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Omissão do Estado resulta em maior índice de morte de jovens negros em comparação com brancos

Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade os jovens negros têm 2,6 mais chances de morrer do…

By Redação , in Brasil São Paulo The São Paulo Times , at 27/01/2015

Foto: WIkimedia
Foto: WIkimedia

Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade os jovens negros têm 2,6 mais chances de morrer do que os brancos. A pesquisa é do governo federal, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados, atualizados em 2014, mostram que o risco do jovem entre 12 a 29 sofrer violência aumenta se ele for negro.

O local com o maior índice é a Paraíba, no Estado o apontador do jovem negro morrer por causa da violência ou acidente de trânsito é 13,4 vezes maior do que a do jovem branco. Já o Estado de Paraná possui o menor índice.

“O genocídio/extermínio da juventude negra é um tema de extrema relevância, uma vez que o processo histórico e as expressões de preconceitos estão presentes na sociedade nos tempos atuais, e se expressam de variadas formas sejam elas desrespeitos, humilhações, evitação, exclusão, intolerância e até mesmo a violência física, que resulta muitas vezes em mortes”, comenta o membro do CRESS-SP, Júlio Cezar de Andrade.

De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Juvenil de 2007, estudos históricos realizados em São Paulo e Rio de Janeiro mostram que há cinco ou seis décadas as causas de morte entre os jovens na faixa etária entre 15 e 24 anos eram as epidemias e doenças infecciosas, com substituições progressivas de causas externas de mortalidade, fundamentalmente os homicídios e acidentes de trânsito (72,8% da mortalidade).

Para Andrade, o preconceito é apoiado pelo estereótipo e na sociedade quem carrega uma imagem negativa de ser inferior é o negro. “O genocídio/extermínio da juventude negra é existente devido a somatória do preconceito ético racial existente na sociedade capitalista e reforçado pela ação e omissão do Estado, na ausência de políticas sociais, e, efetivado pela sua força militar, que por sua vez segue uma linha controladora, racista e conservadora”, finaliza o assistente social.

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