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News & Trends

Milhões de trabalhadores são lesados por empresas ao aposentar-se

em Brasil/Negócios/The São Paulo Times por

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Apoio aos Aposentados, Pensionistas e Servidores Públicos (ASBP), constatou que milhões de trabalhadores são lesados ao requerer a aposentadoria por tempo de serviço e/ou por idade. Isso acontece por que a maioria da população não sabe que mesmo ao aposentar-se, tem direito às verbas rescisórias: indenização dos 40% do FGTS; aviso prévio com reflexo no 13º salário e férias + 1/3.

A aposentadoria por tempo de serviço e por idade não põe fim ao contrato de trabalho. Se for de sua vontade, o cidadão pode continuar trabalhando, mesmo após a aposentadoria. Se o trabalhador não solicitar a demissão por escrito, o seu contrato de trabalho continua vigente, neste caso, se for impedido pelo empregador de continuar, é caracterizada a demissão imotivada, da qual dá direito ao trabalhador de receber as verbas rescisórias.

Dos servidores públicos aposentados pelo INSS, pesquisados pela ASBP, impedidos de continuar trabalhando, 100% declararam não ter recebido as verbas rescisórias. Do serviço privado, a metade dos entrevistados (50%), declararam estar na mesma situação.

O advogado especialista em direito do trabalho e diretor jurídico da ASBP, Evaldo Oliveira, alerta que o prazo máximo para recorrer à justiça, é de até dois anos após o último dia de trabalho. Esclarece ainda, que este direito é somente para as aposentadorias por tempo de trabalho e/ou por idade, não cabendo para os demais tipos. Os casos de demissão por justa causa e contrato de trabalho por tempo determinado, também não possuem o direito.

O trabalhador aposentado nesta situação deve procurar imediatamente seu advogado, sindicato ou associação para orientá-lo. “Os tribunais têm entendido que, em se tratando de prestação de serviço público, a aposentadoria, seja ela de qual modalidade for, põe fim ao contrato de trabalho em curso, sem gerar o efeito de demissão imotivada, negando o direito à indenização dos 40%. Mas não desistiremos nunca desta luta, é um direito do trabalhador aposentado e temos certeza que a vitória chegará”, diz Evaldo Oliveira.

 

81% dos brasileiros trocam de celular em menos de 3 anos

em Educação e Comportamento/Tecnologia e Ciência/The São Paulo Times por

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e a Market Analysis – instituto especializado em pesquisas de opinião – divulgam pesquisa inédita sobre as percepções e os hábitos dos consumidores brasileiros, com relação ao uso e descarte de aparelhos eletrônicos: eletrodomésticos (forno de micro-ondas, fogão, geladeira ou freezer e lavadora de roupas), eletrônicos (televisão, DVD e blu-ray), aparelhos digitais (câmera fotográfica, computador e impressora) e celulares.O estudo apontou que de todos eles, o celular é o aparelho que tem menor duração e possui um ciclo de vida de, em média, menos de 3 anos e dificilmente ultrapassa cinco anos.

Tempo de uso de cada equipamento, de acordo com os entrevistados:

– de 3 anos + de 10 anos
Celulares e Smartphones 54% Lavadora de roupa 33%
Câmara 32% Fogão 41%
Impressora 27% Geladeira 49%
Computador 29% Televisão 34%
Micro-ondas 20%
DVD ou Blue Ray 30%

O que motiva a troca dos aparelhos, em grande parte, é a obsolescência programada. Um em cada três celulares e eletroeletrônicos são substituídos por falta de funcionamento e três em cada dez eletrodomésticos são substituídos por apresentarem defeitos, mesmo estando em funcionamento. As mulheres tendem a trocar mais os equipamentos por motivo de funcionamento (60% versus 53% na população geral) enquanto os homens tendem a trocá-los com o objetivo de ter um equipamento mais atual (55% versus 47% na população geral).

Essa polaridade também é observada em diferentes níveis sociais: enquanto a população de classe mais baixa tende a substituir mais facilmente o equipamento por problemas de funcionamento (66% versus 53%), a população de classe alta o substitui por questões de atualização tecnológica (59% versus 46%).

“Podemos observar também a obsolescência psicológica, quando os consumidores trocam de produtos mesmo que ainda não apresentem defeitos, estimulados pela rápida substituição dos modelos do mercado”, analisa João Paulo Amaral, pesquisador do Idec responsável pela pesquisa.

Assistência técnicaOutro dado que chama atenção é que 81% dos entrevistados trocam de celular sem antes levá-lo à assistência técnica para saber se é possível consertá-lo.

Quando os aparelhos com problemas são eletrodomésticos (forno de micro-ondas, fogão, geladeira ou freezer e lavadora de roupas), digitais (câmera fotográfica, computador e impressora) e eletrônicos (televisão, DVD e blu-ray), os consumidores tendem a procurar mais a assistência: 77%, 73% e 56%, respectivamente.

Para Michele Afonso, gerente de análise da Market Analysis, a ausência de assistências técnicas de determinadas marcas em algumas cidades e a ineficiência das existentes podem justificar a baixa procura pelo serviço. Em 2012, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do Ministério da Justiça, fez um levantamento para verificar a quantidade de assistências técnicas dos cinco maiores fabricantes de celular em todo o país. O resultado, divulgado na edição nº 162 da Revista do Idec, comprova a hipótese levantada por Michele: na maioria dos estados brasileiros, o número de assistências técnicas é ínfimo; em 13, pelo menos uma das principais marcas não possuía nenhum posto. Os piores casos são os das regiões Norte e Nordeste.

Dentre os consumidores que buscam a assistência técnica, a maioria acaba comprando outro aparelho, mesmo que opte for fazer o conserto. Já os que desistem de reparar o produto, dão como principal motivo o preço. “É comum, porém absurdo, considerar que o preço do conserto não vale a pena se comparado ao valor de um aparelho novo e mais moderno”, diz Amaral. A demora para devolver o produto, a falta de peças e de garantia após o conserto também justificam a não contratação do serviço.

Descarte do lixo e a logística reversaA maioria dos entrevistados doam, vendem ou guardam os aparelhos eletrônicos em casa. Segundo Amaral, isso demonstra que o consumidor brasileiro tem consciência de que estes produtos podem ser reaproveitados por terceiros ou mesmo do risco de jogar no lixo comum, mas ao mesmo tempo mostra que estamos longe de ter uma informação e estrutura adequada pelos fabricantes e pelo governo para conseguirmos descartar corretamente estes produtos.

Ainda de acordo com o levantamento, apenas um a cada seis consumidores descarta os aparelhos. Destes, a maioria os coloca no lixo reciclável, no lixo comum ou o devolvem à loja em que efetuaram a compra. Somente a minoria os descarta em pontos de coletas específicos para produtos eletrônicos.

Apenas 1% dos descartes dos celulares são feitos em pontos de coleta específicos, assim como os aparelhos digitais, 2% dos eletroeletrônicos e 5% dos eletrodomésticos.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, os fabricantes de algumas categorias de produtos, entre eles os de aparelhos eletroeletrônicos, devem ser responsáveis pelo recolhimento, pela reciclagem e pela destinação adequada de seus produtos, o que caracteriza o processo de logística reversa.
Apesar de a PNRS já ter sido aprovada há mais de três anos, a tal logística reversa ainda não existe hoje e nada indica que será implementada num futuro muito próximo, já que o acordo do setor de eletroeletrônicos para colocar a medida em prática ainda não foi finalizado.

 Destino dos aparelhos antigos

Doou ou vendeu Deixou guardado Descartou Foi perdido ou roubado NS/NR
Eletrodomésticos 74% 5% 15% 6%
Digitais 63% 21% 15% 1%
Eletroeletrônicos 45% 31% 21% 3%
Celular 30% 41% 13% 14% 3%

Como foi feita a pesquisaForam entrevistados, por telefone, 806 homens e mulheres, de 18 a 69 anos, de diferentes classes sociais das seguintes cidades: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Os depoimentos foram colhidos entre agosto e outubro de 2013, e o número de entrevistas foi proporcional à população de cada capital. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.

O Brasil cumprirá as metas para sediar a Copa do Mundo?

em Brasil/Geral/Mundo por

A sociedade discute, com frequência, sobre o andamento das obras para a Copa do Mundo. Valores gastos, queixas de trabalhadores, prazos quebrados e manifestações deixam boa parte da população insegura. Afinal, o Brasil cumprirá a meta geral para sediar o principal evento esportivo do mundo? O Núcleo Brasileiro de Estágios – Nube, fez a pergunta para 8.067 jovens, de 15 a 26 anos, em todo o país. A pesquisa revela dados sobre as expectativas da juventude.

Os preparativos para a maior disputa do futebol seguem nas 12 cidades-sede, com acertos e erros na organização. E o brasileiro, o que pensa a respeito? Antecipando o fato de o assunto já ser cobrado em diversos processos seletivos, por estar em evidência na mídia, investigamos a opinião dos estudantes. Os números revelaram uma população insatisfeita com a gestão do torneio.

Para 3.721 jovens (46%), o país não conseguirá cumprir as metas, pois “faltou organização”. “Esse resultado não é fruto de negativismo, mas sim de um olhar crítico. O jovem cresceu observando muitos projetos não concluídos, em diversos setores, ou no mínimo finalizados a custo de muitos atrasos e orçamentos questionáveis”, acredita a coordenadora de treinamento do Nube, Eva Buscoff.

Em segundo lugar, representando o outro lado da moeda, 3.226 (40%) preferem manter o otimismo e acreditam no cumprimento da meta “mesmo sendo nos momentos finais”. “A Geração Y tem a caracaterística de pensar positivo e acreditar, mesmo com prazos apertados, no sucesso dos seus objetivos, ou os de seu país, mas mantendo um senso crítico”, analisa Eva. Já 698 (9%) perderam as esperanças, pois “demoramos muito para começar”. Por fim, 422 (5% dos entrevistados) confiam no planejamento e no êxito pleno da preparação brasileira.

Para a gestora, os candidatos a vagas de estágio ou emprego devem se manter antenados aos tópicos mais falados pela sociedade. “O estudante não precisa se tornar um especialista em economia ou esporte, por exemplo, mas é preciso saber falar sobre as grandes notícias do momento”. Na mesma linha, a coordenadora de treinamento completa: “esses pontos são abordados em processos seletivos de maneira formal, por meio de uma questão, Redação, ou simplesmente podem surgir em um bate papo informal. Uma ótima dica é dedicar mais tempo na leitura de assuntos do seu interesse e depois dar uma olhada nas principais notícias veiculadas nos jornais e revistas”.

Do que o e-learning é capaz?

em Brasil/Educação e Comportamento por

Há algum tempo tive a oportunidade de ler Além do e-Learning, um livro do Ph.D Marc Rosenberg. Sinceramente? Desde o início da minha carreira na área, já vi muitos profissionais que são “vendidos” como os “gurus” do e-learning (coisa de americano, não é mesmo?). Alguns deles, inclusive, acompanhei em congressos por mais de uma vez e não vi nada demais naquilo que diziam, muitos, inclusive, falavam a mesma coisa por diversas vezes, apenas mudando a metáfora de sua palestra.

Porém, conhecendo Rosenberg, percebi uma riqueza e clareza muito grande naquilo que ele pensava em meados de 2008, na época em que o livro foi lançado. Um dos temas explorado por ele me inspirou a trazer uma provocação: “Do que o e-learning é capaz?”. Essa é uma pergunta que pode trazer as mais variadas respostas e interpretações, daí a riqueza da discussão que quero propor. Pois bem, para nos ajudar a refletir sobre esse assunto, a seguir, trarei um pouco do que Rosenberg diz e também trouxe o meu posicionamento sobre o tema.

Rosenberg defende o e-learning como uma ferramenta que vai muito além de uma forma de capacitar os colaboradores de uma organização. Trata-se de uma solução com potencial de interferir diretamente na estratégia da companhia. Ele conta que, geralmente, uma organização passa por três fases ao implantar o e-learning em seu negócio. São elas:

Precisamos ter e-learning – No primeiro momento as organizações simplesmente se convencem da necessidade de ter cursos online para oferecer para os seus funcionários e ponto final. Nessa fase, o e-learning se resume a isso. Em minha opinião, essa é uma etapa onde podem ocorrer muitos erros, pois, na sede de construir um amplo repositório de cursos online, as empresas podem acabar comprando “gato por lebre” e colocando a disposição de seus funcionários cursos que, não necessariamente, contribuirão para a visão estratégica que a organização deseja alcançar.

Devemos ter sucesso no e-learning – Após passar pela primeira fase, as organizações passam a perceber a necessidade de avaliar se os cursos online oferecidos aos seus funcionários realmente estão atingindo o sucesso esperado. É nesse momento que o indicador quantidade sai de cena, sendo substituído pelo indicador qualidade. Nessa fase as empresas passam a fazer um verdadeiro trabalho de investigação e experimentação, com o intuito de avaliar as melhores estratégias de cursos e programas de capacitação oferecidos via digital. Acredito que essa é uma fase muito rica, é a hora que as empresas realmente começam a se dar conta do valor agregado que o e-learning pode trazer ao seu negócio, porém, nesse momento, na maioria das vezes, as organizações ainda não se deram conta que o sucesso do e-learning representa muito mais do que um curso perfeitamente pedagógico, motivacional, interativo e desafiador. O e-learning transcende essas fronteiras!

Devemos suportar o ensino no trabalho e a performance ao longo da organização – A terceira fase descrita por Marc Rosenberg representa o amadurecimento que todos nós, entusiastas do e-learning, esperamos que as organizações que trabalhamos – ou até mesmo atendemos no papel de fornecedor – alcance. É nessa etapa que as companhias se dão conta que o e-learning é muito mais do que uma ferramenta que disponibiliza objetos de aprendizagem online. Nesse momento, começa a “cair a ficha” de que as soluções de e-learning devem ser mais abrangentes, possibilitando e incentivando o compartilhamento de conhecimento, a colaboração e a melhoria contínua, tudo isso focado na visão estratégica da organização. Na minha modesta opinião, isso apenas comprova que o e-learning será muito mais eficaz se fizer parte de um projeto bem fundamentado de Gestão Estratégica do Conhecimento, onde, o principio básico é que todos na organização, principalmente o dono, acredite que o conhecimento é o seu principal insumo de transformação para alcançar a visão estratégica da sua organização.

Podemos perceber que na maioria esmagadora das vezes, nós do mercado de e-learning (digo “nós” por que me incluo totalmente nessa), despejamos todas as nossas energias tentando descobrir as melhores tecnologias de aprendizagem, uma nova ferramenta de autoria, uma maneira diferente de produzir um curso, ou um game interativo e acabamos deixando de lado a visão do todo, ou seja, a contribuição estratégica de que aquilo que estamos produzindo trará de retorno para as organizações.

É importante deixar claro que esta é uma visão minha, totalmente favorável ao que Marc Rosenberg coloca no seu livro sobre a capacidade do e-learning atuar de maneira estratégica na organização, o que não impede você que está lendo de continuar achando que o e-learning deve ser utilizado exclusivamente como ferramenta de disponibilização de cursos e conteúdos online. Pensando nesse panorama, a SOU procura trabalhar com o e-learning o oferecendo de maneira estratégica às organizações. Muitas vezes, nos deparamos com clientes que desejam converter toda a sua grade de cursos para um ambiente e-learning, mas apesar da comercialização de cursos online ser uma das principais frentes de trabalho da empresa, jamais recomendamos essa prática, pois acreditamos no e-learning como parte de uma estratégia mais ampla de educação corporativa, assim como traz Marc Rosenberg, em suas citações. E para você, do que o e-learning é capaz?

Felipe Cabral é graduado em tecnologia em processamento de dados, especialista em gestão estratégia do conhecimento e da inovação e coordenador de projetos da SOU Educação Corporativa.

Nada de conto de fadas

em Cultura e Entretenimento/Mundo/Negócios/News & Trends/Política por

O que aconteceu com a famosa expressão: “e viveram felizes para sempre”? Em nenhum conto de fadas, a princesa explica se participou da decisão de casar-se. Na Espanha, no entanto, a família real se encontra em uma confusão jurídica que pode alterar a forma como a monarquia constitucional é vista tanto em casa como no exterior.

Como não existe um precedente legal que diga onde os mundos da realeza e o da criminalidade colidem, o inquérito da filha do rei da Espanha, Cristina de Borbón, 48 anos – conhecida oficialmente como Infanta Cristina, duquesa de Palma de Mallorca – levará um bom tempo para terminar.

Em 8 de fevereiro, um juiz espanhol vai interrogar a princesa, a filha mais nova do rei Juan Carlos, como suspeita em um esquema de desfalque alegado. O Ministério Público diz que o marido da princesa e seu sócio canalizaram aproximadamente 11 milhões de dólares dos cofres públicos para suas respectivas contas bancárias.

No sábado, 11 de janeiro de 2014, os advogados da princesa disseram que Cristina compareceria à audiência, intimada pelo juiz da investigação, José Castro, para que ela, pessoalmente, respondesse às perguntas da investigação sobre as possíveis acusações de fraude fiscal e lavagem de dinheiro.

O marido de Cristina, o ex- jogador de handebol olímpico, Iñaki Urdangarin, que completou 46 anos há algumas semanas, e seu sócio, Diego Torres, são acusados ​​de peculato, fraude, lavagem de dinheiro, evasão fiscal e falsificação de documentos. Os promotores do caso afirmam que entre maio de 2003 e dezembro de 2008, a sua organização sem fins lucrativos, chamada Nóos Foundation, em parceira com políticos locais, superfaturou os governos regionais de Valência e das Ilhas Baleares, assim como a prefeitura de Valencia, em trabalhos de consultoria e organização de várias conferências de turismo e esportes.

O juiz Castro intimou a princesa na última primavera, mas o Ministério Público, o gabinete da defensoria pública e os advogados de Cristina apelaram alegando que não havia evidências que ligassem a princesa aos dois envolvidos nos crimes. Um tribunal provincial cancelou a convocação, mas sugeriu que Castro investigasse mais.

O casal real também era acionista conjunto na Aizoon, uma das empresas de fachada utilizadas para desviar o dinheiro da ONG para as contas bancárias dos criminosos. Uma testemunha afirmou que o advogado de Urdangarian se refere à presença da princesa como um “escudo contra a administração fiscal”.

Depois de vasculhar os registros contábeis da Aizoon e o histórico financeiro da princesa, o juiz concluiu que muitas das despesas operacionais da empresa foram realmente gastos pessoais e familiares de Cristina. Urdangarin e Cristina têm quatro filhos, com idades entre 8 a 14.

Castro citou recibos de hotéis em Roma, Washington, Nova Iorque e Detroit. Além de restaurantes em Barcelona, viagens em família para o Rio de Janeiro, África do Sul e Moçambique. A viagem ao continente africano parece ter sido uma mistura de férias, safári e visita aos centros de saúde e laboratórios como parte do trabalho de caridade da princesa.

Outras despesas da empresa Aizoon incluiu a compra de uma pintura avaliada em 6.000 dólares, artigos de loja de móveis para crianças no valor de 2.470 dólares, quatro livros de Harry Potter, aulas de dança e festas para crianças.

A empressa Aizoon logo mudou de endereço para a mansão do casal em Barcelona, ​​aparentemente para que pagassem o aluguel de casa para o uso de um escritório. Mas, mesmo antes de mudar o endereço, a Aizoon pagou cerca de 243 mil dólares para reforma na mansão e 12,6 mil dólares para cortinas. Castro chamou a empresa “de um escritório fantasma sem clientes ou funcionários”.

A investigação sobre a ONG Nóos começou em setembro de 2010 como parte da suspeita de fraude em torno da construção do complexo desportivo Palma Arena, na ilha de Mallorca. O ex-presidente regional das Ilhas Baleares, Jaume Matas, foi condenado no ano passado a seis anos de prisão pela participação na corrupção.

Essas dívidas de honra, no entanto, têm perdido a sua potência à luz dos recentes acontecimentos. Em 2012, por exemplo, os espanhóis e a imprensa não esconderam o descontentamento quando descobriram que Juan Carlos, em um momento em que o país estava mergulhado em uma recessão econômica, estava caçando elefantes em Botsuana.

Uma pesquisa recente diz que 62 por cento dos espanhóis quer que o rei, agora com 76 anos, abdique em favor de seu filho Felipe. O índice de aprovação do rei caiu de 76 % para 41% nos dois últimos anos.

Antes do escândalo, Cristina e Urdangarin eram bem-vistos na Espanha. Cristina é diplomada em Ciência Políticas e em Relações Internacionais, pela Universidade de Nova Iorque. Trabalhou para as Nações Unidas e ajudou várias instituições de caridade relacionadas com a saúde. Ela conheceu Urdangarin nos Jogos Olímpicos de 1996 em Atlanta, onde ele ganhou uma medalha de bronze no handebol. Cristina e Urdangarin casaram-se em 1997.

Por que a princesa decidiu obedecer à convocação desta vez? Com as suspeitas do juiz e seus registros financeiros no domínio público, um apelo iria fazê-la parecer culpada.

A questão agora é saber se ela vai responder às perguntas do juiz ou usar o seu direito de permanecer em silêncio. E se ela falar, continuará a estratégia de seus advogados e colocar a culpa em seu marido?

A longa saga da princesa na justiça está apenas começando.

© 2014, Newsweek.

Foot Binding: a moda agora é encurtar os dedos do pé

em News & Trends/Saúde & Bem-estar por

O Billy Joel pode te amar “do jeito que você é”, mas muitos americanos têm dúvidas sobre suas aparências. Mais de 1,5 milhões de pessoas fizeram procedimentos cosméticos em 2012 e quase 15 milhões a mais aplicaram injeções de Botox.

Mas um procedimento cirúrgico pouco conhecido promete perfeição até nos pés: os cosméticos chamados toe-shortening. Nunca ouviu falar? Isso é provável porque o toe-shortening envolve a remoção de uma junta que, em seguida, prende o dedo de volta para a calcificação dos ossos. Esse tratamento é relativamente novo como um procedimento estético e é realizado exclusivamente por pedicuros.

“Ao longo dos últimos dois anos tem surgido mais interesse em cirurgia estética de pé em geral”, diz o Dr. Neal Blitz, cirurgião de pé do Hospital Monte Sinai e o criador do Bunionplasty (cirurgia plástica para joanetes). “Muitas mulheres que já fizeram algum procedimento padrão – seja rinoplastia ou Botox – querem mesmo que haja uma melhora na aparência de seus pés”, declara.

“E, claro, para as mulheres que adoram sapatos, cirurgias como esta lhes permitirão usar estilos que elas gostam, sem sentir dor”, finaliza Blitz.

Embora a ideia de pés “bonitos” posa parecer estranha para alguns, a noção já vem de muitos séculos. A técnica conhecida como foot-binding – a qual amarra os pés – começou na China no século 10 e continuou até o século 20 (a prática foi oficialmente proibida em 1912, mas algumas famílias, secretamente, persistiram por muito tempo). Para os chineses, amarrar os pés tinha relação com o status e com a criação do perfeito: os pés pequenos.

Liv Lewis, dona de uma empresa de relações públicas em Teaneck, NJ, está entusiasmada com a novidade. Lewis queria uma cirurgia no pé para corrigir os joanetes, mas optou por passar pelo toe-shortening (encurtamento dos dedos) e toe-lengthening (alongamento dos dedos), como parte do mesmo processo.

Mas ela adverte que a cirurgia não é para todos. Enquanto ela revela que a dor não foi tão ruim quanto esperava, ela compara a “dar à luz”. Sua recuperação levou cerca de 12 semanas. Embora ela precisasse de uma cirurgia no joanete em ambos os pés, ela fez em apenas um até agora, uma vez que operar os dois ao mesmo tempo teria deixado Liv praticamente imóvel. “Eu diria que você não deve considerar a cirurgia a menos que você tenha problemas mais sérios, por causa da recuperação. Eu amei meus resultados, mas não foi fácil”, diz.

Alguns pedicuros são céticos. A Dra. Mary Ann Bilotti, chefe de podologia no Hospital Franklin em Valley Stream, NY, diz que recomenda o toe-shortening “quando há dor significativa ou complicações mais sérias, como úlceras diabéticas”, mas não sugere o procedimento por razões puramente estéticas.

“Qualquer cirurgia pode ter complicações e elas podem ser graves como infecção, cicatrizes, dormência, inchaço e hipersensibilidade. Essas são apenas algumas. Se o procedimento é apenas estético, eu recomendo que os pacientes considerem tais riscos seriamente”, explica a Dra. Mary Ann.

O custo também é uma preocupação, alguns planos de saúde cobrem os procedimentos cosméticos. Os custos da cirurgia de encurtamento do dedo do pé são, em média, 2.500 dólares por dedo.

Blitz reconhece que o procedimento é controverso: “há uma escola de pensamento que diz: “por que mudar algo que não precisa ser alterado?” Eu entendo isso, e além das preocupações normais de saúde, há muitas razões pelas quais eu poderia dizer a um paciente para não fazer a cirurgia. Quando você está removendo uma junta inteira, a função desse dedo vai diminuir, especialmente para atividades como yoga, onde você precisa de seus pés para dobrar e para fixar.”, completa o cirurgião de pé.

É duvidoso que a maioria das mulheres (e alguns homens também) estão conscientes da divergência de opinião entre os próprios cirurgiões.

Em uma indústria famosa por inventar dificuldades, promover a cirurgia do dedo do pé pode parecer apenas outra maneira de ganhar dinheiro. Mas em uma cultura obcecada com o aperfeiçoamento do corpo, os dedos são a última fronteira.

© 2014, Newsweek.

O dono da área – João Coca

em Coluna por

Gui

O dono da área – João Coca

Este é mais um causo venéreo, me contado por um dos protagonistas. Mais um artista do futebol.

Pela primeira vez em muitos anos, o Nacional não tinha um começo de torneio tão promissor. 4 vitórias e 1 empate. 15 gols a favor e 4 contra. Melhor defesa, melhor ataque e o artilheiro do campeonato.

Os jogadores andavam pela cidade como verdadeiras celebridades, eram recebidos com palmas, abraços e fotos. Estavam dando mais autógrafos que atores de Hollywood em dia de premier.

Chegou o sexto e mais uma vitória tranquila, 4×1 e mais dois gols do camisa 9, Dé. Agora, mais artilheiro do que nunca.

Animado com a fase, o jogador saiu para comemorar moderadamente à noite, até porque a grana não era lá essas coisas. Sentou em um bar na praça principal da cidade, escolheu uma mesa discreta e pediu uma cerveja.

Logo depois, por coincidência (mais ou menos, porque a cidade também não tem tantos lugares assim, né?), chegou o companheiro de time e zagueiro, João Coca.

João Coca é um zagueiro, 1,88 m, 90kg, joga pelo lado direito do campo, forte no jogo aéreo e no chão, mais precisamente em deixar os atacantes no chão. Mas a sua especialidade, como ele mesmo diz, é marcar os atacantes no olho. Basta um olhar que o atacante resolve cair pelo outro lado. Vigoroso e intimidador em campo, o Coca é um lorde fora dele.

O zagueiro avista o centroavante, quase que escondido no lado esquerdo do bar, abre um grande sorriso, que mais parece um teclado de piano, se aproxima e junta-se ao colega.

O papo corre animado e as 3 cervejas que Dé pretendia tomar, viraram 6, depois 9 e sem perspectiva de parar em 12. João se animou mais ainda e começou a pedir tira-gostos. Primeiro um torresmo com linguiça, depois uma carne de panela com pão. O centroavante, sempre comedido, ainda mais com o seu dinheiro, começou a ficar preocupado com a conta e ao ver que o camisa 4 não iria parar de pedir, chamou-lhe a atenção:

– João, essa conta vai sair cara, não tô com grana pra isso. Ainda não recebi o bicho da vitória e tenho que pagar a prestação do carro novo, que é usado, mas é que novo pra mim.

– Calma Dé, pode deixar que essa eu resolvo – batendo a mão no peito, com a autoridade de um camisa 10 – vamos sair sem pagar nada.

O zagueiro levanta os braços, como se tivesse apontando um impedimento, e chama o dono do bar.

– Seu Carlos, é o seguinte, quero fazer uma aposta com o senhor.

Resistente e sabendo que lá vinha fria, o dono do bar logo foi recusando…

– João, quero saber de aposta não, vocês querem mais alguma coisa ou querem pagar a conta?

– Pera, Seu Carlos, escuta pelo menos… o negócio é o seguinte, o dobro ou nada. Se a gente perder a gente paga o dobro da conta, se ganhar, não paga nada.

Nessa hora João sofreu uma falta debaixo da mesa, com medo de ter que pagar mais do que tinha, Dé acertou lhe um chute na canela, como se quisesse parar a jogada.

E João continuou:

–  O negócio é o seguinte, eu aposto que consigo morder o meu olho.

Intrigado com cena que tentava imaginar, o dono do bar não resistiu e apostou.

O bar inteiro se reuniu em volta da mesa, todo mundo querendo ver a mágica do Coca.

–  Com um sorriso maroto, João surpreende a todos, até ao seu companheiro de time, quando tira o olho esquerdo, que era de vidro, e dá uma dentada nele.

Incrédulo, o dono do bar primeiro se revolta, fala que não pode aceitar, que vai cobrar a conta, que isso foi enganado… mas leva uma vaia maior do que juiz ladrão e acaba aceitando.

Dé se levanta e abraça o zagueiro como se estivesse comemorando um gol. Aproveita que está em pé e no lucro, junta as suas coisas (chaves, carteiras e celulares – todo jogador tem mais de um) e se despede do amigo. Mas João ainda não pediu a saideira e convence o centroavante a ficar para tomar mais uma, por sua conta.

Essa uma, viram duas, três e quando se assusta, Dé já está com mais 6 garrafas de cerveja e duas porções na mesa novamente.

– João, vamos embora, está ficando caro de novo, não vou ter dinheiro pra isso não.

– Calma Jogador, vou ganhar essas também.

Após beber e comer tudo que tinha direito, João Coca novamente acena para o dono do bar que, com raiva, já chega neles com a nova conta em mãos.

– Seu Carlos, vou te dar uma nova chance de recuperar o que perdeu. Vamos apostar de novo. Se eu ganhar não pago essa conta de novo, se eu perder, pago as duas.

Seu Carlos, mais vacinado que gato escaldado, não queria nem saber. Mas antes que saísse de perto, escutou a nova proposta de João.

– Eu aposto que mordo o meu outro olho.

O dono do bar parou na mesma hora e pensou: impossível esse cara ter dois olhos de vidro. Como que ele joga bola? Ele voltou, encarou o Coca nos olhos, o bom e o de vidro, como se o examinasse. E mais certo que oftalmologista que o olho direito era verdadeiro e perfeito, aceitou a proposta.

O bar inteiro se reuniu novamente, seu Carlos pediu silêncio. Dé, o centroavante, não sabia o que estava por vir, mas confiou no amigo tão quanto confiava nele em campo.

João Coca se prepara, coça o olho bom. Olha para o Seu Carlos e aponta como se quisesse falar: é nesse, né? E sorri mostrando todos os seus dentes, brancos como um teclado.

Ele coloca a mão na boca, tira os dentes, ou melhor a dentadura de cima e embaixo, e a leva até o olho, fazendo o movimento de mordida.

– Tá mordido, Seu Carlos. Agora a saideira, por favor.

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Guilherme Lemos. Mineiro, marido, dono da Berê, cruzeirense, publicitário e fã de futebol. Mais ou menos nessa ordem. Ah, eu ainda aprendo a surfar. © 2014.

O varejo conhece seu cliente?

em Negócios/The São Paulo Times por

Atualmente muito se fala sobre a relevância da “propriedade intelectual”, e acredito que podemos também fazer um paralelo com sua importância para o varejo na questão de conhecer ou não seu cliente.

Sim, torna-se parte da “propriedade intelectual” do varejo, todo o conhecimento que ele possa ter ou adquirir de seus clientes, no que se refere a perfil socioeconômico, demográfico, de consumo, interesses, e tantos outros, uma vez que estas informações podem e devem ser utilizadas para estabelecer um relacionamento contínuo e duradouro com os mesmos.

Em um mercado com a concorrência cada dia mais intensa, onde se compete entre categorias diferentes, varejos diferenciados, lojas físicas contra lojas virtuais, e na realidade todos estão buscando sua participação nos bolsos dos consumidores, diria que é de extrema relevância conhecer seu cliente. E por que é importante conhecê-lo?

O processo de vendas não se dá apenas no momento da compra, isso já faz parte do passado. Por isso, torna-se cada dia mais importante trabalharmos fortemente com o que conhecemos de pré-venda e pós-venda.

E para tanto, é fundamental conhecer seu cliente e ter uma boa base de informações sobre os mesmos, dessa maneira poder estar sempre em contato oferecendo serviços diferenciados e gerar fidelidade.

Por isso faço uma pergunta: atualmente é possível perceber este trabalhado diferenciado no Brasil? Acredito que estamos caminhando nesta direção, mas ainda bem distantes de alcançarmos resultados positivos no trabalho efetivo da pré-venda e do pós-venda, de uma forma geral.

Pouquíssimas empresas de varejo realizam ações promocionais, apenas para citar um exemplo de atividade a ser realizada direcionada a um determinado público de seu banco de clientes que tenha interesses específicos, ou até mesmo possa efetivar uma ação em conjunto com um fornecedor para divulgar uma marcar onde seus clientes sejam target.

Perdem-se grandes oportunidades na manutenção do relacionamento.

Quantos e quantos clientes não migram de lojas de varejo por não terem recebido a devida atenção, ou simplesmente por desleixo no pós-venda?

Obviamente que a comunicação com o cliente deve ser sempre medida de acordo com o perfil do público que se está falando, mas este é um outro assunto. O importante aqui e que gostaria de deixar claro, é que todos sabem e dizem que seus clientes são a “peça” mais importante da engrenagem de seus negócios, mas aí vem a pergunta: o varejo realmente conhece seu cliente? E se conhece, o que está fazendo para retê-lo?

Investir no conhecimento do seu consumidor e em ações que garantam a perenidade do mesmo junto de sua loja no varejo é garantir a perpetuação de seu negócio. Pense nisso!

Marcelo Murin é administrador de empresas com especialização em marketing e sócio-diretor da SOLLO Direto ao Ponto.

Dez leis muitos simples

em Brasil/The São Paulo Times por

Minha má memória foi um sério obstáculo na escolha da atividade profissional, e tenho me defendido contra esta deficiência procurando entender bem o conteúdo, sem decorar as formulações (entenda bem as regras, depois esqueça-as). Nunca eu conseguiria, por exemplo, ser ator de teatro, pois decorar textos longos estava fora de cogitação.

Eu não os repetiria com as mesmas palavras, e os chamados “cacos” desnorteariam quem contracenasse comigo. Excluí liminarmente a advocacia: Como decorar mais de quatro milhões de leis, normas, regulamentos, portarias, etc., que a atividade legiferante produziu nos últimos anos?

Falei sobre isso com um advogado. Ele deu uma boa gargalhada, e me explicou:

Os advogados não sabem de cor as leis. Nós só guardamos na cabeça uma espécie de mapa ou índice, e por meio dele encontramos o texto da lei que interessa.

Então vocês também não sabem todas as leis?! Eu achava que soubessem, pois ninguém pode defender-se num tribunal alegando o desconhecimento da lei, e é para isso que a gente tem de pagar caro aos advogados. Se eles também não sabem…

Dizem os críticos que o emaranhado de leis e contra-leis é meio de vida dos advogados, pois assim valorizam a profissão. Talvez seja esse o seu pensamento.

Vai nessa linha. Eu acho que essas coisas podiam ser simplificadas.

Por exemplo, todo mundo sabe que não se pode roubar. Mas vocês criaram a complicação dos termos: roubo, furto, latrocínio, apropriação indébita, improbidade administrativa, fraude contábil, peculato, concussão, extorsão, rapina, formação de quadrilha, crime do colarinho branco, e vai por aí. Os termos se multiplicam, mas no fundo significam a mesma coisa: roubo.

Há muitos graus na gravidade do roubo, daí várias expressões para qualificar o crime cometido, e consequentemente graduar a punição.

Tudo bem. Mas quando um ladrão decidiu roubar, e no caminho teve que matar, não estava pensando nessas distinções todas. Ele só queria roubar, além disso cometeu outro crime que é matar.

Mas você imagine, por exemplo, uma lei rudimentar como esta: Quem roubar, será enforcado.

Excelente! Isso todo mundo entende. E se o ladrão já vai ser enforcado porque roubou, não precisa ser enforcado de novo porque também matou. Em alguns países árabes, a lei manda cortar a mão do ladrão. E por lá a quase totalidade da população mantém a mão no respectivo lugar. Não se arrisca a metê-la no que pertence a outros, para não ficar sem ela. Eu não investiria dinheiro numa fábrica de forcas, se houvesse uma lei como você sugeriu, porque logo após os primeiros enforcamentos os roubos acabariam, ou quase. Eu ficaria sem mercado para as minhas forcas, e naqueles países árabes seria mais sensato fabricar luvas.

Mas é uma injustiça condenar com a mesma pena de morte um batedor de carteiras, que roubou dez reais, e um outro que matou para roubar.

Justiça linear, muito boa, pois você sabe que _cesteiro que faz um cesto, faz um cento. E a diferença entre um ladrão de galinhas e um juiz ou político corrupto que roubou do erário público é quase só quantitativa. Se o risco é grande, todos evitarão o roubo grande e o pequeno.

O que as leis fazem é explicitar o que constitui crime, e em seguida atribuir uma pena proporcional à gravidade dele.

Mas isso fica só para os especialistas, pois a população, o homem simples da rua, não toma conhecimento delas. E nunca servem para evitar os crimes, se as pessoas não as conhecem. O que faz falta são leis simples, que todo mundo entenda e respeite.

Você quer dizer, por exemplo: Não matar, não roubar, não cobiçar as coisas alheias, não desejar a mulher do próximo…

Isso mesmo! Se todo mundo tivesse bem na cabeça e no coração essas leis, que são simples e não passam de dez, a situação seria muito diferente.

Acho essa posição muito ingênua e utópica. Só seria possível numa conjuntura de união entre a Igreja e o Estado, e isso é coisa do passado no mundo ocidental. Existe no mundo muçulmano, mas com vários inconvenientes graves.

Um deles é que não sobra muito espaço para os advogados, não é?

Parece que ele não gostou do meu comentário, pois a conversa se encerrou ali. Mas uma verdade incontestável é que a moralidade verdadeira resulta de convicções religiosas. Elabore o Estado quantas leis quiser, só há de cumpri-las quem ama e respeita aquelas dez leis muito simples.

Jacinto Flecha é médico e colaborador da Abim.

Ano Novo Chinês: ano novo, língua nova

em Cultura e Entretenimento/Mundo/The São Paulo Times por

Aproveitando a data comemorativa da cultura chinesa, especialistas desvendam algumas lendas em torno do mandarim. Segundo eles, é possível, sim, aprender rápido e começar a falar o idioma com confiança.

O estudo da língua chinesa  assusta a muitos: “Muito complexa, hermética, tão diferente do português… e, como se não bastasse, é quase impossível alcançar a fluência necessária”. Essas são algumas das queixas mais frequentes.

Entretanto, como ano novo é tempo de língua nova, especialistas aproveitam a chegada do Ano Novo Chinês – desta vez, o Ano do Cavalo – para dissipar equívocos como esses e auxiliar o aluno a ir em frente com sua resolução de aprender mandarim em 2014, agregando valor a seu currículo profissional.

Diferente do que muitos acreditam, o chinês é sim uma língua possível de ser dominada de forma relativamente rápida. “Entendemos que o chinês é um idioma bastante intrigante, mas apenas porque é, de certa forma, bem diferente do português. No entanto, também é uma língua muito lógica, quase matemática, o que ajuda muito no processo de aprendizado”, afirmou Gustaf Nordback, gerente geral da divisão de Varejo da Rosetta Stone no Brasil.

A gramática chinesa não requer conjugação e, frequentemente, suprime verbos e sujeitos quando falada. Por exemplo, “em chinês, dizemos ‘Ni Hao’. A expressão quer dizer ‘Olá!’, mas traduzida literalmente é ‘Você bem?’, que seria o equivalente em português a ‘Você está bem?’, isto é, funciona sem o verbo”, exemplificou Nordback.

Os caracteres chineses e suas letras/ palavras peculiares também assombram. Mas o idioma pode ser ensinado usando o alfabeto latino. Esse método é chamado Pinyin. No entanto, caso queira, o aluno que planeja morar na China, por exemplo, pode se concentrar em aprender a ler e escrever somente o essencial em caracteres do mandarim. Experts afirmam que uma base de 400 caracteres permite a comunicação na vida cotidiana. Já para ler o jornal sem muita dificuldade, sugerem de dois mil a três mil caracteres. O que é uma quantidade bem menor do que os 50 mil caracteres existentes no idioma.

Tons

Outro fantasma são os temidos tons da língua. O chinês é uma língua fácil e monossilábica, mas tonal. Por isso, muitos estudantes desanimam por acreditar erroneamente que nossa audição latina não é capaz de reconhecer os sons chineses. O idioma usa quatro diferentes “tons” essenciais para entender e distinguir as palavras. Por exemplo, a palavra “Yao”. Seu significado altera drasticamente dependendo do tom. No primeiro tom significa “um”, no segundo é o “alto”, no terceiro o verbo “querer” e no quarto “remédio”.

Outros reclamam por acharem que é impossível aprender um idioma em que não há nenhuma referência – diferente de línguas irmãs, como o espanhol, ou, até mesmo, o inglês e seu vasto vocabulário latino. Por isso, motivação e imersão são fundamentais no estudo do mandarim.

“Esse é um dos pontos no quais o método de ensino online de idiomas da Rosetta Stone – que suprime totalmente a língua materna do aluno durante as aulas, sem traduções nem memorizações – totalmente imersivo é o mais indicado. Para realmente aprender essa língua – pois o mandarim é completamente diferente de qualquer uma das línguas com que se tem contato de forma mais frequente -, o estudante deve imergir no idioma e em uma maneira completamente diferente de pensar”, alertou o executivo.

Outro ponto é o temor do “candidato” a estudante de chinês que, mesmo já começando a acreditar que é possível aprender, acha que passará anos ainda sem poder iniciar a comunicação na língua e acaba desanimando. “Esse é outro mito. Se o aluno leva o estudo a sério e está motivado, por meio do método online da Rosetta Stone, pode aprender o chinês – em um nível suficiente para enfrentar, por exemplo, uma teleconferência – de uma forma muito rápida e já começar a se comunicar na língua desde a primeira aula”, adicionou Nordback.

Inflação galopante? Moeda desvalorizada? Que tal resolver isso depois do almoço?

em News & Trends/Política por

Em um tribunal no centro de Nova York, o comerciante de Buenos Aires, Miguel Catella, sobe a escada suando sob o sol de inverno, perdido em pensamentos sobre o sofrimento de seu país natal.

“As coisas estão fora de controle na Argentina”, ele suspira. “Estamos em um estado de pânico constante. Estamos perdendo uma grande quantidade de dinheiro. O governo não ouve o seu próprio povo”.

Dentro do tribunal, o ministro da economia da Argentina, o vice-presidente e um bando de advogados poderosos argumentam contra uma liminar da Segunda Corte de Apelações que forçaria o país a fazer o pagamento integral de bilhões de dólares em títulos a um grupo de fundos de hedge, de Nova Iorque. Se o tribunal obrigar, a Argentina vai simplesmente se recusar a pagar.

Como a Argentina precisou assumir seus problemas à Suprema Corte dos EUA, suas dívidas se transformaram em uma  completa crise financeira. Da mesma forma que a equipe jurídica da Argentina ameaçou suspender os pagamentos em seus títulos do governo, o banco central do país simplesmente decidiu deixar de fazer compras em apoio à moeda do país: o peso.

“A desvalorização não é uma motivação clara para o governo”, disse o analista Tony Volpon, provedor de pesquisa global da Nomura Group de Nova York. “Também não está claro se isso representa uma desvalorização” – ou que vai causar  problemas ainda maiores à Argentina.

Até agora, tem sido um pesadelo. A desvalorização levou o país a um colapso, e a moeda argentina caiu repentinamente em uma década, diminuindo o poder de compra do seu povo, provocando uma corrida para comprar dólares e objetos domésticos, tais como eletrodomésticos e alimentos antes que os preços fiquem muito além do alcance (embora os acordos de preços atingiram o início deste mês na Argentina, onde determinados itens alimentares essenciais, vinho e outros bens foram comprados on-line por toda a capital. Alguns varejistas não vão vender quaisquer bens até que os níveis de volatilidade dos preços baixem).

Para ajudar, a presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, precisou se afastar do cargo por alguns meses para se recuperar da cirurgia de emergência no ano passado da remoção de um coágulo de sangue perto de seu cérebro.

“Eu estava lendo os jornais da manhã e as manchetes diziam: “Cristina reaparece. “E eu pensei: O que é o oposto de reaparece? Desaparece”, disse ela.

Relatórios informam que a desvalorização da Argentina derrubou o preço de uma geladeira em até 30 por cento. Em contra partida, Kirchner viajou para uma conferência em Cuba, onde ela generosamente almoçou com o comunista aposentado, Fidel Castro.

“Fidel me convidou para almoçar”, disse ela em um comunicado no domingo. “A comida estava muito boa”. Nas circunstâncias de crise econômica de seu país, muitos argentinos acharam a observação da presidenta superficial em relação ao fantasma da fome que assombra o país.

A reunião de duas horas com Fidel foi um sucesso, pelo menos de acordo com a agência oficial de notícias cubana, Prensa Latina. “Depois de trocar saudações afetuosas, o presidente sul-americano e o líder cubano discutiram questões e problemas regionais que a humanidade enfrenta, como a segurança alimentar e conflitos armados em todo o mundo”, disse. (as “questões regionais” incluído dificuldades da Argentina sob a administração de Kirchner ainda não estão claras).

É uma estranha reviravolta dos acontecimentos para um presidente re-eleito em 2011 num momento de crise e executado sob ideais “peronistas” que consideram sagrados os três princípios fundamentais de justiça social, soberania política e independência econômica.

“A situação é muito grave”, disse Steve Hanke, professor de Economia Aplicada da Universidade Johns Hopkins, que assessorou a Argentina no passado em seu regime cambial.

“Com o atual governo, eu acho que é impossível”, disse ele . “Eu acho que eles estão indo para o buraco. Eles irão manter até o fim o apego às suas políticas econômicas fracassadas”.

Hanke disse que o peso da Argentina qualifica como uma incomodada moeda com “hiperinflação (definido por ele como qualquer coisa acima de 50 por cento ao ano). “É muito pior do que o que está sendo divulgado pela imprensa”, disse ele.

Dante Sica, diretor da empresa de consultoria financeira de Buenos Aires, a Abeceb, disse que a atual situação econômica é calamitosa – O ministro da Economia, Axel Kicillof da Argentina, é o quarto ministro em cinco anos – essa mudança, é em parte, devido à resistência do governo argentino para mudar certas políticas macroeconômicas e de sua má gestão da política econômica.

Não ajudou em nada a Argentina ser econômica com a verdade sobre os números da inflação e outros dados econômicos, o que levou um tapa sem precedentes no ano passado pelo Fundo Monetário Internacional. “Ninguém acredita mais no sistema de informação oficial”, disse Sica. “O governo tem apresentado uma série de idas e vindas que não conseguiram gerar um ambiente mais seguro e confiante.”

A dor também é evidente quase sempre que você olha para a situação da Argentina. Uma mulher de 35 anos de idade, em Buenos Aires disse à Newsweek que encarou uma fila de uma hora para poder comprar uma geladeira – e precisou se contentar com o que estava em exposição, porque a loja já tinha vendido muita coisa por fora.

Por causa da instabilidade financeira do país, ela está lutando para decidir sobre o que cobrar por um apartamento de dois quartos que precisa alugar. “O que eu peço hoje pode não ser rentável amanhã”, disse a mulher, que trabalha para uma empresa de telecomunicações estrangeiras. “Hoje eu estou pedindo 3.500 pesos para alugar, mas talvez até o final do ano eu tenha que pedir duas vezes mais”.

O fim do kirchnerismo pode estar mais perto do que se pensa. Mesmo antes do colapso da moeda, uma pesquisa da empresa Management & Fit feita em Buenos Aires mostrou que mais de 66 por cento desaprovam o manuseio de Kirchner sobre a economia, enquanto cerca de 75 por cento acreditam que a economia da Argentina está indo na direção errada.

A turbulência da Argentina já começou a repercutir em toda a América do Sul, principalmente no Brasil – que tem a Argentina como seu terceiro maior parceiro de negociação após a China e EUA.

Considerado o longo celeiro da América do Sul , as exportações altamente desejáveis de soja, milho, trigo, petróleo e gás da Argentina também estão sendo prejudicados, o que constata que a crise se agrava cada vez mais.

“O regime de Kirchner teve como orientação política ideológica um tipo de autarquia financeira”, de acordo com Volpon da Nomura. Isso é porque ela escolheu “ganho de independência” dos mercados financeiros, causado pela crise financeira da Argentina em 2002, marcada pela última grande desvalorização da moeda do país e do padrão da nação em sua dívida pública (que ainda está lutando contra os detentores de bônus ao longo de tribunais dos Estados Unidos) .

“O número mais importante em qualquer economia é a taxa de câmbio”, disse Hanke. “E o governo da Argentina está tentando controlar as coisas, o mercado negro do país é o único mercado livre oferecendo dados reais. “Em tal ambiente, os argentinos estão reunidos para trocar a sua moeda não para algo mais estável, como dólares ou ativos tangíveis .

O tempo se esgotou a Argentina encontrar uma solução “a curto prazo”, observou o analista Mauro Roca. Ele estimou que a Argentina este ano vai queimar cerca de 9.200 milhões dólares de reservas – que tinha utilizado para sustentar a sinalização da sua moeda até a semana passada – deixando 21.600 milhões dólar até o final de 2014.

Embora a imposição de medidas de austeridade percorram um longo caminho em direção a cura dos problemas econômicos da Argentina, Volpon do Nomura não tem muitas esperanças de que o país saia dessa.

“Dado o estado de alerta, muitos analistas duvidam que o governo seja forte o suficiente para aplicar as regras de austeridade impopulares”, escreveu em seu relatório recente. “Ao mesmo tempo, muitos acreditam que, confrontados com problemas de montagem, o presidente Kirchner, que tem sido afetada por problemas de saúde, pode decidir deixar o cargo no início (algo incomum na Argentina) e assim começar a acelerar a transição política”. Talvez seja melhor esperar por uma próxima administração para saber se a Argentina vai conseguir sobreviver ao declínio.

 © Newsweek, 2014.

Aquecimento global: a velha briga entre céticos e cientistas acaba na Justiça

em Educação e Comportamento/Opinião por

Cientistas anunciam novos dados que mostram que a temperatura global está aumentando, o que explica as alterações potencialmente devastadoras no mundo. Os céticos sustentam que os pesquisadores fazem parte de uma conspiração e, desse modo, financiam as pesquisas.

Em um tribunal federal em Washington, EUA, corre um processo pouco divulgado e que foi arquivado por um dos climatologistas mais proeminentes do mundo.

A ação movida por Michael Mann, diretor do Centro de Ciência do Sistema Terrestre da Universidade Estadual da Pensilvânia, afirma que a National Review e o Competitive Enterprise Institute (CEI) o caluniava em dois artigos, os quais afirmavam que ele tinha manipulado os dados climáticos e que a fraude tinha sido coberta pelo seu empregador, dizendo que sua investigação concluía que ele não tinha feito nada de errado. O escritor da CEI, Rand Simberg, fez uma comparação entre a manipulação da Penn State (Universidade Estadual da Pensilvânia) sobre as alegações de abuso contra Jerry Sandusky – o assistente do treinador de futebol condenado por molestar uma criança – e sua opinião sobre o trabalho de Mann.

“Mann poderia ser o Jerry Sandusky da ciência do clima, só que em vez de molestar crianças, ele molestou os dados”, Simberg escreveu no artigo que Mann considera difamatório.

Devido à proeminência de sua pesquisa sobre a ciência da mudança climática, os ataques haviam sido feitos contra Mann durante anos. Mas as circunstâncias mudaram. Agora a questão envolve dois escritores que se excederam nos comentários, criando uma equivalência entre Mann e uma criança molestada.

Durante meses antes desses artigos, Mann e outros climatologistas estavam falando entre si sobre a necessidade de começar a lutar contra os ataques ao seu trabalho e seu caráter. A ciência está do seu lado, argumentam os colegas de profissão de Mann.

Como as coisas chegaram a este ponto? Há uma abundância de possíveis respostas, uma vez que a disputa entre os climatologistas e os céticos está em curso há quase 20 anos.

O que nos leva de volta à discussão entre Mann e o Competitive Enterprise Institute (CEI) e a National Review é o conteúdo do processo judicial. Nos artigos, Mann diz em sua ação judicial que a publicação ignorou mais de seis investigações nas quais não havia evidência científica. O CEI também mencionou a Academia Nacional de Investigação da Ciência, mas rejeitou essas conclusões ao dizer que o instituto havia obtido informações da Penn State, o que significa que o inquérito “não era verdadeiramente independente”.

“Seria melhor que nós gastássemos nosso tempo fazendo ciência, mas uma quantidade cada vez maior do nosso tempo é gasta para nos defender contra ataques de má-fé. Com o tempo eu aceitarei isso”, completa Michael Mann.

© Newsweek, 2014.

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