um fenômeno absolutamente gigantesco. Por um lado, é péssimo que o numero de pessoas com “carteira assinada” ou relações de trabalho devidamente regulamentadas seja tão pequeno perto da massa produtiva do país. Por outro lado, esta precariedade de relações trabalhistas e a absoluta falta de contratos formais permite uma liberdade impressionante a quem trabalha ligado aos meios online.

Quer viajar e escrever de longe? Porque não? Quem é que está segurando você por um contrato, com a devida contrapartida formal e financeira precisamente estabelecida?

É, tudo na vida tem dois lados; um que pode ser ruim, outro que pode ser bom. A exceção, como li dia desses numa rede social; são os discos do Pink Floyd: esses, enquanto foram LPs, sempre tiveram dois lados bons mesmo.

(Em tempo: sim, o novo álbum do Pink Floyd também é ótimo. Nada que se compare aos melhores, é claro. Mas é ótimo.)

__________________________________________________________________________________________________________
Paulo Roberto Ramos Ferreira é Diretor de Comunicação da ONG internacional New Earth Nation; Conselheiro e Representante do Nikola Tesla Institute em SP e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2014.

Comments


Deixe uma resposta


O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *