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Neuralgia do trigêmeo, saiba porque deve ser diagnosticada corretamente

Neurocirurgião especialista em dor alerta que a doença costuma ter seu diagnóstico dificilmente identificado, por isso requer tratamento profissional especializado….

By Redação , in Saúde & Bem-estar , at 09/07/2014 Tags:

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Neurocirurgião especialista em dor alerta que a doença costuma ter seu diagnóstico dificilmente identificado, por isso requer tratamento profissional especializado.

Imagine uma dor aguda, muito forte, composta de pontada, choque ou espasmo na região da face, na distribuição dos ramos para a mandíbula, no maxilar e acima do olho.  Ela tem duração de segundos, mas com repetições ao longo do dia, sendo capaz de levar o indivíduo ao desespero. Imaginou? Pois é, esse é o sintoma da neuralgia do trigêmeo ou neuralgia trigeminal, classificada como uma das dores mais violentas que um ser humano pode sentir.
Segundo o Dr. Claudio Fernandes Corrêa, neurocirurgião funcional especialista em dor, a doença acomete discretamente mais as mulheres do que os homens, predominantemente acima dos cinquenta anos, e afeta substancialmente a qualidade de vida do portador, já que quem sofre com ela não consegue falar, comer, escovar os dentes e, algumas vezes, nem mesmo pentear os cabelos em momentos de crise. Por este motivo, a neuralgia já foi descrita como causa de tentativa de suicídio, e, quando não diagnosticada corretamente, chega a ser confundida com problema dentário, levando muitos portadores à total exclusão dos dentes.

“Apesar dos vários estudos a respeito da neuralgia, os motivos responsáveis pelo seu desencadeamento ainda geram muitas discussões e perguntas sem respostas. Por ter índices relativamente baixos, cerca de quatro a cinco casos por ano para cem mil pessoas, a doença costuma ter seu diagnóstico dificilmente identificado, por isso requer tratamento profissional especializado” alerta o especialista que tem mais de 30 anos de atuação.

Quando diagnosticada, a neuralgia trigeminal tem seu tratamento inicial contemplado por medicações, que costumam oferecer alívio das crises por algum tempo, mas que são responsáveis por gerar diversos efeitos colaterais, como, por exemplo, muito sono. E, quando os medicamentos não surtem mais efeito ou quando consequências adversas inviabilizam a administração dos mesmos, alguns procedimentos cirúrgicos são indicados, e conseguem resolver o problema em definitivo em cerca de 98% dos pacientes.
O Doutor Claudio explica que, dentre as técnicas cirúrgicas, a considerada mais eficaz, segura e simples é a cirurgia de compressão do gânglio de Gasser, a qual possui a maior casuística do procedimento no mundo, com 1611 casos operados, sendo a primeira delas realizada em 1990.
“O procedimento é realizado por uma intervenção, minimamente invasiva, através da introdução de um fino cateter, em cuja extremidade existe um balão, que quando inflado ao nível do gânglio trigeminal, faz a dor cessar imediatamente. A técnica é simples, com duração de poucos minutos, com o paciente podendo conferir os resultados imediatamente após a cirurgia, que pode ser realizada ambulatoriamente, com o paciente recebendo alta em média duas horas após o ato operatório”.
Além de ser responsável por resgatar a qualidade de vida de quem sofre com a doença, reinserindo o portador em suas atividades cotidianos, o neurocirurgião enfatiza que a cirurgia ainda apresenta o melhor custo-benefício para médicos e pacientes, ainda que não difundida quanto deveria, o que é lamentável, pois mais de 90% dos portadores levam anos para chegar ao diagnóstico e sofrem com a sua terrível dor.

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