fbpx
Saturday, September 26, 2020
-Smart Writers & Smart Content & Smart Readers-


O futuro é agora: seja bem-vindo à Internet das Coisas

Por Daniela Beneti Você está a caminho de casa e seu smart watch informa que você chegará em 15 minutos,…

By Redação , in News & Trends Tecnologia e Ciência , at 30/03/2015

Por Daniela Beneti

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Você está a caminho de casa e seu smart watch informa que você chegará em 15 minutos, pois ele já passou o melhor trajeto para o computador de bordo do carro. Ao chegar, as luzes já estão acesas e a temperatura ideal, pois seu smartphone ligou de acordo com a  sua aproximação. A tela de LED do seu fogão mostra a sugestão de prato para o jantar dessa noite, com os ingredientes que estão na sua geladeira.

Parece ficção? Pois prepare-se, porque boa parte dessa tecnologia já existe. A chamada “Internet das Coisas” (IoT em inglês), é chamada de “terceira revolução tecnológica da internet”, conectando objetos do cotidiano entre si ou com os seres humanos.

Para entender o que isso significa na prática, vale buscar sua origem. O termo Internet of Things foi criado pelo pesquisador Kevin Ashton do MIT (Massachusetts Institute of Technology). Em 1999, seu departamento trabalhava na criação de padrões para sensores – tecnologia que, somada ao Wi-Fi, permite conectar as coisas.

Mas o que significa isso na prática para você? Tudo. A IoT significa que objetos cotidianos terão a capacidade de interagir com o ambiente e responder aos dados fornecidos em tempo real. Eles deixam de ser coisas estáticas para se tornarem dinâmicas, capazes de prestar serviços personalizados na sua rotina, unindo o mundo físico e digital. Para isso usam sensores que informam coisas como temperatura, umidade, presença.

Nessa categoria entram os wearables devices, dispositivos “vestíveis” como iWatch, que mede batimentos, acompanha o trajeto e permite controlar e ver mensagens do smartphone na tela do relógio. Outra novidade é o Mobii, projeto desenvolvido pela Ford e Intel que usa câmeras e sensores internos no carro para reconhecer o usuário, evitando roubos, fazendo recomendações e armazenando preferências de caminho.

Além do mercado automobilístico, a automação residencial é um dos setores mais promissores. Serviços mais inteligentes se somam a eletrodomésticos que também podem se conectar. Um exemplo é a geladeira inteligente da Eletrolux, que tem tela touchscreen onde é possível consultar receitas (e vídeos das mesmas), usar aplicativos nutricionais e acionar funções especiais para preservar melhor frutas e verduras

Empresas como Dell, Intel e Samsung já trabalham em parceria para criar um protocolo padrão para a conexão de diversos dispositivos, usando para isso Wi-Fi, Bluetooth e NFC. Outras 51 companhias, entre elas LG e Microsoft, participam do consórcio Allseen Alliance, para difundir a Internet das Coisas.

O empenho dessas empresas tem razão de ser: estudo da Gartner ponta que os investimentos em IoT devem chegar a US$ 69 bilhões só em 2015 e as possibilidades de aumento no consumo são ilimitadas, bem como as mudanças em modelos de negócio impactando cadeias de produção e distribuição.

As estimativas são que, em cerca de 10 anos, a maior parte das conexões seja feita por objetos ao invés de tablets e PCs, gerando um tráfego de dados maior que aquele gerado por seres humanos.

As vantagens parecem ser várias. Mas os desafios também. O primeiro deles é a preocupação com um a possível sobrecarga das redes que constituem hoje a internet, que pode não acompanhar esse aumento exponencial de troca de informações.

Outro ponto sensível é a segurança. Poucas empresas estão preparadas para ter tantas portas abertas para o mundo externo e ameaças, ainda mais em equipamentos que podem oferecer uma rica base de dados para roubo e exploração.

Ainda assim, um ponto é inegável: a Internet das Coisas veio pra ficar, na sua vida, no seu trabalho e até em sua casa.

Comments


Deixe uma resposta


O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *