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News & Trends

Segurança: item essencial nas escolas

em Brasil por

No início do ano, muitos pais começam a procura por uma nova instituição de ensino para matricular os filhos. Durante essa busca, eles analisam diversos critérios, como pedagogia de ensino, distância, infraestrutura e valores, mas um ponto em especial, que deve ser sempre levado em consideração, é a segurança.

Uma vez que seu filho passará grande parte do dia na escola, é preciso garantir que ele esteja em um ambiente protegido das ameaças urbanas.

Confira alguns fatores apontados pelo especialista em segurança e diretor operacional do Grupo Haganá, Samuel Rubens Pereira, que devem ser analisados na hora da escolha:

Segurança antes mesmo de entrar

Verifique se há patrulhamento feito por vigilantes no momento de entrada e saída dos alunos. Essa ação ostensiva ajuda a inibir ações suspeitas.

Quem entra e quem sai

O controle de acesso é um dos pontos mais importantes. Ao visitar a escola, observe qual a facilidade de entrar no local. Verifique se é necessário agendar o horário da visita e se a identificação é feita na entrada. O controle da entrada de pessoas é uma das principais ações para garantir a segurança interna.

 Monitoramento de imagens

Pergunte se os ambientes internos e externos são monitorados por câmeras de vigilância. O ideal é que as imagens sejam captadas 24 horas e armazenadas remotamente, o que impede a ação de terceiros, e ligadas a uma central de monitoramento, possibilitando, se necessário, qualquer tomada de decisão com agilidade.

Embarque e desembarque

Quando a entrada e saída é feita externamente, os alunos ficam mais vulneráveis a ações de terceiros. Certifique-se de que a escola conta com uma área interna para embarque e desembarque dos jovens nas vans escolares ou nos carros dos pais é o ideal.

Biometria

Verifique se a instituição conta com esse diferencial. O sistema de controle de entrada biométrico é uma opção mais moderna e altamente eficiente para triagem de pessoas. Por meio de leitura facial ou de voz ele identifica o cadastro de pessoas autorizadas, liberando a entrada.

Além desses fatores, contar com uma equipe especializada em segurança faz toda a diferença para escola e conta muitos pontos no momento de decisão dos pais.

O choque de energia dos Estados Unidos

em Mundo/Negócios/News & Trends por

A autossuficiência de energia, um objetivo a longo prazo,  está se aproximando da realidade dos Estados Unidos. Em apenas oito anos, os EUA têm mais da metade de sua dependência nas importações de energia, de acordo com os dados da Administração de Informação de Energia, o principal órgão do governo responsável pela coleta e análise de dados sobre todos os tipos de energia, incluindo petróleo bruto, gás natural, carvão, energia elétrica e energia renovável.

Não é por acaso, por exemplo, que a aceleração na produção de energia coincide com o aumento acentuado do preço do petróleo bruto que começaram a subir por volta de 2005. Desde 2011 o barril custava, em média, 110 dólares, estimulando a produção de petróleo adicional e, ao mesmo tempo, a produção de mais gás natural como alternativa ao petróleo. Em termos de produção de petróleo bruto, os EUA atingiram um marco notável no ano passado, ao produzir mais petróleo, em vez de importá-lo, pela primeira vez em 20 anos.

Enquanto a produção de energia está crescendo fortemente, o consumo de energia nos EUA está realmente decrescendo, embora lentamente. Isso é em parte devido à recessão e a alta do preço do petróleo bruto, mas também reflete a maior eficiência de combustível dos veículos novos. Essa é uma boa notícia, pois o consumo de petróleo dos EUA supera todas as outras nações por uma margem larga. Segundo o EIA (Estudo de Impacto Ambiental), os EUA consumiram 18,56 bilhões de barris de petróleo por dia em 2012, enquanto que o segundo maior consumidor de petróleo, a China, consumiu 10,28 bilhões e o terceiro maior, o Japão, consumiu 4,72 bilhões de barris por dia .

Enquanto os números para 2013 ainda são projeções, a produção vem caindo de forma constante. O projeto do EIA prevê que a tendência continue por mais 20 anos. Quando as crianças de hoje se formarem na faculdade, as preocupações com as importações de energia de países potencialmente hostis podem ser remetidas para os livros de história.

© 2014, Newsweek.

Colab.re disponibilizará mapa virtual de mobilidade urbana às cidades-sede da copa do mundo no Brasil

em Brasil/Tecnologia e Ciência por

Projeto consiste em coletar fiscalizações e propostas de melhorias das condições das calçadas de cada município, por meio da interação de usuários na rede social.

No próximo sábado (25), aniversário de São Paulo, o Colab.re, rede social brasileira para a cidadania, em parceria com o site Catraca Livre, vai disponibilizar ao prefeito Fernando Haddad um mapa virtual, na própria plataforma, com as condições das calçadas do município, em evento na Sala São Paulo. A iniciativa integra projeto que visa a melhoria da mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo Brasil 2014.

Fruto da mobilização de usuários na rede social, o projeto consiste em coletar fiscalizações e propostas de mudanças das condições das calçadas dos municípios brasileiros, a fim de gerar um diagnóstico online que será entregue aos gestores públicos, até junho deste ano.

Após passar pela capital paulista, a ação segue para Recife, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza, Natal, Manaus e Cuiabá.

Para Gustavo Maia, sócio-fundador do Colab.re, os mapas virtuais são fruto da incessante vontade do Colab.re e do Catraca Livre em buscar a participação popular na melhoria das cidades. “O nosso objetivo é incentivar uma maior consciência dos gestores públicos em prover melhorias com base em projetos e participação popular”, defende.

Lançado em 2013, o aplicativo Colab.re permite que os usuários interajam entre si e com a gestão pública de todo o Brasil. Assim, as pessoas podem fiscalizar problemas diários, por meio de textos, fotos e geolocalização, propor soluções, e ainda endossar outros relatos, compartilhando-os ou apoiando o pedido de mudança. Além da web, o Colab.re está disponível em aplicativo para os sistemas android e IOS.

Atualmente, a rede social ultrapassa 30 mil usuários cadastrados em todo o Brasil.

Saúde feminina: a controvérsia atrás do popular anticoncepcional Mirena

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por

K. (identificação da personagem) estava no chuveiro quando percebeu algo errado. A jovem lavava seu longo cabelo castanho-avermelhado quando, de repente, uma grande quantidade de cabelo caiu em direção ao ralo.

Poderia ser uma anomalia, afinal, ela tinha dado à luz a um menino há seis meses, e queda de cabelo pós-parto é algo aceitável, porém raro de acontecer; o problema, por outro lado, eram outras ocorrências além dessa.

K. havia ganhado 22 kilos e sentia cansaço durante o dia inteiro, não tinha mais relações sexuais com seu esposo, pois tinha muitas dores. Devido ao seu cansaço e mal-humor, os médicos chegaram a pensar que ela estava deprimida ou bipolar.

Além do bebê, K. só conseguia pensar em uma única coisa: alguns meses após o parto, o seu médico inseriu o DIU da marca Mirena, um dispositivo intra-uterino hormonal cada vez mais popular que pode evitar a gravidez por até cinco anos.

K. exigiu que seu ginecologista removesse o dispositivo, mas o médico não conseguiu encontrá-lo, então K. teve que fazer uma cirurgia. O DIU tinha perfurado o útero de K. e chegou ao abdômen até se alojar em seu omento, o tecido que protege e conecta os órgãos internos.

A remoção do DIU não resolveu as coisas: cicatrizes cresceram, resultando em cistos dolorosos que bloquevam alguns órgãos. K. realizou outras quatro cirurgias para remover o tecido da cicatriz, incluindo uma histerectomia (procedimento de retirada do útero), que a deixou estéril aos 24 anos de idade.

K. é uma entre mais de 1.200 mulheres norte-americanas que alegam efeitos colaterais, incluindo perfuração, doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e, nos casos mais extremos, como o caso de K., até mesmo histerectomia. Muitos entraram com ações contra a Bayer, que produz o Mirena, e os casos estão a caminho de se tornar uma ação coletiva.

A história de K. é extremamente incomum de um ponto de vista médico, pois, aproximadamente 2 milhões de mulheres nos EUA usam DIU – e outros milhões em todo o mundo, e a esmagadora maioria não relata nenhum incidente.

O risco de efeitos adversos como o de K. é de uma em mil, o que os médicos, a Food and Drug Administration (FDA) e, claro, a Bayer, concordam ser uma taxa aceitável e comparável a outras formas de controle de natalidade.

Muitos advogados das mulheres que entraram com a ação dizem que a empresa Bayer deveria ter feito mais para alertar os pacientes sobre os efeitos colaterais, ao invés de apenas mencioná-los na informação da bula. A Bayer rejeita isso.

“Com base na totalidade dos dados disponíveis até o momento, um perfil positivo do risco e do benefício continua a ser observado com o Mirena. A Bayer informou adequadamente todos os riscos conhecidos associados com o dispositivo desde a primeira aprovação da FDA, em 2000. Qualquer alegação de que a Bayer não advertiu esses riscos de forma clara não é baseada na verdade”, declara a empresa.

Os advogados da Bayer pediram que o juiz descartasse alguns casos, alegando que eles foram arquivados muio tempo depois das supostas lesões e, portanto, não devem ser ouvidos.

Em 2009, a Bayer em parceria com uma rede social chamada Mom Central organizou eventos de marketing, nos quais um representante da empresa apontou os benefícios do Mirena.

A FDA afirma que esta manobra violou as normas de comercialização farmacêuticas, escrevendo em uma carta para a empresa que a apresentação “enganosamente exagerou” a eficácia do anticoncepcional, e que o evento não revelou o risco do produto.

Em resposta, a Bayer minimiza o incidente dos eventos alegando que “houve apenas três encontros  – os quais reuniram um total de 80 pessoas – e que o programa foi imediatamente interrompido”.

Muitas mulheres e profissionais da área médica consideram o Mirena o melhor produto de controle de natalidade disponível no mercado.

Isso representa uma dramática mudança na opinião pública em relação ao DIU, que começou a ser vendido nos EUA na década de 1960. Embora a maioria dos primeiros DIUs era segura e eficaz, um modelo falho chamado Dalkon Shield causou tantas infecções pélvicas, algumas das quais levaram a histerectomias e, pelo menos, 18 mortes, que os fabricantes o retiraram do mercado em 1974.

Especialistas em planejamento familiar não abandonaram a ideia por trás do DIU e novos modelos foram desenvolvidos, como o ParaGard (aprovado pela FDA em 1984) e, mais tarde, o Mirena, que reduziram gradualmente o estigma causado pelo Dalkon Shield.

“A taxa de falha é algo em torno de 0,2 por cento, em comparação com 5 a 7 por cento com a pílula e os efeitos colaterais são mínimos. O DIU deve ser considerado um contraceptivo de primeira linha”, diz a Dr. Petra Casey, professora de obstetrícia e ginecologia e diretora da Clínica Mayo, especializada em contracepção,  em Rochester, Minnesota.

O risco de efeitos secundários graves do Mirena é aproximadamente o mesmo que o descrito para pílulas contraceptivas orais. Não é uma comparação perfeita, já que os dois métodos têm diferentes tipos de efeitos colaterais graves. Mas o risco mais temido com a pílula, os coágulos sanguíneos, é relatado em uma taxa de cerca de 1 a 3 mulheres entre mil, o que, novamente, é próximo do Mirena.

A Dr. Anne Burke, professora assistente de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, afirma que “a quantidade de dados indica que, embora estas complicações possam acontecer, felizmente, eles são raras. A maioria das mulheres que usa este dispositivo é capaz de usá-lo com segurança”.

Especialistas em saúde da mulher também atestam os benefícios não contraceptivos do Mirena, como a Dr. Lynne Bartholomew Goltra, obstetra do Hospital Geral de Massachusetts.

“Além de tornar o período menstrual mais leve e menos doloroso, o DIU pode diminuir a dor da endometriose e impedir algumas infecções pélvicas”, diz a Dra. Lynne. “Ele também tem sido utilizado para prevenir o desenvolvimento de hiperplasia endometrial em mulheres com risco de desenvolver câncer e é eficaz no tratamento de alguns tipos dessa doença”.

Profissionais de saúde da mulher têm incentivado um maior uso do DIU, pois ele é mais confiável que outros métodos. A gravidez é, em si, uma condição que traz risco, com complicações que vão desde a gravidez ectópica a pré-eclampsia, diabetes e infecções do trato urinário.

Gestações não planejadas podem ser ainda mais arriscadas, se a mãe não tomou precauções, tais como deixar de fumar e de consumir álcool. Entre os países desenvolvidos, os Estados Unidos têm uma das maiores taxas de gravidez indesejada, chegando a 51 por cento dos 6,6 milhões de gestações em todo o país.

Os advogados envolvidos nos casos argumentam que o sucesso do Mirena entre a maioria das mulheres não significa muito para a minoria que sofreu.

 “A Bayer, que indica na bula do DIU que a perfuração pode acontecer após a inserção, precisa explicar de maneira mais clara que a perfuração pode ocorrer muito tempo após a implantação do dispositivo”, diz James Ronca, advogado do escritório Anapol Schwartz, que representa muitas mulheres do caso contra a Bayer.

“Se 500 pessoas estivessem em um 747 e ele caísse ou houvesse algum outro incidente em que várias pessoas ficassem feridas, haveria uma investigação”, indaga James.

As 2 mil pessoas que processam a Bayer não compõem, portanto, “um número insignificante” e vale a pena uma advertência adicional, diz o advogado.

A Dra. Nancy L. Stanwood, membro da Faculdade Americana de Obstetras e do grupo de trabalho de ginecologistas sobre contraceptivos de longo prazo, diz que a veiculação judicial do caso Mirena na imprensa tem assustado mulheres que se beneficiariam muito com o dispositivo.

“É claro que aquelas matérias são projetadas para serem assustadoras e não colocam os fatos médicos no contexto apropriado. É um desserviço para as mulheres que têm uma compreensão de suas opções contraceptivas”, finaliza a Dra. Nancy.

© 2014, Newsweek.

Um mês após o assassinato de Jonh F. Kennedy, Truman tentou acabar com a CIA

em Mundo/News & Trends/Política por

Um mês depois do dia do assassinato do presidente John F. Kennedy em Dealey Plaza, em Dallas – Texas, o ex-presidente Harry Truman recomendou que os EUA acabasse os serviços da Agência Central de Inteligência (CIA).

Em uma coluna publicada no Washington Post em 22 de dezembro de 1963, Truman não liga à CIA ao assassinato do presidente Kennedy, mas deixa explícito sua queixa subentendendo que existe uma conexão contundente no caso.

“Há algum tempo eu tenho sido perturbado pela forma como a CIA desviou de sua atribuição original”, escreveu Truman. “Tornou-se um braço de políticas operacionais e, por vezes, do Governo. Isto gerou problemas e pode ter agravado as nossas dificuldades em diversas áreas.”

Truman continuou: “Este braço de inteligência tranquila do presidente foi tão distante do que seu papel pretende que ele está sendo interpretado como um símbolo de intriga estrangeira sinistra e misteriosa – é assunto para a propaganda inimiga da guerra fria”, escreveu o ex-presidente.

Em julho de 1947, o então presidente Truman assinou a legislação que criou a agência, que substituiu o antigo Escritório dos EUA de Serviços Estratégicos (OSS).

Em 1944, William J. Donovan, criador do OSS, sugeriu ao presidente Franklin D. Roosevelt que a nação deveria criar um nova organização/agência supervisionada diretamente pelo presidente – “que iria obter inteligência tanto por métodos abertos e fechados e ao mesmo tempo fornecer orientações inteligentes, determinar os objetivos nacionais de inteligência, e correlacionar o material de inteligência coletada por todos os órgãos do governo.”

Donovan também propôs que a nova agência tivesse autoridade para conduzir “operações subversivas no exterior.”

Em dezembro de 1963, Truman articulava em termos inequívocos sobre o que ele achava das operações secretas da CIA: Truman disse que eles deveriam “ser encerrados.”

Mais tarde, em 1964, Truman reitera o seu apelo para a remoção de operações secretas da CIA em uma carta para a revista Look – ressaltando que quando ele assinou a legislação que criou a instituição, não pretendia que a CIA se envolvesse em “atividades estranhas.”

Além disso, Truman não foi o único funcionário público a pedir pela abolição das atividades operacionais da CIA. O ex- senador Daniel Patrick, democrata de Nova York, queria abolir a agência e transferir as suas funções de inteligência para se apropriar dos departamentos governamentais existentes. Por exemplo, a inteligência seria uma arma usada no âmbito do Departamento de Defesa dos EUA.

Além do mais, colocando inteligência e operações separadas nas instituições governamentais ajudaria a evitar operações secretas do governo de influenciar ou distorcer os relatórios das informações para apoiar as suas próprias metas. Esta separação aborda o problema potencial inerente ou pelo menos de conflito de interesse que ocorre quando uma instituição é o lar de ambas as funções de pesquisa e de operações.

Igualmente significativo, a função de operações secretas do Departamento de Defesa dos EUA daria ao presidente a supervisão mais direta dessas operações do que se permanecesse com a CIA. Em outras palavras, operações secretas como parte do DOD dos EUA – cujo secretário da Defesa fala regularmente com o presidente – melhoraria a sua visibilidade e prestação de contas mais frequentes da política. Também tornaria mais difícil para um grupo de desonestos/ não autorizado criar uma “operação sombra” – literalmente, uma política externa secreta não autorizada ou uma política militar.

O risco potencial da criação de operações secretas e políticas para-militares não autorizados e escondidos pelo presidente dos EUA virou centro das reclamações de Truman sobre a CIA em dezembro de 1963: a essa altura, a CIA já tinha criado inúmeras operações secretas, missões e projetos, o tipo de “atividade estranha que Truman não queria que a CIA se envolvesse”.

No mínimo, a coluna de Truman é uma expressão da sua preocupação com a CIA, que se afastaram da intenção de seus criadores. No máximo, a coluna de Truman – publicada quando a nação ainda estava atordoada de luto por causa da confusão sobre a morte de JFK e, como reverberou em suspeitas de um complô por toda a América – gerou uma das primeiras expressões de dúvida a respeito da narrativa oficial do governo de que Lee Harvey Oswald agiu sozinho e sem ajuda para assassinar o presidente Kennedy.

As dúvidas do povo americano e dos pesquisadores sobre o assassinato aumentou em 1978, quando uma segunda investigação, feita pelo seleto comitê da casa de homicídios (HSCA), concluiu que o presidente Kennedy foi assassinado, muito provavelmente, por uma conspiração. No entanto, o comitê foi incapaz de identificar os outros pistoleiros ou a extensão da conspiração.

Como observado, a queixa de Truman não é só uma acusação à CIA sobre a tragédia que ocorreu em Dealey Plaza em 22 de novembro de 1963 – um dos dias mais escuros e mais ignominiosa da história do país – um dia que mudou a trajetória política interna e externa dos EUA.

Dito isto, a comunidade de inteligência dos EUA, em geral, e especificamente da Agência Central de Inteligência, poderiam resolver muitas das questões / anomalias que formam o mistério no centro deste caso – e preencher as dezenas de lacunas deixadas pela Comissão Warren, tornando público mais de 1.100 arquivos confidenciais relacionadas com o assassinato de JFK.

No entanto, a CIA diz que não acredita que os arquivos de seus agentes sobre o assassinato de JFK seja relevante e que devem permanecer arquivados, pelo menos até 2017, e talvez mais, devido a segurança nacional dos EUA. Porém, a segurança nacional da CIA nunca foi verificada de forma independente.

Deve -se ressaltar que, até o momento, não há nenhuma arma fumegante ou provas incontestáveis ​​de uma trama ou conspiração para assassinar o presidente Kennedy, mas não há um padrão de atividade suspeita, junto com uma série de anomalias e uma comunhão de interesses entre as partes-chave, que obrigam a uma pesquisa adicional e a liberação de documentos não públicos.

No entanto, até que todos os arquivos do assassinato de JFK se tornem públicos, o padrão de atividade suspeita, anomalias e comunhão de interesses, junto com as observações dos pesquisadores e funcionários públicos – incluindo a coluna do ex-presidente Harry Truman para a eliminação de tarefas operacionais da CIA – forma uma preponderância de evidências que sugerem fortemente que o povo americano não sabe toda a verdade sobre o assassinato do presidente Kennedy, e que a Agência está escondendo alguma coisa.

 © 2014, Newsweek.

Controle de natalidade x maior risco de glaucoma

em Geral/Saúde & Bem-estar por

Usuárias de longo prazo de contraceptivos são duas vezes mais propensas a desenvolver glaucoma.

Um trabalho da Association Between Oral Contraceptive Use and Glaucoma in the United States – apresentado durante o congresso anual da Academia Americana de Oftalmologia, em Nova Orleans, EUA, revelou que mulheres que tomaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais são duas vezes mais propensas a desenvolver glaucoma, uma das principais causas de cegueira mundial, que chega a afetar cerca de 60 milhões de pessoas no globo.

“Os pesquisadores alertaram ginecologistas e oftalmologistas, destacando que estes profissionais precisam estar atentos para o fato que os contraceptivos orais podem desempenhar um papel importante em quadros glaucomatosos. Estes profissionais devem informar suas pacientes sobre a importância dos exames de visão periódicos e sobre os outros fatores de risco para a doença, visando a prevenção do glaucoma”, destaca o oftalmologista Virgílio Centurion (CRM-SP 13.454), diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

O estudo – conduzido por pesquisadores americanos e chineses – é o primeiro a estabelecer um maior risco de glaucoma em mulheres que usaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais. Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores analisaram dados públicos do Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição, administrado pelo Centro de Controle de Doenças, entre 2005-2008, que continham dados de 3.406 participantes do sexo feminino com 40 anos ou mais de todo os Estados Unidos. As participantes responderam a um questionário sobre sua saúde reprodutiva e se submeteram a exames oftalmológicos. Constatou-se que as mulheres que usaram contraceptivos orais, não importa qual o tipo, por mais de três anos, apresentam 2,05% mais chances de também relatar o diagnóstico de glaucoma.

“Embora os resultados do estudo não indiquem claramente de que forma os contraceptivos orais possam ter um efeito causador no desenvolvimento do glaucoma, eles indicam que o uso, a longo prazo, de contraceptivos orais podem ser um fator de risco potencial para o glaucoma. E este dado pode ser considerado como parte do perfil de risco para uma paciente em conjunto com outros fatores de risco existentes já conhecidos, tais como: etnia, história familiar de glaucoma, história de aumento da pressão ocular ou defeitos no campo visual existentes”, explica a oftalmologista Márcia Lucia Marques (CRM-SP 110.583), especialista em glaucoma, que também integra o corpo clínico do IMO.

Estudos anteriores já haviam revelado que o estrogênio pode desempenhar um papel significativo na patogênese do glaucoma. “Este estudo deve ser um impulso para futuras pesquisas para comprovar a causa e o efeito de contraceptivos orais e o glaucoma. Pois, a pílula anticoncepcional hoje é uma grande aliada da mulher moderna e independente. Atualmente, nenhuma doença ocular é contra indicação absoluta ao uso do contraceptivo oral. Neste momento, as mulheres que tomaram contraceptivos orais por um período de três anos ou mais devem ser rastreadas para glaucoma e acompanhadas de perto por um oftalmologista, especialmente se elas têm outros fatores de risco já existentes”, recomenda a médica.

Máquina dos sonhos: diga que não é muito cara

em Geral/News & Trends/Tecnologia e Ciência por

Por Marissa Rothkopf-Bates

Pouco tempo depois que eu comecei a testar a semiprofissional The Oracle, uma máquina de café expresso de luxo da Breville, que custa 2 mil dólares, parei em um café local para comprar alguns grãos de café recém-torrados.

Os grãos que eu tinha em casa foram se transformando em amargas xícaras de café expresso e rapidamente eu estava perdendo a fé na The Oracle e suas promessas de café cor de avelã com um creme perfeito. Na minha pressa de ver a máquina em ação, ignorei o que o manual dizia repetidamente: os grãos frescos são o segredo.

Exatamente o que me levou até o Java Love Roasting Company , um café de Nova Jersey com um nome vagamente rastafári, que serve um dos melhores lattes deste lado de Roma.

Eu disse ao barista gentilmente que estava testando uma máquina de café expresso em casa, que poderia fazer o café como sua Rancilio, uma gigante de 6 mil dólares que agita centenas de xícaras de café por semana, e que eu precisava de grãos mágicos. Ele olhou para mim com piedade e acenou com a mão na direção da casa de café expresso. Enquanto eu pagava, ele comentou de maneira informal dizendo não acreditar que uma máquina em casa poderia produzir alguma coisa digna de uma xícara de café expresso profissional. Ele acrescentou que havia trabalhado no café por oito meses e que lá havia um cuidado especial na moagem dos grãos, buscando a perfeição com devoção quase religiosa. Como eu poderia fazer isso em casa?

Encontrar o ponto de aspereza era a chave, eu dei razão a ele, mas a The Oracle, com o seu moedor da rebarba cônica (preferível a um moedor de lâmina para o grau de moagem), tem 45 configurações para escolher.  Ele balançou a cabeça demonstrando aprovação – mas sabia que precisava de muito mais para uma xícara de café perfeita.

Ele olhou para mim atentamente quando lhe contei que minha máquina ajustava a pressão correta. Como qualquer entusiasta de café dedicado irá te dizer, garantir uma densa borra de café manualmente exige muita prática. A The Oracle mói os grãos, seleciona-os no filtro e compacta-os com precisão.

Ele me ouviu, assim como um médico quando o paciente lhe explica como encontrou seu diagnóstico nas páginas da internet, enquanto eu dizia que sabia sobre o manual da máquina. Cheguei a comentar: “eu te contei a respeito da varinha de vapor de leite, a única no mercado que faz minúsculas bolhas de leite, produzindo espuma – uma habilidade que leva uns bons anos para um barista dominar?” Eu poderia ajustar a temperatura e a textura do leite – de cappuccino espumoso para um latte com pequenas bolhas ou qualquer coisa entre os dois. As caldeiras duplas garantem uma temperatura constante, assim como a sua máquina profissional, o que significa que ela pode fazer o que uma cafeteira normal (e mais barata) com uma única caldeira não pode: a The Oracle pode fermentar o expresso e vaporizar o leite sem demora.

Então, sentindo-me um pouco como um puma estranho, eu o convidei para minha casa para ver a cafeteira. (Suponho que dizer “venha ver minha varinha de espuma” poderia ser mal interpretado.) Já que a minha filha estava lá, ou talvez porque ele estava com medo, ele sugeriu que eu levasse a máquina até o café para mostrá-la. De repente, eu precisava ir para casa e ver se tudo aquilo era verdade. Então peguei meus grãos de café (e excepcionalmente um bolinho de chocolate) e saí rapidamente.

Os grãos mágicos funcionaram de verdade. O expresso fluiu da máquina “como mel quente”, assim como prometido.  Com um movimento da alavanca de vapor automática, eu vaporizava o leite a 150 graus e alguns momentos mais tarde, um café de primeira linha era meu. A limpeza era automatizada, o que quer dizer que eu não precisava fazer muito.

A máquina se adapta ao amante de expresso e que quer uma xícara de café de qualidade profissional, mas não se importa o preço.

Esta não é uma máquina para a pessoa satisfeita com o modelo Nespresso. Ela é para os loucos por cafeína, um grupo que eu faria parte se eu pudesse. (Pelo interesse na divulgação, e para não me fazer parecer mais patética, a Breville me emprestou a The Oracle para fins de revisão. Enquanto você lê isso, eu estou embalando a máquina desejando-lhe um choroso “Ciao, bella”).

Estas são as pessoas que acreditam que para obter uma máquina de fazer doses consistentes, você precisa pagar as quantias mais absurdas. Por 2 mil dólares a Breville parece absurdamente cara, mas não é a máquina de café expresso mais cara de sua categoria. E enquanto eu não consigo acreditar que estou defendendo o preço (e não quero saber quantas crianças refugiadas poderiam estar bebendo macchiati por esse preço), eu também preciso dizer que a The Oracle é a única máquina lá fora que executa todas as partes do processo – desde a trituração dos grãos até o controle de pressão da água – automaticamente e de forma confiável. É como ter um barista pessoal em sua cozinha. Cabe a você completar a experiência e vestir uma camisa xadrez e colocar um chapéu de lã.

© 2014, Newsweek.

Dicas & Pepitas: Mãe Solteira

em Coluna por

Alex

Mãe Solteira

Recebi um e-mail que dizia: “Por favor, escreva sobre o preconceito que os homens têm em namorar com mulheres que já são mães. Eu tenho 32 anos, meu filho 8 e sofro muito com isso”.

Por coincidência, eu vivi boa parte da minha vida com padrasto e sei mais ou menos do que se trata o assunto. Fiz uma pesquisa e o resultado é esse:

A idade é o fator principal. Homens de até 25 anos sonham em conhecer uma mulher sem filhos para não carregar o famoso “chaveirinho” nos lugares que frequenta e, porque nessa idade, o homem quer sair com a sua companheira para diversos lugares ao mesmo tempo, que geralmente são impróprios para crianças.

Outro motivo que faz um homem não se relacionar com mães solteiras é a presença do pai na vida deles, como já disse no tema ciúme, a presença do ex provoca insegurança. E alguns homens ficam com medo de se apegar a criança e sofrer caso o relacionamento termine.

Muitos homens querem seguir o mandamento do casamento: lua de mel de 4 anos e depois ter o primeiro filho homem, com as suas características e todo esse machismo que já conhecemos. E se a mulher já tem um filho, essa etapa é pulada.

Alguns ainda ligam para a parte financeira, acham que vão ter que contribuir com a educação, brinquedos, entre outras coisas que uma criança precisa.

Mas se você é mãe solteira e pensa que tudo está perdido, eu tenho uma boa notícia.

Homens acima dos 30 anos não ligam para isso e até assumiram o filho da sua namorada, além disso, são homens estruturados financeiramente e que estão com o lado paterno no auge.

As dicas para as mães solteiras são:

Procure homens e não garotos para se relacionar.

Mostre que você procura um amor verdadeiro e não um pai para o seu filho.

Demonstre que você é uma excelente mãe, assim seu namorado também vai querer ter outros filhos com você.

Saiba separar os momentos: tem hora para o filho e hora para o namoro, conciliar os dois no começo do relacionamento pode ser constrangedor, principalmente para o seu filho.

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Alexsander Brunello. Editor-chefe do The São Paulo Times. É redator publicitário e atualiza a sua coluna Dicas & Pepitas todas as quintas-feiras. © 2014.

Publicidade tem que ter paixão

em Brasil/Negócios/Opinião por

Por Agnelo Pacheco* 

Virou moda na nossa publicidade, cada vez menos brasileira. Um diretor de marketing de uma empresa multinacional chama uma agência brasileira, brasileira mesmo, para conversar. Você acha que ele vai passar a conta para você ou dar uma oportunidade? Nada disto. Ele quer desabafar. “Eu não aguento mais esta agência que me atende”. Aí eu pergunto: ”Então por que não troca?”.

Falam que são mal atendidos, que as coisas chegam prontas de fora, que o pessoal não conhece bem o mercado, que estão perdendo espaço, entre outras dezenas de queixas. Quando você acha que vai ter uma oportunidade, tira do bolso o famoso ‘alinhamento’. E explicam que, por razões da matriz, são obrigados a serem atendidos pelas mesmas agências que trabalham para as empresas no exterior. E mesmo que lhe passem um briefing e, no entusiasmo, crie e apresente uma excelente campanha, esqueça. Podem até encaminhar para a matriz, mas a resposta vai ser a de sempre: “Sou obrigado a ficar com a agência ‘X’ por alinhamento internacional”.

O que me incomoda neste ‘alinhamento’ não é a decisão da matriz da multinacional, que está distante do dia a dia do Brasil e dos brasileiros. O que me aborrece é a forma como veem a propaganda. Como se ela fosse uma coisa única, massificada, sem mudanças, que sensibilizasse todo mundo.

O comercial búlgaro que faz o maior sucesso na Bulgária pode passar despercebido no Brasil. A racionalidade dos comerciais alemães, por exemplo, não sensibilizam os brasileiros. E muitas vezes tendo filiais aqui, com bons criativos, os clientes multinacionais, em uma boa parte, preferem colocar suas campanhas feitas lá fora.

Algumas empresas multinacionais estão percebendo isto e começam a dar atenção ao talento local para criar e desenvolver campanhas locais. E, como o século XXI é conhecido como o século da competição de verdade entre marcas e produtos, bem diferente daquela concorrência amistosa do século passado, vamos perceber mais a presença de agências brasileiras em empresas multinacionais.

Boa parte da falta de criatividade que venho sentindo na nossa publicidade vem muita desta pasteurização de mensagens que não nos sensibilizam, que passam como coisa velha, sempre igual.

*Artigo exclusivo para o jornal The São Paulo Times

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Agnelo Pacheco é publicitário, começou a carreira no início da década de 1970, montou a própria agência em 1985 e conquistou, entre outros, os prêmios Clio Awards de New York , Leão de Ouro do Festival de Cannes e foi eleito o Publicitário do Ano pelo Prêmio Colunistas. Ao longo de sua carreira,  construiu inúmeros conceitos para seus clientes que fizeram e fazem história na propaganda brasileira, dentre eles: “Banespa. O Banco de um novo tempo”; “Tomou Doril. A dor sumiu”; “É Mash que eu gosto”; “Banco para quem gosta de banco” e “Caixa para quem gosta de Caixa”, entre outros. Também desenvolve diversos trabalhos voltados ao terceiro setor, como: “Vacinação infantil – Zé

Portrait: Como Barbies, só que não

em Coluna por

Camila

Como Barbies, só que não

Se na semana passada falei sobre o nigeriano que achava que ao comprar o creme dental estava levando para casa a mulher dos seus sonhos, hoje vou inverter o processo. Vamos falar sobre as mulheres que ele achou que compraria. Sinto lhe informar, mas elas compram até hoje a construção de si mesmas, mas não existem.

Quem viveu sua infância a partir de 1960, quando as Barbies foram criadas, sabe do que estou falando. Se você é mulher e sua família teve condição financeira de bancar isso, provavelmente você teve uma Barbie, seu carro, sua casa, suas roupas, e, claro, seu Bob ou Ken. Sendo a boneca a representação da mulher perfeita e infalível, o óbvio aconteceria: seu homem seria o reflexo de si, a tampa da sua panela: lindo, bem vestido, com cara de bem sucedido, tão perfeito tal qual ela.

E se na infância se brincava de mamãe e filhinha e na vida adulta se tornou mãe, se brincava de lojinha e se tornou empresária, a busca por se tornar a Barbie é eterna. Que mulher a partir dos vinte e poucos anos não comprou um creminho antirrugas, não fez ao menos uma drenagem linfática para eliminar gordurinhas, não investe pesado em roupas, sapato e cabeleireiro? Quem nunca fez uma dieta, ou se matriculou na academia em busca de um corpo esbelto e definido, atrás da cinturinha irreal da boneca? Tem as que foram mais longe e recorreram ao botox, ao silicone, à lipoaspiração e à rinoplastia.

Todas, raras exceções, e às vezes sem total consciência sobre isso, buscam ser Barbies: o ícone da mulher perfeita. Campanhas publicitárias endossam o perfil. Raramente uma foto não passa por Photoshop tirando gordurinhas, eliminado manchas, papas nos olhos e espinhas, afinando coxas. Isso quando, à base de maçãs, alface e, certas vezes, bulimia, as modelos não tentam chegar por si mesmas (e algumas, infelizmente, até morrem de anorexia) no resultado que o editor de imagem consegue.

Em qualquer editorial de moda, a plasticidade das imagens, sem defeito algum, inspira o ideal, o glamour, a beleza incessante e irreal. E mais uma vez, se paga caro pelas roupas e se leva para casa a felicidade em sacolas que logo mais viram a frustração na frente do espelho. A roupa, caríssima, não ficou tão boa em você como na modelo. Claro, a vida, em movimento, não é feita de photoshop e nem de alfinetes.

Mulheres reais tem TPM, choram, ficam ansiosas por uma barra de chocolate ao mês, frequentam bares e inflam suas barrigas com chopp, caipirinha e uma porção de pastéis, enquanto discutem com as amigas suas imperfeições angustiantes e as soluções que viram na coluna de beleza da revista ou o novo tratamento que a dermatologista recomendou. Mulheres reais se decepcionam sim por não terem encontrado seus Bobs ou Kens, porque um dia, quando pequenas, sonharam em tê-los como as Barbies.

Ao perceber que nunca seremos como a boneca, passamos a aceitar também as imperfeições masculinas, quem sabe a barriguinha de chopp, algumas uma carequinha, um dente torto, um cara que ainda esteja correndo atrás de sua carreira e está em busca de ser bem-sucedido, o marido que demora a trocar a lâmpada e a arrumar o chuveiro, o que sai naquele dia para jogar bola quando você queria ir ao cinema.

Mulheres reais acordam cedo e vão à batalha. Colocam saia e salto alto, mas o blazer também. Elas estudam, são pós-graduadas, doutoras, tem Ph.D. São mães e assumem todas as tarefas que isso lhes compete. Cozinham, lavam, passam e trabalham fora. Quando não tem tempo para tudo isso, dividem a conta da empregada com o marido ou moram sozinhas e assumem a própria casa.

Mulheres reais são tantas em uma só que dificilmente caberiam no corpo esbelto da Barbie. Só conseguiriam manter a maquiagem como a da revista se não fossem tão ativas. Teriam cabelos perfeitos se não precisassem, rapidamente, amarrá-los em um rabo de cavalo que lhes desse agilidade de vez em quando.

Mas no mundo atual, em que assumimos papéis tão importantes nas corporações contribuindo para o desenvolvimento e a economia do país, ter a Barbie e as lindas e perfeitas modelos como referência, ainda é um alento para nós, mesmo que distantes de nossa realidade. São elas quem nos lembram de nossa delicadeza e feminilidade.

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Camila Linberger é relações públicas, sócia-diretora da Get News Comunicação, agência de comunicação corporativa e assessoria de imprensa sediada em São Paulo. © 2013.

Vazam informações sobre o programa Quantum da NSA

em Mundo/News & Trends/Política/Tecnologia e Ciência por

Edward Snowden revela como os espiões do governo americano monitoram computadores desconectados.

O ex-analista de inteligência americano da Agência de Segurança Nacional e denunciante Edward Snowden, revelou que a NSA utiliza a tecnologia da velha escola para espionar computadores offline. A NSA tem usado o programa secreto, de codinome Quantum, para monitorar cerca de 100.000 computadores desconectados em todo o mundo.

O relatório saiu alguns dias antes do presidente Obama anunciar as novas restrições sobre programas de vigilância que restringem as atividades da NSA.

Com o Quantum, a NSA acessa computadores através de ondas de rádio emitidas a partir de uma variedade de dispositivos personalizados. Apelidado de “Cottonmouth I”, a placa USB é modificada para conter um pequeno emissor-receptor de rádio que transmite e recebe dados do computador secretamente.

A NSA também usou pequenas placas de circuitos instalados em computadores portáteis que transmitem dados à agência, mesmo quando o computador está completamente isolado da Internet. Estas placas de circuito se comunicam com uma estação de retransmissão – que a NSA chama de “cabeceira”. Essas cabeceiras podem atacar um computador a uma distância de aproximadamente 13 quilômetros e inserir pacotes de dados mais rápido do que os métodos tradicionais, permitindo que a NSA entregue falsas informações mais rápido do que o download.

Além da espionagem, o Quantum ajuda a NSA transmitir malwares software destinado a se infiltrar em um sistema de computador alheio de forma ilícita, com o intuito de causar alguns danos, alterações ou roubo de informações (confidenciais ou não) para computadores e lançar ataques cibernéticos coordenados.

O Quantum também tem como alvo iPhones e servidores de rede. Com o tempo, a NSA atualizou a tecnologia para torná-lo mais fácil de acessar os sistemas de computadores sem a necessidade de acesso físico.

O relatados indicam que a NSA tem usado esta tecnologia em ataques contra as instalações nucleares do Irã e para monitorar redes na China, Rússia, União Europeia, Arábia Saudita, Índia e Paquistão, e também os cartéis de drogas.

Quando alguns desses países, especialmente a China, instalaram uma tecnologia semelhante em sistemas americanos, os oficiais de defesa dos EUA protestaram .

Snowden também revelou que os EUA estabeleceram dois centros de dados na China com a tarefa de enviar malwares aos computadores. A NSA tem argumentado que esta vigilância é para a segurança nacional, enquanto a pirataria chinesa visa roubar propriedade intelectual.

A NSA assegurou que o Quantum não tem sido utilizado em computadores dos EUA, mas apenas contra alvos de inteligência de outros países.

Snowden apresentou a um jornal holandês, um mapa que mostra onde o NSA inseriu o software espião, e a revista alemã Der Spiegel publicou um vazamento sobre o hardware que pode secretamente transmitir e receber os sinais de rádio.

O presidente Obama deve anunciar em breve mudanças nas práticas da NSA. As novas regras foram baseadas em recomendações de um painel consultivo que concordou com o Vale do Silício que os programas da NSA minaram a confiança nos produtos tecnológicos norte-americanos. É esperado que o presidente proíba a prática da NSA de explorar falhas de software para espionar americanos, programas concebidos para romper sistemas de criptografia e a criação de vias de acesso secretas em sistemas de computador.

Foto: Divulgação / nsa.gov
© 2014, Newsweek.

Pesquisa revela quais estagiários ganham mais no Brasil

em Brasil/Geral por

Levantamento apresenta valor médio de bolsa-auxílio paga aos estudantes brasileiros.

Foram registradas diferenças entre carreiras, faixa etária e sexo dos estudantes.

Por que homens recebem mais, se comparados às mulheres? Qual curso remunera melhor, Agronomia, Engenharia ou Marketing? Existe diferença entre valores pagos por idade? O Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios detalhou essas e outras estatísticas na “Pesquisa Nacional de Bolsa-Auxílio 2013”. Os números apresentam a média paga por empresas no país.

O estudo, realizado entre os dias 14 de outubro e 25 de novembro, envolveu 23 mil estagiários de diferentes níveis. Todos os participantes possuem contratos de acordo com as regras da nova Lei de Estágio, nº 11.788/08. Os resultados revelaram um aumento de 11,2% em relação a 2012. A média nacional, agora, é de R$ 859,45.

Em análise separada por sexo, a seguinte diferença foi percebida: os rapazes recebem R$ 915,21, uma melhora de 11% comparado ao ano anterior. Já para as moças, o valor alcançou R$ 819,63, um crescimento de 11,7%. O presidente do Nube, Seme Arone Junior, explica os motivos dessa diferença entre os gêneros. “A variação não é gerada por preconceitos ou competêncais desiguais, mas sim pelo fato de existirem mais homens no campo das exatas, uma da áreas mais bem remuneradas”.

Na comparação das modalidades, houve uma alternância também positiva entre todas. Estudantes de nível superior recebem agora R$ 964,81 (antes era R$ 879,14). Quem está no superior tecnólogo também se beneficiou: em 2012 a bolsa era de R$ 821,78 e 2013, atingiu R$ 884,00.

O médio técnico passou para R$ 670,69 (era R$ 623,35) e o ensino médio fecha a evolução nos valores, passando de R$ 486,94 para R$ 513,73.

Seme Arone Junior destaca a importância de o jovem ter uma formação qualificada, para conseguir boas oportunidades profissionais. “Apesar da melhora nas remunerações, ainda há poucas vagas em relação ao número de candidatos. Uma dica básica, mas primordial para quem quer ingressar no mercado de trabalho, é o aprendizado contínuo e o investimento em língua portuguesa, um dos pontos mais cobrados em processos seletivos”.

O presidente do Núcleo Brasileiro de Estágios também reforça as vantagens das empresas ao contratarem estagiários. “Se as organizações recrutam pessoas dedicadas, também saem ganhando, pois poderão formar um colaborador, ainda sem vícios corporativos, dentro da cultura da própria instituição”. Nessa linha, conclui: “Investir no desenvolvimento dos estudantes representa uma ajuda direta para o país formar bons profissionais, nas mais distintas áreas”.

Veja a lista dos cursos mais bem pagos no Brasil, separados por nível:

 SUPERIOR – MÉDIA BRASIL: R$ 964,81

1 Agronomia R$ 1.948,94

2 Economia R$ 1.370,26

3 Física R$ 1.360,83

4 Ciências Atuariais R$ 1.281,44

5 Marketing R$ 1.278,25

6 Ciência e Tecnologia R$ 1.218,46

7 Engenharia R$ 1.211,26

8 Estatística R$ 1.182,26

9 Química R$ 1.147,82

10 Relações Internacionais R$ 1.128,74

SUPERIOR TECNOLÓGICO – MÉDIA GERAL: R$ 884,00

1 Construção Civil R$ 1.240,65

2 Secretariado R$ 1.112,78

3 Polímeros – Plásticos R$ 1.071,86

4 Gestão de Comércio Exterior R$ 979,30

5 Banco de Dados R$ 955,81

6 Análise e Desenvolvimento de Sistemas R$ 947,90

7 Jogos Digitais R$ 937,83

8 Gestão da Qualidade R$ 933,28

9 Processos Gerenciais R$ 922,19

10 Redes de Computadores R$ 911,90

MÉDIO TÉCNICO – MÉDIA GERAL: R$ 670,69

1 Eletrotécnica R$ 817,50

2 Segurança do Trabalho R$ 815,44

3 Automação Industrial R$ 812,37

4 Construção Civil R$ 804,98

5 Edificações R$ 779,75

6 Química R$ 768,77

7 Mecatrônica R$ 750,01

8 Mecânica R$ 748,21

9 Eletromecânica R$ 718,00

10 Eletroeletrônica R$ 702,00

ENSINO MÉDIO: R$ 513,73

Analisando pela faixa etária, foi percebida uma leve diferença de remuneração. Aqueles entre 19 e 23 anos, ganham em média R$ 961,35, enquanto quem possui de 24 a 29 anos, recebe R$ 985,52. Porém, um alerta é necessário, quanto à preocupação excessiva dos jovens diante das bolsas: a vocação do estágio é o desenvolvimento profissional. É preciso pensar nas condições de aprendizado, no desafio, no plano de atividades e até mesmo de carreira, oferecidos pelas organizações. Focar apenas na bolsa pode ser um tiro no pé.

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