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PepsiCo declara “tolerância zero”

A PepsiCo, segunda maior empresa do mundo do setor de alimentos e bebidas, comprometeu-se a adotar medidas para impedir as…

By Redação , in Brasil Mundo Negócios The São Paulo Times , at 22/03/2014 Tags:

A PepsiCo, segunda maior empresa do mundo do setor de alimentos e bebidas, comprometeu-se a adotar medidas para impedir as apropriações de terras em sua cadeia de fornecimento, em resposta a petições assinadas por mais de 272.000 pessoas, e agiu dentro do espírito da campanha global “Por Trás das Marcas da Oxfam” conclamando as empresas de alimentos e bebidas a respeitar os direitos das comunidades à terra.

A PepsiCo declarou também que fará uma avaliação social e ambiental completa em toda a sua cadeia de fornecimento, começando no país que é seu principal fornecedor de açúcar, o Brasil – até o final de 2014 –  seguido do México, Tailândia e Filipinas. Além disso, a empresa divulgou publicamente, pela primeira vez, quem são seus fornecedores e os países onde adquire óleo de palma, soja e cana de açúcar, as três commodities que estão no centro da disputa mundial por terras.

Esse anúncio vem na esteira de compromissos semelhantes feitos pela Coca Cola em 2013. A Associated British Foods (ABF), outro alvo da campanha da Oxfam, criou recentemente novas políticas comprometidas com o princípio de consentimento livre, prévio e informado (FPIC), que visa garantir que as comunidades locais sejam consultadas e tenham de dar seu consentimento antes da venda das terras utilizadas para a produção de commodities.  A Oxfam está conversando com a Illovo, empresa de propriedade da ABF e maior produtora de açúcar da África, com vistas à implementação efetiva dessa nova política.

“O poder do consumidor acaba de se tornar um pouco mais forte”,  disse Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam Internacional. “A segunda maior empresa do mundo do setor de alimentos e bebidas comprometeu-se em  se empenhar para evitar as apropriações de terras em sua cadeia de fornecimento. Os fornecedores que quiserem vender seus insumos para a Pepsico, para a fabricação de produtos como Lays e Doritos,Gatorate eLipton Ice Tea, precisam agora garantir que suas terras foram adquiridas com responsabilidade.”

“Isso jamais teria acontecido sem que centenas de milhares de pessoas tivessem se manifestado para exigir que as empresas respeitem os direitos das pessoas em toda a sua cadeiade fornecimento. Nenhuma empresa é grande demais para poder ignorar os seus clientes. Juntos poderemos transformar o setor de alimentos, se os consumidores o exigirem.”

A Oxfam saúda o compromisso da PepsiCo com a “tolerância zero” às apropriações de terras, inclusive compromissos de:

1.    adesão ao princípio de Consentimento Livre, Prévio e Informado em todas as suas operações;

2.    publicação imediata dos três principais países de onde adquire cana de açúcar, óleo de palma e soja;

3.    realização e publicação de avaliações de conduta conduzidas por terceiros em questões sociais, ambientais e de direitos humanos, incluindo conflitos de terra – nos quatro principais países fornecedores na América Latina e Ásia.;

4.    engajamento com governos e órgãos internacionais em apoio a práticas responsáveis com relação aos direitos à terra; e

5.    trabalho em conjunto com os fornecedores nos casos citados no relatório da Oxfam O Gosto Amargo do Açúcar, em busca de soluções que respondam às preocupações das comunidades.

Como a segunda maior empresa de alimentos e bebidas do mundo, a PepsiCo tem grande poder para influenciar seus fornecedores e todo o setor. Essas medidas vão melhorar a transparência e a prestação de contas na cadeia de fornecimento da empresa e ajudar a pressionar o setor alimentício por normas mais rigorosas. Como resultado desses compromissos, a PepsiCo adotará medidas preventivas melhores para evitar conflitos que expulsam os agricultores de suas terras.

A Coca-Cola, a PepsiCo e a Associated British Foods enfrentaram forte pressão do público para agir em defesa dos direitos à terra. A Oxfam e seus parceiros entraram com uma resolução das partes interessadas em novembro do ano passado para incentivar a pressão dos investidores por uma posição da PepsiCo sobre apropriações de terras.

“Aplaudimos essa importante decisão da PepsiCo de declarar tolerância zero às apropriações de terras”, disse Byanyima. “Dada a complexidade da sua cadeia de fornecimento, a empresa merece crédito por ter feito compromissos tão ambiciosos. Vamos monitorar as ações da empresa quanto ao cumprimento dessas promessas. Em particular, continuaremos a atuar, juntamente com parceiros locais, em defesa de uma resolução adequada para as comunidades do Brasil e do Camboja que continuam lutando para recuperar os direitos que têm às suas terras. Outras empresas devem seguir os exemplos da PepsiCo e da Coca-Cola e transformar as políticas e praticas do setor no que se refere aos direitos à terra”.

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