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Armazenar dados no Brasil não significa maior segurança

em Brasil/Negócios/Tecnologia e Ciência por

O Marco Civil da Internet, projeto ainda em discussão na Câmara dos Deputados que pretende regular a rede mundial de computadores aqui no Brasil, estabelece as regras do jogo para todos – sejam pessoas físicas, jurídicas ou instituições governamentais.  A proposta é que a partir de sua aprovação e posterior sanção presidencial, o País passe a contar com um conjunto de leis para regular o uso da Internet por meio da previsão de princípios, garantias, direitos e deveres de quem usa a rede, além da determinação de diretrizes para a atuação do Estado.

Já são quase quatro anos de discussão em torno de sua votação, mas o debate em torno deste projeto se intensificou bastante depois da revelação de casos de espionagem por parte da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos aqui no Brasil e em outras nações.

Na esteira das denúncias do monitoramento feito pelos norte-americanos, surgiu uma proposta que tem gerado bastante controvérsia. Defendida pelo Governo para que seja incluída no texto do Marco Civil, ela prega a obrigatoriedade do armazenamento de dados no Brasil por empresas de TI e Internet. Mas seria esta medida realmente eficaz, ao ponto de proporcionar maior segurança e combater a espionagem?

A obrigação de hospedagem de dados é uma medida inócua para confrontar este tipo de ação, uma vez que a localização dos data centers não impedirá que as empresas aqui instaladas continuem colaborando com a NSA.  Além disso, circula a tese jurídica de que o fator que define a jurisdição é a nacionalidade da companhia que controla os dados, e não o local em que eles estão armazenados.

Pelo ponto de vista da segurança do cidadão, o balanceamento entre custo e viabilidade é outro fator que complica esta regra. O impacto financeiro às empresas seria enorme, já que as despesas para a implantação de um data center custariam no mínimo o dobro do que, por exemplo, nos Estados Unidos ao avaliar o custo de importação de tecnologia.

Se considerados os gastos com terreno, construção civil e mais a cadeia de distribuição, o custo seria triplicado, podendo atingir proporções ainda maiores. Há ainda que se ponderar a mão de obra – enquanto no Brasil ela incide 60% sobre o orçamento, nos Estados Unidos fica em torno de 10%. E todo o investimento deve ser minuciosamente estudado e muito bem feito, pois o perfeito funcionamento exige robusta infraestrutura de telecomunicações, englobando a tecnologia empregada e o material humano.

Levando-se em conta todos estes aspectos, a única vantagem de se estabelecer o armazenamento de dados de empresas no Brasil residiria na redução da latência, ou seja, no tempo de resposta para o acesso às informações por parte dos usuários. Mas ainda assim, é importante ressaltar, a infraestrutura disponível teria de ser igual, ou melhor, àquela presente nos países de origem de empresas estrangeiras, especialmente as norte-americanas.

Em todo este debate, deve-se imperar o bom senso e pensar a possibilidade de migrar esta exigência para dados específicos. Na Coreia do Sul, por exemplo, os dados bancários de coreanos não podem ser armazenados fora do país; na Austrália, há projetos para evitar que o armazenamento de informações e dados de saúde de seus cidadãos saia de suas fronteiras.

O Marco Civil da Internet é o primeiro passo na direção de uma rede mais segura no Brasil e, portanto, é fundamental que seja rapidamente aprovado e sancionado para que sejam feitos todos os reparos necessários no futuro.

O que não se pode admitir é que seja usado como mera resposta às acusações de espionagem, por meio da criação de subterfúgios inócuos. Já existem inúmeras formas e tecnologias eficazes para proteger empresas – públicas ou privadas – de monitoramentos e fiscalizações inapropriados. Nenhuma delas é por decreto.

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Rogério Reis é Vice-Presidente de Operações da Arcon Serviços Gerenciados de Segurança.

Cuba sobreviveu ao seu primeiro ano de portas abertas

em Mundo/Política por

Há um ano, Cuba inovou e aprovou a reforma da imigração, permitindo que os cubanos saíam do país pela primeira vez sem precisar pedir permissão ao governo. E, ao contrário da crença popular, não houve êxodo de sua população.

Os números oficiais dizem que aproximadamente 180 mil cidadãos viajaram para fora da ilha, alguns foram mais de uma vez para os EUA, Espanha e México. O mais notável é que, mesmo depois de abrirem as fronteiras, mais de 3.500 cubanos exilados voltaram para casa.

A nova política de imigração faz parte de uma série de reformas aprovadas em 2013 pelo governo do presidente Raúl Castro. As reformas visam aumentar a eficácia do modelo socialista do país na luta contra os problemas econômicos da ilha.

De acordo com o relatório do vice-chefe da Autoridade de Imigração de Cuba, Lamberto Fraga, os cubanos fizeram 257.518 viagens ao exterior em 2013, com aumento de 35 por cento referente ao ano anterior.

Entre os cidadãos autorizados a sair estão os dissidentes que não podiam viajar por razões políticas, como o ativista de direitos humanos Jorge Luiz García Péres e a blogueira Yoani Sánches, que é conhecida pela sua oposição ao regime governante da ilha. No entanto, eles foram submetidos a detenções, interrogatórios e intimidações da política quando voltaram ao país.

A Comissão Cubana de Direitos Humanos documentou 931 detenções políticas ilegais no último trimestre do ano passado. Em 06 de janeiro só havia 30 prisões injustificadas. Esta situação fez com que alguns dissidentes e suas famílias, como os familiares de Oswaldo Payá, fundador do Movimento Cristão de Libertação, que morreu sob interrogatório, decidam pelo exílio voluntário.

A reforma da imigração também abriu as portas para o retorno de vários exilados cubanos, muitos deles moradores da Flórida.

© 2014, Newsweek.

Stand Up Crônicas: SAUDADE DE QUÊ?

em Coluna por

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SAUDADE DE QUÊ?

Vira e mexe, a gente ouve alguém falar que tem saudade da infância. Você mesmo já deve ter dito isso uma vez ou outra, num momento de nervosismo. Mas aí eu te pergunto: tá com saudade de quê?

De andar por aí cheio de cocô, até alguém ter a boa vontade de te limpar?

De ficar horas de cara para a parede só porque falou um palavrão?

De ter que comer todos os legumes para ter direto à sobremesa?

De ter que obedecer os mais velhos, sendo que 99% da humanidade é mais velha que você?

De um tempo em que o máximo de sexualidade que você tinha era quando seu cotovelo roçava disfarçadamente no seio de alguma amiga da sua mãe? (Ou no caso das meninas, quando o Cigano Igor aparecia sem camisa na novela?)

De fazer lição de casa?

De ter que ir para a cama às dez da noite, sendo que os melhores programas da televisão sempre passaram justamente depois desse horário?

De ter que mostrar o pipi para todas as visitas que chegavam em casa?

De ter medo de fazer aniversário porque na festinha, suas oitenta tias faziam fila para apertar suas bochechas e chacoalhar sua cabeça de um lado para o outro?

De achar groselha uma delícia e cerveja muito amarga?

De suas reivindicações só serem atendidas depois de você gritar até perder o fôlego e ficar roxo?

De tomar um baita de um choque, só porque enfiou o dedo mindinho no buraco da tomada?

De acreditar que existe um velhinho de barbas brancas que te dá recompensas se você for bonzinho? (essa serve tanto para Deus, quanto para o Papai Noel)

De conseguir manter uma conversa “olhos nos olhos” apenas com outras crianças e joelhos?

De odiar e evitar convívio com qualquer indivíduo do sexo oposto?

De não poder sair de casa sozinho porque mora no 8o andar e, por causa de sua altura, só consegue apertar até o 4o no elevador?

De tirar meleca do nariz com o dedo e achar que ela pode ser um bom snack?

Por tudo isso, toda vez que alguém fala que na infância é que a vida era boa, eu respondo: Engole esse choro. Não quero ouvir mais nem um piu.

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 José Luiz Martins. Humorista, publicitário e roteirista. Sócio da empresa Pé da Letra, de criação e produção de conteúdo. © 2013.

Após seis anos, cinema brasileiro volta ao Festival Internacional de Berlim

em Cultura e Entretenimento/Mundo por

Depois de uma ausência de seis anos, o cinema brasileiro foi novamente selecionado para a competição no Festival Internacional de Berlim que, neste ano, acontece de 6 a 16 de fevereiro.

Trata-se do filme Praia do Futuro, de Karim Ainouz, rodado em Fortaleza, Berlim e no Mar do Norte. O filme narra a história de um cearense que se torna emigrante brasileiro na Alemanha, para onde foi levado por uma paixão por um alemão com o qual, no início, se comunicava só por sinais, mas que o levou a dominar o idioma quando viviam em Berlim.

Como ocorre com muitos emigrantes, o personagem do filme de Karim, de nome Donato, decide começar vida nova no estrangeiro, rompendo com seu passado e mesmo com sua família, para a qual não envia nenhuma carta e nenhuma mensagem. Porém, deixou sua imagem de um ótimo nadador, como salva-vidas, na Praia do Futuro, um bairro de Fortaleza, construído com o objetivo de se tornar uma atração turística, mas que o excesso de salinidade no ar levou ao fracasso.

Essa imagem ficou gravada na memória do irmão mais novo, Ayrton, que, oito anos depois da partida e desaparecimento de Donato, aprende rudimentos da língua alemã e vai à Alemanha à sua busca. O encontro ocorre numa outra praia, de Hamburgo, fria e cinzenta, bem diferente da praia cearense quente e colorida.

O diretor Karim Ainouz, que vive atualmente em Berlim, considera seu filme uma homenagem à cidade e vê algumas comparações entre uma praia turística que se pretendeu construir e uma cidade destruída que se reconstruiu. Para ele, seus personagens são homens fortes e heróis, dotados da coragem de tirar sua máscara, superar obstáculos e viver a vida.

São atores do longa-metragem, Wagner Moura (Donato), Clemens Schick (Conrad) e o estreante Jesuita Barbosa (Ayrton).

Outros filmes brasileiros também estão em Berlim. Na mostra Panorama, por exemplo, está o Homem das Multidões, de Cao Guimarães com Marcelo Gomes; e Hoje eu quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro.

© 2014, Brasil de Fato

“Rolezinho”, uma nova estética social

em Brasil/Cultura e Entretenimento/Educação e Comportamento/Geral por

Por Fernando Rizzolo

Desde os primórdios da civilização um dos grandes desafios foi e tem sido entender as mudanças, sejam elas quais forem, tanto as interiores, do nosso ser, quanto as exteriores, com as quais convivemos.
Conviver com uma nova situação que o destino nos impõe e nos adaptarmos exige um esforço racional que progride lentamente no interior da nossa alma, se assim podemos dizer.

É certo que uma vez constituído o hábito, essa convivência torna-se mais fácil – ou mais difícil, dependendo do teor da mudança. É notório que em todos os lugares podemos observar mudanças, transformações e movimentos dinâmicos. No meu caso, da mesa de café que ocupo neste momento em um shopping, onde desenho este texto, observo a grande maioria das pessoas a tentar se interiorizar através de seus celulares, fazendo da companhia ao seu lado algo secundário; até porque os casais, os amigos, cada um no seu silêncio, observa seu facebook, seu instagram, e os outros meios transformados rapidamente em prioridade pessoal.

Talvez essa falta de sociabilidade acabe explodindo através do uso desses mesmos meios e redes sociais, de modo que, de repente, todos se reúnam, num encontro desordenado, desajeitado. E mais, um encontro que carrega em si um conteúdo social de pouca autoestima, e que revela com cores bem nítidas que a juventude da periferia procura seu espaço no contexto de uma sociedade mais justa. Assim, nesse esteio de pensamento, o fenômeno do tal “rolezinho” é muito mais reivindicativo do que agressivo. É claro que me refiro aos jovens que querem apenas se reunir com os demais – e não vandalizar espaços públicos, o que é condenável.

Pensar sobre os “rolezinhos” leva à compreensão de que mesmo com toda a tecnologia, as redes sociais gigantescas e a inclusão educacional, os jovens da periferia ainda são por demais discriminados neste país. Acredito que num mundo conectado só podemos mudar uma sociedade se antes mudarmos nossos conceitos pessoais, e admitirmos que há, sim, a necessidade de coibir com energia atos de rebeldia e vandalismo, mas, acima de tudo, temos de respeitar esse jovem que vem de outra parte da cidade.

Muitos desses participantes do “rolezinho” são universitários, muitos têm seu jeito típico de falar – a propósito, na periferia, os códigos de linguagem são ponto de honra do qual não se abre mão –, mas são meninos e meninas que querem, como qualquer jovem, conviver em grupo, seja em um shopping ou em qualquer outra praça moderna. Ao contrário de mim, que, sozinho, aqui, escrevo, observo e sou bem atendido, essa moçada talvez se sinta melhor, mais protegida, mais forte quando está em grupo. Talvez, entre iguais, seja mais fácil suportar o olhar enviesado do lojista, do segurança.

Mudar é difícil, mas se habituar a novidades faz bem e começa dentro do nosso coração. Talvez seja a hora de dar um “rolezinho” em nossa percepção e consciência, acostumada, talvez, a pessoas que, como eu, ainda têm o hábito de se vestir socialmente para ir ao shopping ou sair à rua. Faço parte de um tempo em que a aparência e o esmero eram quase sinônimos de boa educação. Não concebo sair de casa sem uma camisa bem passada, os cabelos bem penteados.

Mas é claro, tudo mudou; o mundo, as pessoas, as roupas, os códigos de conduta. Essa moçada dos “rolezinhos” talvez não se sente a uma mesa no shopping para escrever e tomar um café. Mas, certamente, esses jovens estão por aí, por aqui. E devem estar, porque, caso alguém não tenha percebido, é melhor dar um “rolezinho” reflexivo e perceber que o Brasil é deles também. Viva a nova estética social…

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Fernando Rizzolo é advogado, jornalista, mestre em direito constitucional, membro efetivo da comissão de direitos humanos da constitucional, membro efetivo da comissão de direitos humanos da OAB/SP. Ex Articulista Colaborador da Agência Estado.

Consulado Britânico de São Paulo promove competição de tecnologia e inovação para empresas brasileiras

em Negócios/Tecnologia e Ciência por

Dez empresas serão selecionadas para ganhar uma viagem de negócios e conhecer as oportunidades do mercado de TI do Reino Unido.

Durante os meses de janeiro e fevereiro, o Consulado Britânico de São Paulo selecionará 10 empresas brasileiras para participar da segunda edição da COMPETIÇÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E INOVAÇÃO DO UK TRADE & INVESTMENT. As empresas selecionadas vão ganhar uma viagem de uma semana para conhecer os principais centros tecnológicos do Reino Unido, entre os quais o Tech City, o polo tecnológico de Londres que atualmente hospeda 1400 empresas, desde startups até gigantes do setor, como Google, Facebook, Intel e Twitter.

Das 10 empresas que irão para o Reino Unido, 3 já foram selecionadas: Meu Peludo [1], Crowdmobi [2] e System Haus [3]. Elas foram vencedoras do Salão de Inovação que ocorreu no Rio de Janeiro no ano passado.

Agora serão realizadas sete etapas regionais em Campinas, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Campo Grande e Belo Horizonte. As empresas interessadas poderão efetuar suas inscrições por meio da rede de agências de inovação, incubadoras e parques tecnológicos parceiros do Consulado Britânico nesta iniciativa.

As inscrições para as empresas de São Paulo já estão abertas e devem ser realizadas pelo site da agência Inova Unicamp (www.inova.unicamp.br/evento/2906), entre os dias 20 e 31 de janeiro.

Agora crianças e adolescentes do Brasil podem aprender programação

em Brasil/Tecnologia e Ciência por

SUPERGEEKS é a primeira escola de Programação e Robótica do Brasil e está com pré-matrículas abertas para formar turmas em todo o país.

Até mesmo o presidente dos EUA, Barack Obama, veio a público recentemente falar para os jovens sobre a importância de aprender a programar no século XXI. Nos Estados Unidos, ONGs, políticos, empresários e educadores estão se mobilizando para conscientizar a população que se deve aprender Programação desde a infância.

Em um mundo, onde tudo é controlado por tecnologia, saber programar torna-se um grande diferencial para qualquer pessoa, especialmente para os jovens que ainda não chegaram na fase do primeiro emprego. O presidente Barack Obama foi categórico: se quisermos continuar no topo, os jovens precisam dominar a tecnologia. No Brasil, não será diferente. Se almejamos que nosso país seja de Primeiro Mundo, a educação tecnológica será muito importante para que isso aconteça.

No entanto, no Brasil, apenas pouquíssimos colégios particulares estão se mobilizando para ensinar Programação e Robótica para seus estudantes. Devido a essa carência educacional brasileira, surgiu a SUPERGEEKS, que começou no Vale do Silício (Estados Unidos), e agora tem como objetivo tornar acessível o ensino da Programação e Robótica no Brasil.

Nos cursos ministrados pela escola, crianças e adolescentes não aprendem somente Programação e Robótica; mas também aprendem e treinam Inglês – uma vez que as aulas são bilíngues – além de Empreendedorismo, para que, no futuro, esses jovens possam criar seus próprios negócios digitais.

A metodologia da escola ensina os jovens a criar jogos de videogame, fazendo com que as aulas sejam extremamente divertidas. Queremos que os jovens venham para aulas, porque estão gostando do que aprendem e não por obrigação ou pressão dos pais, como acontece com outros cursos extracurriculares, menciona Vanessa Ban (coordenadora pedagógica).

A SUPERGEEKS abriu pré-matrículas para pessoas de todo o país, de modo a verificar as regiões nas quais os cursos são mais solicitados, para posterior definição dos pontos físicos das filiais. Qualquer cidade do Brasil que houver grande interesse pelas aulas da SUPERGEEKS, abriremos uma escola lá, informa Marco Giroto (fundador). Além disso, ainda neste primeiro semestre, na cidade de São Paulo, haverá a inauguração da matriz.

Os pais interessados em matricular seus filhos ou, até mesmo, os jovens que tiverem interesse, poderão se cadastrar no site www.supergeeks.com.br.

Fora as unidades próprias da SUPERGEEKS, a empresa também oferece seus cursos para serem ministrados dentro dos colégios. Aqueles que fizerem o cadastro da pré-matrícula, não precisarão pagar pelo material da primeira fase do curso.

Empresa oferece cursos voltados ao promissor mercado brasileiro de energia solar

em Brasil/Negócios por

A produção de energia através de placas solares fotovoltaicas vem se consolidando no Brasil como uma alternativa limpa de gerar eletricidade. Já é possível observar um mercado aquecido, com oportunidades para empresas instaladoras e profissionais de vários níveis. Mas, apesar de promissora, a área ainda sofre com a falta de profissionais qualificados.

Foi pensando em suprir a necessidade de qualificação de mão de obra para a realização desses projetos que a Neosolar Energia, empresa paulista especializada em soluções para energia solar fotovoltaica, criou um curso para capacitar instaladores de sistema fotovoltaico Off-Grid. Em 2013, a empresa formou mais de 50 instaladores fotovoltaicos.

Os sistemas fotovoltaicos Off-Grid são muito usados em lugares remotos, com difícil acesso à rede elétrica, como fazendas e sítios. São ideais para esses lugares, porque os sistemas autônomos para geração de energia não se conectam à rede elétrica. O sistema abastece diretamente os aparelhos que utilizarão a energia. E em relação aos períodos sem sol, não há problema, pois a energia produzida é armazenada em baterias que garantem o abastecimento.

O curso tem carga horária total de 40h e é voltado para instaladores, eletricistas técnicos, engenheiros, arquitetos, empreendedores e público em geral.

Próximas turmas: 17 a 21 fevereiro e 17 a 21 de março.

 Segunda a Sexta-feira, das 08h30 às 18h30.

Shiatsu tradicional é eficaz no tratamento contra enxaqueca

em Saúde & Bem-estar por

Técnica japonesa terapêutica é capaz de amenizar a dor em até 98% dos casos.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a enxaqueca é a quarta doença crônica mais incapacitante no mundo, atrás apenas da tetraplegia, psicose e demência. A dor intensa também costuma vir acompanhada de outros sintomas como intolerância à luz e a cheiros, náuseas, vômito e vertigem e em muitos casos não é amenizada com o uso de medicamentos. Alguns especialistas destacam que, inclusive, o uso de medicamentos pode atacar o fígado e piorar a crise de enxaqueca

A boa notícia é que com o Shiatsu Tradicional é possível amenizar e até mesmo acabar com as crises de enxaqueca sem utilizar nenhum tipo de medicamento. A técnica milenar ganhou status de massagem relaxante aqui no Brasil, porém está longe de ser apenas isso. “O Shiatsu é terapêutico e tem o poder que tratar muitos tipos de doenças como é o caso da enxaqueca. O trabalho se baseia em localizar e soltar pontos específicos na região cervical, escapulário e crânio-cervical. A massagem é capaz de soltar a tensão e melhorar o fluxo de sangue que vai para o cérebro aliviando a dor em 98% dos casos”, destaca César Imada do Espaço MS Vida. O profissional é especialista em Shiatsu e morou no Japão por 8 anos, onde estudou as técnicas do Shiatsu Tradicional.

Para que o tratamento tenha resultado é necessário inicialmente diagnosticar os motivos da enxaqueca. Por meio da anamnese do paciente é possível focar alguns pontos chaves que trarão o alívio da dor. “A indicação é que o paciente realize sessões semanalmente ou a cada 15 dias. Vale ressaltar que o Shiatsu trabalha todo o corpo e acreditamos que o resultado positivo só é conquistado quando conseguimos atingir o equilíbrio e relaxamento do corpo inteiro”, diz Imada.

Pontos para pensar sobre a evolução do e-commerce em 2014

em Tecnologia e Ciência por

Feliz Ano Novo! É assim que começo esse artigo, aproveitando para plantar a pimenta e perguntar: será um ano feliz para nós, do e-commerce?

Participei de uma pesquisa internacional sobre o nosso mercado on-line, para uma universidade americana, e tivemos um resultado bastante positivo e surpreendente, quando falamos sobre a integração de canais.

Isso porque os grandes players têm feito uma excelente lição de casa no pós-venda, e o exemplo vem sendo seguido pelos pequenos players (guardadas as devidas proporções), o que acaba nos remetendo à necessidade da integração de canais.

 E quando falo em lição de casa, quero dizer que os grandes aprenderam que existe muito mais a fazer depois da venda, do que no ato da venda propriamente dito. Conseguimos, dentro do e-commerce, gerar experiência de compra, e isso não foi fácil.

Penso que um belo dia vamos nos deparar com lojas físicas, conceituais, de quase todos os grandes players do comércio eletrônico, tudo em nome de uma experiência mais completa para o cliente, sendo que o contrário já vimos acontecer com quase todos os grandes do mercado físico.

Com o aparecimento de uma grande quantidade de lojas on-line, também passa a existir uma grande preocupação com a falta da mão-de-obra qualificada, já que estamos na época dos especialistas no mercado digital, sem nenhuma formação, e com pouca experiência no mercado.

Vejo profissionais com benchmark de uma única empresa, já se apresentando como um sênior no mercado on-line, e isso tem assustado bastante. Essa realidade reflete no nosso custo operacional, que sofre com a perda de mão-de-obra todos os dias, à custa de alguns tostões a mais. No marketing digital isso é ainda mais difícil. Não existem recém-formados pelas universidades de ponta com esse foco, e também não temos muitos profissionais pensando em mídia digital, por exemplo.

Além disso, o big data é outro fator que compromete a nossa felicidade em 2014. Temos muita informação na internet, mas as ferramentas ainda são muito caras, e tirar as informações da tela, para a efetiva estratégia, vem sendo um grande desafio.

Todas as lojas on-line, sites e tudo mais, hoje, pensam em mobile como grande sucesso para 2014, e acho que deve ser mesmo. Cada vez mais o consumidor vai se conectar por dispositivos móveis, para trabalhar, se relacionar e comprar! Mas como mensuramos resultados? Ainda não temos ferramentas suficientes para isso, e os valores de implantação daquelas que existem são altos, sem ainda provar os resultados nas mídias, por exemplo. E quando pensamos em mídia, falamos de target.

Mas como vão nos apresentar os resultados?

Dentro do nosso negócio, SEO não é mais diferencial, mas um quesito obrigatório. Ao exibir o código fonte de uma página, vemos se temos um trabalho feito ou não, e cada vez mais estamos nos profissionalizando nisso. O desafio do conteúdo relevante tende a ficar gigante e ser cada vez mais desafiador. Vejo “cases” para isso em breve, e o principal desafio para o momento: a criação de mais marcas sólidas.

Já temos grandes players, e neste ano temos que mostrar que o meio da cadeia (os médios) também tem potencial para crescer e ganhar relevância de marca. Temos muitos candidatos nessa situação, e este é um ano decisivo para eles. Eu acredito no sucesso e vamos ter muito assunto em 2014. Boas vendas!

Fátima Bana é mestre em comportamento digital do consumidor pela UCLA/USA. Certificada EFMD (European Foundation for Management Development) com o selo CEL. E tem mais de 10 anos de experiência em estratégia e inteligência de marketing digital e off-line no varejo.

O Melhor do Heavy Metal de 2013: um livro?

em Cultura e Entretenimento por

Era bom ser metaleiro em 2013. Enquanto havia ótimos álbuns de metal para escolher, os melhores da categoria acabaram sendo um tanto quanto radicais, ao avançar as fronteiras de grupos como Dillinger Escape Plan, Kylesa, Deafhaven e Cathedral. Alinhada junto a esses heróis undergrounds nas listas de fim de ano foi a banda que começou tudo, o Black Sabbath, que finalmente voltou com sua melodia das trevas e atuou de forma excelente com “13”, o primeiro álbum do grupo a estrear em 1º lugar na Billboard.

Também estreando mais alto do que nunca nas paradas da Billboard, foi a emblemática banda de Goregrind, Carcass, a qual apresentou o seu primeiro álbum de estúdio em 17 anos, o “Surgical Steel”. No entanto, não foram apenas os álbuns que fizeram os fãs barulhentos felizes no ano passado. O metal acabou nas grandes telas também: a banda Metallica antecipou um filme 3D do show “Metallica Through the Never” e misturou sequências ao vivo, rivalizando com o famoso filme do show de Led Zeppelin, ”The Song Remains the Same”, no processo.

No entanto, pode-se argumentar que o lançamento de metal mais ambicioso e gratificante de 2013, veio de uma forma diferente: um grande e interessante livro do gênero. Com 737 páginas, “Louder Than Hell: The Definitive Oral History of Metal”, por Jon Wiederhorn e Katherine Turmon, é uma história cronológica e abrangente contada através de mais de 250 entrevistas, em sua maior parte com músicos que criaram, representaram e reinventaram o gênero.

Considerando todos os triunfos e tragédias (infelizmente, alguns dos artistas os quais ouvimos – como o guitarrista da banda Slayer, Jeff Hanneman, o vocalista Ronnie James Dio, da Rainbow e, mais tarde, da Black Sabbath, o guitarrista do Pantera, Dimebag Darrell e o baixista do Metallica, Cliff Burton – já não estão entre nós), pelo sexo, drogas, deboche; e, é claro, pela música em si, é difícil imaginar um ou até dois seres humanos completando uma história oral de mais de 40 anos de metal. Wiederhorn, porém, que ocupou por um período a posição de editor das revistas Revolver e Rolling Stone (as quais classificaram “Louder Than Hell” como um dos “20 melhores livros de música de 2013”), e Turman, produtor do programa de rádio noturno de Alice Cooper, levam o assunto com autoridade e apresentam uma história quase impossível de colocar defeitos.

Em sua introdução, Scott Lan, da banda Anthrax, define os loucos processos em movimento: “as histórias sobre os mais de 40 anos do metal – alguns dos quais eu vivi, outros dos quais são novos para mim – me dão o mesmo sentimento de um adolescente idiota e animado que eu tenho quando estou no palco”. (Wiederhorn, que também escreveu a biografia autorizada “Ministry: The Lost Gospels of Al Jourgensen”, está trabalhando atualmente com Lan no livro de memórias do guitarrista,”I’m the Man”, esperada para este ano.)

“Há algo de fascinante e surpreendente, a informação se espalha em todos os lugares, especialmente em relação a instrumentação. Alguns fãs de música podem não perceber, mas o guitarrista Tony Iommi, do Black Sabbath, foi convidado a participar do grupo de rock progressivo Jethro Tull logo após ele co-fundar a banda Sabbath. (Infelizmente, Iommi está passando por um tratamento de câncer atualmente.)

“Eu disse Ozzy, Bill e Geez: ‘Olha, eu fui convidado a participar da Jethro Tull . O que vocês acham?” Ele diz no livro. “E eles disseram: “Você deve ir fundo nisso.” Então, eu o fiz. E quando eu subi para ensaiar com Jethro Tull, eu levei o Geezer comigo para Londres, porque eu me sentia muito estranho por não estar com os outros caras. Eu realmente sentia falta deles.”

Alguns momentos depois, no livro, Lan Anderson, do Tull, dá sua opinião: “Em seus primeiros dias, antes de Black Sabbath nascer, trouxemos Tony para a Jethro Tull muito brevemente porque nós amamos a sua reprodução.Tony é o que chamamos de “o protótipo  do heavy metal”. Seu modo de tocar guitarra, os refrões monofônicos que ele inventava não eram algo inteiramente original, mas uma evolução natural solta, baseada no improviso do Blues em bandas como Cream poucos anos antes.”

Iommi permaneceu no Sabbath e o resto é história pesada (imagine se ele tivesse participado do Tull?). Em várias partes do livro, lemos o que o colega de banda colorido de Iommi, Ozzy Osbourne, tem a dizer. Em um ponto, o líder enlouquecido revela, sem rodeios, a razão por trás de todo o mal e as coisas demoníacas na música da Sabbath: “Nós decidimos escrever música de terror”.

Como você pode esperar, os elementos satânicos do metal são explorados em muitas seções chocantes de “Louder Than Hell”. Enquanto Black Sabbath escrevia canções que celebravam o ocultismo e outros assuntos desagradáveis, Ozzy, Tony, Geezer e Bill não estavam orando para belzebu. Mas, à medida que o metal tomava várias direções extremas, uma forma descarada do underground, conhecida como death metal, surgiu no início de 1980, na Flórida, e prosperou poderosamente por uma década (e ainda prospera até certo ponto). No livro, que inclui também a entrada de alguns personagens experientes, que não são músicos, o editor da revista Revolver, Brandon Geist, oferece sua visão: “Os vocais tornaram-se bem frios e isso foi um grande passo. É como dizer “eu não vou cantar como uma pessoa, vou soar como um demônio”. As bandas de Thrash ficaram chateadas e é por isso que eles gritaram. As bandas de Death Metal estavam possuídas. Era um outro nível do mal”.

“Louder Than Hell” não é perfeito. Nem toda grande estrela da música pesada está incluída. Faltam, por exemplo, os membros do grupo de heavy influente, Thin Lizzy. Claro, deve haver pelo menos alguns caras chateados porque outros roqueiros não entraram no livro.

Wiederhorn e Turmon acabam apresentando a voz de mais de algumas centenas de personagens ícones do metal  e tecem um conto surpreendente no processo.

É quase o primeiro livro da história oral do Heavy Rock. Antes dele houve, por exemplo, o fantástico livro de punk-rock, de Gillian McCain, “Please Kill Me:The Uncensored Oral History of Punk” e o estridente “Walk This Way: The Autobigraphy do Aerosmith”, de Stephen Davis. Aqueles permanecerão cruciais para os próximos anos, e assim será “Louder Than Hell”.

Matt Pinfield, ex- apresentador do MTV “120 Minutes”, fez uma boa observação quando disse: “Este é o melhor da história oral que eu li desde “Please Kill Me”. “Louder Than Hell” é o primeiro livro que realmente oferece a verdade brutal da boca dos artistas e dos próprios jogadores, eu não poderia descartá-lo”.

Você não conseguirá também.

O lançamento da versão atualizada do livro “Louder Than Hell” está previsto para abril de 2014.

(C) 2014, Newsweek.

RoboEarth. A “wikipedia dos robôs”

em Tecnologia e Ciência por

Máquinas serão capazes de compartilhar informações e aprender umas com as outras.

Cientistas na Holanda criaram um novo World Wide Web – para robôs. Após quatro anos de pesquisa, a equipe fez a primeira demonstração pública da tecnologia, mostrando quatro robôs ajudando os pacientes dentro de um hospital. Estes robôs usão o sistema RoboEarth como base de conhecimento, meio de comunicação e recurso computacional.

O sistema usa a nuvem para armazenar dados em servidores remotos, que são compartilhados com outros robôs conectados à nuvem. Por exemplo: Se um robô aprende como funciona o serviço de um hospital, os outros robôs saberão instantaneamente. O sistema é tão avançado que também serve para o reconhecimento facial. Se um robô aprende a identificar o rosto de uma enfermeira do hospital, todos os outros robôs a reconhecerá.

A tecnologia para ensinar robôs a aprenderem qualquer coisa está sendo desenvolvida em todos os lugares. Cientistas estão ensinado robôs a dobrarem roupas, a pilotar helicópteros modelo e a fazer curativos, tudo a partir da observação humana.

“O objetivo do RoboEarth é usar a internet para criar um gigantesco banco de dados de código aberto que possa ser acessado e atualizado continuamente por robôs em todo o mundo”, disseram os cientistas. Eventualmente, eles esperam colocar a tecnologia para trabalhar em outras empresas. Até agora, o grupo – com base na Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, tem a Philips como um dos seus patrocinadores e já publicou 14 artigos que visa padronizar o conceito global.

©2014, iScience Times.

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