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Perdas com o ataque de pragas é a segunda maior preocupação dos produtores

Os produtores rurais do Brasil estão preocupados com os prejuízos que as pragas, doenças e ervas daninhas têm levado às…

By Redação , in Brasil Negócios , at 08/06/2014 Tags:,

pragaOs produtores rurais do Brasil estão preocupados com os prejuízos que as pragas, doenças e ervas daninhas têm levado às suas lavouras. É o que diz a última sondagem do índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), referente ao primeiro trimestre de 2014, lançado em 27 de maio, em São Paulo, pela FIESP e OCB, com apoio da Andef e Anfavea. Variações climáticas aparece como a maior preocupação e a escassez de mão de obra qualificada figura em terceiro lugar.

A percepção de alerta em relação aos prejuízos com a produtividade é reforçada em outro item que aponta a intenção dos agricultores em investir mais em tecnologia. “Se a segunda maior preocupação do produtor é o ataque de pragas, é natural que ele tenha a intenção de investir mais em remédio para as plantas”, destaca Eduardo Daher, diretor executivo da Andef. “A possibilidade de entrada de novas pragas, diante dos eventos internacionais que o País vem sediando, também é um fator decisivo para essa expectativa”.

De modo geral, o Índice apresentou queda de dois pontos no primeiro trimestre de 2014, em comparação ao último trimestre de 2013. Na escala de 0 a 200, o IC Agro geral (que abrange os segmentos “antes” e “depois da porteira” mais o “produtor agropecuário”) variou de 104,5 para 102,7 pontos, demonstrando uma percepção ainda mais cautelosa em todos os elos da cadeia. Na análise por elo da cadeia, todos apresentaram variações negativas: “Indústria Antes da Porteira” (- 8 pontos), “Produtores Agropecuários” (- 0,4 ponto) e “Indústria Pós Porteira” (- 0,6 ponto).

“Embora pessimista em relação à situação atual, a indústria ´antes da porteira´ mostra-se otimista em relação às expectativas futuras. Seja em relação ao setor em que atuam, ou à economia brasileira, eles acreditam que o cenário mudará para melhor”, explica o diretor do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira. “Esse otimismo foi influenciado, especialmente, pelas revendas, indústrias de defensivos agrícolas e os bancos que financiam o setor”.

Já os produtores agropecuários se mostraram satisfeitos em relação aos preços e à confiança no setor. Porém, isso não foi suficiente para manter o Índice de Confiança deste elo em alta. A desesperança com a economia brasileira e os custos de produção puxaram os resultados de 97,5 para 97,1.

Preocupações x Investimentos

A questão climática continua sendo o principal problema para o setor agropecuário. Em um questionário onde puderam escolher mais de uma alternativa, 82,2% dos produtores agropecuários elegeram “clima” como sua maior preocupação.

“A porcentagem dos entrevistados que escolheram esse item quase que dobrou entre as duas aferições”, observa Ferreira, ao lembrar que no último resultado apresentado, a opção “clima” possuía 46,8% de escolha. “Isto ocorre por uma questão sazonal, seja por influência do excesso de chuvas que ocorreram na região Centro-Oeste ou pela seca observada nas regiões Sul/Sudeste”, explica.

As alternativas “alta incidência de pragas e doenças” e “falta de trabalhador qualificado” aparecerem como a segunda e terceira maior preocupação para 30,4% e 22,5%, respectivamente. Também são elas que impulsionaram o aumento de 10,3 pontos percentuais na expectativa de investimentos em tecnologia ligada ao custeio. Os agricultores que responderam que farão investimentos adicionais nesta área representam 63% na sondagem atual, contra 52,7% na anterior.

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