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Friday, June 5, 2020
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Novo estudo aponta 37 milhões de pessoas com incontinência urinária no mundo

O Centro Nacional para Estatísticas de Saúde, dos Estados Unidos, desenvolveu em junho um novo relatório sobre a extensão da…

By Redação , in Mundo Saúde & Bem-estar , at 20/09/2014

Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

O Centro Nacional para Estatísticas de Saúde, dos Estados Unidos, desenvolveu em junho um novo relatório sobre a extensão da incontinência em pessoas com mais de 60 anos: ao todo, mais de 37 milhões têm algum tipo deincontinência urinária no país, caracterizada pela perda involuntária de urina. O estudo mostra que – a cada 10 pessoas nesta faixa etária – quatro apresentam incontinência e a maioria não conversa com seu médico por vergonha de expor a situação, com enorme impacto emocional e financeiro. “A incontinência urinária não é normal em nenhuma idade e a pessoa deve buscar ajuda médica porque há uma série de tratamentos disponíveis”, explica o urologista do Hospital Sírio-Libanês, Fernando Almeida.

A condição pode afetar mulheres em qualquer idade – devido a anatomia do corpo feminino – e homens jovens – principalmente os que precisaram retirar a próstata após câncer. No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões apresentam a condição, associada à depressão e à baixa qualidade de vida, por limitar algumas atividades e causar constrangimento social. Viver sem controlar a urina traz uma série de problemas no dia a dia, como explica o urologista.

Viajar

Quem apresenta perda de urina tem dificuldades em viagens longas. Levantar várias vezes para ir ao banheiro no avião ou no ônibus e não poder visitar locais que não tenham banheiro prejudicam as viagens de quem tem incontinência.

Ir ao cinema

Uma das coisas mais constrangedoras no cinema é ter que levantar e ir ao banheiro. Imagina fazer isso várias vezes durante uma sessão? Chateação na certa e vontade de nunca mais voltar a assistir a algum filme fora de casa.

Participar de uma reunião

Quem sente vontade constante de urinar – mesmo com fraldas – relata constrangimentos em reuniões sociais ou de trabalho. Além de ser muito mais difícil prestar atenção no assunto discutido, é preciso disfarçar tantas idas ao banheiro.

Fazer Sexo

Além do medo de deixar a urina escapar no parceiro ou de expor o uso de fraldas, o odor da urina torna algumas pessoas constrangidas em manter uma vida sexual ativa.

Praticar esportes

O impacto causado pelos exercícios físicos agrava ainda mais a perda de urina, além de ser incômodo se exercitar usando fraldas. A maioria das pessoas com incontinência urinária abandona as atividades físicas.

Novas Soluções

A novidade em 2014 é que desde janeiro os planos de saúde passaram a cobrir dois novos tratamentos para a incontinência urinária masculina – os slings – fitas sintéticas implantadas de forma minimamente invasiva que sustentam a uretra – indicada para incontinência urinária moderada – e o esfíncter urinário artificial – único eficaz em casos graves da condição. O esfíncter é uma prótese que substitui o mecanismo natural de continência – considerado o padrão ouro da medicina para esta condição. De acordo com o especialista, a taxa de eficácia do esfíncter urinário é de 80 a 90%. A cirurgia para colocação da prótese dura cerca de 1 hora e o paciente recebe alta no dia seguinte. “A busca agora é a inclusão no Sistema Único de Saúde”, explica o médico.

 

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