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Ex-camelô usa superação de vida para ensinar empresas a lidarem com desafios

Enquanto camelô, David Portes aprendeu a desenvolver habilidades para atrair e fidelizar clientes. Foram suas ações criativas de marketing que o transformaram no grande empresário e palestrante que é hoje. Agora, ele transmite toda a sua expertise e relata seu trabalho de sucesso para centenas de profissionais e empresas que buscam crescer e melhorar suas estratégias de venda.

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News & Trends

Professor do IBMEC, Rodrigo Siqueira, lança o livro “A outra margem”

em Cultura e Entretenimento/Educação e Comportamento por

Quer saber mais sobre os benefícios da prática da meditação? Rodrigo Siqueira, professor na faculdade de Comunicação e Administração do Ibmec/RJ e coaching de carreira e liderança, lança o livro “A outra margem – pensamentos e meditações para o autoconhecimento e equilíbrio”, da Editora Inspira. A publicação desvenda os caminhos para romper com os padrões negativos e desenvolver uma visão mais lúcida sobre a vida, sobre si próprio e os relacionamentos interpessoais.

“A Outra Margem” foi escrito depois que o autor escalou o Monte Aconcágua, no Chile, e viveu situações extremas, que o levaram a refletir sobre o sentido da vida. Na primeira parte do livro, Siqueira leva o leitor a vivenciar e refazer a aventura que experimentou em 2006 e que mudou seus valores.

“A montanha muito me ensinou. Pude refletir sobre a preciosidade e mesmo a fragilidade da vida, sobre as pegadas que havia deixado na montanha e, acima de tudo, as pegadas que queria deixar na vida a partir dali. Perguntas como ‘Que propósito dar a minha vida?’, ‘O que buscar?’ e ‘Como encontrar a paz, bem-estar e felicidade que não sejam tão instáveis?’ passaram a ser mais importantes do que nunca após o Aconcágua”, relata Siqueira.

A partir desta experiência, o autor, que se interessava por temas relacionados à espiritualidade, filosofia e psicologia desde cedo, foi em busca de conhecimentos e vivências nesses temas. No livro, ele divide com o leitor alguns conceitos da psicologia budista e outras correntes de pensamento – como a psicologia positiva e junguiana – que o influenciaram, mostra a transformação que este conhecimento pode promover e destaca a importância de aprofundar o olhar para si e para a vida.

Dessa forma, na segunda parte da publicação, Siqueira traz à tona questões fundamentais relacionadas à existência, como o nascimento, o carma, a natureza dinâmica e mutável, o sofrimento e a busca por felicidade e, na terceira parte, ele aborda o autoconhecimento e os relacionamentos interpessoais.

“Podemos mudar de casa, cidade, emprego, relação amorosa, condição financeira e, mesmo assim, nos vermos em um estado emocional interno similar ao que já vivemos antes. A felicidade e a liberação do sofrimento não ocorre com a simples mudança das condições externas a nós. É preciso mudar a forma de compreender a vida, as relações que tecemos com os outros e com nós mesmos”, ressalta.

Ao final de cada capítulo, encontra-se uma meditação analítica que conduzirá o leitor a um olhar mais profundo sobre cada tópico e possibilitará que cada um encontre um entendimento próprio, que ele chama de insight. Após a meditação analítica, o autor ainda sugere praticar a meditação conhecida como Shamata para acalmar a mente e obter um estado de tranquilidade necessário para que o insight seja incorporado de forma mais efetiva. Segundo Rodrigo Siqueira, conjugar os dois tipos de meditação fortalecerá a resolução em efetuar mudanças. 

“Estudos científicos comprovam os efeitos da prática meditativa no cérebro, influenciando positivamente a aprendizagem e a qualidade de vida”, diz.

Ano: 2013
Tamanho: 14x21cm
139 páginas
Preço: R$ 29,90

Foto: Divulgação/Facebook

04/01 – DIA MUNDIAL DO BRAILLE

em Geral por

O Sistema Braille é baseado na combinação de seis pontos dispostos em duas colunas e três linhas e permite a formação de 63 caracteres diferentes, que representam as letras do alfabeto, os números, a simbologia científica, musicográfica, fonética e informática. Este é o meio natural de leitura da pessoa cega e é comum em materiais diversos para garantir a sua acessibilidade a textos impressos.

Embalagens de medicamentos, cosméticos e alimentos, cartões de visita e cardápios e outros materiais podem ser impressos nesse sistema, que adapta-se perfeitamente à leitura tátil, pois os seis pontos em relevo podem ser percebidos pela parte mais sensível do dedo com apenas um toque.
O francês Louis Braille, nascido em 4 de janeiro de 1809, foi quem garantiu o benefício da escrita e da leitura às pessoas cegas. Assim, quem lê o Braille tem acesso ao conhecimento e aumenta sua inclusão na sociedade e o exercício pleno de sua cidadania.
No Brasil, o Sistema Braille chegou em 1850, pelas mãos do jovem cego José  Álvares de Azevedo, mas foi a partir da década de 1940, com a criação da Fundação para o Livro do Cego No Brasil – a atual Fundação Dorina Nowill  para Cegos – que a produção de livros nesse formato ganhou força.
A Imprensa Braille da Fundação Dorina é uma das maiores do mundo em capacidade produtiva. Em 2012, produziu mais de 211 novos títulos em Braille, o que significa 99.946 mil exemplares distribuídos para cerca de 2 mil organizações e para todas as 5 mil bibliotecas públicas municipais do país, uma iniciativa pioneira na história da instituição.
Há quem diga que nos últimos 60 anos não há no Brasil uma só pessoa cega alfabetizada que não tenha tido em suas mãos pelo menos um livro em braille produzido pela Fundação Dorina. A instituição também oferece para crianças e jovens com deficiência visual o programa de educação especial destinado a enriquecer o  seu processo de desenvolvimento, incentivando sua aprendizagem e inclusão em escolas regulares por meio de aulas de braille, orientação e mobilidade,  atividades da vida diária, entre outros atendimentos terapêuticos.
“Para as crianças e os jovens cegos, o contato com o Sistema Braille permite o conhecimento da ortografia da Língua Portuguesa e de línguas  estrangeiras, além de possibilitar o conhecimento e a correta aplicação de símbolos de Matemática, Química, Física, e outros”, afirma Regina Fátima Caldeira de Oliveira, coordenadora da revisão Braille na Fundação Dorina e Membro do Conselho Iberoamericano e do Conselho Mundial do Braille. “Para os adultos, consultar  cardápios, identificar cosméticos e medicamentos, entrar e sair de elevadores com segurança são sinônimos da independência e da autonomia indispensáveis à elevação da autoestima de todo ser humano”, completa.
Dados do IBGE
Segundo os novos dados do censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) neste mês, existem no Brasil 6.585.308 pessoas com deficiência visual. Deste total, 582.624 pessoas são cegas e 6.056.684 têm baixa visão. O número representa 3,5% dos brasileiros, ou seja, a deficiência com maior incidência na população do país. A pesquisa revela ainda que 23,91% da população brasileira tem algum tipo de deficiência.

Claro inclui descontos em farmácias em sua plataforma de saúde

em Saúde & Bem-estar por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A operadora acaba de lançar o Claro Alô Saúde para todos os seus clientes, que permite descontos de até 55% para medicamentos, em ampla rede de farmácias credenciadas em todo o Brasil. Além disso, é possível tirar dúvidas ou receber informações com equipe de enfermagem 24 horas, disponível 7 dias por semana. O usuário ainda tem um registro pessoal no portal claroalosaude.com.br, para documentar e acompanhar dados relacionados a sua saúde.

“Temos uma grande dedicação voltada aos serviços de saúde, pela importância do tema e para atender às necessidades dos nossos clientes. O serviço complementa a plataforma Claro Saúde, com mais de 1 milhão de assinantes, que reúne canais com conteúdos assinados por médicos e especialistas como, Dr. Dráuzio Varella, Dr. Jairo Bouer e Solange Frazão”, diz Alexandre Olivari, diretor de SVA da Claro.

A assinatura pode ser feita com envio de SMS para 402 com a palavra-chave SAUDE ou ALO, com valor de R$ 5,99 por mês. Para ter acesso aos descontos nas farmácias, o cliente deve informar o número de telefone cadastrado na Claro e, para ter acesso às orientações da central de enfermagem, basta ligar para *402 (valores das ligações já inclusos na tarifa mensal).

Estudo revela que 51,7% dos homens e 54,9% das mulheres do Brasil se consideram vaidosos e aponta as suas principais preocupações em relação aos cuidados com a beleza

em Brasil/Educação e Comportamento por

Estudos inéditos, realizados pelo Minha Vida com 1.687 homens e 2.861 mulheres do Brasil, revelam que tanto eles quanto elas são sim vaidosos. Entre o público masculino, 6,6% se consideram muito vaidosos, 51,7% acreditam que estão dentro dos “índices normais de vaidade” e 37,2% acham que são pouco vaidosos. Apenas 4,4% alegam passarem longe da vaidade. Já entre as particip antes do sexo feminino, esses índices ficam, respectivamente, em 11%, 54,9%, 30,9% e 3,2%. Vale ressaltar que 75,8% dos homens e 80,3% das mulheres, que participaram dos estudos realizados pelo Minha Vida, têm entre 25 e 59 anos.

Na hora de investir em produtos para beleza, eles e elas se aproximam nos gastos: 76,9% dos rapazes dedicam entre R$ 20 e R$ 250 mensais e 75,9% das garotas transitam entre as mesmas margens. Dividindo-se esses valores, encontramos os homens gastando de R$ 20 a R$ 50 (30,3%), entre R$ 50 e R$ 100 (32,8%) e de R$ 100 a R$ 250 (13,8%). Já para elas, os índices para esses mesmos valores mensais correspondem a 26%, 32,2% e 17,7%, respectivamente. Os homens mais vaidosos são os solteiros (8,39%), seguidos pelos divorciados (8,02%) e pelos casados (5,80%). Já as mulheres mais vaidosas são as divorciadas (14,20%), seguidas pelas solteiras (12,69%) e pelas casadas (9,69%).

Basicamente, o estudo mostra que eles se preocupam, em sua maioria, com a limpeza seja do corpo, do rosto ou dos dentes. Já elas, segundo a pesquisa, consideram o visual o ponto mais preocupante. Dentro deste cenário, confira algumas curiosidades no comportamento DELES e DELAS em relação aos cuidados com o rosto, o corpo, os dentes:

PREOCUPAÇÕES DELES

Maiores preocupações com a barba:

Manter o rosto sem barba (rosto “limpo”) – 48,37%

Irritação – 37,76%

Pelos encravados (foliculite) – 24,07%

 

Maiores preocupações com a pele:

Mau cheiro nas axilas – 64,20%

Oleosidade – 52,16%

Mau cheiro nos pés – 47,24%

 

Maiores preocupações com o cabelo:

Mantê-los limpos – 49,08%

Caspa (ou descamação do couro cabeludo) – 46%

Oleosidade – 39,18%

 

Maiores preocupações com os dentes:

Mau hálito – 73,21%

Amarelamento ou escurecimento – 68,64%

Cáries – 67,28%

 

PREOCUPAÇÕES DELAS

Preocupações em relação à pele do rosto:

Olheiras – 37,33%

Linhas finas (linhas de expressão) – 36,84%

Manchas (melasmas) – 35,27%

 

Maiores preocupações com o corpo:

Gordura localizada na barriga – 78,19%

Celulite – 58,72%

Excesso de peso – 57,88%

 

Maiores preocupações com as unhas:

Unhas quebram com facilidade – 56,90%

Não tenho nenhuma preocupação – 24,12%

Excesso de cutícula – 23,77%

 

Maiores preocupações com o cabelo:

Cabelos brancos – 46,42%

Queda de cabelo – 41,28%

Frizz (fios arrepiados) – 41,56%

 

Maiores preocupações com os dentes:

Amarelamento ou escurecimento dos dentes – 66,22%

Mau hálito – 60,03%

Cáries – 57,28%

Empresa catarinense cria solução para diminuir impactos ambientais causados por uso em larga escala de asfalto novo

em Brasil/Negócios por

A exploração do petróleo movimenta a economia brasileira. Somente na faixa denominada de pré-sal, que engloba do litoral do Espírito Santo até Santa Catarina, a estimativa é que a exploração dessa região gere dois milhões de empregos na cadeia de petróleo até 2020, representando 20% do PIB do país. Se por um lado isso representa um ganho significativo na economia do país, por outro gera prejuízos e danos imensuráveis no ecossistema, atmosfera e na saúde humana. Os impactos causados pelas perfurações em busca do recurso ou os acidentes como vazamentos de plataformas causam sérios danos e alterações na fauna e na flora brasileira.  Incidentes causados pelo derramamento do petróleo no mar perduram por mais de vinte anos, com uma recuperação bastante árdua e longa, mesmo com intervenções humanas.  O óleo cobre as penas dos animais, sufoca peixes, mata a fauna e flora marítima, inibe a nutrição dos mangues brasileiros, entre outros problemas.  A queima de produtos provenientes do petróleo também destrói a camada de ozônio, graças à emissão do dióxido de carbono (CO2), que é altamente poluente e prejudicial à saúde.

Mesmo com tantos impactos socioambientais negativos, o uso do petróleo é imprescindível para a população. É através deste recurso que são produzidos combustíveis, tintas, pneus, borrachas, chicletes, asfalto e outros tantos itens do cotidiano. Já que não é possível fazer a substituição total deste recurso, é preciso buscar alternativas que sejam ecologicamente corretas e diminuam os passivos ambientais causados pela extração do petróleo. No caso do asfalto, por exemplo, empresas buscam outras formas de criar ou reutilizar a pavimentação para diminuir a produção e, consequentemente, os  impactos.  A catarinense SolPav Pavimentações desenvolveu uma tecnologia que pretende auxiliar nessa busca por soluções sustentáveis: uma máquina que através de emissão de calor por raios infravermelho consegue aquecer o asfalto antigo e recompor essa massa asfáltica que seria descartada (asfalto fresado) sem a necessidade de adquirir um produto novo. Além do reaproveitamento, ainda há um ganho na agilidade, pois todo o processo é feito em até dez minutos.

“Essa tecnologia já funciona há 40 anos nos Estados Unidos e na Alemanha. Resolvemos adaptá-la quanto às necessidades brasileiras. Os métodos convencionais de reparação das rodovias acabam descartando o asfalto antigo e cobrindo com um novo.  As nossas máquinas conseguem utilizar o mesmo asfalto, independente do tempo que ele já está em uso, e deixá-lo como novo.  Chamamos essa tecnologia de Eco Tratamento Asfáltico, o que permite usar menos recursos da natureza”, João Rosa, Diretor de Planejamento da SolPav Pavimentação.

O PROCEDIMENTO

A máquina vai até o local danificado, aquece o asfalto COM TEMPERATURAS ENTRE 180 E 300 graus, mistura junto a pavimentação antiga (asfalto fresado) uma emulsão asfáltica e a reaplica no mesmo lugar, sem poluição atmosférica ou sonora. A ação pode ser feita inclusive com o asfalto molhado, pois graças ao superaquecimento do material, a qualidade é mantida. Além de cobrir defeitos e nivelar a via, a máquina também pode ser utilizada para abrir valas, auxiliando empresas de saneamento, por exemplo, como é o caso da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que já utiliza essa tecnologia em Itapetininga, São Paulo.

PASSIVO AMBIENTAL

Passivo ambiental é como se nomeia as obrigações das empresas relativas aos danos ambientais causados direta ou indiretamente, já que a empresa é responsável pelas consequências de suas ações à sociedade e ao meio em que vive.  De certa forma, o passivo ambiental representa um risco financeiro para as instituições e órgãos, já que ela deve custear a manutenção e manipulação de áreas contaminadas, resíduos, transporte, multas ou outros custos causados por sua possível intervenção na natureza. Como para muitas organizações é impossível obter matéria-prima sem alterar o meio ambiente, como no caso da extração do petróleo, o investimento para amenizar essa deve ser alto. Ainda assim, muitas vezes os danos causados ao meio ambiente são irreversíveis ou demoram a se recompor.

A solução criada pela SolPav apresenta um resultado positivo para instituições que precisam trabalhar diretamente com pavimentação asfáltica. “Nesse quesito, o uso da nossa tecnologia contribui para a diminuição dos passivos ambientais, já que graças à recomposição asfáltica, não é necessário fazer o descarte do asfalto antigo no meio ambiente”, enfatiza João. Além do ganho ambiental, há também o grande retorno econômico. O procedimento garante uma economia entre 40% e 70% em comparação ao método convencional de restauração asfáltica.  Segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Brasil precisaria desembolsar mais de R$64 bilhões de reais somente na recuperação de estradas e rodovias. Uma economia de até 70% em cima desse valor é muito significativa, e poderia ser usada para outros projetos socioeconômicos e culturais no país.

Ano novo, velhos livros

em Geral por

Por Fernando Rizzolo.

Nunca se falou tanto em como devemos viver o dia de hoje: desde frases soltas na internet a conselhos espirituais pregando que o ontem “já era” e do amanhã ninguém sabe. Parece que tudo nos indica que hoje, e só hoje, vale a pena viver. E é claro que isso é verdade, lamentarmos o dia de ontem não compensa e projetarmos o amanhã é válido sim, mas lembrando-nos sempre de que tudo pode dar errado. No entanto, nesses tempos de ano-novo não há como resistir: temos de nos lançar com otimismo no futuro.

É interessante observar que a insistência por viver no passado me parece algo natural na alma dos que amam colecionar. No meu caso, meu escritório mais parece um pequeno museu; ali vivo no passado, os objetos possuem uma estrita relação com o antes, e me remetem ao futuro na inocente ideia de que um dia alguém da família continue o tal legado. Se o passado favorece o excesso de tristeza, no futuro, talvez, o gosto pelos objetos antigos será trocado por antidepressivos – que no futuro talvez estejam na água, assim como o cloro subsiste ao pretexto da purificação dos líquidos.

Na política não é diferente, me parece prevalecer sempre o receio do novo. Viver momentos políticos já consagrados no meio popular traz segurança e minimiza o fantasma do desemprego, da inflação e da falta de oportunidade. Talvez isso explique a popularidade da presidenta Dilma: aos olhos do povo, o dia de hoje – sim, aquele que deve ser vivido – está bom, e, portanto, brindemos o hoje! Não vamos mexer em time que está ganhando. Se nada der errado, o inconsciente coletivo popular continuará apoiando a política atual.

Mas o que teria de sentido adentrar o novo ano com reflexões perdidas entre livros antigos, peças de coleção de antiquários, com meu velho telefone (daqueles de discar) que pesa meio quilo, relíquia da casa dos meus avós? Eu diria que quase tudo. O ser humano odeia o novo, assim quando o remediável é saudável, cômodo, fica-se no continuísmo, e, na política, o dia de hoje é o indicativo mais preciso.

Assim, tão logo nos conectamos no Facebook ou ouvimos que o excesso de passado é depressão e o futuro sinaliza ansiedade, vale nos aventurarmos a ler uma antiga enciclopédia, restaurar um antigo livro, e garimpar antiguidades nas feirinhas do Brasil e do exterior. Se o dia está bom e o país segue indo, sentar e planejar uma nova estante de antigos livros não é excesso de passado. Talvez seja, sim, uma anestesia do porvir, curtir objetos que um dia ficarão como uma pista de que jamais tomei antidepressivos… Agora, a grande  pergunta: Na política, o que seria do futuro se todos tomassem remédios e não fossem colecionadores? Bem, a resposta indicaria ansiedade, excesso de futuro. Portanto, vamos torcer… tenhamos todos nós um Feliz Ano-Novo!!!

Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, Mestre em Direito Constitucional, membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, ex- articulista colaborador da Agência Estado.

Portrait: “A vida revelada como foto: pode ser pra daqui a pouco, como antes, ou tem que ser pra já?”

em Coluna por

Camila

A vida revelada como foto: pode ser pra daqui a pouco, como antes, ou tem que ser pra já?

A coluna entrou no ar. E, entre os comentários e desejos de boa sorte dos amigos, um pedido bacana e incomum para os dias de hoje. No meu texto de abertura da coluna, onde apresentei sobre o que falaria, comentei sobre as fotos, hoje tão corriqueiras. Se tira foto do amigo, do passarinho e do mico que está na praça. Se posta, se compartilha, e pronto. Você é um ser social – pelo menos em parte.

Fui lembrada por uma amiga sobre o “modo antigo” de se clicar. Quando a gente tinha a máquina, os filmes, de 12, 24 ou 36 poses, que quando tinha festa, aniversário ou viagem, se carregava uma mala com as bobinas de filmes. E a ansiedade? Naquele tempo, não existia internet ainda, nem celular (e parece que eu estou falando de 60 anos atrás, mas não são mais de 20). Se você era criança ou pré-adolescente como eu, e a sua mãe saia para ir ao mercado e você esquecia de pedir alguma coisa, ficava sem, não tinha como pedir aquela bolacha. Tudo o que restava era se lamentar em sua volta.

O mesmo acontecia com as fotos. Depois de todo o processo – limitado – sim, a gente tinha que contar quantas fotos tinham ainda no filme e “guardar” espaço para a hora do parabéns. Para se ter fotos de todos, juntava-se um monte de gente, pra não faltar ninguém, afinal, vai que o filme acaba…

E depois disso, às vezes dias, outras vezes semanas ou até meses, a gente ia numa loja e pedia para revelar as fotos. Não era um serviço muito barato. Foto não era o suprassumo, mas podia ser, de alguma forma, considerado artigo de luxo.

Aí, nos melhores lugares, dentro de uma hora você podia voltar pra pegar e… “o filme não rodou quando estava na máquina, foi impossível revelar”! Isso aconteceu com a minha família quando fomos para a Disney, em 1994. O parque pelo qual mais me encantei foi o da Universal Studios. Adivinha? Sim! Só ficou para mim a lembrança do meu encanto.

E aquela foto com os seus amigos, que você saiu de olho fechado e não sabia? Se fosse nos dias de hoje, tira outra e está resolvido. Também passei por outra situação, em que o avô de um ex-namorado, em uma formatura, ficou uns dois minutos enquadrando a gente para a foto e na hora da revelação, bem, eu sai pela metade!

Em uma das últimas vezes em que usamos a máquina mecânica, em viagens de família, foi em Maceió. Tiramos uma foto ao lado de um repentista. Quando revelamos, eu não estava lá! E pior, eu jurava que estava! Aí, vendo detalhadamente, percebemos que minha irmã tinha três pernas! Não me perguntem como, porque ela é tão pequena quanto eu, mas eu simplesmente sumi atrás dela!

E aí valem algumas reflexões para os dias de hoje: será que você manteria uma foto “mico” para depois de um tempo transformá-la em um risível momento? Ou será que o mais importante é se sentir bem com a imagem que está representando ali? Teria coragem de mostrar para as pessoas, publicá-la ou guardaria para si?

Se os tempos para se ter os resultados – hoje a foto é instantânea – voltasse a ser como o anterior, se a vida te pedisse mais calma e menos ansiedade, você estaria pronto para isso?

Será que se isso acontecesse seria um retrocesso, ou será que agiríamos de forma mais tranquila, mais pensada e menos impulsiva? Será que o relatório que seu chefe pediu realmente precisaria ser para hoje, feito às pressas, ou poderia ser feito com mais calma e cuidado? E os seus sonhos, podem ser construídos aos poucos ou também tem que ser pra já?

A gente não sabe quanto tempo cada um tem de vida, mas, independente do quanto for, como a nossa sociedade está usando este tempo? Quanto para si e quanto para parecer aos outros?

O que vale mais na sua vida, a gargalhada pela foto “mico” compartilhada ou o sorrisinho frio e calculado? A vida pode ter os dois, mas cabe a você saber qual deles tem maior valor nas suas escolhas, o que te faz se sentir bem e feliz. Reflita e vá em frente! Feliz Ano Novo!

© 2013, The São Paulo Times.

2014: mais um ano para andar de lado

em Brasil/Mundo por

Por Telmo Schoeler.

Como estamos no limiar de um novo ano, empresas e gestores estão todos com os periscópios levantados no esforço de enxergar o que vem pela frente, o que fazer e como se posicionar. No meu entender, salvo para algumas empresas e setores pontualmente beneficiados, 2014 será um ano para andar de lado, o que, diante das nossas potencialidades desperdiçadas e de oportunidades pelo mundo, significará mais um ano perdido.

Para entender porque, precisamos olhar para dentro e para fora do país. Internamente, pelo menos quatro fatores continuarão deixando a desejar: a inflação crônica, a assimetria entre as políticas monetária e fiscal, o aumento do déficit público e a deterioração das contas externas, sem perspectivas de mudança por serem atreladas ao modelo político-econômico vigente. No cenário internacional, estamos diante da recuperação e melhoria dos Estados Unidos, dos principais países europeus e da própria China. E, dentro dessa mesma perspectiva, em decorrência do somatório dessas realidades interna e externa, estamos diante da piora na percepção da economia brasileira. Fatos e percepções estarão contra nós, o que não se reverte apenas com discursos ou promessas, razão pela qual são visíveis no horizonte, a) o rebaixamento do rating de risco brasileiro, b) a apreciação do dólar e c) a diminuição do fluxo de investimento direto e não especulativo.

Importações perderão a conveniência e as exportações tenderão a ser favorecidas, o que parece positivo, embora se imponha uma análise mais profunda. A desindustrialização e falta de investimentos dos últimos anos aumentaram em muito a dependência de insumos importados, o que fará com que a subida do dólar tenha um impacto direto nos custos, por decorrência, nos preços e, portanto, na inflação. Esta, sendo crescente, obrigará o governo a elevar a taxa de juro, com reflexos de aumento nos custos financeiros das empresas e de diminuição na capacidade de consumo da população, pois, mesmo que continue a política de concessão de reajustes do salário mínimo acima da inflação, os preços reais subirão mais do que isso. Em síntese, a balança comercial e de pagamentos tenderá a ser pouco favorecida pelo comportamento do dólar em alta, embora, evidentemente, o agronegócio, as commodities e os minérios deverão ser beneficiados.

Pode ser esperada a continuidade da política de fomento ao consumo via subsídios, benefícios, bolsas ou mesmo desonerações tributárias pontuais para produtos ou setores específicos, mas seu uso retroalimentará negativamente os fatores internos e externos que nos afligem. A obrigatória subida dos juros terá como efeitos: 1) retração do consumo pelo encarecimento do crédito; 2) aceleração do esgotamento da capacidade de endividamento das pessoas físicas; 3) aumento das taxas de inadimplência; 4) maior dificuldade de tomada de crédito, por óbvios critérios de maior seletividade por parte dos bancos.

O clássico efeito tesoura fará com que empresas tenham uma tendência a margens e resultados decrescentes. Por decorrência, a Bolsa de Valores deverá, na melhor das hipóteses, andar de lado. Quem depender de investimentos governamentais não poderá esperar reversão da lentidão ou atraso de obras, pois não haverá recursos suficientes para cumprir cronogramas.

Toda essa realidade aponta para uma performance pouco satisfatória do comércio, em decorrência do endividamento das famílias ter atingido seu limite. Se somarmos essas duas constatações, que já são um fato, veremos que consumidores que compraram além da conta estão recorrendo ao crédito pessoal – com tradicionais taxas altas – para liquidar suas dívidas, o que faz antever um aumento da inadimplência. O esgotamento da capacidade popular de tomada de crédito está também já demonstrado no decrescente uso de recursos do próprio programa “Nossa Casa Melhor”.

Para aquela parcela de brasileiros eternamente otimistas que acham que a Copa da FIFA trará uma injeção de ânimo nos negócios, um alerta: ela poderá favorecer, pontual e limitadamente, hotéis, companhias de aviação e restaurantes, além de impulsionar cervejas e televisores. Mas não será boa para o varejo em geral, pelo fechamento de lojas, feriados, dispersão de atenção, gastos com ingressos e correlatos etc. Como disse um empresário do ramo: “ninguém compra um tênis novo para assistir um jogo”. Sem falar que o término das obras que forem terminadas para a Copa jogará no mercado uma substancial força de trabalho que não necessariamente encontrará novas oportunidades.

Toda essa realidade mostra que o ano entrante terá mais um pibinho com evolução pífia rondando os 2%, como tem sido os últimos, muito longe de uma evolução mínima de 4% a 5% que seria necessária para manter esta nave pelo menos estabilizada, ainda que não pujante.

O cenário será difícil para as empresas endividadas e com estruturas de capital desbalanceadas. Episódios como os do desmoronamento do Grupo X (Eike), mesmo que decorrentes de menor pirotecnia, poderão se repetir. Os erros de governança, planejamento, gestão e falta de realismo econômico, mais do que nunca mostrarão sua cara. Por isso, podemos esperar crescente número de recuperações judiciais e falências, com todos os efeitos daí decorrentes.

Diante disso, e em síntese, cabem as seguintes recomendações às empresas:

–  Seja mais conservador do que nunca e preserve sua liquidez;

–  Postergue investimentos e decisões não essenciais;

–  Fique atento para boas oportunidades de aquisições, pois muitas empresas terão problemas, oportunizando ativos a baixos preços;

–  Evite e reduza o endividamento;

–  Se mesmo assim precisar de crédito, os bancos oficiais tenderão a ser melhores alternativas;

–  Caso recursos de longo prazo forem necessários, debêntures tenderão a ser uma boa alternativa, inclusive porque investidores internacionais serão atraídos por taxas crescentes no Brasil;

–  Não conte com investidores de capital de risco: será difícil achá-los, salvo em condições desinteressantes de deságio influenciadas pelo cenário brasileiro.

Telmo Schoeler é sócio-fundador e Leading Partner da Strategos – Strategy & Management, fundador e coordenador da Orchestra – Soluções Empresariais, a primeira e maior rede de organizações multidisciplinares de assessoria em gestão empresarial. Possui 47 anos de prática profissional, metade exercendo funções executivas de diretoria e presidência de empresas nacionais e estrangeiras.

Hidratação adequada previne contra infecção urinária no calor

em Educação e Comportamento por

Com a chegada do verão, suamos mais e desidratamos rapidamente. No entanto, segundo os médicos, as pessoas esquecem de tomar água para repor o líquido perdido. Um hábito deixado de lado, mas importante para evitar infecções urinárias que mais tarde podem desencadear problemas renais mais graves – em média, dois litros de água por dia é uma quantidade indicada para um adulto.

Aliado a isso, especialistas alertam para outro péssimo hábito da população em geral na correria do dia a dia: “As pessoas não vão ao banheiro, deixando a urina mais concentrada no nosso organismo, quando nossa bexiga pede. Isso predispõe muito à infecção urinária, principalmente nas mulheres” lembra Thadeu Brenny Filho, chefe do Serviço de Urologia e Transplante Renal do Hospital São Vicente – FUNEF, de Curitiba-PR.

A infecção urinária tem como sintoma mais comum a dor ao urinar e vontade incontrolável de ir ao banheiro várias vezes ao dia, eliminando pouca urina e consequente sensação de peso na bexiga. “A urina pode ser bem clara ou escura e cheiro forte, muitas vezes lembrando amoníaco. Febre alta e dor lombar são sinais de gravidade de que bactérias atingiram os rins”, explica o médico.

Segundo Brenny, os sintomas do problema renal, que pode ter iniciado com um quadro de infecção urinária, são dores abdominais, geralmente de um lado só, acompanhada de dor ao urinar, febre, enjoos ou vômitos. Contudo, para evitar o quadro mais grave, é importante consultar o médico periodicamente, mesmo sem dor ou sintoma aparente. “Se há infecção urinária de repetição, exames de imagem solicitadas pelo médico são necessárias, principalmente no homem que não tem infecção urinária sem uma causa definida”, detalha.  De acordo com o médico, no homem, problemas urinários são indícios de pedra nos rins, prostatite ou diabetes.

Irritação pode indicar infecção urinária em crianças

O médico chefe do Serviço de Urologia e Transplante Renal do Hospital São Vicente – FUNEF explica que os pais devem estar atentos ao comportamento das crianças para identificarem problemas urinários. De acordo com ele, a irritabilidade no momento de urinar é um sintoma importante. “Os exames são na maioria invasivos e incômodos à criança. Os pais devem desconfiar de infecção urinária se a criança está abaixo do crescimento para a idade, irritada e com alguma indisposição. Muitas vezes pode não haver febre como primeiro sinal de infecção”, detalha.

Bicicletas elétricas são regulamentadas pelo CONTRAN

em Brasil/Negócios por

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou, na última sexta-feira (13/12), no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 465, respectiva à categorização das bicicletas elétricas como simples bicicletas, assunto bastante polêmico e que vem rondado o mercado brasileiro há algum tempo.

A nova resolução, datada de 27 de novembro de 2013, considera a necessidade de apoio às políticas de mobilidade sustentável e a crescente demanda por opções de transporte que priorizem a preservação do meio ambiente. Desta forma, as bicicletas dotadas originalmente de motor elétrico auxiliar com potência máxima de até 350 Watts e velocidade de até 25 km/h tem liberdade de circular em ciclovias e ciclo faixas desde que garantam o funcionamento do motor somente quando o ciclista pedalar.

Segundo Caio Ribeiro, executivo de vendas da Sense Electric Bike, única empresa brasileira a se enquadrar completamente à nova legislação sem precisar alterar em nada seu produto, essa publicação traz um novo gás ao mercado. “Essa resolução chega como um marco para o Brasil, colocando nosso país no mesmo patamar legislativo dos mais avançados países europeus”, conta.

Fundada em 2009, a empresa Sense Bike está programada para inaugurar seu parque fabril no Pólo Industrial de Manaus no início de 2014 trazendo mais facilidade e um novo impulso ao setor. “Acreditamos que com as leis mais específicas será ainda mais fácil de fazer com que a cultura do ciclismo seja popularizada”, finaliza.

CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO

RESOLUÇÃO No- 465, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2013

Dá nova redação ao Art. 1º da Resolução nº 315, de 08 de maio de 2009, do CONTRAN, que estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétrico, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação e dá outras providências.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 12 da lei nº 9.503, de 25 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB e conforme o Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito;

Considerando a necessidade de apoio às políticas de mobilidade sustentável e a crescente demanda por opções de transporte que priorizem a preservação do meio ambiente;

Considerando os permanentes e sucessivos avanços tecnológicos empregados na construção de veículos, bem como a utilização de novas fontes de energia e novas unidades motoras aplicadas de forma acessória em bicicletas, e em evolução ao conceito inicial de ciclomotor;

Considerando o crescente uso de ciclo motorizado elétrico em condições que comprometem a segurança do trânsito;

Considerando o que consta no processo administrativo nº 80001.003430/2008-78, resolve:

Art. 1º O parágrafo único do artigo 1º da Resolução CONTRAN Nº 315/2009 fica renumerado para § 1º.

Art. 2º Ficam incluídos os parágrafos 2º, 3º e 4º, no art. 1º da Resolução CONTRAN Nº 315/2009, com a seguinte redação:

Art 1º…

§ 1º ….

§ 2º Fica excepcionalizado da equiparação prevista no caput deste artigo os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, sendo permitida sua circulação somente em áreas de circulação de pedestres, ciclovias e ciclo faixas, atendidas as seguintes condições:

I – velocidade máxima de 6 km/h em áreas de circulação de pedestres;

II – velocidade máxima de 20 km/h em ciclovias e ciclo faixas;

III – uso de indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna, dianteira, traseira e lateral, incorporados ao equipamento;

IV – dimensões de largura e comprimento iguais ou inferiores às de uma cadeira de rodas, especificadas pela Norma Brasileira NBR 9050/2004.

§ 3º Fica excepcionalizada da equiparação prevista no capítulo deste artigo a bicicleta dotada originalmente de motor elétrico auxiliar, bem como aquela que tiver o dispositivo motriz agregado posteriormente à sua estrutura, sendo permitida a sua circulação em ciclovias e ciclo faixas, atendidas as seguintes condições:

I – com potência nominal máxima de até 350 Watts;

II – velocidade máxima de 25 km/h;

III – serem dotadas de sistema que garanta o funcionamento do motor somente quando o condutor pedalar;

IV – não dispor de acelerador ou de qualquer outro dispositivo de variação manual de potência;

V – estarem dotadas de:

a) indicador de velocidade;

b) campainha;

c) sinalização noturna dianteira, traseira e lateral;

d) espelhos retrovisores em ambos os lados;

e) pneus em condições mínimas de segurança.

VI – uso obrigatório de capacete de ciclista.

§ 4º Caberá aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos municípios e do Distrito Federal, no âmbito de suas circunscrições, regulamentar a circulação dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e da bicicleta elétrica de que tratam os parágrafos 2º e 3º do presente artigo.

Art. 3º Fica revogada a Resolução CONTRAN Nº 375/11, de 18 de março de 2011.

Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Stand Up Crônicas: Ano novo, velhos hábitos

em Coluna por

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Stand Up Crônicas: Ano novo, velhos hábitos

O ano está acabando e a maioria das pessoas que conheço gosta de passar o ano novo comendo castanhas. Mas também há quem prefira as loiras, morenas e ruivas.

Mas o que não consigo acreditar é que dependendo do que você comer, seu ano vai ser bom ou ruim. Por exemplo, dizem que se você comer frango ou peru, sua vida vai andar para trás. E por um simples motivo: esse animais ciscam para trás. Seguindo esse raciocínio, presumo que também não se pode comer veado.

Dizem também que comer lentilha dá sorte. Sorte eu não sei, mas dá gases.

Entre as superstições, uma das mais famosas é aquela que diz que pular 7 ondinhas ajuda a ter um bom ano. Está explicado então porque o Atlético Mineiro não foi pra final do mundial. E, por via das dúvidas, o Aécio deveria passar o Reveillon em Copacabana.

Na festa de Reveillon, quase todo mundo veste roupa branca – a cor da paz. Só que se alguém passar mal, vai ser difícil saber quem é o médico para pedir ajuda. E a festa vai ter de tudo, menos paz.

As mulheres acreditam que vestir roupa vermelha ou rosa traz felicidade no amor. Funciona. Principalmente se for justa e decotada.

Dizem também que roupa amarela traz dinheiro. Sei não, se isso fosse verdade, os fiscais da CET não precisariam mais trabalhar.

E quem nunca fez promessa para o ano que chega? A mais famosa é prometer parar de fumar. Infelizmente, estatísticas comprovam que apenas 10% dos fumantes cumprem a promessa: os que morrem.

Uma variante é a promessa de parar de beber. Essa, eu faço em todo Reveillon. Mas sabe como é, né? Na hora da virada, todo mundo faz um brinde e bebe uma taça de champagne num só gole. E minha promessa já vai para o saco logo nos primeiros segundos do ano.

Outra bastante popular é a promessa de emagrecer. Essa já tem um índice de sucesso maior: a maior parte dos que não cumpriram a promessa de parar de fumar emagrecem. Tem também a promessa de finalmente juntar dinheiro – essa só costuma ser cumprida lá para os lados de Brasília.

Mas estou decidido, já fiz minha promessa para 2014. E vou documentar aqui, para garantir que vou cumprir. Eu prometo passar o próximo ano inteirinho sem ouvir nenhum pagode, sertanejo, funk carioca ou axé. Podem me cobrar.

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José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2013.

Dependentes químicos devem ter cuidados redobrados no final de ano

em Educação e Comportamento/Geral por

Final de ano, festas, confraternizações, comilança e muitas bebidas. Essa época do ano é agitada e repleta de comemorações, mas também pode ser bastante difícil para algumas pessoas, principalmente para os dependentes químicos em recuperação. Afinal, muitos estão na fase de tratamento ainda e precisam resistir para continuarem ‘limpos’.

A psicóloga e coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime, Ana Cristina Fraia explica que ‘os dependentes químicos ficam inseguros com a alta neste período e muitos chegam a pedir para permanecerem internados para que o tratamento não seja afetado, pois nessa época do ano as festas se tornam rotineiras e as bebidas alcoólicas estão, na maioria das vezes, presentes, além de, dependendo do tipo de festa e companhia, as drogas acabarem surgindo.”

A especialista reforça que quando o paciente recebe alta no final de ano, sai preparado para retornar ao convívio em sociedade. “A orientação é para que ele siga a programação recebida na internação e sempre peça ajuda se precisar”. Ana Cristina afirma que assim que o paciente sai, ele é orientado a ainda não administrar seu próprio dinheiro, a manter-se próximo da família e de pessoas de confiança e seguir o tratamento, geralmente em regime aberto em um hospital dia. “O tratamento não acaba com a internação. Ele apenas começou, o mais difícil é permanecer limpo no seu cotidiano.”

Embora as altas possam acontecer, a psicóloga comenta que não são recomendadas, pois há riscos de recaída. “Não é comum acontecer, pois o risco de não aguentar dizer não, de manter comportamentos que levam o paciente a pensar na droga é grande. Quando existe a possibilidade de alta, o paciente que sai, deve sair muito bem preparado e ter o apoio da família que é essencial nesse processo, inclusive, os familiares também recebem orientações para saberem lidar com a situação.”

Ana Cristina Fraia – psicóloga e coordenadora terapêutica da Clínica Maia Prime

 

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