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ONU Mulheres e universidades lançam parceria pelo fim do trote violento contra gênero e raça

No marco da campanha do secretário-geral da ONU “UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, a ONU Mulheres, grupos…

By Redação , in Brasil São Paulo The São Paulo Times , at 09/02/2015

Foto: Emília Silberstein/UnB Agência
Foto: Emília Silberstein/UnB Agência

No marco da campanha do secretário-geral da ONU “UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, a ONU Mulheres, grupos de estudos de gênero e raça das universidades brasileiras, coletivos feministas e a diretoria de Mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE) se juntam para dizer não à violência simbólica e física contra calouras e calouros nos trotes universitários.

As entidades lançara nesta sexta-feira (6) uma ‘Carta pelo Fim do Trote violento contra Gênero e Raça’, com o intuito de expressar publicamente um compromisso institucional a favor de mulheres, trans, lésbicas, gays, negras e negros, que há anos são vítimas da violência nos trotes.

Nos últimos dois anos, surgiram no Brasil diversas denúncias contra trotes universitários organizados por veteranos, que lançam mão de práticas machistas, homofóbicas, lesbofóbicas e racistas contra calouras e calouros. Ano após ano, esse grupo é submetido a atividades agressivas definidas por veteranos, nas festas das faculdades e dentro das residências estudantis – a maioria deles, homens brancos e de classe média alta.

Entre as atividades propostas na Carta para dar fim a essas práticas violentas estão a elaboração de uma campanha de mídia e advocacy contra o trote violento, que conscientize universitárias e universitários a respeito da violência de gênero e raça, e a formação de uma rede institucionalizada de apoio, com a implementação de comitês de apuração e ouvidorias.

Na recepção da calourada, no primeiro semestre letivo de 2015, serão realizadas aulas públicas sobre o trote violento e a igualdade de gênero e raça, na Faculdade Cásper Líbero, na USP (Universidade de São Paulo) e na Universidade Federal de Goiás, onde alunas e alunos também tomarão contato com o tema por meio de materiais de comunicação, como lambe-lambes e faixas.

As ações também incentivam a denúncia de violências sofridas ou presenciadas por meio do aplicativo Clique 180 disponível para download nos sistemas de smartphones IOS e Android, do portal Minha Voz e do mapa Chega de Fiu Fiu, a fim de tornar públicos os casos de violência e fornecer informações como serviços públicos de assistência policial, jurídica e psicológica pós-violência ou de prevenção.

Saiba mais sobre a iniciativa em http://bit.ly/1D67h5f

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