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Wednesday, July 8, 2020
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Obesidade atinge 14,3% de crianças e 21% de adolecentes brasileiros

Dados do IBGE apontam que entre os anos de 2002 e 2003, 16,7% dos meninos entre 10 e 19 anos…

By Redação , in Educação e Comportamento Saúde & Bem-estar The São Paulo Times , at 13/04/2014 Tags:,

Dados do IBGE apontam que entre os anos de 2002 e 2003, 16,7% dos meninos entre 10 e 19 anos apresentavam excesso de peso. Entre as meninas o índice era de 15,1%. Já entre os anos de 2008 e 2009, os percentuais saltaram para 21,7% entre os meninos e 19,4% entre as meninas. No ano de 1970, o registro do IBGE de excesso de peso infantil era de apenas 3,7%.

“O ganho excessivo de peso na infância e adolescência contribui para o aparecimento cada vez mais precoce de doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto”, afirma Cláudia Cozer, coordenadora do Núcleo Avançado de Obesidade e Transtornos Alimentares (Nota), do Hospital Sírio-Libanês.

A médica destaca, ainda, a importância dos pais, professores e familiares na aquisição de hábitos alimentares saudáveis por parte das crianças e adolescentes. “Crianças pequenas não vão às compras, não são elas que têm o poder de decisão do que entra no carrinho de supermercado ou de qual será o cardápio de almoço e jantar. São os pais quem decidem como será a refeição dos pequenos. Não basta ter alimentos saudáveis para oferecer aos filhos, os pais têm que comer igual as crianças, eles têm de ser exemplos. Por isso, pai e mãe são decisivos nas escolhas alimentares dos filhos. Pais com maus hábitos alimentares tendem a criar filhos com maus hábitos alimentares”, afirma a especialista.

A médica faz um alerta aos pais sobre a importância de verificarem os índices nutricionais do que as crianças consomem nas escolas “Salgadinhos industrializados, frituras, doces e refrigerantes contêm altos teores de açúcar, sal e conservantes. Eles devem ser substituídos por alimentos frescos, pouco processados, frutas e sucos naturais”, diz a especialista.

Sedentarismo

A vida moderna, principalmente nos grandes centros urbanos, leva muitas famílias a não incentivar a criança à prática de atividade física. Jogos eletrônicos, videogames e computadores substituem atividades ao ar livre como andar de bicicleta e jogar bola. O recomendado pelos especialistas é de que crianças e adolescentes pratiquem pelo menos uma hora de atividade física por dia ou diminua as horas gastas com aparelhos eletrônicos para 4h/dia.

Visão Multidisciplinar

A obesidade infantil não deve ser encarada como fato isolado e sim como uma questão que precisa ser tratada de forma multidisciplinar. “A abordagem tem que ser feita de forma multiprofissional, por médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos. Daí o tema e o escopo do encontro que estamos promovendo, com a participação de diferentes especialistas e uma programação voltada para a educação e orientação dos familiares dentro desse tema”, afirma Sérgio Zanetta, superintendente de Filantropia do Hospital Sírio-Libanês.

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